
Considerando a necessidade de concretizar uma política económica antimonopolista que sirva as classes trabalhadoras e as camadas mais desfavorecidas da população portuguesa, no cumprimento do Programa do Movimento das Forças Armadas; Considerando que o sistema bancário, na sua função privada, se tem caracterizado como um elemento ao serviço dos grandes grupos monopolistas, em detrimento da mobilização da poupança e da canalização do investimento em direcção à satisfação das reais necessidades da população portuguesa e ao apoio às pequenas e médias empresas; Considerando que o sistema bancário constitui a alavanca fundamental de comando da economia, e que é por meio dela que se pode dinamizar a actividade económica, em especial a criação de novos postos de trabalho; Considerando que os recentes acontecimentos de 11 de Março vieram pôr em evidência os perigos que para os superiores interesses da Revolução existem se não forem tomadas medidas imediatas no campo do controle efectivo do poder económico; Considerando a necessidade de tais medidas terem em atenção a realidade nacional e a capacidade demonstrada pelos trabalhadores da banca na fiscalização e controle do respectivo sector de actividade; Considerando, finalmente, a necessidade de salvaguardar os interesses legítimos dos depositantes...
Decreto-Lei de 14 de Março de 1975 sobre a nacionalização da banca. Faz hoje quarenta anos. Uma data a assinalar. Estou em crer que olharemos cada vez mais para este corajoso país distante como uma fonte de ensinamentos para um país que queremos próximo. Um país que depois dos Espíritos Santos desta desgraçada vida financeira terá de ter um sistema financeiro funcional, com um pólo público dominante e orientado por missões, como agora se diz em investigação económica actual sobre este tema, numa linha que tem vindo a revalorizar o papel da banca pública de investimento, parte essencial de uma estratégia de inovação e desenvolvimento que supere as negativas tendências das últimas três décadas de financeirização e da sua tradução política, a neoliberalização.
Decreto-Lei de 14 de Março de 1975 sobre a nacionalização da banca. Faz hoje quarenta anos. Uma data a assinalar. Estou em crer que olharemos cada vez mais para este corajoso país distante como uma fonte de ensinamentos para um país que queremos próximo. Um país que depois dos Espíritos Santos desta desgraçada vida financeira terá de ter um sistema financeiro funcional, com um pólo público dominante e orientado por missões, como agora se diz em investigação económica actual sobre este tema, numa linha que tem vindo a revalorizar o papel da banca pública de investimento, parte essencial de uma estratégia de inovação e desenvolvimento que supere as negativas tendências das últimas três décadas de financeirização e da sua tradução política, a neoliberalização.






























