segunda-feira, 2 de março de 2026

Instrução


Defende e institui a economia liberal que mata, como se não houvesse alternativa, a dos cortes selvagens no Estado social, no salário direto e indireto, a da redução dos direitos laborais correlativa do aumento dos direitos patronais, a do desemprego no dobro do máximo histórico antes do euro, a de centenas de milhares de compatriotas compelidos a emigrar, a das ruinosas privatizações, a do ataque ao mínimo de decência, incluindo ao salário mínimo. 

Defende tudo o que te torna num vende-pátrias, incluindo através da convergência com fascistas, gente sem um pingo de amor ao país, tudo em linha com o atual Governo, de resto. 

Se o fizeres, garanto-te que um jornal liberal como o Público te coloca na capa, antecipando as propostas para “desbloquear a economia” que se repetirão.

domingo, 1 de março de 2026

Não somos cúmplices

 

A agressão militar ao Irão é parte do plano mais vasto do imperialismo norte-americano de tentar impor, pela via da força, o seu domínio hegemónico sobre o Médio Oriente – região com vastos recursos energéticos –, assim como no plano mundial, como evidencia a sua agressão à Venezuela e o incremento do bloqueio que impõe contra Cuba.

Era para escrever mais do que as duas frases de ontem, mas a tomada de posição dos comunistas portugueses poupa-me trabalho. Jamais faria melhor. Vale a pena ler na íntegra. É o partido português com uma visão marxista consistente das relações internacionais, na tradição leninista, como não podia deixar de ser.

Entretanto, vale a pena ver o vídeo acima, onde Carina Castro denuncia a vassalagem do Governo português nas Lajes e não só, ainda antes de mais este crime imperialista contra a humanidade, desta feita contra o Irão.

Por falar em vassalagem, o que dizer da reação de António Costa em Bruxelas, condenando o agredido, em linha com a UE realmente existente? Ficará na história da infâmia, tal como já ficou no genocídio do povo palestiniano. 

E não, nós não somos cúmplices destes vassalos. E por isso nunca devemos ter vergonha de ser portugueses. É que há sempre um país que resiste, há sempre um país que diz não.

Como se fosse uma nota de rodapé

Creio que compreendo cada vez melhor Lénine a partir de 1914, perante a monstruosa rendição à guerra imperialista de quase tudo o que andava pela segunda internacional. Lembrai-vos que a ala direita da social-democracia, a da Eduard Bernstein e companhia, era assumidamente colonialista logo na viragem do século XIX para o século XX. A história rima, de facto.