Defende e institui a economia liberal que mata, como se não houvesse alternativa (havia e há); a dos cortes selvagens no Estado social, no salário direto e indireto, a da redução dos direitos laborais correlativa do aumento dos direitos patronais, a do desemprego no dobro do máximo histórico antes do euro, a de centenas de milhares de compatriotas compelidos a emigrar, a das ruinosas privatizações, a do ataque ao mínimo de decência, incluindo ao salário mínimo.
Defende tudo o que te torna num vende-pátrias, incluindo através da convergência com fascistas, gente sem um pingo de amor ao país, tudo em linha com o atual Governo, de resto.
Se o fizeres, garanto-te que um jornal liberal como o Público te coloca na capa, antecipando propostas para “desbloquear a economia” que se repetirão, quer nas suas intenções, quer nos seus efeitos de classe.
