terça-feira, 16 de junho de 2015

O fim das ilusões


«Só podemos suspeitar que há motivações políticas por trás do facto de insistirem em mais cortes nas pensões, apesar de cinco anos de pilhagem. (...) Estamos a tratar da dignidade das nossas pessoas bem como das aspirações de todos os europeus. Não podemos ignorar esta responsabilidade. Esta não é uma questão de teimosia ideológica - tem que ver com democracia.»

Alexis Tsipras

«Quando, entre cortar nas reformas dos cidadãos ou nas despesas militares de um dos países que mais gastam no seu exército, alguém prefere manter os gastos militares, estamos conversados sobre a natureza do programa que se quer continuar a impor à Grécia. É o verdadeiro teste do algodão, o tal que não engana, como dizia um célebre anúncio televisivo. (...) Para quem ainda tenha dúvidas sobre a política de capitulação que está a ser prosseguida pela troika, as palavras do presidente do Eurogrupo falam por si. "Não é correto pensar que podemos encontrar-nos a meio caminho".»

Mariana Mortágua, O teste do algodão

«Tsipras, eleito com um mandato para manter a Grécia no euro, provou que qualquer tentativa de conseguir uma alternativa de esquerda para um país está condenada ao fracasso ou à saída da zona euro. A derrota de Tsipras é a derrota de qualquer tentativa de corte com a austeridade. Dentro da Europa não há matizes: infelizmente existe uma agenda única, a dos “compromissos europeus”, que podem ser mais ou menos bem desenvolvidos conforme as personagens envolvidas. Acabaram agora as ilusões: não há política sem austeridade na zona euro. A Europa ilegalizou a social-democracia quando aprovou o famoso "défice zero" do Tratado Orçamental, como na altura vários economistas notaram.»

Ana Sá Lopes, Grécia. Perdemos todos (e a democracia também)

28 comentários:

Anónimo disse...

"Quando, entre cortar nas reformas dos cidadãos ou nas despesas militares de um dos países que mais gastam no seu exército, alguém prefere manter os gastos militares ..."
Com ou sem acordo com a UE, porque é que o Syriza não corta simplesmente os gastos militares? De que é que está à espera? Precisa de alguma aprovação externa?

Francisco disse...

A Grécia ea UE propôs isso e o FMI NÃO ACEITOU!!!! O FMI não aceitou que a Grécia fizess cortes na defesa em vez de nas pensões.
http://www.huffingtonpost.com/2015/06/15/imf-greece-veto_n_7588594.html

João disse...

O artigo sublinha a existência de contradições insanáveis no âmago do processo de integração europeu. Essas contradições e o seu carácter insanável, são hoje mais ou menos cristalinas para quem não veja o Mundo com palas nos olhos. Contudo, parece que por cá vamos ter eleições em tornos dos projectos do arco da governação; pelo menos, parte importante da censura mediática tudo fará para parecer que é essa a discussão sobre a mesa. A intervenção que contrarie esse caminho para o abismo - sem qualquer exagero na expressão - tem pois que se alicerçar numa acção quotidiana e concreta, que conduza ao engrossar de uma maré de oposição a tal deriva suicidária e à opção por caminhos alternativos e de recuperação da soberania nacional. A academia tem uma palavra a dizer sobre o assunto, mas, como em qualquer guerra de guerrilhas, é um combate que só pode ser travar com sucesso homem a homem, rua a rua, porta a porta. Assim haja força, vontade e - sobretudo- convicções e firmeza.

Jose Fernandes disse...

Sem querer entrar em muitos detalhes, apenas digo...
Foram anos de Politicas muito aplicadas, fundos mal aplicados, corrupção e clientelismos que nos levaram a esta encruzilhada.
Como aqui já foi escrito...
neo liberalism reloaded
:)

Anónimo disse...

"A Grécia ea UE propôs isso e o FMI NÃO ACEITOU!!!! O FMI não aceitou que a Grécia fizess cortes na defesa em vez de nas pensões."

"If the report is correct, ..." http://www.huffingtonpost.com/2015/06/15/imf-greece-veto_n_7588594.html


Defense Budget by Country (http://www.globalfirepower.com/defense-spending-budget.asp)
Greece: 6,540,000,000 USD


http://s.kathimerini.gr/resources/article-files/fiscal-policy-new1.pdf
4) Cuts in defense spending
The Ministry of Defense will introduce a wide set of measures which will produce savings of 200 million euro on a permanent basis.

