Repito-me, perante a notícia de que os dividendos enviados para o estrangeiro atingiram, em 2024, quase 8 mil milhões de euros, o valor mais elevado desde 2010:
Desde os anos 1980 que os comunistas portugueses alertam para os efeitos negativos no desenvolvimento soberano, no controlo democrático da economia e, portanto, no resto da vida social, da reconstituição de grupo económicos privados em setores estruturalmente geradores de poder e de superlucros, provando-se, de resto, que aí só a propriedade pública é propriedade nacional. O país tem sido sangrado pela transferência de recursos para o exterior, sob a forma de juros, lucros e rendas, dado o controlo externo crescente de setores nacionais absolutamente estratégicos, geridos em função de negócios cada vez mais estrangeiros.
Nem de propósito, no próximo sábado, pelas 16h30m, na festa do livro da Festa do Avante!, Paulo Coimbra apresentará um livro coletivo importante sobre as privatizações na companhia de Manuel Gouveia.
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