sábado, 10 de março de 2018

Quo vadis, UE?


Ainda há quem pense que as reformas da Zona Euro que estão a ser negociadas são o caminho para dar futuro a esta zona de protectorados da Alemanha. Neste vídeo explicamos que, ao contrário do que os media dizem, a aplicação destas propostas (mesmo que apenas algumas) vai agravar as contradições existentes, apertando o colete de forças sobre as economias e os povos.

A política orçamental continua a ser diabolizada e o faz-de-conta-que-não-sabem que o orçamento do Estado é um resultado do funcionamento global da economia, não dependendo apenas do governo, continua a marcar todas as novas ideias sobre o controlo do défice por via do controle da despesa. Continua o obscurantismo que faz crer aos cidadãos que só pode haver investimento público financiado por impostos, quando o BCE todos os meses cria imenso dinheiro para manter as taxas de juro baixas, apesar de não conseguir alcançar o objectivo de uma inflação perto dos 2%. Não lhes ocorre que o relançamento sustentado de uma economia que esteve em recessão não pode ser feito apenas através da política monetária. Segundo a ortodoxia, evidentemente, a política orçamental é ineficaz.

Propõe-se também uma limpeza de toda a dívida pública do balanço dos bancos, fazendo depender o financiamento de qualquer défice público da emissão de obrigações com um estatuto de maior risco relativamente a um novo tipo de obrigações, a emitir pela UE, garantidas por uma carteira de obrigações dos vários Estados. Repare-se que não é o BCE, como prestamista de último recurso, que garantiria essas novas obrigações. Toda uma engenharia destinada a evitar que os alemães não fiquem assustados com o risco de o BCE monetarizar qualquer défice. E tudo o mais que se propõe é simplesmente trágico. Esta zona euro é mesmo uma aberração histórica.

Tudo o que poderia dar um retoque algo mais progressista à Zona Euro não faz parte das reformas propostas. Felizmente, as eleições em Itália deram o tiro de partida para a fase terminal deste projecto moribundo. Infelizmente, dado que a esquerda entregou a bandeira da luta contra o euro à direita, o fim deste projecto bárbaro será liderado pela direita. Tal como nos anos trinta do século passado, no continente europeu, a esquerda faz haraquiri. Triste.

40 comentários:

Anónimo disse...

Hear! Hear! Hear!

A voz da razão pela boca dos professores Paulo Mota e Jorge Bateira.
A mensagem é clara e correcta. Resta levá-la a quem tenha ouvidos para escutar e um ou dois neurónios para compreender.
S.T.

Anónimo disse...

Realmente uma "Moeda Única", exclusiva(!), para tantos Países, em tão diferents estados de desenvolvimento económico, tinha que dar para o torto.
Wolf. Shaubel teve mais olhos que barriga. Não se contentou com a Alemanhã de Leste. Teve medo da penetração das importações japonesas à altura. Agiu como alemão que é.
Agora Merkel está com problemas dentro, e fora, da Europa.

O Reino Unido, sortudo, com a sua Libra, brexita. E não quer pagar as principescas reformas dos funcionários da UE.
A Itália prepara-se para rodear os Tratados da UE quanto à obrigatoriedade de uma Moeda Única(!) -sem paridade ouro ou petrólio, puro fidis- com a introdução de um "token" dívida doméstico ...

Nos EUA Trump afirma:
"The European Union, wonderful countries who treat the US very badly on trade, are complaining about the tariffs on Steel & Aluminum.
“If they drop their horrific barriers & tariffs on US products going in, we will likewise drop ours. Big Deficit. If not, we Tax Cars etc. FAIR!”

E por cá?. WTO ?.

Carmen Miranda disse...

O termo "haraquiri", designação usual no ocidente para o ritual japonês do Seppuku, refere-se a um sucídio motivado pela honra e executado também de forma honrosa. O evisceramento ritual, resultando numa morte lenta dolorosa, mostrava excepcional auto-domínio, força de vontade e nobreza de carácter.
Se a morte da social-democracia europeia é talvez dolorosa, nada tem de honroso ou nobre, pelo contrário. Trata-se portanto quando muito de um suicídio vulgar, um mero "jisatsu".

