terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Variedades de plutocracia


A caracterização da política económica da administração Trump tem motivado muitos debates, alimentados não só pela dificuldade genérica em enquadrar este presidente nas categorias tradicionais da política norte-americana como pelas inconsistências entre o discurso, a prática, as promessas e as concretizações. Neste contexto, a caracterização recentemente sugerida por Nouriel Roubini – Trump como um pluto-populista, ou um plutocrata sob uma capa populista – parece-me sintética e acertada. Tanto nos protagonistas (com a administração com a mais íntima relação de sempre com a super-elite empresarial) como no conteúdo (da desregulação financeira e ambiental à reforma fiscal), a Trumponomics realmente existente tem tido como fio condutor o reforço dos mecanismos de transferência do rendimento de baixo para cima e em particular para os muito ricos, a coberto de um discurso populista.

O populismo de Trump é, claro está, um populismo xenófobo e reaccionário – triádico, na tipologia proposta por John Judis que o João Rodrigues aqui tem trazido: procura mobilizar as classes médias e populares contra a ameaça do ‘outro’ (os imigrantes, os beneficiários de apoios sociais, os outros países) para quem é remetida a culpa pela degradação das condições de vida, em contraste com o populismo diádico progressista, que procura defender as classes populares das elites que as subordinam. Em todo o caso, em matéria de política económica, o populismo triádico de Trump é mais discursivo do que efectivo: apesar do discurso abertamente racista e de algumas medidas pontuais odiosas, Trump não alterou significativamente a política de imigração, por exemplo, tal como não alterou significativamente a orientação da política comercial livre-cambista, aliás largamente favorável aos interesses das empresas norte-americanas. Já a componente plutocrata vai avançando decisivamente: estima-se que 60% dos ganhos proporcionados por esta reforma fiscal serão capturados pelos 1% mais ricos da população norte-americana, agravando simultaneamente a elevada desigualdade e o défice federal.

Mas não é só na versão trumpista que encontramos uma fusão tóxica entre política-espectáculo e distribuição de baixo para cima. Aqui mais perto, e depois de ter conseguido suscitar entusiasmos pouco avisados entre algum centro-esquerda aquando das eleições presidenciais, é Macron quem tem vindo a implementar reformas fiscais e regulatórias que beneficiam sobremaneira os mais ricos e vulnerabilizam os trabalhadores, a despeito de um discurso e imagem pretensamente pós-ideológicos mas mais adequadamente caracterizados como uma perfeita expressão do extremo centro, para usar a expressão de Tariq Ali. Também neste caso, segundo um estudo acabado de publicar, as medidas com impacto sobre o rendimento das famílias que entrarão em vigor em 2018 beneficiarão principalmente os 2% mais ricos.

O viés plutocrático destes dois actores políticos tão distintos em termos de estilo, que segundo certas narrativas constituiriam exemplos paradigmáticos das alternativas políticas com que nos confrontamos, demonstra bem como esta é na realidade uma falsa e insuficiente escolha. Ao mesmo tempo, mostra também a dimensão do recuo histórico das alternativas progressistas e do muito trabalho que estas têm pela frente.

71 comentários:

Jose disse...

Desde que se entenda que medidas progressistas não significa que visem ou garantam obter o progresso da riqueza global fica difícil tratar estes temas dos benefícios aos 2% aos 1% ou o que queiram definir como mais ricos, para avaliar políticas globais.
Suspeito que o TRUMP quer atrair o dinheiro dos ricos do mundo, e atenta a situação monetária dos USA não me custa acreditar que isso seja essencial a todos os americanos, ainda que beneficie os tais 1%.

Mas progressismo trata de outras matérias.

Anónimo disse...

De uma forma ou de outra e um pouco por todo o lado a desigualdade tem sido acentuada, os valores progressistas deixaram de fazer parte da sociedade moderna, a submissão é total e absoluta, mesmo os intelectuais caíram no enredo criado, ao invés da acção e do confronto optaram por expor o que é evidente, num posicionamento que em ultima análise não é mais que um olhar para dentro. Temos instituições transnacionais que determinam a sorte e o azar de milhões numa total impunidade e sem qualquer controlo democrático, o carácter técnico das grande decisões tem sido a parangona da destituição, já ninguém se importa que decidam por si, já ninguém se importa de não mudar o essencial há uma desistência generalizada, conseguiram o impensável, convencer as pessoas da sua irrelevância.

Anónimo disse...

Muito bom!

Anónimo disse...

Um excelente e claro comentário

Jaime Santos disse...

Quem quer que tenha ouvido o discurso napoleónico de vitória de Macron sabe que isso é verdade. Trata-se de um populista de centro só que com o discurso e projeto político afinados e com uma inteligência fora do comum. A forma como levou Le Pen às cordas no debate, convencendo-a até antecipadamente que poderia abandonar o seu lugar se ela o atacasse excessivamente, mostra bem que o jovem filósofo é verdadeiramente brilhante.

E depois, não nos tome por ingénuos. Macron é bem melhor que Le Pen e quem quer que os tente meter no mesmo saco não faz mais do que cometer os mesmos erros do passado, que permitiram a vitória do fascismo nos anos 20-30...

E, convenhamos, as ditas alternativas progressistas têm sido consistentemente 'comidas por lorpas', se me permite a expressão. O próprio Trump é, apesar da boçalidade, bem mais fino do que se pode pensar à primeira vista. As suas propostas não são fruto da sua mente desregrada, mas sim de sondagens realizadas para determinar o que os seus eleitores potenciais queriam ouvir...

O trabalho começa desde logo na capacidade que as Esquerdas poderão ter em desenvolver uma tecnocracia que lhes permita governar a partir das condições que existem, e não a partir de um qualquer processo de rutura histórico em que francamente, dados os 'egrégios' exemplos do passado, ninguém acredita (ou vá lá 20% dos eleitores poderão acreditar, mas isso não é nenhuma maioria de Governo). E é por isso que o Liberal Centeno é o mais radical de todos os economistas na Esquerda do espetro político, por muito que o João Rodrigues se dedique a vilipendiá-lo...

Anónimo disse...

Que "matérias" tratará o sujeito das 16 e 49?

Duma e sempre a mesma. A defesa da sua posição de classe. Aqui traduzida nesta preciosa apologia da concentração da riqueza.

Anónimo disse...

Lembram-se do palavreado dos tempos troikistas em relação ao dinheiro que não chegava para todos?

Paleio que tentava justificar o crime organizado do roubo de salários e de pensões. Que tentava justificar as privatizações criminosas. E que assumidamente escondia o aumento da riqueza dos que estavam no topo.

Veja-se agora como o sujeito das 16 e 49 aparece com um discurso que se desmantela por si próprio e em que é visível um pungente choradinho em torno dos 1% mais ricos.

Pede, quase que implora, para que se avaliem as "políticas globais", numa manobra curiosa e demente escamoteando que onde uns poucos engordam nesciamente, a imensa maioria afunda.

E o dinheiro (que faltava por exemplo aos trabalhadores nos idos tempo da governação de Passos), surge aqui ofertado aos de cima, escondendo-se que quem perde são como sempre todos os demais e o dinheiro que é efectivamente preciso para as funções sociais do estado vai empanturrar ainda mais o punhado dos do topo.Agora não há falta de dinheiro para estes personagens que arrotam as notas que todos os dias se apropriam.

Segundo o palavreado do mesmo sujeito, tratam-se de medidas globais para aumentar a "riqueza global" e é necessário avaliar as "políticas globais"e outras tretas idiotas do género

Sinceramente este sujeito faz-se de parvo ou toma os demais como parvos?

Anónimo disse...

Mas a pérola no topo do bolo está ainda para vir.

O trump escondido nesse bolo do das 16 e 49 salta do dito bolo, travestido dum suspeito "suspeito que o trump quer atrair o dinheiro dos ricos do mundo"

Não se riam por favor. Está aqui explicada a idiotia do motivo pelos quais os americanos têm que ver uns tantos sacarem quase tudo, para que se reúnam lá nos states os mais ricos do mundo. Que não pretendem mais do que enriquecer ainda mais.

Um paraíso terrestre ofertado aos mais ricos. O consolo seriam as migalhas que os demais poderiam apanhar por via das tais "políticas globais"? As quais não custa a acreditar ao sujeito das 16 e 49 serem essenciais a todos os americanos bla-bla-bla?

Mais uma vez. Este tipo faz-se de parvo ou toma os outros por parvos?

( então e se os ricos do mundo não pertencessem "aquela sociedade coesa e culturalmente coerente" defendida pelos pulhas racistas e xenófobos e tornada política oficial também por Trump?)

Anónimo disse...

O Índice de Bilionários da Bloomberg revela que os 500 indivíduos mais ricos do planeta chegaram ao fim de 2017 com fortunas superiores em 24% ao que detinham no início do ano. Esta percentagem é idêntica ao aumento em 2017 do índice Dow Jones da Bolsa de Nova Iorque, que desde a eleição de Trump já bateu por 87 vezes o seu próprio recorde (thebalance.com, 28.12.17). O novo máximo histórico de fim de ano foi ajudado pela nova lei fiscal de Trump, que ofereceu como enorme prenda de Natal às grandes empresas uma baixa da sua taxa de impostos, de 35% para 21% (thebalance.com, 27.12.17). Mas a mesma fonte informa que «as grandes empresas não pagam na realidade a taxa máxima de imposto federal [sendo] a taxa real de cerca de 18%» e não 35%. Segundo o professor norte-americano James Petras, «entre 67% e 72% das grandes empresas tiveram uma taxa fiscal nula, após as deduções e isenções… enquanto os seus operários e empregados pagavam cerca de 25% a 30% em impostos. […] A taxa para a minoria das grandes empresas que pagaram algum imposto, foi de 14%» (globalresearch.ca, 5.10.17). Ao mesmo tempo, «as maiores empresas dos EUA estacionaram mais de 2,5 biliões de dólares em paraísos fiscais […] e receberam 14,4 biliões em ajudas com dinheiro do Estado». Comenta Petras: «a classe dominante aperfeiçoou a ‘tecnologia’ de explorar o Estado» e não apenas os trabalhadores.