É este corte, de dimensões épicas para um país em crise humanitária, que o Governo Grego propôs e o FMI recusou?
É este corte que o Syriza não faz porque o FMI "não deixa"?

A primeira acção do Syriza quando chegou ao governo devia ter sido cortar a sério no orçamento da defesa (6,540,000,000 USD). Sem pedir autorização. Porque não o fez? Prioridades.

Anónimo disse...

Do que li no LMD, Papandreou convocou um referendo sobre o Euro em 2011 e foi chamado a Bruxelas para justificar esta medida inesperada. Na altura, invocou que a Grécia estaria na iminência de um golpe militar, e que o referendo seria a única forma de salvar a democracia. Se o Syriza mexer no orçamento dos militares sem o aval da UE, talvez seja meio caminho andado para ter um golpe militar patrocinado pela própria UE.

Anónimo disse...

"Se o Syriza mexer no orçamento dos militares sem o aval da UE, talvez seja meio caminho andado para ter um golpe militar patrocinado pela própria UE."
É possível que tenha razão. Mas isso é um assunto da responsabilidade da sociedade Grega, não é da responsabilidade do FMI ou da UE. A sociedade Grega tem de decidir democraticamente se gasta dinheiro na defesa ou na emergência social. Ou então a Grécia é afinal uma ditadura militar.

Antonio Cristovao disse...

Todos este factos já se sabiam a um ano atrás. Onde estavam os responsaveis que fizeram e executaram um programa e governam a Grecia como se estivessem na America ou Africa. Enganaram-se no mapa ou querem fazer dos outros parvos. A Gracia já pertence a zona euro antes de nós; apesar da pouca idade do Tsipras é inimaginavel que so agora é que viu isso e que as regras não iam ser mudadas porque um iluminado achava que sim?
ou é propaganda ou incoerencia?

Miguel Madeira disse...

Se a Grécia cortasse unilateralmente os gastos com o exército mas o FMI continuasse a insistir que fizesse os outros cortes, de que adiantaria?

Anónimo disse...

A questão dos gastos militares é também ilustrativa das limitações do governo Syriza. Mas é sobretudo, e repito a palavra sobretudo, uma questão que põe a nú a rapina e a hipocrisia do FMI. Aponta a massa de que é feito este FMI. Aponta um dedo feio a este.Mas leva também a pensar que uma parte desta conversa toda a que assistimos aqui, tem como objectivo também esconder este facto simples.Que é simplesmente escandaloso.

Vejamos claramente as fontes e o que estas dizem . E o que diz um jornal alemão em concreto, identificado e nomeado e que não foi desmentido ( e não um paper parido sabe-se lá onde e em que data):
"O diário alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung revela que o FMI rejeitou uma proposta que já tinha luz verde da Comissão Europeia: cortar no orçamento da Defesa da Grécia o equivalente aos 400 milhões que os credores queriam cortar nas pensões dos gregos"

O FMI recusa mexer nisto. Com que direito e porquê, permanecem questões não esclarecidas. Mas tapar este assunto ( ou tentar tapá-lo) passa no mínimo por uma certa conivência com o Fundo e com este tipo de atitudes

Transpor para a responsabilidade da sociedade grega é um outro sinal da desonestidade com que se está a processar o debate. Vejamos. Perante o denunciado , em que se observa que se veta uma proposta bastante razoável da parte da Grécia, o que vemos é que há quem argumente da forma como o faz Ou seja, perante a chantagem pura e dura do FMI vem-se dizer que a sociedade grega é que tem que decidir democraticamente. Mas como, se a tal democracia é posta logo em questão pelos credores gregos?Que protegem logo à partida uns "nacos" que têm como adquiridos, em detrimento doutros?

(Qualificar a Grécia como "ditadura militar" não merece mais do que uma gargalhada.Quando chegamos a este tipo de "silogismos" estamos no reino não da argumentaçãpo , mas sim do absurdo).

(Um pequeno pormaior: O dinheiro que se pretendeu retirar à defesa não era para a "emergência social" mas sim para as pensões dos gregos. A forma como se manipula também passa por aqui.)

A cada dia que passa se confirma que estas negociações não levarão a nada e que o Syriuza não deve continuar a negociar com esta matilha. Parece que Dimitris Koutsoumpas terá razão qusando diz que : "o caminho da saída real para o povo não pode ser encontrado nas negociações respeitantes aos termos da sua carnificina mas sim na ruptura que só pode ter um conteúdo: retirada da UE, cancelamento unilateral da dívida, socialização dos monopólios"

(Dizer que tal é fácil entra num outro reino já abordado num post anterior)

De

Anónimo disse...

