“Aos meus clientes, peço desculpas, mas acho que terei de cancelar o serviço agendado, pois vou para o parlamento”: assim falou de madrugada uma canalizadora socialista chamada Hannah Spencer.
Spencer venceu de forma retumbante uma eleição intercalar numa circunscrição na zona de Manchester: os trabalhistas perderam 25 pontos percentuais num lugar antes considerado seguro e os verdes ganharam 27 pontos percentuais. Esta mudança teve o apoio da restante esquerda, incluindo de Corbyn, derrotando assim a tralha “trabalhista” e fascista.
Ao contrário de tantos no continente, os verdes de Zac Polanski não têm bombas, nem sionismo, nem “contas certas” à la UE, sempre erradas para a maioria social. Ele já revelou saber de macroeconomia real, da keynesiana: um Estado não é uma família, já que a sua política económica deve existir para servir as famílias trabalhadoras.
Há sempre dinheiro, o constrangimento não é financeiro, mas sim de recursos reais, como já assinalou, na esteira da melhor tradição económica britânica.
Diz que veio para substituir o trabalhismo. Lembro-me da declaração de Starmer no congresso termidoriano de um partido agora moribundo: “Se não gostam, se não gostam das mudanças que fizemos, digo que a porta está aberta e podem ir embora”.
Pior que o trabalhismo de Starmer é difícil: continuador de Blair-Mandelson, os maiores triunfos de Thatcher, apoiante do genocídio sionista, moralmente corrompido, belicista e austeritário até à medula, abrindo caminho ao fascismo. Uma tragédia. Por cá, temos direito à farsa de Carneiro e companhia.
Mas esta elite sórdida pode ser travada por gente comum, de classe trabalhadora, organizada, com as ideias organizadas. Haja esperança verde-vermelha.

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