Faleceu ontem Lucinda Maria Teixeira Silva, pouco antes de se reformar. A esmagadora maioria de vós não sabeis quem foi, nem tendes a obrigação de saber. Mas eu quero dizer-vos: foi uma discreta servidora pública, dessas que têm sido apoucadas no espaço público pelas iniciativas liberais até dizer chega, dessas que fazem com que as instituições públicas funcionem.
Na Faculdade de Economia de Universidade de Coimbra (FEUC), a partir do secretariado de professores, onde tive o privilégio de a conhecer, de com ela interagir ao longo de mais de uma década, era imprescindível. Dizia-lhe a brincar, mas não há nada mais sério, que era a minha mãe na FEUC. Sei que há quem partilhe esse sentimento, que agora é de orfandade.
Há tristeza numa comunidade de trabalho: de repente, a árvore caída que está no nosso relvado ganhou um novo significado. Até sempre, Lucinda.


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