Anónimo disse...

"The window for keeping the EU together is very, very narrow."

"Things will get much harder if the right-wing populists win more votes at those elections."

"In a blow to the French and German leaders, finance ministers from the eight northern member states said it was too early to push ahead with the proposals."

"The German Chancellor and French President had vowed to dramatically reform the 19-nation monetary union by introducing a joint eurozone budget.

However insiders have claimed that Ms Merkel and Mr Macron have been cancelled the joint plans which were due to be announced this March at the EU Summit.

An EU official told Germany’s Der Spiegel magazine: "The matter has been cancelled. There is simply nothing to announce."

Frases retiradas de dois artigos do Express

https://www.express.co.uk/news/world/929862/EU-Merkel-Macron-s-superstate-agenda-European-Parliament-elections

https://www.express.co.uk/news/world/930017/angela-merkel-emmanuel-macron-eurozone-reforms-cancelled-european-union-news

Já não é só o grupo de Visegrad que se opõe a "mais europa". São também países do norte que forçam ao cancelamento do anúncio de novas iniciativas da dupla Merkron.
S.T.

Jaime Santos disse...

Ficamos a perceber o que deseja, Jorge Bateira. Ao menos isso... A franqueza é sempre de saudar, em lugar de declarações pias sobre o estado da social-democracia.

Recordo-lhe o que o senhor Jacques Sapir disse antes da segunda volta das eleições francesas: «le second tour montrera si les électeurs français préfèrent garder d’anciennes solutions vouées à l’échec ou décident d’en essayer des courageuses et certainement jamais éprouvées». As palavras do Jorge não andam muito longe disso. Resta saber o que vai o Jorge fazer, se a Esquerda está realmente a fazer harakiri...

Há pessoas que sonham com o desastre só para provarem que têm razão. É uma escolha. Teremos que passar sem elas...

E depois, ainda me vai explicar o que há assim de tão obscurantista na ideia de que a massa monetária influi na taxa de inflação. Uma coisa que os eleitores italianos pelos vistos compreendem, porque não querem nem abandonar o Euro nem a União por larga maioria, a ponto dos partidos euro-céticos terem deixado cair essas reivindicações, para se concentrarem no saco de pancadas do costume, os refugiados e os imigrantes...

O problema não é a existência de alternativas. O problema é que, como a senhora May está a perceber bem depressa, todas as escolhas, além de vantagens, trazem também inconvenientes. Ou seja, têm custos. E isso nunca o vi nem a si nem mais ninguém aqui admitir. Compreende-se, se o fizerem, talvez os eleitores se apercebam que de facto não há soluções simples, meramente diferentes, para os problemas existentes. Mas isso não dá votos...

Anónimo disse...

Bem, sem querer substituir-me ao Prof Bateira na resposta a Jaime Santos sobre por que é que a massa monetária não influi na taxa de inflação, basta olhar para este gráfico dos balanços dos maiores bancos centrais e fazer candidamente a pergunta:

---E onde é que se meteu a inflação?

http://www.zerohedge.com/sites/default/files/images/user3303/imageroot/2017/06/01/20170601_CBs.jpg

S.T.

Anónimo disse...

Se quisermos realmente rebentar com a EMU, a maneira mais rápida palvez seja apoiar o Sr Weidmann para a presidência do ECB.

Depois de escolherem o bêbado do maior paraíso fiscal da EU para presidir à comissão, escolher o ignaro ordoliberal Weidmann para presidir ao BCE é apenas elevar o principio de Peter a directiva comunitária. LOL

https://foreignpolicy.com/2018/03/08/the-most-dangerous-man-in-europe-is-jens-weidmann/
S.T.

Anónimo disse...

Até que enfim Jaime Santos acaba por admitir que todas as soluções têm custos.

