segunda-feira, 13 de abril de 2026

Sair da prisão sionista


Faço um apelo a cada militante de esquerda do Livre: na senda de Joacine Katar Moreira, de Filipe Caetano e de tantos outros, saia de um partido irremediavelmente comprometido com o sionismo, com o imperialismo, com as piores práticas políticas, as de um chefe informal que põe e dispõe. 

Este apelo não parte de um qualquer lugar de facilidade autossuficiente: sei por experiência própria que não é fácil sair de um partido por divergência político-ideológica, mas às vezes é necessário. 

Um partido cujo chefe vai à embaixada israelita em pleno genocídio, um partido que pede um uso proporcional da força a um Estado que está a cometer genocídio, da Palestina ao Líbano, que apoda de terroristas os atos da resistência nacional, pode ser tudo, mas não é de esquerda, até porque é conforme com a ala “progressista” da embaixada dos EUA-Israel. 

Repare como isto é coerente com as práticas de interpretação histórica do seu chefe, já aqui escalpelizadas, com a sua defesa da corrida armamentista de recorte nuclear, com a forma amistosa como se dirige a um quadro da extrema-direita. Tudo para lhe dar razão anticomunista na colocação do fascismo e da URSS no mesmo plano, uma desmemória sem fim. Como se aqueles que mais combateram a besta negra, incluindo através do apoio mais consequente aos movimentos anticoloniais, pudessem ser assim apoucados. 

Sim, meu Capitão, “o Livre foi das piores coisas que aconteceu à esquerda deste país”.

3 comentários:

Jardineiro disse...

só para dizer, antes que um qualquer "ruizinho" aqui venha tentar descredibilizar a "posta", que a formulação "foi até à embaixada israelita" não é a mais exacta. na realidade, o que aconteceu foi que a embaixada israelita (no caso, uma delegação da mesma) é que foi até à AR, onde o rui tavares os recebeu sob pretexto de estar muito preocupado com os reféns israelitas. ou seja, uma merda algo diferente, em termos de cor e consistencia, mas com exactamente o mesmo cheiro.

João Rodrigues disse...

Obrigado pela errata, Jardineiro.

Anónimo disse...

Seja como for, é completamente inadmissivel que um partido que se diz de esquerda bem como o seu chefe, falar sequer com Israel, sendo como é, um país que cometeu e continua a cometer genocideo, que constitui, aliás, no que aos Palestinianos diz respeito, politica oficial do Estado como dizem alto e bom som os nazi/fascistas que fazem parte do governo incluindo, claro, o tal Netamiau (que mais tarde ou mais cedo há-de bater com o sim senhor na prisão, ou não haja Deus)