terça-feira, 25 de agosto de 2026

Ja cá faltava


Fiquei a saber por um naturalmente entusiasmado Henrique Burnay da notícia. Já cá faltava mais um grupo federalista, militarista e neoliberal, desta vez do Reno: “A alternativa é fazer o que a Europa já fez antes: competir, construir e voltar a crescer”. A UE não é a Europa, insiste-se.

Liderado pelo inevitável Draghi, conta com representantes do capital financeiro do centro europeu, conjuntamente com economistas académicos que direta ou indiretamente estão ao seu serviço intelectual e político. 

São os da austeridade expansionista, os da convergência institucional com o capitalismo norte-americano, que produziu Trump e em breve mais uma crise financeira brutal. 

Estão preocupados com o declínio da UE, ou seja, com os resultados das suas políticas e instituições: a austeridade, que deprimiu duradouramente o investimento; as decisões geopolíticas, com consequências energéticas custosas e não só; a corrida armamentista, mais um pretexto para socavar os Estado sociais e aumentar desigualdades; a adesão acrítica à globalização, dado que a UE é mais poderosa máquina de liberalização comercial jamais inventada; ou a brutal fragilização dos Estados nacionais, sem instrumentos de política decentes, adaptados às suas circunstâncias. 

Curiosamente, do grupo faz parte Leopold Aschenbrenner, cujo fundo especulativo ligado à IA, que já esteve avaliado em 45 mil milhões de dólares, colapsou recentemente. Já está a ser investigado pelas autoridades norte-americanas e em breve vai acabar em tribunal. 

Estão bem uns para os outros.

2 comentários:

Anónimo disse...

Hipócrita. Viu um que ninguém conhece, mas moita carrasco para João Costa, ministro da educação do PS. O Alexandre até tem mais CV para o caso, visto serem quase todos banqueiros e economistas.

João Rodrigues disse...

Menos, não tinha mesmo reparado. Lamentável. E a jovem fraude Leopold Aschenbrenne tem sido muito falada na imprensa financeira.