Anónimo disse...

"Cada vez mais confortável na posição de presidente dos EUA, Donald Trump foi capaz de tomar as rédeas do Partido Republicano, afastar os principais adversários internos e pôr em marcha um processo histórico de reorganização do Grand Old Party.

A vertigem reaccionária é mais notória nos tweets sórdidos, nos escândalos ininterruptos e nas conferências de imprensa em que o multimilionário parece furar o guião do capital para cumprir uma agenda desvairada e só sua. Nos bastidores do partido, porém, vivem-se alterações orgânicas e ideológicas tão reais como o recrudescimento do obscurantismo naquele país, a ofensiva de classe contra os trabalhadores ou a crescente agressividade imperialista.
Os exemplos estão por todos os lados. Para disputar as eleições senatoriais do Alabama, na terça-feira, Trump escolheu um pedófilo com dezenas de processos em curso por abuso sexual de menores. Roy Moore, um juiz até há pouco considerado um personagem menor do campo conservador, já fora afastado da magistratura por se recusar a retirar do tribunal uma estátua de duas toneladas dedicada aos dez mandamentos. Noutra instância, foi afastado por começar os julgamentos com sessões de estudo bíblico. Estrela sinistra do evangelismo fundamentalista, defende abertamente a criminalização da homossexualidade e a revogação da emenda constitucional que aboliu a escravatura, passado que considera aliás ter sido «a última vez que a América foi grandiosa».

No Novo México, o aparelho de Trump está a forçar uma reforma educativa para banir do ensino público e privado figuras como Malcolm X, Rosa Parks e Martin Luther King, substituindo o conhecimento científico pelo criacionismo.

A nível Federal e estadual, uma magistratura cada vez mais alinhada aumenta exponencialmente as penas por delitos comuns, atiça as redadas da ICE, a polícia dos imigrantes, e dá suporte às mais variadas iniciativas legais contra os sindicatos.

(António Santos)

Anónimo disse...

Nem tudo são más notícias:

A partir de 18 de janeiro, a Bolsa de Xangai negociará petróleo em iuan atrelado (com paridade) ao ouro. Trata-se de um passo geopolítico importante, pois ameaça o petrodólar, um dos fatores do poderio norte-americano.
A seu favor, a China conta com o fato de ser o maior importador de petróleo bruto do mundo, com o apoio da Rússia e com a possibilidade de o comprador converter o petro-iuan em ouro – chineses e russos estão entre os dez maiores produtores do metal.
Rússia, Irão, Angola, Brasil e Venezuela já aceitaram que a China pague o petróleo importado em iuanes…(…)

É que é o poderio económico dos States que está em jogo

Anteriormente já Saddam e Khadafi tinham tentado algo parecido. Todos sabemos como acabaram. Mas acabar com a China será bem mais difícil.

A seguir com atenção

Pedro disse...

Caro José.

Mas em que é que concentrar o rendimento nos mais ricos garante um melhor funcionamento da economia ?

A economia nunca funcionou tão bem como na Europa do estado social antes de aparecerem vocês com essas teorias da banha da cobra.

Com o neoliberalismo a economia só perdeu eficiência.

O crescimento é muito mais baixo na era neoliberal do que o foi na era social-democrata.

Ainda hoje os países nórdicos, onde existe um estado social mais forte são os mais eficientes do mundo.

E mesmo que os EUA consigam atrair os ricos do mundo através do empobrecimento da população em geral isso vai beneficiar essa população em quê ?

Ser-se pobre para o gestor da sua empresa e os acionistas ganharem dez vezes mais deve ser um benefício do caraças.

Pedro disse...

Caro anónimo das 1.45

Compreendo que dê um certo gozo contrariar os EUA, principalmente os de Trump.

Porém continuo sem perceber a alegria da esquerda em alinhar sempre contra o ocidente a favor de seja quem for que vá contra o ocidente.

A China é simplesmente outra potência imperial e é o campeáo mundial do neoliberalismo.

As condições sociais na China são o sonho húmido de Trump, que provavelmente nunca conseguirá ir tão longe na América.

Então tanta alegria com a ascenção da China porquê, quando o modelo chinês ainda é pior ?

Jose disse...

Caro Pedro,
«concentrar o rendimento nos mais ricos»
A afirmação já vem com a notação de acção visando enriquecer os mais ricos.
Ora,
- tal acção pode justificar-se quando precedida de excessos de sentido contrário
- por definição, ser rico significa não poder consumir o rendimento, pelo que os ricos ficarem mais ricos é uma consequência do conceito.

A questão sempre se reduz ao seguinte:
O progresso sempre depende da acumulação de capital; deve o capital acumular-se em mãos de privados ou do Estado.
Se o Pedro entender que é no Estado ponha-se a trabalhar para a revolução socialista e não caia na pieguice de fazer das pessoas uma espécie de cooperantes totós, do género a quem se possa dizer: esforça-te por ser rico para que eu te possa comer os ganhos.

Anónimo disse...

Há alguns anos ouvíamos autênticos hinos de jubilo perante alguns dos maiores vigaristas sem escrúpulos da nossa praça.

Jose e António Borges. José e os banqueiros. José e um banqueiro. José e Salazar.

Jose pouco a pouco teve que apagar os hinos a tais canalhas. Foi obrigado a tal porque os factos assim o condicionaram.

Mas a sua definição do que é ser rico manteve-se.O que demonstra que as correcções a que jose é obrigado não se generalizam ao universo ideológico
do dito cujo.

Veja-se essa definição do ser rico que "significa não poder consumir o rendimento, pelo que os ricos ficarem mais ricos é uma consequência do conceito".

Não se sabe o que admirar mais. Se a idiotice de o repetir, se estas asnices debitadas como se fossem verdades divinas.

Acompanharam durante anos outras alarvidades do género, como esta pérola:
"Só um ignorante não sabe que um rico tem como destino ficar mais rico".



Pedro disse...

Mas qual estado José ?

Estou a falar de vocês reduzirem o nível de vida dos trabalhadores para cumprirem o tal destino divino de ficarem cada vez mais ricos.

A pobreza aumenta na América ao mesmo tempo que as grandes fortunas aumentam e os gestores duplicam a si próprios os seus salários.

E apesar de já ser nojento vocês gabarem-se de serem imorais, até do ponto de vista da eficiência económica o excesso de concentração de capital é negativo.

O excesso de concentração do capital destrói o capital.

As distorções causadas pela super-acumulação num sector restrito e a contradição que provoca pela escassez nos outros sectores sociais está na origem de todas as crises mundiais e na baixa do crescimento.

Nunca houve verdadeiras crises de superprodução.

A maior parte das pessoas nunca adquiriu tudo o que gostaria e ás vezes nem mesmo do que precisa.

Houve sim por um lado demasiado capita disponível para aplicar em actividades especulativas. Capital esse retirado á capacidade de consumo da massa da população que deixa de poder escoar a produção por falta de poder de compra e se afunda na dívida, ás tantas impagável.

Tem aí a explicação da crise do subprime. Nunca houve "casas a mais" vocês é que retiram ás pessoas a capacidade de adquirir habitação - dando cabo do resto da economia no processo.

O problema aqui é que é necessário um equilibrio e a vossa sofreguidão demente destrói os equilibrios sociais.

Jose disse...

«A maior parte das pessoas nunca adquiriu tudo o que gostaria e ás vezes nem mesmo do que precisa.»
Definido esse 'precisa' ao nível europeu a resposta é simples: não pode, e no caminho para lá chegar esgota-se o planeta. «a vossa sofreguidão demente destrói os equilíbrios»

Se esse fosse o princípio da conversa, até que a teoria socialista tinha um princípio de coerência. Mas é a mama que vos move, e o pouco mais é o ódio a quem tem capital.

Anónimo disse...

Vamos desmistificar esta"teoria das organizações"patronais em serventia ao Capital.

O «concentrar o rendimento nos mais ricos» é algo inquestionável, que fora já apontado por Marx mas não só. Faz parte das evidências do nosso mundo e espanta como há tanto tempo se tenha demonstrado o processo com uma limpidez que ainda hoje encandeia tantos.

Parece estranho que se diga que "a afirmação já vem com a notação de acção visando enriquecer os mais ricos".

Porque a afirmação não vem com qualquer notação de acção ( que disparate, a afirmação é simplesmente um facto) mas sobretudo ( disparate ainda maior) porque não visa enriquecer os mais ricos (como se a constatação de um facto gerasse de per si o incremento desse facto

Infelizmente a coisa vai piorando, Atente-se no que se segue:
"tal acção pode justificar-se quando precedida de excessos de sentido contrário"

O que faz sugerir tal frase?

Uma notação de acção dirigida para a perplexidade. Porque simplesmente esta frase não tem existência legal já que é simplesmente um non sense. Parece que uma notação de acção tem justificação como acção se for antecedida de excessos (????) . Mas atenção que só se estes forem de sinal contrário (????)

Esclarecidos?

Anónimo disse...

A cabotinice continua:

" por definição, ser rico significa não poder consumir o rendimento, pelo que os ricos ficarem mais ricos é uma consequência do conceito"

Custa. Custa ver "isto" escrito em letra de forma, indiferente à surpresa inicial e à gargalhada terminal.

