Sem adversativas, sem mas, nem meio mas, Cristina Cardoso afirma com distinção o que as presentes circunstâncias históricas exigem: solidariedade anti-imperialista total com Cuba, alvo de um brutal crime dos EUA contra a sua humanidade.
Neste contexto, há mesmo duas esquerdas: a esquerda internacionalista e a europeísta; a esquerda soberanista, que crítica rigorosamente a UE a partir de Portugal, e a esquerda pós-qualquer-coisa, que fala confusamente da “Europa”, imaginando-se em Bruxelas; a esquerda marxista e a anti-marxista; a esquerda de classe e a esquerda brâmane.
Pela parte que me toca, já há muito escolhi a esquerda que me interessa, que interessa. Entre estas duas esquerdas, creio, pode haver convergência, mas será circunscrita e circunstancial, função do inimigo, da relação de fraquezas, se quiserdes. Não creio que possam existir relações políticas de confiança e camaradagem profundas, não lutamos pelo mesmo no longo prazo, no fundo.
Haja distinção. Sem esta, estamos mesmo perdidos.

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