sexta-feira, 12 de junho de 2015

No euro não há políticas de esquerda


O Banco Mundial acaba de prever um abrandamento do crescimento nos países em desenvolvimento. No último “Global Economic Prospects”, afirma que aqueles países “foram o motor do crescimento global a seguir à crise financeira, mas agora enfrentam um ambiente económico mais difícil”, devido à baixa das receitas do petróleo e à subida dos juros da dívida face à previsível subida da taxa de juro nos EUA. Esta conjuntura global torna mais difícil uma recuperação do emprego na UE, uma vez que as suas economias têm procurado adoptar um modelo de crescimento puxado pelas exportações. Philippe Legrain recorda (“The Eurozone’s False Recovery”): “Em 2014, as exportações da zona euro totalizaram 2,6 biliões de euros, mais do que as exportações da China. Dada a frágil procura global, um forte crescimento das exportações é dificilmente alcançável.”

De facto, é difícil aceitar o discurso do sucesso exibido pelos governos e as autoridades da UE perante os recentes números do crescimento na Irlanda, Espanha e Portugal. Enquanto a Irlanda tira partido da sua particular estrutura produtiva e beneficia do crescimento nos EUA e no RU, no caso de Espanha e de Portugal trata-se de um crescimento medíocre, sobretudo em resultado da suspensão da austeridade. Não por se ter concluído que a política era errada, mas apenas porque se entrou em ano eleitoral, o que contou com a cumplicidade da Comissão Europeia. Nenhuma das causas da presente crise da zona euro foi eliminada, pelo que se trata apenas de uma recuperação temporária, sem efeitos significativos e sustentáveis sobre o emprego.

Mais grave ainda, o bloqueio a uma reforma séria do sistema financeiro global, realizado nos últimos anos pelo lóbi finança-partidos nos EUA e na UE, preservou os mecanismos de especulação agressiva que conduziram à crise de 2008. A recente demissão da gestão de topo do Deutsche Bank é apenas um sintoma de que um novo episódio da grande crise financeira vem a caminho (ver Nouriel Roubini, “The Liquidity Time Bomb”). Mesmo que seja conseguido um acordo de última hora entre a Grécia e a UE, sobram fortes razões para pensar que as taxas de juro da periferia da UE acabarão por disparar para valores insuportáveis. Estaremos então condenados, na periferia da UE, a viver em permanente austeridade, de resgate em resgate? Quem ainda acredita que, para pôr fim ao desastre, basta colocar no governo um partido da oposição à austeridade, não percebeu mesmo nada do que está em causa nesta crise.

Na encruzilhada em que nos encontramos, e à luz do processo negocial Grécia-UE, apenas nos resta uma solução radical, quer dizer, uma solução que vá à raiz do problema da periferia da zona euro. Se a crise não pode ter uma solução no quadro de uma democracia federal (solução que rejeito), com a institucionalização de impostos europeus e volumosas transferências orçamentais para as periferias, mas também o consequente desaparecimento dos Estados soberanos, então só resta a ruptura. Mesmo que a Grécia aceite um acordo que não ultrapasse alguma das suas “linhas vermelhas”, permanecerá nas teias de um sistema que não permite ao governo promover o desenvolvimento do país. A insuficiência dos resultados das políticas que lhe serão permitidas e o desencanto com o Syriza, que acabará por crescer, liquidarão esta esquerda grega que pretendia mudar a UE por dentro. Neste sentido, Merkel é mais inteligente que Schäuble.

Na zona euro, o obstáculo maior à política económica de um governo progressista reside na livre circulação de capitais e na integração do país num sistema bancário supranacional que financia bolhas do imobiliário e outros activos, fazendo crescer as importações e o endividamento externo privado. Para eliminar este endividamento, um governo da zona euro não dispõe da desvalorização cambial, um mecanismo eficaz e socialmente mais acomodável. Fica limitado à chamada “desvalorização interna”, a criação de desemprego para baixar salários, desse modo aumentando um pouco a competitividade das exportações e reduzindo a procura de bens importados. Assim, dentro do euro, não há lugar para políticas de esquerda. O europeísmo de esquerda é um logro.

