quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Homenagear Vítor Dias


Homenagear Vítor Dias é, por exemplo, lembrar o arguto observador da comunicação social, escrevendo para jornais durante décadas – não me esqueço da necessariamente breve colaboração com o Público, por exemplo. A esperança de vida dos comunistas nesta imprensa sempre foi reduzida, vá lá perceber-se porquê.

Enfrentou tantas vezes as câmaras de televisão, e em tempos bem complexos, não me esqueço do início da década de 1990, quando comecei a prestar atenção, a declarar-me comunista, mais ou menos com a idade do meu filho. E ele escreveu tantos comunicados políticos e tinham tal estilo, da forma ao conteúdo, tudo tão bem burilado. Tentei aprender, tentando imitar. 

Dias sempre denunciou todos os tipos de discriminações de classe, destinadas a impedir a comunicação comunista. 

E há sempre quem tenha o topete de racionalizar, dizendo que os comunistas portugueses não sabem comunicar. Geralmente são pessoas, diz-me a experiência entretanto ganha, cujo salário relativamente chorudo na comunicação social depende de proferirem dislates destes.
   

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