quinta-feira, 29 de outubro de 2026

O triste estado do orçamento


As tristes figuras televisivas de vários quadros do P sem S, alinhados com as direitas na Sociedade Indigente de Comunicação (SIC-N) e na Chega News Network (CNN), são reveladoras do estado em que se encontra esse P. Há ali quem minta, como se fosse fascista. Muito triste mesmo.

Em coerência, este P viabilizou ontem um Orçamento do Estado absolutamente conforme à UE que o determina em larga medida, e que contrai o investimento público, em geral, e na habitação, em particular; um OE que corta no SNS e aumenta o desperdício das despesas com a perigosa corrida armamentista. Muito triste mesmo.

Isto basta, mas há muito mais, incluindo a subida galopante da despesa com juros, obra do irresponsável BCE, também por via da sucursal que dá pelo nome de Banco que não é de Portugal. Os lucros dos grupos económicos, da banca à Galp de Amorim, esses batem recordes e, graças ao P e ao Chega-IL, o IRC já tinha descido e tudo. Muito triste mesmo.

Entretanto, do ponto de vista da tática, o P conta com a viragem para a direita, para a qual contribui; depois virá apresentar-se cinicamente como baluarte contra o Chega, com a chantagem miserável de sempre, quando as suas opções há anos que alimentam o monstro. Muito triste mesmo.

Alegre só mesmo a luta contra o estado a que se chegou, a mesma que derrotou o pacote laboral. 

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