(O meu artigo no jornal i)

21 comentários:

Anónimo disse...

http://www.dn.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=4617534
O Livre/Tempo de Mentiras tem o primeiro candidato estrangeiro!
AHAHAHAHAAH!
CA GANDA TANGA MAL PREGADA!

Jose disse...

«o obstáculo maior à política económica de um governo progressista reside na livre circulação de capitais »
Inteiramente de acordo: não há progressismo sem esbulho.
«desvalorização cambial, um mecanismo eficaz e socialmente mais acomodável»
A austeridade acomodável: toma lá papel e aperta o cinto!

Esperemos que a Grécia nos ilumine o caminho e saia do euro e da UE rapidinho.

Anónimo disse...

"A insuficiência dos resultados das políticas que lhe serão permitidas e o desencanto com o Syriza, que acabará por crescer, liquidarão esta esquerda grega que pretendia mudar a UE por dentro."

Um dos problemas do debate público é a falta de memória. Não é o seu caso, quero que fique bem claro.
.
Mas a frase que cito contrasta com o que o blog Delito de Opinião tem vindo a recuperar:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/tag/gr%C3%A9cia%20antiga

O que dizem agora Nicolau Santos, Mário Soares, Boaventura de Sousa Santos, Rui Tavares, ...?
Nada. O que refere neste post era previsível já na altura mas à esquerda poucos o admitiam e nem agora o admitem como faz o Jorge Bateira.
Agora é esquecer e partir para outra sem reflectir sobre o erro de análise.

A virtude deste seu post é que torna claro quais são afinal as alternativas (goste-se ou não delas):
(1) permanecer no Euro e respeitar o Tratado Orçamental com tudo o que isso implica (desvalorização interna/austeridade);
(2) sair do Euro

O governo PSD/CDS sempre defendeu (1) e disse que não havia alternativa (mantendo-se Portugal no Euro). Ou seja, que a única alternativa a (1) era (2). Neste ponto o governo PSD/CDS tinha (tem) razão e a oposição não. Não há alternativa (mantendo-se Portugal no Euro).

Anónimo disse...

Caro JBateira,

"Quem ainda acredita que, para pôr fim ao desastre, basta colocar no governo um partido da oposição à austeridade, não percebeu mesmo nada do que está em causa nesta crise."

Admitamos que seja assim. Mas então, diga-me, sff: pq é que quem percebe o que está em causa exclui da sua agenda qualquer tipo de negociação susceptivel de promover uma governação convergente com estas preocupações ?! Dando de barato que vc não acredita que seja possivel uma "viragem à esquerda" do eleitorado nacional, que alternativas considera que existem para mudar na prática o estado de coisas que lhe merece critica ?

MRocha

Anónimo disse...

O Euro tal qual como está actualmente não tem nada a ver com políticas de esquerda ,
nem sequer com os patrdos do scialismo Não Marxista, caso do PS Portugues.Trata-se do mais puro conservadorismo e do capitalismo na sua forma mais preversa.

Anónimo disse...

De qualquer modo. não se devia deixar que PS e outros se apropriassem do termo europeísmo. Eu que sou contra o euro e esta Europa sou europeísta. Não sou é UEísta, que é substancialmente diferente da ideia de Europa que devia ser defendido, esbulhando os partidos dos Josés, que como outros não nos fazem falta nenhuma.

Anónimo disse...

Pois, pois, "não há progressismo sem esbulho" e não há direita que não assasine e não roube. O Zéquinha esqueceu-se desta.

Anónimo disse...