O acordo não é com a EU é com o FMI.

O anónimo da «ditadura militar» como manipulador é fraquinho e algumas das suposições cheiram a desejos olímpicos.

Anónimo disse...

Como diz Ana SÁ Lopes , e muito bem, a Europa ilegalizou a Social Democracia (não confundir com o vocabulázrio político portugues).
Também o SPD alemão foi ilegalizado por Decreto logo a seguir ao fim da Republica de Weimar. Foi ilegalizado pelos Nazis .
Perante isto é lícito enunciar uma interrogação perturbante e angustiante: Que futuro para o PS portugues ?? Poderá o PS governar e aplicar as suas bases programáticas e a sua filosofia política ou irá ser submetido a pressôes, sabotagens e chantagens ??
Já há um grande desvio entre o PS de hoje e o seu programa e declaração de princípios elaborados quando da sua fundação em 1973 na então Republica federal Alemã , conhecida por Alemanha Ocidental, a Alemanha de Willy Brandt, que não tem rigorosamente nada a ver com a Alemanha de hoje. Apesar desse desvio de direita nós começamos a ter dúvidas que o PS possa governar sem começar a ser agredido pelas forças nacionais e internacionais ultra liberais e com tendência progressiva para o autoritarismo,

meirelesportuense disse...

O PS está numa situação complicada, tem que acompanhar esta trama política sem a apoiar ou criticar demasiado, aliás terá de navegar num terreno do seu inteiro agrado, nunca foi carne nem peixe, ou antes pelo contrário...Quem duvida desta campanha internacional para emparedar a Grécia? Espero que o Syriza tenha medido bem todas as possibilidades porque se não o fez eles vão tramá-los em pouco tempo. A opção da Europa pelo corte nas Pensões em detrimento do corte nas Forças Armadas diz bem da sua hipocrisia!
Se a passagem para o Dracma for a única solução para a Grécia no contexto actual e esse passo for menos doloroso que a aplicação das regras impostas pela CEE, então o Syriza tem que colocar essas questões ao Povo Grego e deixar que seja ele a decidir.
Acho é terrível ver o PM Português a sorrir com as actuais dificuldades Gregas.E a falar na existência de um Saco Azul para essa eventualidade. Quem pagou para esse Saco Azul, foi o BPN ou o BES?...

João disse...

A saída da Grécia da Zona Euro (e eventualmente da própria União Europeia) a acontecer (matéria relativamente à qual tenho sérias dúvidas, dado que as forças do capital tudo farão para evitar esse cenário) representará o princípio do fim do projecto de colonização interna europeia. Não tenho uma bola de cristal que me permita adivinhar o futuro e sei que não há caminhos de mel e rosas à espera de ninguém. Mas nesse eventual cenário de incertezas, abrir-se-á um tempo novo, com a determinação de uma alteração da correlação de forças entre o capital e o trabalho e a separação de águas clarificadora entre um centrão podre e caduco (que em Portugal é um banco de três pernas - PS/PSD/CDS) e as propostas alternativas que terão que estar e estarão, inevitavelmente, sobre a mesa e na ordem do dia.
Estejamos por isso atentos, vigilantes e preparados.

Anónimo disse...

"Ou seja, perante a chantagem pura e dura do FMI vem-se dizer que a sociedade grega é que tem que decidir democraticamente. Mas como, se a tal democracia é posta logo em questão pelos credores gregos?"

O corte na despesas do sector militar só depende da sociedade grega, na medida em que não exige nenhum financiamento externo nem conduz ao aumento da despesa (pelo contrário). Para além de que está de acordo com os princípios do Syriza. Daí que surja a dúvida: porque não foi feito? (sem responder a esta questão não é de afastar a hipótese da ameaça de ditadura militar que alguns ridicularizam)

E essa dúvida estende-se a outra áreas. O que fez o governo do Syriza para "combater" as oligarquias que dominam a sociedade e economia gregas? O que fez este governo com a lista Lagarde que foi posta na gaveta pelo governo anterior? Que medidas foram já implementadas para combater a fuga ao fisco? Também necessitam de autorização externa?

