Nenhum dos seus livros está editado entre nós, enésima prova de que o marxismo se tornou uma cultura marrana em Portugal, ao contrário do que acontece no Brasil, onde estão editados os dois livros que li dele.
O primeiro versa sobre o doloroso processo de destruição da Jugoslávia, com particular destaque para o intervencionismo militar da NATO, culminado na agressão de 1999, sob falsos pretextos; e o segundo, de onde o excerto acima foi retirado, é uma tão corajosa quanto pedagógica defesa histórica do movimento comunista, a partir do combate ao que designou por “fascismo racional” e a outras formas de exercício imperialista do poder para benefício dos grandes interesses capitalistas.
Aproveito para reafirmar esta hipótese: uma das causas profundas do atual estado da esquerda lusa radica na presente invisibilidade do marxismo, da academia ao espaço público, precisamente quando a realidade da luta de classes em tantas escalas confirma a pertinência desta forma de pensar-agir.
Até sempre, camarada Parenti.


1 comentário:
Ah, mas é por isso mesmo: quando um lado só dá e o outro lado só leva, não é uma luta, é um espancamento! E este perfeito massacre dos de baixo pelos de cima vai continuar por muito tempo e a Esquerda tem culpas sobradas nisso.
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