terça-feira, 5 de novembro de 2013

Os «impedimentos» selectivos do Memorando


Lê-se hoje no Público que Pedro Mota Soares, quando «confrontado com a proposta da OIT, que recomenda o aumento do salário mínimo», terá lembrado a quem o escutava que «o memorando impede o aumento da remuneração mínima». O que significa que uma eventual subida do Rendimento Mínimo Nacional apenas terá lugar - segundo o ministro - depois de terminado o Programa de Assistência Financeira.

É estranho, pois eu ia jurar que o Memorando de Entendimento assinado com a Troika também impedia qualquer acréscimo nas transferências do Orçamento de Estado para as escolas do ensino particular e cooperativo, exigindo pelo contrário os necessários cortes nestas gorduras do Estado. E eis que o ministro Nuno Crato não só não reduz essas verbas como as aumenta, de 239 para 240 milhões de euros, no OE de 2014.

2 comentários:

João Vasconcelos-Costa disse...

Não há mais convicto ultraliberal em adulto do que um esquerdista em jovem. Crato mais Durão Barroso, José Manuel Fernandes, João Carlos Espada, etc.

Honra se lhe faça, mas por indiscutível qualidade intelectual, a excepção José Pacheco Pereira, de direita inteligente, não rupestre como a desses outros senhores.

Anónimo disse...

Total e completamente de acordo com J.V Costa.