Há questões que o Syriza já podia/devia ter resolvido e que não dependem do acordo com os credores. Pelo contrário, se tivessem sido resolvidas aumentariam a sua credibilidade externa e podiam até constituir um trunfo negocial. O que me parece é que, para além da Troika, há na sociedade grega interesses instalados que nem o Syriza consegue combater. Só que não vai ser nunca a Troika a resolvê-los.

Anónimo disse...

"Se a Grécia cortasse unilateralmente os gastos com o exército mas o FMI continuasse a insistir que fizesse os outros cortes, de que adiantaria?"
Nenhuma acção, isolada, resolve todo o problema Grego (ou Português). Mas se o Syriza defende cortes no orçamento da defesa a implementação dessa medida seria, no mínimo, a prova de que o Governo cumpre o que defende, pelo menos no que não depende de outros.
Essa é que é a questão de fundo: posso estar a ser injusto porque não acompanho a acção diária do governo Grego, mas a ideia que trespassa é que algumas medidas que dependem apenas de si próprio e que eram defendidas no programa de governo e nos princípios do Syriza não estão a ser tomadas. Porquê?
Negociar com os credores é a tarefa mais importante do Governo Grego. Sem dúvida. Mas porquê esperar pelo acordo para cortar o orçamento da defesa? Porque esperar pelo acordo para implementar um sistema eficaz de cobrança de impostos (podiam inspirar-se no eFactura português)? Porque esperar pelo acordo para combater as oligarquias económicas que dominam a Grécia? Não há nada que o governo possa ir fazendo?

R.B. NorTør disse...

A questão dos cortes nos gastos militares gregos não poderá, parece-me, ser totalmente dissociada da proveniência de grande parte do material militar.
Dificilmente a indústria de armamento francesa e alemã deixariam partir tal mina de ouro. Ora os empréstimos que a Grécia contrai para alimentar essa indústria vêm de onde? Se a Grécia deixar de contrair dívida nesse campo, quem é que sofre, duplamente, com isso?

R.B. NorTør disse...

(Esqueci-me no outro comentário.)

E a questão dos gastos militares deveria mesmo ser discutida a nível global da EU. Não fará sentido uma maior racionalização de recursos a nível europeu? Terá a Grécia uma necessidade premente de se defender militarmente, ou apenas de demonstrar força, face a um país (eternamente) candidato? Porque é que os custos das missões de (pouco) salvamento de imigrantes ou vigia de fronteiras ficam a cargo dos Estados fronteira e não se distribuem por todos? Não poderiam haver ganhos, colectivos, nesse aspecto?

Enfim... Se os cortes que se propõe/propuseram tivessem uma raiz racional esta discussão faria sentido. Como os cortes têm tudo de ideológico e nada de racional, não podem ser analisados à luz da razão.

Anónimo disse...

"A questão dos cortes nos gastos militares gregos não poderá, parece-me, ser totalmente dissociada da proveniência de grande parte do material militar.
Dificilmente a indústria de armamento francesa e alemã deixariam partir tal mina de ouro."

O Syriza está num Governo com maioria absoluta e amplo apoio popular. O Syriza defende o corte no orçamento militar. O Syriza não se deixa influenciar pela indústria de armamento francesa e alemã. Porque não age?
Idem para o combate às oligarquias, à corrupção, à fuga aos impostos dos grandes empresários, ...

A questão do corte nos gastos militares não se circunscreve a este aspecto em particular. A questão mais genérica é: o que impede o Governo do Syriza de tomar medidas que defende, cuja implementação depende apenas de si próprio e que, no fundo, nem sequer vai contra as orientações gerais da Troika (neste caso, cortar na despesa)?

Não que esta questão resolvesse o problema grego. Mas, pelo menos, cumpriam parte do seu programa no que não depende de terceiros e teria resultados concretos para apresentar perante os seus eleitores. É assim ou será falta de informação da minha parte sobre as medidas já implementadas pelo governo Grego? Porque, volto a repetir, a imagem que transparece é a de um governo que limita a sua actuação à negociação com a Troika, deixando tudo o resto em suspenso, mesmo o que podia ir fazendo.

Anónimo disse...