"De qualquer modo. não se devia deixar que PS e outros se apropriassem do termo europeísmo."
O problema é que nós (salvo seja) temos um entendimento de "europeísmo" e "solidariedade europeia" que não é partilhado (o entendimento) pela maioria dos outros povos europeus, e achamos que a nossa visão é a que está correcta (a dos outros só pode resultar da sua ignorância). Não reconhecemos qualquer tipo de solidariedade europeia que fique aquém de financiamentos e perdões de dívida sem condições. Tudo o o resto (por exemplo, fundos estruturais, cooperação transfronteiriça, mobilidade de pessoas, ...), que 90% dos países do mundo procuram obter, não conta como "solidariedade europeia". Verdadeira "solidariedade europeia" e "europeísmo" só se a nossa dívida for mutualizada, se os salários, as pensões e os subsídios de desemprego forem pagos "solidariedariamente" pelos nosso "parceiros" (mas definidos por nós) para assim "convergirmos". Boa sorte para isso.

Anónimo disse...

Antes de mais, dar os parabéns por este artigo de Jorge Bateira. Este seu artigo, tal como um seu anterior "A falácia do envelhecimento demográfico" merecem-no e bem.

Não vale a pena pegar agora nos disparates fundamentalistas e prenhes do ódio da direita-extrema, seguidora e entusiasta manifesta da governança de passos, de cavaco, de portas e de cristas.

Nem vale a pena agora debruçar-me sobre os rodriguinhos da "solidariedade europeia" da alemanha e do capital, agora transformados em jonets de ocasião, quando não passam de verdadeiros abutres criminosos. Ou não fossem eles os verdadeiros ganhadores desta crise toda.

Passou incógnita a toda a "comunicação social" e que mostra até que ponto a estória da retoma do crescimento é um logro :
"O DESASTRE DO GOVERNO PSD/CDS NAS PESCAS, CONFIRMADO PELO INE
Segundo o Governo PSD/CDS e a Ministra da Agricultura e Mar, Assunção Cristas, as pescas portuguesas navegam num mar de rosas. Mas ontem(7 de Junho) o INE tornou públicos dados que submergem toda a propaganda governamental para o sector. Um verdadeiro tsunami estatístico, reduziu os “êxitos” nas pescas, invocados pela Ministra, nomeadamente na União Europeia, a zero! O que informou o INE:-Que a quantidade de peixe capturado pela frota nacional – 119 890 toneladas – foi a menor de sempre, desde que existem registos estatísticos, 1969! Que houve uma redução de 17,1% face a 2013! Que a redução de capturas foi significativa na sardinha (42,8), no atum (menos 21,2%) e na cavala (menos 20,8%). É fraca consolação a subida do preço em lota de 19,1%, face à continuação de preços no consumidor muito distante da 1ª venda em lota!-Que o défice da balança comercial dos produtos de pesca agravou-se em 44 milhões de euros (acréscimo de 7,1% face a 2013), atingindo o valor de 662,5 milhões de euros!-Que a execução do PROMAR (Programa Comunitário 2017/2013), no fim de 2014, apesar de todas as mentiras do Ministério, estava em 69,4%, havendo portanto o risco real de perda de fundos comunitários! Mas mais grave, é que mesmo esses 69,4% de execução, resultavam no fundamental de pagamentos de imobilização temporária e de abate definitivo de embarcações, e não de mais investimento no sector (novos barcos, portos de pesca, locais de desembarque e de abrigo, assistência técnica, etc)! Um escândalo!-vQue a frota licenciada em 2014 atingiu o nº de 4 316 embarcações, o valor mais baixo desde 2006, diminuindo assim a frota de pesca licenciada, pelo nono ano consecutivo!"
Pena Preta

É este o panorama da realidade que nos escondem.Entretanto a TAP é vendida por 10 milhões de euros

De

Aleixo disse...

QUAL É A COISA QUAL É ELA...

QUE SEGURA "OS INSTALADOS" ???



...UMA PISTA...

...democracia.............representativa !!!

Anónimo disse...