Comecemos pela positiva.

Ser rico parece que significa uma coisa. "Não poder consumir o rendimento".

Vê-se que quem define assim "rico" está envolvido apenas no rendimento. Vê-se que sonha com o rendimento. Vê-se que transvasa com o rendimento.

Consultemos um vulgar dicionário: Significado de rico: 1. Que possui muitos bens e riquezas; 2. Que produz fartamente; fértil, abundante; 3. Opulento, farto, pomposo; 4. Apetitoso, bom; 5. Belo, lindo, bonito;...

Parece que o universo da definição de rico esbarra com o estreitamento mental de quem se adivinha pregador do "rendimento".

Um "rico" processo mental não haja dúvida.


Mas a coisa continua a deslizar entre a perplexidade e a gargalhada.

"por definição, ser rico significa não poder consumir o rendimento".
Um pobre coitado amarrado a uma cama do hospital ou num leito em casa, com um pequeno rendimento com que sobrevivia antes, indiferente já ao deve e haver quotidiano, é, segundo a patetice acima expressa, um sujeito rico.

Ele não pode consumir o rendimento.

Também o sujeito que está preso e incapacitado de consumir o rendimento é mais rico do que os tipos que cá fora consomem o seu rendimento.

Inútil explicar porquê


Todavia o processo continua:

"pelo que os ricos ficarem mais ricos é uma consequência do conceito".

Ah...

Vimos que o conceito é uma farsa. Uma asnice. Mas apesar de tal, tem as costas largas permitindo justificar que os ricos fiquem mais ricos.

Palavra de honra. Isto é uma anedota pegada

Anónimo disse...

Infelizmente depois dos conceitos e das definições, perdão depois destes conceitos de conceitos e de definições destas definições, vem uma espécie de choradinho.

O habitual. Depois da pesporrência para com o mundo do trabalho vem o rosário dos "ricos" coitadinhos ( que tanto exaspera o próprio, quando cita Passos Coelho)

Parece que os ricos ( aqueles do rendimento etc e tal) podem não passar de uns cooperantes tótós a quem podem, imagine-se, comer os ganhos.

Antevê-se o choro e as lágrimas

Infelizmente esta reza já perdeu a validade, porque a realidade dos factos demonstra que de facto os ricos ficam mais ricos e a concentração do Capital é incontestável, mesmo entre os seus próceres

Com esta pieguice em torno dos putativos tótós dos ricos voltámos assim ao princípio da discussão.Fogo fátuo. Não sem antes termos que ouvir mais lástimas piegas e idiotas do género:
"a mama que vos move... o ódio a quem tem capital".

( sobra sempre um certo jeito grosseiro e vulgar quando vemos o que vem como as mamas do sujeito. Adiante)

Anónimo disse...

Passemos a coisas mais sérias.A questão está em perceber como as coisas funcionam. Verificar como a questão não está nos "ricos" em si,mas como ocorre tal processo de concentração da riqueza.

"Algumas dezenas de milhares de grandes empresas são tudo, os milhões de pequenas empresas não são nada", afirmava Lénine no seu livro «O Imperialismo, fase superior do capitalismo», enquanto dava exemplos da época do processo notavelmente rápido de concentração da produção em empresas cada vez maiores, da elevação do nível de aperfeiçoamento técnico e do que aí decorria de aumento da produtividade do trabalho, de redução dos custos unitários de trabalho e do aumento da taxa de exploração. Do que isso significava de ganho sobre outros capitalistas no livre jogo da concorrência, de anexação de capitais de menor rentabilidade e apropriação das mais-valias geradas pela força de trabalho que «comanda(va)m». Do grau de desenvolvimento das forças produtivas que criam um excedente de capital para localização produtiva, para exportação, para explorar outras forças de trabalho, para expandir o processo de valorização do capital para além das fronteiras nacionais. Exportar capitais para reexportar mercadorias. Gerar «superlucros» para estabilizar as taxas de lucro, para contrariar a tendência para sua baixa. Este é o retrato do monopólio. O monopólio marca assim a fase de transição do capitalismo para sua fase superior.

Anónimo disse...

Hoje não serão dezenas de milhares de grandes empresas, mas apenas algumas centenas de empresas multinacionais a marcarem os monopólios internacionais, nos diferentes segmentos de actividade que compõem o sistema capitalista mundial. Enquanto o sistema se defronta com uma crise estrutural, de sobre-acumulação de capital sob todas as formas, uma crise de rentabilidade, para a qual não consegue encontrar respostas, apesar da imensa destruição das forças produtivas, do que o enorme exército de desempregados é exemplo, e da intensificação da exploração do trabalho.

Apesar da passagem de quase um século, mantêm-se com particular acuidade, para qualquer caracterização dos traços do desenvolvimento do sistema capitalista na actualidade, os traços fundamentais utilizados por Lénine para descrever a fase imperialista do capitalismo, nomeadamente o grau de concentração da produção e do capital que teve como consequência o monopólio, o predomínio do capital financeiro no comando do processo de acumulação de capital – a existência de uma oligarquia financeira, a exportação de capitais como aspecto determinante para cumprir a vocação universal do capitalismo e «internacionalizar» o circuito do capital, a formação de organizações internacionais monopolistas e a partilha do mundo pelas principais potências imperialistas, com o recrudescer do (novo) colonialismo.

Anónimo disse...

Vejamos alguns exemplos.

O denominado Investimento Directo Estrangeiro (IDE) aumentou significativamente nos últimos vinte anos, demonstrando também o grau que se atingiu de exportação de capitais, nomeadamente entre os países do centro do sistema capitalista mundial. Entre 1990 e 2010, os fluxos de IDE acumulados atingiram 17076 mil milhões de dólares, quase 27% do PIB mundial em 2010 e quase 5,5 vezes o volume de fluxos de IDE registado em 1990. Estes fluxos contribuíram para o significativo aumento do número de operações de fusão & aquisição (F&A) transfronteiriças, preferencialmente usadas em detrimento do investimento de raiz (greenfield investment) noutros territórios, como se verificou nos anos 70 do século passado. Contribuíram para acelerar o processo de concentração e centralização do capital. É significativo que o stock de IDE a nível mundial tenha passado de quase 10% do PIB em 1990 para 1/3 do PIB mundial em 2010. Os fluxos de IDE em vinte anos duplicaram o seu peso no investimento mundial (formação bruta de capital fixo), representando mais de 9% em 2010.

Um indicador para avaliar o nível de concentração e centralização do capital é o número e valor das operações de F&A verificadas, designadamente aquelas que são feitas sobre capitais de países diferentes – as F&A transfronteiriças, demonstrativas também não só do nível de desenvolvimento das forças produtivas e de concentração do capital ao nível de um determinado território nacional, como também da concorrência monopolista a nível mundial. Entre 1990 e 2010, os vinte anos do Consenso de Washington, realizaram-se 86,6 mil operações de F&A transfronteiriças, num valor global de 7175,1 mil milhões de dólares, ou seja, 11,1% do PIB mundial em 2010. Atingindo um pico anual em 2007, tanto em número de operações como em valor. O número de operações de F&A transfronteiriças aumentou 161% e o seu valor 243% face a 1990. Isto em acréscimo as operações de F&A internas realizadas no interior de cada país. Só as 152 operações de F&A transfronteiriças com um valor superior a mil milhões de dólares, completadas em 2010, atingiram o valor global de 400,8 mil milhões de dólares, incluindo-se aqui a operação em torno da Portugal Telecom SPGS, com o valor de 9,7 mil milhões de dólares. Em 2010, 67,4% das operações de F&A transfronteiriças efectuaram-se entre os países capitalistas da OCDE.

Anónimo disse...

Este nível de operações de F&A definiu também a evolução das principais empresas multinacionais nos últimos 20 anos. As 100 maiores empresas multinacionais do sector não financeiro detinham em 2010 activos no valor de 12 075 mil milhões de dólares, representando quase 1/5 do PIB mundial (19,2%). Estas empresas «comandavam» uma força de trabalho a nível mundial de cerca de 15,5 milhões de trabalhadores e tiveram um volume de negócios de quase 7850 mil milhões de euros. Destas empresas, 72 pertenciam a países do G7, 21 das quais aos Estados Unidos. Apesar deste peso continuar a ser importante, os Estados Unidos perderam representatividade nesta lista, com menos cinco empresas do que em 1990. Em 1990 nas cinco maiores empresas multinacionais quatro eram dos Estados Unidos, enquanto em 2010 só uma é que era. Os países do G7 também perderam representatividade, com menos nove empresas face a 1990. Apesar do aumento face a 1990, os países emergentes continuam a estar sub-representados. Só cinco destas empresas pertenciam aos países ditos emergentes em 2010, designadamente da China, Brasil, México e Malásia.

Mais de um 1/5 destas empresas (22) estavam afectas à indústria automóvel e petrolífera, apesar dos processos de reestruturação e concentração que se realizaram nas últimas duas décadas. Em 1990, nas cinco maiores multinacionais quatro estavam afectas ao sector petrolífero e automóvel. Em 2010 estavam afectas três, mudando a nacionalidade, com os ingleses da BP e os japoneses da Toyota a ultrapassarem os «gigantes» dos Estados Unidos. O sector das utilidades públicas (os monopólios nacionais da electricidade, gás e água) e o sector das telecomunicações tinham 12 e 10 empresas, respectivamente, em 2010, enquanto em 1990 só existiam duas empresas do sector das telecomunicações na lista.

Anónimo disse...

