quinta-feira, 10 de maio de 2012

Já repararam que estamos a viver um momento crucial?

Bem sei que quando as coisas se tornam muito feias todos temos alguma inclinação para não querer ver, não querer saber… Mas a verdade é que estamos a viver dias que irão marcar o resto das nossas vidas. A Grécia, um pequeno país, muito parecido, em muita coisa, e na sua situação, com Portugal, está a ser encostado à parede nesta Europa da “paz e solidariedade”. A Grécia enfrenta na sua digna recusa do suicídio enormes perigos. Mas parece-me que os perigos que o Golias desta história enfrenta não são menores. O impacto de um incumprimento Grego sobre a banca europeia, sobre os Estados que contribuíram para os fundos europeus e sobre o próprio FMI será enorme, sobretudo quando há outras Grécias, e bem maiores, a seguir pelo mesmo caminho. A Portugal, segundo na linha do pelotão de fuzilamento, competia estar com a Grécia e não a choramingar debaixo das saias da mãezinha caprichosa. Aos portugueses compete fazer o que o governo que enganadamente elegeram não quer: demonstrar solidariedade com a Grécia e contribuir para a procura de soluções de bom senso nesta europa esfrangalhada.

9 comentários:

Miguel Serras Pereira disse...

Nem mais, Zé maria

abraço

msp

Aleixo disse...

Pois...o "...estamos a viver um momento crucial? " não será propriamente a questão económica - por muitas consequências que possam advir - mas sim, a fantochada que os
( pseudo! ) representantes do povo desempenham, num sistema democrático feito para preservar os interesses instalados ! Lá como cá, os eleitos não têm credibilidade e, limitam-se a ser ...uns capachos!!!
Aleixo

D., H disse...

O povo grego está a mostrar uma grande coragem. Para já mostrou a sua total desconfiança naqueles que conduziram o país ao desastre, e que agora se apronta(va)m para levá-los ao cadafalso…Toda a solidariedade é pouco.

Soluções, em Portugal, com quem? Com os mesmos que “inventaram” o BPN e as PPPs? Não é possível engolir mais que “andámos a viver acima das nossas possibilidades”, passando de caminho a esponja sobre a fraude. Auditoria da dívida é um passo, mas não é de todo suficiente para nos tirar da miséria anunciada, sempre com a usura atada à perna.

Vítor Aleixo disse...

Há já algum tempo que os egoísmos nacionais passaram a exprimir-se abertamente.Cada um trata da sua vidinha e ninguém se quer parecer com vizinho do lado.Esta Europa já morreu.Poderá outra suceder-lhe?
Obrigado pelos seus escritos e entrevistas Prof.José Caldas

Carlos Sério disse...

Será bom que os portugueses deixem de ser parvos e deixem de ter a ideia romântica de uma União europeia solidária que os nossos políticos idiotas nos fizeram acreditar. Quando a UE empresta dinheiro aos estados a 4% de juros e aos bancos a 1%, não será isto a demonstração evidente dos interesses que defende e a quem está subordinada?

Anónimo disse...

os eleitos não têm credibilidade e, limitam-se a ser ...uns capachos!!!
Aleixo

é só substituir eleitos por economistas!!!

Anónimo disse...

Nao podemos aceitar esta situaçao como uma fatalidade, mas com a nossa indignacão e um grande "BASTA" aos senhores dos paises que se submetem ao poder economicõ , os donos do mundo. Espero que a Grecia consiga um grande NAo aos verdadeiros culpados, politicos que se vendem ao dinheiro. VIVA A GRECIA!

blabla disse...

...nada de tretas...resta-nos perguntar...berlim já está a arder?

Anónimo disse...

As soluções andam por aí http://www.youtube.com/watch?v=f64nCHq_sQ8&feature=player_embedded a imprensa é que oculta!