A ASPP/ PSP lamenta profundamente a postura recente do Governo — em particular do Primeiro-Ministro e do Ministro da Administração Interna. Ao instrumentalizarem a ação policial, continuam a expor os operacionais no terreno a situações extremas, arriscando a imagem e a reputação construídas pelos polícias com rigor e proximidade ao longo de anos.
A ASPP/ PSP considera que a atuação forçada nos recentes episódios revela limitações à liberdade de ação da polícia, além de uma precipitação e intromissão política inaceitáveis, que comprometem a instituição e os seus profissionais.
Os constantes ziguezagues do MAI, a leviandade perante decisões judiciais e a aplicação cega de regras transferem indevidamente o ónus da crise da habitação para os polícias, com graves consequências reputacionais e operacionais.
Sobre as restrições impostas e a forma como alguns setores interpretam o direito de manifestação — atuando em aparente alinhamento com o poder governativo —, a ASPP/ PSP alerta para o seguinte: enquanto estrutura representativa de profissionais (sindicato), o que hoje condiciona uns, amanhã limitará os direitos de todos, incluindo os dos polícias.
Excerto de um responsável comunicado da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia.


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