Nestas 100 empresas estão no fundo representados os principais oligopólios do sistema capitalista mundial nos mais diversos sectores de actividade, representativos também dos segmentos industriais do sistema em sobreprodução e com excesso de produção industrial instalada, como é o caso do sector automóvel, onde apesar das reestruturações/fusões que representaram a anexação dos capitais com menor rentabilidade, a crise de rentabilidade continua, com uma parte significativa da produção mundial a não ser escoada e da capacidade produtiva instalada a não ser utilizada.

As operações de F&A tiveram também particular relevância ao nível do sector financeiro, nomeadamente do sistema bancário. No seguimento da liberalização dos movimentos de capitais nos finais dos anos 80 do século passado, e sobretudo após os anos 90, aproveitando também os episódios de crise financeira recorrentes, aumentou o grau de concentração e centralização do capital financeiro, com o predomínio claro dos países do centro do sistema capitalista mundial, surgindo bancos e seguradoras de dimensão mundial, detendo activos superiores ao PIB de alguns países. Entre 1990 e 2010, quase 1/3 das operações de F&A transfronteiriças realizaram-se no sector financeiro, representando quase 40% do valor global registado, ou seja, 2815 mil milhões de dólares.

As 50 maiores empresas multinacionais do sector financeiro detinham em 2010 activos no valor de 52 449 mil milhões de dólares, representando 83% do PIB mundial e mais de quatro vezes mais que o valor detido pelas 100 maiores empresas multinacionais do sector não financeiro. Este valor é indicativo do predomínio do capital financeiro e do grau de financeirização do sistema capitalista mundial.

Anónimo disse...

De acordo com os dados mais recentes do FMI, referentes também a 2010, os activos financeiros em posse do sistema bancário, a dívida titularizada e a capitalização do mercado bolsista representavam um valor superior a 250 000 mil milhões de dólares, equivalente a quase quatro vezes o produto mundial. Só a dívida titularizada representava 1,5 vezes o PIB mundial. O que mostra a dimensão do crédito e do capital fictício, que têm sido os principais motores do sistema capitalista mundial desde os anos 80 do século passado e que agora batem recordes históricos, apesar da destruição de capital sob todas as formas que tem vindo a ocorrer, designadamente desde o episódio de crise do sub-prime (crédito hipotecário) em 2007, que «incendiou» os Estados Unidos, alastrando-se depois à Europa e à periferia do sistema capitalista mundial.

Estas 50 empresas multinacionais tinham mais de 13,5 mil empresas afiliadas espalhadas em média por mais de 33 países, empregando uma força de trabalho com mais de 4,5 milhões de trabalhadores. Destas empresas, 74% pertenciam a países do G7, das quais oito eram dos Estados Unidos, com o Citigroup a continuar no topo da lista. É também significativo que nesta lista continue a não constar nenhuma empresa dos países ditos emergentes.

O sistema atingiu um elevado grau de concentração e centralização do capital, de sobre-acumulação de capital sob todas as formas. Hoje é cada vez mais evidente a contradição entre o grau de socialização da produção atingido e a apropriação privada das condições de produção. A crise de rentabilidade do sistema não tem solução no quadro do próprio sistema, o que aumenta o risco de derivas destrutivas, agravada pelo grau de delapidação dos recursos naturais e luta cada vez mais intensa pelo seu controlo. O caminho que hoje está a ser trilhado, nesta nova ofensiva do capital monopolista ao nível internacional, evidencia cada vez mais a questão central da propriedade dos meios de produção, dos meios de satisfação das necessidades humanas.

Dependerá da luta dos trabalhadores e dos povos a derrota da ditadura do lucro e a emancipação do Homem de todas as formas de exploração.

Jose disse...

«Dependerá da luta dos trabalhadores e dos povos a derrota da ditadura do lucro e a emancipação do Homem de todas as formas de exploração.»
Oremos, irmãos!
De profundis, Salmo 130!

Pedro disse...

Caro josé.

Errou o alvo.

Não sou esquerdista nem tenho ódio a capitalistas.

Só tenho ódio a chulos e lambe botas.

Ora, sendo as pessoas o que são, qualquer pessoa, independentemente da classe social, a quem lambessem as botas tão sôfrega e constantemente como os direitistas fazem aos capitalistas, tenderia a tornar-se num grande chulo.

Para mim os capitalistas são pessoas como as outras e devem ser sujeitas ás mesmas regras.


"Esgotamento da terra"...
Quanto á sua súbita conversão, a meio da conversa, de defensor do capitalismo selvagem a anticapitalista verde radical, prova que o tal "pragmatismo-aldrabice" direitista está sempre presente.

Só o queria ver arengar contra o crescimento capitalista noutro contexto que não o de redistribuição dos ganhos...

Só tretas.

De qualquer forma isso seria outra conversa, visto que estamos a falar do presente e não de previsões.

Bastava acabar com os salários pornográficos dos gestores, mais os cargos fictícios mas super-remunerados de gestão que servem para encher mafiosos que nem trabalham nas empresas e por os capitalistas a pagar os mesmos impostos que toda a gente, para termos uma sociedade muito mais eficiente e harmoniosa.






Anónimo disse...

Um excelente trabalho.

Nada mais restará ao sujeito das definições e dos riquinhos do que se refugiar na oração com os olhos na bolsa e os pés a galope?

Jose disse...

«Não sou esquerdista nem tenho ódio a capitalistas» diz o Pedro.

Recomendo-lhe que organize as suas ideias e fique vigilante pelas manifestações da 'ideologia abrilesca' que é uma espécie de social-azia à mistura com a estatização das mamas.

Na sua versão 'os direitistas...lambem as botas ...sôfrega e constantemente aos capitalistas' e são naturais candidatos a chulos.

Supondo que não seja o seu caso, e ainda que sem ódio aos capitalistas, talvez seja só de esquerda e queira estabelecer o socialismo abrilesco, bastando-lhe que o Estado assegure sacar aos capitalistas o bastante para encher as mamas que alimentam os chulos do Estado.

Anónimo disse...

Mamas e chulos!

E é esta a linguagem do pobre Jose , indiferente aos conselhos do papá
a e da mamã

Anónimo disse...

Mas esta manifestação tão pronta do próprio Jose não deve fazer esquecer o que se debate.

Nem do que se debateu, entre os quais as preciosidades sobre os ricos, os seus conceitos e a acumulação da riqueza.

Percebe-se que jose esteja atarantado, irritado, fora de si, pela denúncia serena do que é isto da acumulação do Capital. A prova está não somente nas "mamas e nos chulos" referidos sistemática e repetitivamente quando perde as estribeiras. Está também num outro factor que friamente denuncia a perturbação serôdia. O ódio a Abril,incrustado lá no fundo do terreno de onde lhe nasce o lindo vocabulário em uso que, de vacuidades banais e disparates em série, passa depois para o pequeno insulto próprio de coisas assim.

Quanto aos chulos ( nas "mamas" não falamos porque isso é um assunto do foro intimo do sujeito) ainda nos lembramos quando jose fazia aqui a sua apologia mais os bordéis tributários que jurava úteis para a defesa do Capital.E lembramo-nos tão bem da sua defesa de António Borges e de banqueiros em função

Anónimo disse...

Mas veja-se como jose, de beato em processo de fuga, célere abandona o responso e parte para a pesporrência trauliteira.

"Mamas e chulos". Do Estado? Dos trabalhadores já vimos o que se passa e como estes alimentam de facto os chulos do Capital.

Vamos ver então os banqueiros como verdadeiros chulos, também do Estado:

"BPP :"O dr. João Rendeiro, o dr. Paulo Guichard e o dr. Salvador Fezas Vital têm de ter pena de prisão efectiva, não há outra alternativa, porque este tribunal tem de demonstrar -- depois de Banif, [...] BES - que tem de haver uma altura em que temos de dizer que já chega", afirmou Miguel Pereira Coutinho em tribunal, na primeira sessão das alegações finais.
O advogado considerou que estes arguidos têm de ser "severamente sancionados" porque casos de bancos com erros de gestão que levam ao seu fim "não podem voltar a repetir-se".
"Há pessoa que são 'too big to go to jail', que acham que ninguém lhes vai tocar e esse sentimento tem que ser atacado. Onde fica a fidúcia? A confiança no sistema, nos bancos? Como queremos que isto não volte mais a acontecer", questionou o causídico.
O representante do Banco Privado Português (BPP) -- que intervém neste processo como assistente -- considerou que as declarações públicas que João Rendeiro tem feito revelam que este não demonstra "auto-censura pelos actos praticados" e citou uma entrevista de 2016 de Rendeiro ao portal Sapo24 em que diz que continua a "exercitar" os seus "dons", nomeadamente através de serviços de consultoria.
Na sessão houve ainda as alegações finais do Ministério Público, com a procuradora a pedir pena de prisão entre sete e nove anos para João Rendeiro.
O fundador e ex-presidente do BPP não se encontrava na sala de audiências. A Lusa questionou a advogada sobre o motivo da ausência em tribunal, mas não quis prestar declarações.
Já para os ex-administradores Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital foi pedida prisão entre seis e oito anos.
Nas alegações finais, a procuradora considerou que estes três administradores são "as peças-chave, os líderes" de um esquema fraudulento, "predominantemente o dr. Rendeiro".
Este processo criminal diz respeito a alegada falsificação de contabilidade pelo banco BPP, estando em causa crimes de falsidade informática e falsidade de documentos em factos ocorridos entre 2001 e 2008.
O BPP foi um banco 'private' (dedicado a clientes com elevado património) fundado por João Rendeiro. A grave situação do banco, nomeadamente por falta de liquidez, motivou intervenção do Banco de Portugal no final de 2008.
Durante os cerca de 17 meses em que durou a intervenção do supervisor da banca no BPP, antes de determinar a sua liquidação, a principal preocupação das autoridades (Governo, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e Banco de Portugal) esteve centrada no problema dos clientes que investiram em produtos financeiros que diziam ser de 'retorno absoluto', mas que acabaram por acarretar perdas.
A solução encontrada passou pela criação de um 'mega fundo', em 2010, que recebeu a adesão da quase totalidade dos clientes, bem como pela activação do Fundo de Garantia de Depósitos e do Sistema de Indemnização aos Investidores (SII), o que permite à maior parte dos clientes reaverem o capital investido naqueles produtos.
Quanto ao Estado, este deu aquando da intervenção pública no BPP uma garantia de 450 milhões de euros
No âmbito do dossiê BPP decorrem ainda outros processos, como processo por burla qualificada e processo de recursos dos ex-administradores por contra-ordenações (com multas) aplicadas pelas autoridades de supervisão.
A próxima sessão do julgamento, em que continuam as alegações finais, decorre em 26 de Janeiro.

