1. Nuno Severiano Teixeira é historiador das relações internacionais, mas finge que desconhece a história do sistema imperialista liderado pelos EUA, substituindo-a pela fábula da “ordem baseada em regras”.
2. As regras da desordem imperial assentam há muito na coerção militar, na compulsão sancionatória, no incentivo pecuniário e na propaganda ideológica.
3. A compulsão sancionatória matou mais de 560 mil pessoas por ano, só entre 2011 e 2021, estima um estudo para o período 1971-2021, saído na The Lancet, no ano passado, sobre os efeitos na saúde das sanções há muito decretadas pelos EUA e pela UE, atingindo um quarto da economia mundial na última década considerada: “É difícil pensar noutras intervenções políticas com efeitos tão adversos na vida humana e que continuem a ser utilizadas de forma generalizada.”
4. Apesar dos factos ululantes, é mais fácil viver num eterno presente, onde o que agora apoda de “imperialismo predatório”, a chuva que chove, acabou de começar e o subimperialismo da UE nunca existiu.
5. Concordando umas vezes, discordando noutras, mas aprendendo sempre, a falta que faz José Medeiros Ferreira, historiador das relações internacionais.
6. Felizmente, temos historiadores do fascismo e da memória antifascista, como Manuel Loff, exceção que confirma a regra no Público: não começa o seu artigo com “Maduro é ditador” e usa a história ao serviço de comparações e analogias esclarecedoras.


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