À luz do que se escreve na imprensa anglo-saxónica sobre a Anthropic e as eventuais contradições do capitalismo da vigilância, o facto mais relevante deste artigo é mesmo o seu título inadmissível. Confirma-se o destino fatal desta forma de sectarismo: quem começa no anticomunismo só acaba na relativização liberal do nazifascismo. E bastaria um título factual: CIA global.
Lamento, assim isto está ao nível de Rui Tavares, o que decide apodar de “estalinistas” as tendências fascizantes de um Moedas alinhado com Chega-IL. A comunista Rita Rato foi saneada do Museu do Aljube (onde estiveram presos sobretudo comunistas), tendo feito um trabalho que granjeou grande reconhecimento.
Nada disto é sério, mas tudo isto tem de ser levado a sério. Eles sabem o que fazem com analogias históricas espúrias, comparações desmemoriadas e confusões conceptuais. E nós também sabemos.
E, sabemos da história, o inimigo primeiro quererá levar os comunistas. Por isso, combater o anticomunismo é um dever do antifascismo.


3 comentários:
Parece-me excessiva a acusação de anticomunismo. O texto compara dois totalitarismos ( sei que o conceito é problemático)locais, separados mais pelo tempo do que pelo espaço, a um totalitarismo global. A referência à stasi lembrou-me uma balada de Wolf biermann com esse nome. Biermann foi afastado do berliner ensemble, a companhia de Brecht, pelo simples facto de ser comunista.
Muito bom.
A propósito, como posso seguir este blogue?
Uma correção ao meu post das 18.06. Biermann não foi afastado do Berliner Ensemble onde trabalhou. As minhas desculpas pela incorreção.
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