É a pocilga dos terratenentes à moda de Jose

Anónimo disse...

Os "chulos do Estado" (e de todos nós)

Fundo de Resolução dá como perdidos os €4,9 mil milhões injectados no Novo Banco em 2014

Como vai o fundo pagar o empréstimo do estado?

Pedro disse...

Caro josé.

Era precisamente que eu estava a dizer.

Está tão empenhado em lamber-lhes as botas que nem reparou que quem sempre mais mamou no estado foram capitalistas.

Precisa de moderar esse amor arrebatado pelo capital e entregar-se ao primeiro pato bravo que apareça com os bolsos cheios de dinheiro para ganhar mais distância, ser mais platónico, e perceber que são pessoas como as outras.

Jose disse...

«atarantado, irritado, fora de si…perturbação serôdia»
Os sonhos do Cuco...

Jose disse...

Quanto ao Pedro, estamos conversados; quando o argumento passa a ser uma qualquer definição de quem argumenta, tem direito a juntar-se ao Cuco e a ser tratado como tal.

Mais acima vem o choradinho do dinheiro aos bancos.
O Estado só dá dinheiro aos bancos que são seus.
Se não os fiscaliza ou não os deixa falir e resolve entrar com dinheiro dos contribuintes, só os depositantes são beneficiados não os accionistas.
Se os gestores não entram directamente na cadeia ou não são penhorados, faça o Estado as leis convenientes.

Quer dizer, os adoradores do Estado, culpam os capitalistas pela incompetência do Estado, e ficam-se a dar ares de clarividentes, quando só são parvos.

Anónimo disse...

Atarantado e perturbado.

A prova? Desapareceram as "mamas e os chulos", aquela linguagem desprezível de caserna de bordel e de bas fond de blog de direita-extrema.

Fica-se agora por um "parvos" a alinhavar um discurso da treta que já não engana ninguém.

O confrontar-se com as virtudes educativas tem o seu mérito

Anónimo disse...

O Estado, todos nós, a pagar pelo saque da banca privada. Banca privada em que os ditos accionistas, agora transformados em coitadinhos nesta escrita cúmplice e conivente, parece que não ganharam nada.

Como é possível tanta aldrabice abjecta?

Como é possível estas tretas debitadas com esta pressa leviana e com a mais despudorada das aldrabices?

Como é possível esquecer os lucros de milhares de milhões de euros que uma banca vampiresca somou anos a fio? Nessa altura jose justificava o "negócio" como resultante duma actividade feita para dar lucros, muitos lucros. Ter-se-á esquecido do que ele próprio disse?

Como é possível ter-se o desplante de falar em "fiscalização" se quem os fiscaliza são os próprios e quem regula são os nomeados por eles?

Por exemplo como é possível esquecer a figura trauliteira, abjecta e insultuosa de Jose por quem denunciou as cumplicidades ao mais alto grau governativo ( tinham um governante especialista para a fiscalidade, com funções específicas de fazer desaparecer dinheiro em offshores, isentos de perguntas e de impostos)?

Como é possível esquecer o escarcéu e a histeria de jose quando se colocou em cima da mesa a saída do governador do Banco de Portugal, um dos tais que só vê depois da jogatana?

Como é possível falar num "Estado" desta forma gaiteira e desresponsabilizante, quando o estado são eles e o estadista com mais tempo em funções no pos-Abril é um tipo com ligações sérias ao saque banqueiro, de nome Cavaco Silva? Alguém apoiado, louvado, beatificado e votado pelo próprio Jose?

Como é possível jose pensar que somos todos parvos ou que sofremos de serôdia falta de memoria como parece ser também o seu caso?

Ou isto é apenas manipulação pura e dura?


Anónimo disse...

Quer dizer.

Os lucros são privados e destinam-se à engorda duma classe que a cada dia que passa se torna mais rica.

Até se verifica que durante anos se distribuem dividendos acima dos lucros obtidos. Um exemplo e tendo como universo de referência apenas as coutadas perdão, as cotadas. Estas endividam-se para fazer tal distribuição de lucros inexistentes. Em 2016 tais dividendos foram superiores aos lucros em 20% ( em média).

E os prejuízos são para todos nós pagarmos, numa socialização dos ditos, abjecta,imoral e criminosa?

Depois dirão que é para proteger os "depositantes". Mas quando se fala em ir ao património de tais capitalistas, ir ao seu bolso , ir às suas propriedades, ir aos seus prédios arrendados ir às suas cavalariças, aos seus offshores...um berreiro desatinado porque estão a assaltar o privado.

E quando se fala na única medida obrigatória perante esta vilanagem em processo de engorda, ficam histéricos e insultuosos: a nacionalização da banca e o seu colocar ao serviço do Estado.

Sem os governadores do Banco de Portugal que compartilham a mesa, casa e se calhar cama com os banqueiros salteadores

Anónimo disse...

Vejamos um pouco mais fundo esta questão dos "gestores a entrar directamente na cadeia" mais o seu penhoramento e as leis, mais a "incompetência do estado", mais todas as tretas que de forma curiosamente amnésica ou despudoradamente mentirosa, Jose ajuntou aí em cima

Voltemos a 2014. Novembro. Um ano em que o Estado etc etc etc...estava nas mãos de Passos e Cavaco. E dos patrões, banqueiros ou não. Um texto precisamente de ...Novembro de 2014

" Passos Coelho acusou o PS(estamos em Novembro de 2014) de «relação muito pouco transparente» com PT e BES, porque se sabe que «a PT funcionava como tesouraria do Grupo Espírito Santo (GES)». Ora o que se sabe hoje ( já em 2014, donde é este texto) é algo muito diferente do que Passos Coelho diz: foi durante a vigência deste governo que a PT aplicou quase a 100% os seus excedentes de tesouraria no Grupo Espírito Santo.

Esta mistificação não impediu o pantomineiro-mor de afirmar que pôs fim a uma cultura política de favorecimento do Estado a «grupos de influências»: «Deve-nos orgulhar saber que pusemos um ponto final nessa maneira de estar, nessa cultura política, nesse abuso sobre os portugueses que foi perpetrado durante mais de dez anos». Deduz-se que inclui os governos de Barroso e Santana Lopes, talvez porque Barroso esteve a marinar no BES até se alçar a São Bento e o governo de Barroso & Portas envolveu o BES na aquisição dos submarinos.

Acontece que Passos Coelho não tem um pingo de vergonha na cara. Só essa circunstância permite a alguém — que tem fama de «abrir todas as portas» e que se envolveu numa ONG fantasma — ter o descaramento de falar nestes termos.

Acresce que, se há alguém que durante anos apareceu associado à família Espírito Santo, é precisamente Pedro Passos Coelho. Já (alegado) primeiro-ministro, recebeu dez (10) telefonemas de José Maria Ricciardi, que foram interceptados pelo Ministério Público: «as escutas estão relacionadas com alegados crimes de tráfico de influências, corrupção e informação privilegiada no caso das privatizações da REN e da EDP.» Acontece que Pedro e José Maria, como as escutas o comprovam, se tratam por tu, algo que revela uma intimidade que não joga com as declarações actuais do alegado primeiro-ministro"

Anónimo disse...

"Se houvesse memória no jornalismo, alguém recordaria a Passos Coelho que a única vez na história do regime democrático que um banqueiro se sentou à mesa do Conselho de Ministros para discutir um orçamento do Estado ocorreu precisamente com Passos Coelho. E o banqueiro convidado para o efeito chama-se Ricardo Salgado.

Mas só estranhará esta intimidade com a família Espírito Santo quem não conheça o percurso de Pedro Passos Coelho. Andava ele a «abrir portas» quando alguém se lembrou de o colocar na Fomentinvest, onde pontificavam Ilídio Pinho e Ângelo Correia — a par dos primos Espírito Santo Ricardo e José Maria. O jovem Pedro deu então um salto monumental sem saber ler nem escrever: de abridor de portas a director financeiro. E, no ano seguinte, Ricardo Salgado e José Maria Ricciardi renunciaram a ser vogais da Fomentinvest (embora o BES continue a ser accionista) e o jovem Pedro ocupou uma das vagas deixadas pelos primos. É só perder alguns minutos a consultar o site do Ministério da Justiça, comparando os dados recolhidos com o percurso do alegado primeiro-ministro enquanto jovem..."

O Estado (deles) e os banqueiros.O Estado e a fiscalização ( deles). A incompetência do Estado (deles). Os capitalistas a viverem do Estado (deles) .

Eis o retrato impiedoso do Capital, dos grandes capitalistas, do seu séquito e dos seus próceres.

(Em jeito de gratidão jose dará posteriormente o seu voto a Passos Coelho e anunciá-lo-á ao som de salmos e de rezas)

Anónimo disse...