Com ou sem União Europeia e no estado em que a coisa se encontra… que nuances teremos?
Seria bom pensar sobre esta questão o mais breve possível, ate´ para sabermos as linhas com que nos havemos de coser.
Gostei da entrada dos ex-comunistas do Syriza…ri como nunca só pela atrapalhação que envolveu alguns partidos ditos de legítima esquerda…
Pelo menos os gregos estão a fazer ver aos outros povos que a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade ainda estão vivas. Que podem ser reconquistadas!
E´ que, para além da direita mais reacionária, os partidos ditos marxistas-leninistas também não gostaram. Ate´ o Istevan Meszaros. Vejam la´… por Adelino Silva





Anónimo disse...

É claro que era de esperar a reacção dos falcões da UE ao resultado das eleições na Grécia.
Há muito (desde o inicio) que na UE não pode existir (nem nunca existirá) qualquer politica de esquerda digna desse nome.
Basta ler os tratados e nomeadamente o Tratado de Lisboa para concluir nesse sentido. Devido a isso poderá e deverá colocar-se a questão de saber para que é que servem as eleições se o destino das nações está pre-determinado, pré-definido.! Tudo isto ficou demonstrado quando o Pasok propôs um referendo na Grécia e por causa disso foi corrido (pelos auto-intitulados democratas europeus); como está demonstrado com a continuação da vergonhosa, miserável e assassina campanha contra a Grécia; como ficou demonstrado com a Itália. Como mais cedo ou mais tarde irá ficar demonstrado em Espanha ou em Portugal caso a esquerda ganhe as eleições e pretenda levar a cabo qualquer politica de esquerda, necessáriamente anti-austeridade.
A austeridade, aliás, tem sido e é, a forma miserável e mesquinha orquestrada pela UE e pelo FMI( a mando dos seus patrões) para levar a cabo a domesticação dos povos da UE e do mundo, diga-se. Afinal de contas, a coberto da austeridade têm sido cometidas as maiores patifarias e crimes contra a humanidade o que em verdadeira democracia nunca poderia acontecer. Alguém que diga qual é a diferença entre isto e o que se passava na antiga URSS. Mais cedo ou mais tarde, as pessoas irão concluir que esta democracia há muito deixou de funcionar.
Vejam só o que se vai passar com o TTIP e quejandos.

Antonio Cristovao disse...

Alias as loas cantadas em Janeiro a estes "inteligentes" governantes, mostraram ser prematuras. São duma incompetencia atroz e vão deixar os gregos muito pior do que quando para lá entraram Muita fantasia e boa vontade não alteram a realidade da incompetencia dos resultados

Ricardo disse...

O "socialismo" do século xxi parece-me claramente uma fraude(a ideia em si de uma forma de justiça social e controlo do sistema que costuma estar vinculado ao socialismo será boa)pois os seus dirigentes sabem bem que nas circunstâncias que temos desde Maschtrith e do euro não permitem as condições para levar a cabo as "promessas" socialistas.Vejamos este texto : "A União Monetária Europeia constituiu um erro político,uma vez que eliminou a desvalorização apesar da enorme heterogeneidade dos países da zona euro. A saída da moeda única equivaleria à entrada de uma política de delimitação em relação à chamada "globalização".Quem rejeita uma "globalização" que submete o mundo a uma lei de mercado única que força a convergência não pode querer insistir no euro,a moeda que faz isto mesmo à Europa." (Wolfgang Streeck in Tempo Comprado) Ora não sabem eles(dirigentes do PS nos Estados europeus)que é assim??Como eu não acredito que sejam completamente idiotas tenho de concluir que são mentirosos e traidores(à nação onde estão)por continuarem a defender o euro ao mesmo tempo que afirmam ser possível (a Portugal e outros na mesma situação) a soberania e o progresso!

Anónimo disse...

