quarta-feira, 16 de março de 2011

E se fizéssemos um referendo?


É uma escolha difícil: continuamos a aceitar a austeridade punitiva que nos está a levar à recessão e à incapacidade de financiar o deficit e pagar a dívida a prazo, ou preparamos a reestruturação da dívida já?

Os Islandeses quando tiveram de decidir se pagavam as dívidas dos “seus” bancos falidos optaram por fazer um referendo e escolheram não pagar, pelo menos de imediato. Já os Irlandeses não escolheram nada porque ninguém lhes perguntou.

O que nós escolheríamos na eventualidade improvável desta experiência mental se tornar realidade não sei. Só uma coisa me parece segura como resultado: o susto que os credores que actualmente mandam no euro apanhariam só com o debate público do assunto e as alternativas sensatas que, nesta eventualidade, lhes iriam ocorrer.

22 comentários:

Nuno disse...

Acho um referendo uma excelente ideia, tal como já se discutiu aqui um referendo à extinção do off-shore da Madeira.

Nessa altura tal como agora, desafio os Ladrões de Bicicletas a tomarem a iniciativa e lançarem uma proposta de texto de referendo, petição, qualquer coisa.

Ricardo Alves disse...

Parece-me uma boa ideia, mas é inaceitável para a Merkel, e portanto para os partidos que governam Portugal.

Anónimo disse...

1 - Acredito que mais cedo ou mais tarde vamos ter que ser alvo de um perdão parcial de dívida;

2 - Dívida pública é diferente da dívida dos bancos. Os islandeses podem não ser responsáveis pelas dívidas dos seus bancos mas nós somos moralmente responsáveis pelas dívidas que os nossos governos contraíram;

3 - Parece-me que no momento em que se iniciasse esse debate ninguém mais nos emprestaria dinheiro, o que levaria a uma ruptura imediata.

SC

Anónimo disse...

Quem foi responsável por essa dívida (dita pública) que as pague, é qu também ninguém fez nenhum referendo no sentido de a assumirmos!

pbotas disse...

Mas é exactamente isso que eu acho deve ser feito.
Ainda que um cenário desses nos levasse a um clima de tensão com a Europa, parece-me fácil provar que todos estes empréstimos foram um caminho imposto de várias formas desde que entrámos no EURO, que mais não serve para alimentar uma máquina alemã muito bem montada.
Só nos falta mesmo ter produção interna... o que nos roubaram delicadamente. :)

Anónimo disse...

a dívida não é tão importante para os credores
se fosse maior

os que entraram em default no passado
continuam a ter pouco crédito

100 anos depois
os bancos têm memórias longas

Anónimo disse...

só um ladrão de bicicletas se pode dar ao luxo de tais raciocínios

um com a gamela assegurada

Anónimo disse...

Pois ja dei uma vista de olhos a nossa Constituicao e parece-me que nao ha hipotese.
Torna-se portanto mais urgente seguir o caminho que o Anonimo SC aqui deixou...

"3 - Parece-me que no momento em que se iniciasse esse debate ninguém mais nos emprestaria dinheiro, o que levaria a uma ruptura imediata."


NL

Diogo disse...

Dois pontos:

1 - Levar a tribunal e julgar todos os responsáveis por esta dívida – auto-estradas, Euro 2004, Expo, TGVs, aeroportos, derrapagem de obras, parcerias público-privadas, etc.

2 – Obrigar o BCE a emprestar-nos todo o dinheiro que «devemos» a 1% (tal como faz aos bancos comerciais) e pagar imediatamente todas as dívidas aos «mercados».

Anónimo disse...

Fico contente pelo professor Castos Caldas já colocar em hipotese a suspenção da dívida.

one hundred trillion dollars disse...

sus pensão?

João Carlos Graça disse...

Caro JM, muito obrigado pela lembrança/sugestão!
Caro Anónimo NL, o caso é duma importância tal que exige bem mais, parece-me, do que "dar uma vista de olhos" pela Constituição. Em todo o caso, o primeiro dos poderes soberanos é precisamente o... "poder constituinte". Se for esse o caso, bom, reveja-se pois a Constituição!
Quanto ao outro receio, o de que "ninguém mais nos emprestaria dinheiro", vale a pena pensar nisso, sim, mas não para desistir do projecto, antes para o magnificar e extrair dele, lucidamente, todas as consequências: abandono do euro, nacionalização dos bancos, controlo dos movimentos de capitais durante o período de transição, etc.
Lucidamente, mas sem medos - ou com único medo: "There is nothing to fear, except fear itself", lembram-se?
Impossível, já sabíamos, não é uma palavra gaulesa; nem, sabemo-lo agora, uma palavra islandesa. Será uma palavra portuguesa?...

Anónimo disse...

"ninguém mais nos emprestaria dinheiro"

Por oposição ao momento actual/iminente?

O Comité disse...

Acabo de ler este post e tive pena que não tivessem se inteirado da criação do comité contra o pagamento da dívida pública:
http://contraopagamento.blogspot.com/
Somos ainda poucos, mas já fizemos 2 reuniões públicas, e na manifestação do dia 19 estaremos organizados com faixa. Não vim aqui fazer publicidade gratuita de um grupo de malucos. Levamos a sério o que começamos a montar, e o nosso objectivo é justamente lançar o debate sobre a dívida no espaço público - sem que este fique restrito ao espaço da blogosfera. Entretanto, foi criada há minutos uma comunidade facebook (procurem por 'Contra o pagamento da dívida pública').
Sabemos que a causa é ambiciosa, sua viabilidade discutível, e seu âmbito inevitavelmente internacional. Porém, não vemos outra alternativa, e lançar um debate público é o mínimo necessário.
Se tiverem dúvidas ou quiserem conversar/colaborar, podem também escrever aqui:
contraopagamento@gmail.com
Abs
Patrick F.

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