Algumas notas, em passant:

- Parece que um tal cuco continua a afligir as noites e a salpicar esta espécie de comentários de um tal Jose

- Parece que esse tal Jose foi mesmo apanhado com as calças na mão com as suas riquinhas definições do que é ser rico e outras asnices correlacionadas. Não passa despercebida a sua crispada e algo impotente referência ao"argumento que é uma definição bla-bla-bla de quem argumenta"

-Parece que quem passa o tempo com a palavra "choradinhos" e "piegas" na boca ( como Passos Coelho e esse tal Jose) não repara nas figuras que faz com o seu peculiar choradinho em torno dos "capitalistas" e "accionistas"

-Parece que o mesmo Jose faz orelhas de mercador e rodopia feito uma barata-tonta para não ter que responder ao que é denunciado neste post e aos factos que confirmam a tal concentração da riqueza nuns tantos.Da forma indesmentível como aí em cima está exposto

-Parece que a culpa é do Estado sempre ( alguém aí já demonstrou que o estado são eles próprios, mas adiante.) A culpa é "sempre da vítima que se deixa vitimizar". Onde já ouvimos nós este paleio? Não era o que os sacripantas do terceiro-reich diziam dos que perseguiam, Judeus e comunas? Este tal Jose entretanto está sempre do lado dos parasitas, dos ladrões, dos aldrabões, dos predadores. Ou em registo grosseiro ou em registo de coitadinho

Anónimo disse...

Às 17 e 51 um comentário indignado sobre as leis e o Estado mais a incompetência do que não é transparente.

Curiosamente o mesmo comentador publicava em 2014 um comentário igualmente indignado contra a transparência a exigir ao governante do Estado, Passos Coelho na altura, nestas relações promiscuas entre o estado e o grande poder económico:

"Esta de exigir toda a transparência de quem gere uma empresa falida e tem que estar a falar para credores e uma Constituição estúpida protegida por funcionários públicos, só mesmo de cretinos esquerdistas!"

Era o que mais faltava

Pedro disse...

Caro José.

Eu apenas caracterizei a vossa ideologia, que consiste basicamente em idolatrar quem tiver mais dinheiro.

Se não gosta da caracterização não se preste a essas figuras.

Por exemplo, neste momento está a fingir que não sabe que quem mais mama no estado são os seus amorzinhos assolapados dos grandes empresários das PPP, das rendas, das privatizações ruinosas, dos bancos roubados até á falência, das IPSS da treta, dos paraísos fiscais, etc etc etc.

Que isso não dá boa imagem de si, como pessoa ?

Pois não.

Quem não lhe comprava um carro em segunda mão era eu...

Pedro disse...

Caro Jose.

O estado não fiscaliza porque está dominado por gente como você, que adora capitalistas como ídolos de uma religião, quando não estão pura e simplesmente comprados por eles.

Atribuir o domínio do estado pelos grandes capitalistas e a destruição do estado e o saque do país que esses grandes capitalistas efectuam através desse domínio precisamente a quem está contra essa situação é obra.

Entra no tal descaramento e falta de dignidade pessoal que referi.

Jose disse...

O Cuco & C.ª são de uma obscuridade mental absolutamente confrangedora.

A cena é a seguinte:
O Estado, para satisfazer a cretinagem esquerdalha, tributa violentamente as empresas, atrapalha-as com burocracias infinitas e faz umas leis de trabalho intragáveis.
A seguir, pega nas receitas que obtém de empresas e trabalhadores e cria incentivos às empresas para que estas não desistam, para que sejam criadas novas empresa e novos postos de trabalho.
Pelo caminho vão enchendo os bolsos uma cambada de chulos.
O ciclo da cretinice esquerdalha no seu esplendor!

Anónimo disse...

Por muito que custe ao comentador de nickname Jose vamos iluminar a "cena" que ele quer impingir. E colocar os devidos pontos nos is.

Denunciar-se-á a tentativa de obscurecer o que se discute e de aldrabar os conteúdos.

Mas agradece-se que este mesmo sujeito, independentemente do modo como foi educado, quer em criança quer em adulto, saiba manter alguma compostura e abandone os tiques grosseiros acantonados atrás de palavras como "mamas" e "chulos", que desqualificam quem anda com eles constantemente na boca, que identificam uma classe e que colocam em causa o seu ambiente familiar e educativo. Nem a invocação duma doutrina ideológica extremista pode ser desculpa para um tal tipo de atitudes, se bem que todos saibamos que uma coisa está ligada à outra.

Alguma compostura é assim solicitada. Que se abandone também o registo que alterna entre a pesporrência acintosa e o choradinho um pouco despropositado e que os problemas pessoais ou familiares com os cucos não sejam para aqui chamados. Tais situações que se admitem terem sido à época traumáticas não justificam uma tão grande paranóia por parte do mesmo individuo.

Anónimo disse...

Num post sereno, didáctico, claro e elegante ( como é seu timbre aliás) Alexandre Abreu denuncia a "fusão tóxica entre política-espectáculo e distribuição de baixo para cima", aponta Trump e Macron como exemplos concretos do que afirma, denuncia a concentração da riqueza nos mais ricos e apela ao "muito trabalho que as alternativas progressistas têm pela frente.

A este bem esgalhado post o que tem a dizer jose?

Anónimo disse...

Jose começa por tentar camuflar a "coisa".

E sai-se francamente mal como o historial de comentários aí em cima demonstra. As coisas entram no anedótico quando, nessa sua cumplicidade e conivência com esta concentração de riqueza, afirma "suspeitar" ( terá consciência do ridículo deste "suspeito"?) que o trump quer atrair o dinheiro dos ricos do mundo" e "que isso seja essencial a todos os americanos".

Porque não a todos os habitantes do planeta terra? O milagre de multiplicação dos pães aqui exposto nesta versão pindérica. Curiosamente foi com argumentos do género "não há dinheiro para tudo" que a política ruinosa, criminosa e abjecta da governação Passos /Portas/ Cavaco/ Troika justificou roubos nos salários e nas pensões, cortes nas férias e nos dias de lazer, emagrecimento das funções sociais do estado, privatizações ruinosas, desemprego galopante e empobrecimento geral.

Pelos vistos agora parece que já há para aumentar a riqueza de quem tem mais.A níveis obscenos

A teoria dos vasos comunicantes ao contrário. Não, isto não é uma idiotice. É uma coisa pior porque parte duma idiotice desmentida pela realidade para a propaganda serôdia duma doutrina ideológica que defende tal desigualdade como princípio ordenador do mundo.

E aqui sem agora ter a coragem de o explicitar (há que vender a alma ao diabo) entra Jose na defesa do mundo das cavernas e do darwinismo social.

Continuamos sem perceber o que aconteceria se os ricos do mundo assim convidados, não pertencessem "aquela sociedade coesa e culturalmente coerente" defendida pelos pulhas racistas e xenófobos e tornada política oficial também por Trump?

Anónimo disse...

A demonstração concreta e real do panorama actual fez Jose embatocar. A evidência aproximava-se por demais daquilo que Marx e outros ( até foi citado Lénine) apontaram. E isso choca de frente não só com o seu posicionamento ideológico como também com os seus interesses de classe

Perante dados e números, perante a escalpelização da situação ai em cima apontada, perante o esmiuçar duma realidade que é de facto dantesca, o que restou a Jose?

Primeiro um Salmo. Depois umas mamas e uns chulos como ofertório.

Confessemos que como marca de impotência argumentativa é um mimo

Pedro disse...

A tal cambada de chulos são os capitalistas como tu.

Anónimo disse...

Antes desta manifestação de impotência argumentativa, mal escondida por uma irritação e crispação transparentes, Jose tinha já apresentado alguns comentários transcendentes, género tesourinhos deprimentes:

A "notação de acção visando enriquecer os mais ricos" era o preâmbulo.

Seguia-se uns enigmáticos "excessos de sentido contrário" e uma antológica definição do que é ser rico. Como conclusão do cocktail do non sense e da gargalhada franca vinha esta frase digna do Groucho Marx:
"pelo que os ricos ficarem mais ricos é uma consequência do conceito" de "não poder consumir o rendimento"

Tudo dito?

Não.

Porque a seguir vem outra anedota transmudada em choradinho em torno dos pobres capitalistas saqueados pelo estado que pretende encher as ( cita-se) "as mamas que alimentam os chulos do Estado".

Anónimo disse...

Jose teve mais uma vez azar.

O que se demonstrou factualmente, desde o início do excelente texto de Alexandre Abreu é que há um "reforço dos mecanismos de transferência do rendimento de baixo para cima e em particular para os muito ricos"

Dados e números inquestionáveis foram apresentados. Os tais "pobres capitalistas" ( e estamos a falar naqueles que concentram nas suas mãos cada vez mais riqueza) afinal cada vez estão mais ricos.

Mais. Como diz Petras: «a classe dominante aperfeiçoou a ‘tecnologia’ de explorar o Estado» e não apenas os trabalhadores.

Mais. Os tais "chulos" do Estado são afinal os tais banqueiros como demonstra o caso Rendeiro e partenaires trazidos em boa-hora aqui. O Fundo de Resolução dá como perdidos os €4,9 mil milhões injectados no Novo Banco em 2014. O BPN soma e segue. O BES é o que se vê e ainda se vê muito pouco.

Mais. É o Estado, somos todos nós, a pagar pelo saque da banca privada, os lucros de milhares de milhões de euros que uma banca vampiresca somou anos a fio. Nessa altura jose justificava o "negócio" como resultante duma actividade feita para dar lucros, muitos lucros.

