terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Recordar é viver


Desculpai, sou um chato que tenta não perder o fio à história e à memória, neste último caso ajudado por um motor de busca de um blogue com quase vinte anos. E recordar é viver, como nos ensinou o grande Vítor Espadinha.

Se em 2025, Seguro frequentava regularmente o stink-tank que serve para a IL contornar a lei de financiamento dos partidos, em 2024 frequentava o MEL, como se pode ver na foto, na companhia de figuras como Camilo Lourenço. 

Mas o que é o MEL? É o acrónimo de Movimento Europa e Liberdade, associação protagonizada por Jorge Marrão (em pé, na foto, ao lado de Seguro). Ficou conhecido como ponto de convergência das extremas-direitas, em 2020, de Morgado a Cotrim-Ventura, ao organizar uma grande conferência na Culturgest, a que aqui nos referimos. 


Marrão pertence ao universo das consultoras, a grande aldrabice que prosperou à conta do esvaziamento das competências e capacidades estatais desde o cavaquismo. Passista da troika, é atual apoiante de Seguro. Está tudo ligado, realmente, acabando num currículo que é todo um programa, segundo a Deloitte:

“O [sic] Jorge Marrão lidera o setor de Real Estate em Portugal. Além dos segmentos tradicionais de Real Estate, tem ainda a responsabilidade de Mergers & Acquisitions (fusões e aquisições) em Hotelaria. Ainda a seu cargo está a área de Marketing, Communications and Business Development. 

Adicionalmente, representa a Deloitte Portugal na rede global, pela área de Clients & Industries. É presidente da Associação Projeto Farol, uma iniciativa lançada pelo think tank, Deloitte Circle, focada em apresentar um conjunto de propostas sobre a economia portuguesa, na próxima década.”

O povo não se engana: diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Ao que se deve acrescentar, em política, tal como na arte, diz-me por que espaços circulas, dir-te-ei o que vales. E ainda, entre outras: diz-me como votaste, sem pressa, no tempo do dispensável desperdício da troika, quando outros resistiam...

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