A Grecia poderá já ter o destino traçado, isto é ,ser colocada fora do Euro. O que poderá acontecer a seguir a isto é uma situação muito grave , talvez uma sexta -feira negra. A zona do mediterrâneo é hoje uma zona "quente" , com a margem Sul em grande convulsão, com conflitos armados e repleta de regimes autocráticos .
Entretanto a Russia e a China vão realizar , ou já realizaram , manobras militares navais conjuntas de grande envergadura no mediterrâneo, e os Norte -Americanos pensam instalar em Espanha uma base militar de grandes dimensões.
A chantagem que está a ser exercida sobre a a Greécia pelo FMI, o BCE e a Eurocracia de Bruxelas é inqualificável.

Anónimo disse...

Dito assim de supetão, ate´ parece que e´ o povo grego o culpado da fita.
Quando o Almirante Pinheiro de Azevedo, nas janelas do Terreiro do Paço, “gritava que o povo e´ sereno, que e´ só fumaça” fazia lembrar o ditador Sólon, falando no areópago aos dirigentes gregos sobre a “democracia esclavagista” há 3 milénios, pouco mais ou menos.
Antes da Revolução dos Cravos já se escrevia, falava contra o Tratado de Roma/CEE. Alias, este Tratado ajudou muito a divisão das cúpulas da oposição anti-estado-novo.
Que me lembre, antes e depois, somente o Partido Comunista Português lutou contra e propôs ao povo a não entrada nesta refinada organização capitalista.
O problema foi la´ entrar, agora meus amigos, não será tarde, mas vai correr muita água debaixo das pontes ate´ que os povos se levantem.
Tal como a Grécia, somos uma base NATO imposta por Salazar e seus capangas torcionários.
Por assim dizer somos os cavalos de troia do império norte-americano. Por isso meus amigos, a rutura tem de ser radical senão violenta…Por Adelino Silva


Anónimo disse...

Altos Funcionários de Bruxelas já disseram publicamente que não negociavam com o Siryza. Este sectarismo e fanatismo ideológico pode levar a situações muito graves para toda a UE e os países do Sul serão os mais vulneráveis.

Jose disse...

Esse grego insiste em manter os cabeleireiros como profissão de desgaste rápido?

E mais um chorrilho de bandalheiras terceiro-mundidtas?

Não há pachorra!

Jose disse...

O meio do caminho é a grande bandeira demo-revolucionária:

Entre o disparate e a razão, fiquemo-nos a meio do caminho! Brilhante!

Jose disse...

Social-democracia com défice zero não existe.
Tanto vale a social-democracia?
Começo a acreditar que assim é!

Anónimo disse...

O sul da Europa para alem da grave crise económica está tambem a transformar-se numa zona perigosa .O Mediterrâneo é atravessado diáriamente por milhares de refugiados provenientes da sua margem Sul que fogem aos vários conflitos armados nela existente. A Russia e a China fazem manobras militares navais conjuntas no Mediterrâneo , ao que responde a NATO com um exercício militar naval de grande envergadura ao largo da costa portuguesa e espanhola em que participam um numero elevado de navios de vários países daquela aliança miltar.

Anónimo disse...

Não há mesmo pachorra para o chorrilho de disparetes militantes de alguns.

O mesmo fulano que dizia há dias, numa daquelas declarações com a sobranceria típica e arrogante de colonialismos de outros tempos que, e cito: "Sou todo a favor da posição de cabeça dos gregos - levantada, orgulhosa e entregue a si mesma!"

É o mesmo que desata a carpir, com algum jeito simultaneamente histriónico e piegas, a respeito da "bandalheira e das bandalheiras".

Se ao menos estivesse a carpir as declarações acintosas, provocadoras, extremistas, criminosas, troikistas e caninamente fiéis aos donos do personagem que os próprios americanos classificaram de vingativo e medíocre...

De

Anónimo disse...

E´ triste assistir a tanta balburdia por Gregos e Troianos enquanto o mesmo “Mar Turbulento” corrói a nossa costa…Cautela e caldos de galinha não fazem mal a ninguém, alias, o capital aproveita-se bem disso.
Hoje, como sabemos, há diversidade de economias regionais prontas a receber gregos, romanos e cartagineses e segundo informação geral, o governo grego foi convidado pelos Russos a ligar-se ao Banco de Desenvolvimento dos BRIC´s. E porque o capital não tem pátria, e´ mais negócio menos negócio, o que interessa e´ o lucro…para que o Eurogrupo, o FMI mais a comissão europeia e etc. e tal.
Também sabemos que os problemas de Estado não se resolvem com duas cantigas, e´ verdade...
De qualquer forma temos de avançar… mais lento, mais rápido, mas avançar sempre. Por Adelino Silva