Mais. A"fiscalização" referida e citada é uma farsa, já que quem fiscaliza são os do milieu e quem regula são os nomeados por quem governa o Estado

Mais. As ligações do estado com estes negócios privados vão até ao ponto de terem um governante especialista para a fiscalidade, com funções específicas de fazer desaparecer dinheiro em offshores, isentos de perguntas e de impostos.

Mais. As ligações entre os partidos de direita e os seus bons rapazes com o grande poder económico e com o governador do Banco de Portugal são tão apertadas e suspeitas que todos se lembram do berreiro histérico por parte destas forças que acompanhou o pedido de afastamento do dito governador

Mais. Afinal o Estado são mesmo eles. O estadista com mais tempo em funções no pos-Abril é Cavaco Silva, com ligações sérias aos banqueiros e à banca

Mais. Durante anos distribuíram-se dividendos acima dos lucros obtidos. E o exemplo foi dado, tendo como universo de referência apenas as coutadas perdão, as cotadas. Estas endividam-se para fazer tal distribuição de lucros inexistentes. Em 2016 tais dividendos foram superiores aos lucros em 20% ( em média).

Mais. Foi exposta a vergonhosa cumplicidade e colaboração de quem governa o estado com os tais grandes capitalistas.A única vez na história do regime democrático em que um banqueiro se sentou à mesa do Conselho de Ministros para discutir um orçamento do Estado ocorreu precisamente com Passos Coelho. O banqueiro convidado para o efeito chama-se Ricardo Salgado.

Mais. As ligações promiscuas do primeiro-ministro à época com a família Espírito Santo.Aquele, já como primeiro-ministro, recebeu dez (10) telefonemas de José Maria Ricciardi, que foram interceptados pelo Ministério Público: «as escutas estavam relacionadas com alegados crimes de tráfico de influências, corrupção e informação privilegiada no caso das privatizações da REN e da EDP.» Acontece que Pedro e José Maria, como as escutas o comprovam, se tratam por tu, algo que revela uma intimidade que não joga com as declarações do alegado primeiro-ministro".


Para usar a linguagem em uso pelo Jose, afinal parece que o Estado, dominado pelo poder económico, assegura sacar para os grandes capitalistas o bastante para lhes continuar a encher as mamas que os alimentam e de que se alimentam.

Quais verdadeiros chulos do sistema

Anónimo disse...

Perante tudo isto, todo este manancial de dados e de factos, o que faz finalmente Jose?

Fala na concentração da riqueza? Desmente algum dado? Contesta algum facto?

Não.

Muda de agulha. Bruscamente e de sopetão. Para a "tributação violenta das empresas", para a burocracia, para as leis do trabalho

Mais uma vez a impotência argumentativa. Sacode-se a água e parte-se para outros temas, afastando-se do que se discute e manipulando o debate.

Mais uma vez jose está com azar

Anónimo disse...

Separemos as águas. Por um lado temos as grandes empresas, os muito ricos, aqueles que vão acumulando cada vez mais riqueza, aqueles que são aqui denunciados neste post. Por outro, as micro e pequenas empresas, alvo da antipatia directa de Jose. Quem não se lembra do seu zurzir constante pela descida do IVA da restauração e do achincalhar do pequeno comércio que segundo o mesmo Jose inunda porta sim porta não das ruas usadas pelo sujeito

Tornemos ao professor norte-americano James Petras:
«entre 67% e 72% das grandes empresas tiveram uma taxa fiscal nula, após as deduções e isenções… enquanto os seus operários e empregados pagavam cerca de 25% a 30% em impostos. […] A taxa para a minoria das grandes empresas que pagaram algum imposto, foi de 14%» (globalresearch.ca, 5.10.17). Ao mesmo tempo, «as maiores empresas dos EUA estacionaram mais de 2,5 biliões de dólares em paraísos fiscais […] e receberam 14,4 biliões em ajudas com dinheiro do Estado». Comenta Petras: «a classe dominante aperfeiçoou a ‘tecnologia’ de explorar o Estado» e não apenas os trabalhadores.

Anónimo disse...

E em Portugal?

Segundo estatísticas divulgadas pela Autoridade Tributária do Ministério das Finanças, 92,7% dos rendimentos declarados para efeitos de IRS são do trabalho e pensões, cabendo aos restantes rendimentos – incluindo os de capital e propriedade – apenas 7,3% dos rendimentos declarados

A estimativa da evasão e fraude fiscal no período 2006-2015:
95 024 000 000 euros ( obtido de dados do eurostat)
(registe-se que os bordeis tributários, defendidos por esta gente, são particularmente úteis para este efeito)


Estimativa das contribuições perdidas pela segurança social devido à evasão e fraude entre
2000-2015:
Menos 53 119 000 000 euros

É este o tributo violento que as grandes empresas fazem pagar a todos nós.

Anónimo disse...

João Ramos de Almeida num dos seus trabalhos para este blog expôs, com uma enorme clareza, entre outras coisas, as relações por demais estreitas do poder económico com o governo do Estado.

Usando as suas próprias palavras:

"apenas um exemplo daquela ideia de Karl Marx, no seu prefácio da Contribuição para a Crítica da Economia Política, quando defendeu que, sobre a estrutura económica da sociedade, a base concreta, "se eleva uma superstrutura jurídica e política à qual correspondem determinadas formas de consciência social". Um círculo que Gramsci acharia essencial para conseguir aquela hegemonia na sociedade, que Chomsky defende ser a armadura que viabiliza que uma sociedade assente na exploração se mantenha sem necessidade de ditadura".

O post é este:

http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2017/03/a-realidade-fragmentada.html

Jose disse...

«se eleva uma superstrutura jurídica e política à qual correspondem determinadas formas de consciência social»

Terá a suoerestrutura jurídica e política nascido antes das formas de consciência social que lhes correspondem ou correspondem essas superestruturas a formas de consciência social?

Para a comunada a questão tem uma resposta: não interessa; monte-se a superestrutura que a consciência social seguir-se-á desde que um número suficiente de consciências sejam seduzidas, compradas ou liquidadas.

Anónimo disse...

"Comunada"?

Mantém jose este tique característico que oscila entre o lacrimejo fácil pelos capitalistas e a pesporrência aí em cima expressa

Mas mantém os mesmos métodos. Deixa o tema da concentração da riqueza e afunila para os salmos e a linguagem labrega. Depois faz piruetas. Depois passa para a "tributação violenta das empresas"

Os resultados estão aí em cima. Confrangedora esta dança que se assemelha a uma caricata dança do ventre caduca e patética

Agora pede-se explicações sobre Marx. Mas está lá tudo.
Como é possível?

Agora usa-se a própria incapacidade de interpretação como meio de fuga? Ou tudo isto é fita ,tudo isto é treta e prefere passar por ignorante para partir a galope desta forma tão ...clarividente?

Anónimo disse...

Em jeito de interlúdio e para afastar de vez as manobras atrapalhadas, iradas, desbocadas e fugitivas do jose, coloca-se aqui um pequeno questionário para ver se é desta e se se deixa destas manobras tão pueris como impotentes

É correto afirmar que:

a) A superestrutura jurídica e política é o resultado do modo como as pessoas se organizam para produzir a subsistência material em determinada
sociedade.

b) A superestrutura jurídica e política é o resultado da consciência social dos líderes políticos e não depende do modo de produção em dada sociedade.

c) A superestrutura política é o resultado do modo como as pessoas se organizam para produzir a subsistência material em determinada sociedade, mas a esfera jurídica depende da consciência social.

d) A superestrutura jurídica é o resultado do modo como as pessoas se organizam para produzir a subsistência material em determinadasociedade, mas a esfera política depende da consciência social.

e) A superestrutura jurídica e política é o resultado da consciência social dos homens.

Para não termos que ouvir jose a perguntar daquela forma inteligente à Passos Coelho se a superestrutura jurídica e política terá nascido antes das formas de consciência social dá-se logo a resposta:

É a alínea a)

Anónimo disse...

"Economia, para ser uma ciência social, não pode actuar desgarrada de todas as outras. A economia não é uma ciência exacta, tem matemática mas não é matemática. É por isso que, se num mercado desregulado a oferta e a procura ajustam preços, no mundo real fazem-no à custa do factor do trabalho. É que até o factor capital só existe quando é produzido pelo factor trabalho, e é este princípio que parece ser esquecido ou, não raras vezes, omitido.

A História, recente e não só, tem-nos provado que a regulação efectuada pelos Estados é insuficiente, ineficiente e anacrónica. Porque, mais uma vez, a Economia enquanto ciência social não pode existir sozinha. E, por isso, não pode a Economia alhear-se dos outros fenómenos e analisar os factos à luz de processos que não correspondem à realidade. Afirmar, como na Economia neoclássica, que é necessário que os Estados regulem os mercados, sem ter em conta que os Estados estão capturados pelo poder económico, pelos detentores dos meios de produção e pela minúscula fatia que concentra a esmagadora maioria da riqueza, não é ser Economia, é ser matemática".

Anónimo disse...

De acordo com o relatório sobre desigualdade publicado pela Oxfam, o número de pessoas com uma fortuna acima de 1000 milhões de dólares registou o maior aumento de sempre.
O relatório da Organização Não Governamental, realizado a partir de dados trabalhados pelo banco Credit Suisse e preparado nas vésperas do encontro das elites empresariais e políticas em Davos, revela que o clube formado por aqueles cuja riqueza supera os 1000 milhões está agora acima dos 2000 membros, mais exactamente 2043, na sua grande maioria homens. Em cada dia de 2017, dois novos multimilionários ultrapassaram este patamar de riqueza.

