quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Meia dúzia de notas, não são de dólar


1.
Nuno Severiano Teixeira é historiador das relações internacionais, mas finge que desconhece a história do sistema imperialista liderado pelos EUA, substituindo-a pela fábula da “ordem baseada em regras”. 

 2. As regras da desordem imperial assentam há muito na coerção militar, na compulsão sancionatória, no incentivo pecuniário e na propaganda ideológica. 

3. A compulsão sancionatória matou mais de 560 mil pessoas por ano, só entre 2011 e 2021, estima um estudo para o período 1971-2021, saído na The Lancet, no ano passado, sobre os efeitos na saúde das sanções há muito decretadas pelos EUA e pela UE, atingindo um quarto da economia mundial na última década considerada: “É difícil pensar noutras intervenções políticas com efeitos tão adversos na vida humana e que continuem a ser utilizadas de forma generalizada.”

4. Apesar dos factos ululantes, é mais fácil viver num eterno presente, onde o que agora apoda de “imperialismo predatório”, a chuva que chove, acabou de começar e o subimperialismo da UE nunca existiu. 

5. Concordando umas vezes, discordando noutras, mas aprendendo sempre, a falta que faz José Medeiros Ferreira, historiador das relações internacionais. 

6. Felizmente, temos historiadores do fascismo e da memória antifascista, como Manuel Loff, exceção que confirma a regra no Público: não começa o seu artigo com “Maduro é ditador” e usa a história ao serviço de comparações e analogias esclarecedoras.

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