Quem o diz é Jeffrey Sachs, um liberal no sentido norte-americano, afirmando o que, com as pouquíssimas excepções permitidas, o comentariado nacional, de Daniel Oliveira a Francisco Pereira Coutinho, não tem capacidade ou coragem para afirmar.
Sachs fez também uma lúcida intervenção no Conselho de Segurança da ONU onde fez ouvir que a “questão que se coloca hoje ao conselho não é a natureza do governo da Venezuela”.
“[A] insistência numa ameaça russa existencial funciona não apenas como uma avaliação estratégica, mas como uma cobertura política para uma mobilização industrial massiva que os líderes da UE esperam que restaure a competitividade económica europeia.
Concordo que a Europa precisa de novas fontes de crescimento, mas a tentativa de introduzir sub-repticiamente uma política industrial sob a bandeira de uma situação de guerra — cultivando o medo e exagerando as ameaças — não é honesta nem aceitável. Criar uma mentalidade belicista para legitimar a renovação económica pode ser politicamente conveniente, mas corrói o debate democrático e corre o risco de prender a Europa numa militarização perpétua que pouco tem a ver com os seus verdadeiros desafios económicos.”
O texto acima, de Robert Skidelsky, principal biógrafo de Keynes, é só outra das formas de perceber o decadente e perigoso estado da propaganda que nacionalmente nos é servida.

1 comentário:
Acrescente John Mearsheimer. As donas teresas ainda ficam mais enoveladas do que já são.
Havia Dénecé, a um outro nível, mas foi suicidado.
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