Estes ganhos não foram, no entanto, uma simples consequência de um aumento do bem estar geral da população mundial, alerta a Oxfam. É que ao mesmo tempo que a riqueza dos multimilionáios aumentava, para a população com menos rendimentos, o ano de 2017 não trouxe boas notícias para a sua situação financeira. Mais de 80% do aumento da riqueza mundial em 2017 foi parar às mãos dos 1% mais ricos do mundo, ao passo que a metade da população mais pobre não registou qualquer melhoria.

E mais, o aumento da riqueza dos mais ricos, se utilizada de outra forma, seria mais do que suficiente para resolver diversos dos problemas de extrema pobreza existentes no planeta. De acordo com os cálculos da ONG, o aumento da riqueza destes multimilionários (com mais de 1000 milhões de dólares de fortuna) em 2017, que se cifrou em 762 mil milhões de dólares, era o suficiente para acabar por sete vezes com a pobreza extrema no globo, isto é, com as pessoas que têm de viver com menos de um dólar por dia.

A Oxfam, que assinala que aquilo que aconteceu em 2017 não é mais do que a manutenção de uma tendência dos últimos anos – os multimilionários conseguiram aumentar os seus rendimentos a um ritmo de 13% ao ano, enquanto, em geral, as actualizações anuais médias dos salários dos trabalhadores se ficou pela casa dos 2% –, diz que este fenómeno de agravamento da desigualdade é o resultado de uma combinação infeliz de diversos factores, que aumenta o poder dos mais ricos, reduzindo a capacidade de reivindicação dos mais pobres.

“Os grandes grupos económicos estão a consolidar-se cada vez mais e estão sob grande pressão para entregar mais dividendos aos seus accionistas. Estes dividendos são conseguidos à custa dos trabalhadores e constituem um importante incentivo para entrar em práticas de evasão fiscal”, afirma o relatório, que assinala ainda que “a ameaça de uma maior automação também coloca mais poder nas mãos dos donos das empresas e mais pressão sobre os trabalhadores”.

A Oxfam recusa a ideia de que este aumento de riqueza no topo possa constituir um incentivo para que, depois, se gere mais investimento e inovação. “Há cada vez mais provas de que os actuais níveis de desigualdade extrema excedem em muito aquilo que pode ser justificado pelo talento, esforço e tomada de risco. Em vez disso, essa desigualdade é cada vez mais do produto das heranças, dos monopólios e das ligações suspeitas aos Governos”.

Anónimo disse...

A crise económica e financeira da última década teve duríssimas repercussões na vida de largos milhões de pessoas em todo o mundo. No entanto, para uma elite, os últimos anos foram uma oportunidade para concentrar em si uma fatia ainda maior da riqueza mundial.

O «Relatório da Riqueza Mundial», produzido anualmente pelo Credit Suisse, mostra de forma crua essa realidade: este ano, 8,6% da população mundial concentra 85,7% dos recursos; se falarmos dos 0,7% mais ricos do planeta, a percentagem da riqueza concentrada atinge os 45,9%.

Menos de 1% da população mundial detém quase metade de toda a riqueza. Na base desta pirâmide invertida, 70% da população fica com apenas 2,7% dos recursos.

Estes relatórios são produzidos desde 2010 e já nessa altura as desigualdades eram gritantes: 8% detinha quase 80% da riqueza e para os 68% mais pobres sobravam pouco mais de 4%. Mas os últimos anos só significaram um agravamento, em dois sentidos.

O grupo dos mais pobres cresceu significativamente, de acordo com os critérios do Credit Suisse. Em 2010, 3 mil milhões de pessoas tinham menos de mil dólares (activos financeiros e imobiliários, subtraída a dívida); em 2017 já são quase 3,5 mil milhões. Se é verdade que a população mundial cresceu, não foi tão rápido como o número de pobres: são mais 2% do que há sete anos.

No outro extremo, dos que têm mais de 1 milhão de dólares, o fenómeno é idêntico, mas se falarmos na riqueza, já que o número de indivíduos aumentou apenas 0,2 pontos percentuais – de 24,2 milhões para 36 milhões de pessoas. Em 2010, estes detinham 35% da riqueza mundial; em 2017, concentram quase 46%.

Em sete anos, todos os grupos perderam menos os mais ricos dos mais ricos – mais de 10% da riqueza mundial transferiu-se dos bolsos dos 99% da população para o restrito grupo de 36 milhões de milionários por todo o mundo.

É o capitalismo, estúpido

Jose disse...

Fortunas acima de 1000 milhões e fazem-nas crescer? Espantoso!
Os Estados têm de RENDA n vezes isso e não fazem nada de jeito? Espantoso!

Anónimo disse...

Há qualquer coisa de esquisito e ao mesmo tempo de cómico neste ziquezaguear constante do comentador de nickname Jose.

Assiste-se a uma sua correria constante, dirigida ao que quer que seja, desde que não seja para o que se discute, como que a fugir do confronto com os factos e os dados. Mas também com a substância ideológica das coisas, num processo que imbeciliza a discussão e que revela o paupérrimo argumentário intelectual do referido sujeito.

Na fuga para a frente deixa cair o que ele próprio dissera, quiçá atrapalhado, uma outra forma de definir a sua impotência no debate.

Depois de ter andado da concentração dos mais ricos do mundo no país concentracionário de Trump, depois das citadas piruetas que envergonhariam qualquer prima-dona do Bolshoi, depois duma manifesta incapacidade para descodificar uma simples frase de Marx, o que assistimos nós?

A este espectáculo deplorável de confundir Estados com particulares

Anónimo disse...

Temos assim que para o comentador de nickname Jose, um Estado, com responsabilidades sobre um ror de gente ( de centenas de milhares a milhões, genericamente falando) pode-se assemelhar,logo comparar, com um único sujeito.

Ou seja, um Estado em linhas muito gerais e sem ir para abordagens mais profundas é organizado política, social e juridicamente. Ocupa um território definido onde, normalmente, a lei máxima é uma constituição escrita. É dirigido por um governo que possui soberania reconhecida tanto interna como externamente. Um Estado soberano pode ser sintetizado pela máxima "Um governo, um povo, um território".
Sendo algo de uma grande complexidade, o Estado possui quatro elementos, a saber: População, Território, Soberania, Governo. E deve ter políticas públicas, sendo responsável pelas ditas funções sociais do Estado

Jose compara toda esta organização de uma extrema complexidade com aqueles indivíduos que metaforicamente aparecem sentados sobre pilhas de notas, luzidios e bem nutridos, com o suor da rapina a encharcar-lhes as banhas.

Anónimo disse...

Espanta tal tipo de comparações.

Será que no fundo o que se está a apregoar é que o Estado se comporte como um reles e egoísta grande capitalista, em que o alfa e ómega da sua existência é o enfardar o mais possível, seja a que preço seja, desde que a taxa de juros cumpra a sua função incremental como resulta geralmente da concentração de riqueza?

Eis a defesa sub-reptícia (mas claramente pusilâmine) de um Estado feito à medida dum neoliberalismo predador, com o abandono das suas funções sociais.

Mas como é possível fazer crescer as fortunas acima de 1000 milhões de euros dirá espantosamente Jose?

Não conseguiu perceber uma simples frase de Marx.Continuou na mesma senda.

Como é possível rasurar os múltiplos exemplos dados com o regulador, com o governo, com Cavaco, com Passos e o José Maria, com Passos e o Ricardo Salgado, com o saque fiscal comanditado directamente por um governante, com os perdões fiscais dirigidos directamente aos bolsos dos monopólios e oligopólios?

É tentar não ver ( ou esconder) que os "Estados estão capturados pelo poder económico, pelos detentores dos meios de produção, pela minúscula fatia que concentra a esmagadora maioria da riqueza"

É fingir que não se leu ou não compreendeu aquilo que professor norte-americano James Petras disse:
«a classe dominante aperfeiçoou a ‘tecnologia’ de explorar o Estado» e não apenas os trabalhadores».

É de facto o Capitalismo, estúpido.

Anónimo disse...

"José Azevedo Pereira disse ter criado uma equipa para estudar os grandes contribuintes individuais e que foi desmantelada pelo executivo de Passos Coelho, revelando ainda a existência de contribuintes com património ou rendimentos elevados, mas que pagavam impostos muito abaixo dos valores que deveriam ser tributados.
Azevedo Pereira afirmou existirem cerca de mil famílias ricas que pagam apenas 0,5% do total de imposto pessoal quando deveriam pagar cerca de 25% do IRS. Estão em causa rendimentos acima de cinco milhões de euros e 25 milhões de euros em património.
.“Para além das possíveis manipulações políticas a que a Autoridade Tributária esteve sujeita durante os últimos anos, foi referida a existência de um grupo de trabalho, entretanto desmantelado, com o objectivo de estudar a aplicação da lei e do princípio de equidade tributária aos contribuintes mais ricos”
No programa "Negócios da Semana" da SIC Notícias, Azevedo Pereira disse que as tais cerca de mil famílias mais ricas têm influência directa na legislação: “Este tipo de pessoas tem fácil acesso aos decisores políticos que fazem as leis”.

Eis o Estado capturado pelo poder económico, pelos detentores dos meios de produção, pela minúscula fatia que concentra a esmagadora maioria da riqueza.

Depois espantam-se, quais virgens púdicas, pelo facto que as fortunas acima dos 1 000 milhões de euros cresçam enquanto o Estado assiste, promove e incentiva o crescimento de tais fortunas.

À custa de todos nós

Jose disse...

É o capitalismo, estúpido.

Anónimo disse...

É isso mesmo. Até que enfim!

É o capitalismo, estúpido.

«Dependerá da luta dos trabalhadores e dos povos a derrota da ditadura do lucro e a emancipação do Homem de todas as formas de exploração.»

Nem mais