O texto corresponde a uma analise bastante lucida , ao contrário dos dirigentes dos partidos tradicionais que praticam a rejeição da lucidêz.
Ainda hoje estamos à espera que o Doutor Mario Centeno nos diga como conseguiu obter os numeros por ele apresentados. Que métodos utilizou ?
Perante estas políticas dos quais o próprio PS não se consegue desviar é natural que António Guterres diga que não é candidato a candidato , embora isto nos deixe ficar muito tristes .

Anónimo disse...

Enquanto mantiverem o euro fora da gestão dos políticos estamos bem mais seguros.
Quando os políticos conseguirem manipular o euro, os países racionais logo o abandonarão.
Ou seja quando o euro servir para políticas de esquerda já não teremos parentes ricos que paguem a festa.

cumps

Rui SIlva

Anónimo disse...

Palavra puxa palavra, são como as cerejas…Todavia a palavra “Revolução” parece não existir no dicionário desta gente. E´ corrente falar de capital, pudera…depois quem lhes pagaria o jantar; menos corrente e´ falar de trabalho, Sopa do barroso, safa, era o que faltava..?
Parece não se aperceberem do processo da Luta de Classes em curso…
Passam o tempo, e eu também, UE pra la´…UE pra ca´ e congeminar acabar com ela, nada… Avancemos para um patamar mais adequado amigos…Organizemo-nos para a enfrentar camaradas…Que coisa, em!?
Ate o Sirixa veio relançar o que já nem ao diabo lembrava…Isto e´ que e´ obra...por Adelino Silva

Anónimo disse...

Já o disse. Devia haver mínimos. A reprodução dos postulados neoliberais está cada vez mais patética.

O euro fora da gestão dos políticos? Olha olha, o euro que foi uma criação política ,com fins políticos e gerida por políticos ao serviço dos interesses que serve, agora está transformada numa espécie de virgem púdica a ver se passa?
Lol

Entretanto os países "racionais" avançam. Por exemplo a alemanha deve ser um desses. Quando o fuhrer se alcandorou ao poder , com a ajuda inestimável do grande capital internacional, estava a ser político e estava a ser racional e estava a fazer pagar a festa aos povos de todo o mundo.

Francamente , os comentários do sr silva são profundamente políticos, até à medula, e profundamente neoliberais ( tão ao gosto do centeno e do catroga e do político cavaco). Mas tais comentários podiam ter ao menos alguma...racionalidade. Mesmo que esta fosse apátrida.

De

Anónimo disse...

Francamente!
Falar de política. Falar de economia ou falar da ecologia humana, será o que quiserem que seja, liberal ou neoliberal, colonialista ou neocolonialista, fascista ou neofascista etc.
Simplesmente sou um ser humano militante, que desde a juventude lutou por causas justas e fizeram-me pagar por isso.
Como e´ próprio do homem, tento acertar e por vezes erro. Pratico a autocritica e percebo das conjunturas políticas e sociais. Só não percebo que e´ ser liberal enquanto não ser totalmente livre no meu pensamento.
Infelizmente há censores. E´ só! Adelino Silva

Anónimo disse...

Caro Adelino Silva:

Espero que tenha compreendido que a referência ao sr silva tinha como alvo um sujeito chamado rui silva (13 de junho de 2015 às 14:37) e não o senhor, cujos comentários também costumo ler.

De

Anónimo disse...

Aqui, nesta vila da Moita, na Bacia a Sul do Tejo, temos por tradição, lutar e saber chamar os “Toiros” pelos nomes. Franqueza e Frontalidade e´ nosso apanágio. Lutamos pelo Melhor, pelo mais Belo… pela VERDADE contra a mentira, somos pelo Trabalho contra o ócio - (capital)
Sou um homem que por sorte viveu e conviveu com o operariado organizado. Foi com estes professores que aprendi o ABC da vida sem quebrar…Falemos então sem ambiguidade…Não fiquei pesaroso por confusão, mas por ser livre! Boa tarde amigos. Por Adelino Silva