domingo, 4 de janeiro de 2026

Da infâmia


Esta é uma capa para a história da infâmia jornalística liberal em Portugal. Numa redação onde abunda o trabalho precário e mal pago, há quem seja principescamente pago para decidir pespegar um trocadalho do carilho destes na capa. Também isto é liberalismo. 

Um chefe de Estado foi raptado por fascistas no comando da potência mais perigosa do planeta (Nelson Mandela sabia-o). Não aprendem nada. Lembro-me de uma palavra para lá de Venezuela: Iraque. Outra, vá: Líbia. A história da infâmia jornalística liberal é já longa neste século. 

De resto, neste início do ano, este jornal que se diz de referência inadvertidamente confirma que é um passo curto do classismo ao imperialismo, indissociáveis do seu liberalismo de sempre.

Adenda. Sofia Serra-Silva chama a atenção para o mais importante, a foto: “À luz das Convenções de Genebra, é vedada a divulgação de imagens que submetam prisioneiros, incluindo um chefe de Estado sequestrado, a humilhação, degradação ou exposição pública sem consentimento...”

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