sexta-feira, 30 de outubro de 2026

O anti-Centeno


Aproveito o habitual ensejo irónico de Guilherme Rodrigues, um dos coautores da indispensável República dos Pijamas, para publicar um excerto de um artigo que Paulo Coimbra eu escrevemos para o Le Monde diplomatique - edição portuguesa de novembro, na próxima semana nas bancas, entitulado O anti-Centeno; procuramos refutar as teses expostas por este neoliberal, agora com uma sinecura num banco espanhol, num artigo inenarrável no Público:

Quando Centeno obscurece o papel do BCE na determinação da taxa de juro num artigo com o título «Montenegro destrona Sócrates», o que está a fazer é alimentar a tese falsa e sediciosa, segundo a qual Sócrates teria levado o país à bancarrota. Uma tese com o objetivo claro de fazer equivaler qualquer política orçamental minimamente expansionista com um alegado despesismo corrupto. Se Sócrates pode e deve, politicamente, ser acusado de alguma coisa é de, afirmando-se social-democrata, ter aplicado as políticas de ajustamento austeritário – cortes salariais, aumento de impostos e congelamentos e cortes nas prestações sociais – impostas pela UE, e por si vertidas nos Planos de Estabilidade e Crescimento, e de ter cortado a torto e a direito antes de ter caído no Parlamento pelas mãos de uma direita que se comprometeu a não cortar e cortou ainda mais.  

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