Fiquei a saber por um naturalmente entusiasmado Henrique Burnay da notícia. Já cá faltava mais um grupo federalista, militarista e neoliberal, desta vez do Reno: “A alternativa é fazer o que a Europa já fez antes: competir, construir e voltar a crescer”. A UE não é a Europa, insiste-se.
Liderado pelo inevitável Draghi, conta com representantes do capital financeiro do centro europeu, conjuntamente com economistas académicos que direta ou indiretamente estão ao seu serviço intelectual e político.
São os da austeridade expansionista, os da convergência institucional com o capitalismo norte-americano, que produziu Trump e em breve mais uma crise financeira brutal.
Estão preocupados com o declínio da UE, ou seja, com os resultados das suas políticas e instituições: a austeridade, que deprimiu duradouramente o investimento; as decisões geopolíticas, com consequências energéticas custosas e não só; a corrida armamentista, mais um pretexto para socavar os Estado sociais e aumentar desigualdades; a adesão acrítica à globalização, dado que a UE é mais poderosa máquina de liberalização comercial jamais inventada; ou a brutal fragilização dos Estados nacionais, sem instrumentos de política decentes, adaptados às suas circunstâncias.
Curiosamente, do grupo faz parte Leopold Aschenbrenner, cujo fundo especulativo ligado à IA, que já esteve avaliado em 45 mil milhões de dólares, colapsou recentemente. Já está a ser investigado pelas autoridades norte-americanas e em breve vai acabar em tribunal.
Estão bem uns para os outros.


2 comentários:
Hipócrita. Viu um que ninguém conhece, mas moita carrasco para João Costa, ministro da educação do PS. O Alexandre até tem mais CV para o caso, visto serem quase todos banqueiros e economistas.
Menos, não tinha mesmo reparado. Lamentável. E a jovem fraude Leopold Aschenbrenne tem sido muito falada na imprensa financeira.
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