Aleluia

É que nós nunca o ouvimos falar nos custos enormes para o país pelo facto de estarmos amarrados como estamos. A uma solução que não votámos

Era o paraíso na terra. O pior é que quem vive no paraíso começa a perceber que está mais na merda do que outra coisa

E a união paradisiaca está a abrir buracos por todo o lado.

Só não vê quem não quer ver

João Pimentel Ferreira disse...

Voltamos ao estado nação "soberano" do século XIX onde reinava a liberdade, respeito pelos direitos humanos e dos trabalhadores e a Paz.

Nunca a Europa teve um período tão longo de paz na sua História desde que está sob o auspicio da UE. Mas as baratas e os escaravelhos revolucionários sempre preferiram a guerra, a fome, a miséria e o caos, para que das cinzas, "nasça o homem novo".

Geringonço disse...

Modern Monetary Theory e desmontando os mitos do défice com Stephanie Kelton.

https://youtu.be/odxpmyD4w0w


Stephanie Kelton é uma das principais economistas americanas e professora de Política Pública e Economia da Universidade Stony Brook. Kelton foi economista-chefe do Comité de Orçamento do Senado dos EUA e assessora económica da campanha presidencial Bernie 2016. Ela é mais conhecida por ser pioneira na Teoria Monetária Moderna (MMT).

João Pimentel Ferreira disse...

Porque é que todos os detratores da moeda única europeia vêm dos EUA? Porque pela primeira vez na história monetária dos últimos cem anos, temos uma dívida que equipara com o dólar.

Anónimo disse...

Atribuir à EU o mérito pelo período de paz desde a II Guerra Mundial é demonstrar a maior das ignorâncias acerca da história europeia da segunda metade do século XX. Nem vale a pena determo-nos em tamanha insanidade.
A paz deve-a à hegemonia americana na Europa ocidental e ao equilibrio de poder entre os blocos NATO e Pacto de Varsóvia. E a prova é que logo que o Pacto de varsóvia se desmorona os balcãs pegam logo fogo. Para mais os conflitos são exportados para outros continentes com as guerras anti-coloniais e os conflitos da Coreia e Vietnam.

Qual "homem novo"? LOL Só se foi com os delírios do lebensborn. Eu sei que o JPF está na Holanda mas não exagere nos canabinóides.
S.T.

Anónimo disse...

Ó JPF o que quer vossmicê dizer com "pela primeira vez na história monetária dos últimos cem anos, temos uma dívida que equipara com o dólar."

Então nega vossa excelência a utilidade da dívida publica americana (ou outra) como instrumento de aforro? Não me diga que andou a ler aquelas coisas maradas dos Misses?
S.T.

Anónimo disse...

Não diga asneiras ó pimentel aonio ferreira.

Os que apontam ( e apontaram ) a fraude e o garrote da moeda única não vieram dos EUA.

Olhe em Portugal, por exemplo. João Ferreira do Amaral, muitos dos Ladrões de Bicicletas, o PC. E agora cada vez mais contestam esta realidade. Até sectores mais à direita do próprio PS

Sabe como pimentel ferreira eliphis reagia há anos quando o euro era denunciado?
"Ui, temos um marxista em pleno séc. XXI"

Anónimo disse...

Pimetel ferreira repete-se e repete as sandices do costume

"Nunca a Europa teve um período tão longo de paz na sua História desde que está sob o auspicio da UE."

Esta de tentar fazer passar uma pimentalice assim desta forma inocente não passa.

Quem outorgou à UE a responsabilidade de protecção da Europa?

Interrogaram-se os Suiços e os Noruegueses, só para citar dois de maior peso?

E onde meter a Rússia, a parte europeia da dita?

Anónimo disse...

Quando pimentel aonio ferreira afirma lá do alto da sua ignorância que "as baratas e os escaravelhos revolucionários sempre preferiram a guerra, a fome, a miséria e o caos, para que das cinzas, "nasça o homem novo", está a referir-se a quem?

A Goebbels de quem já andou a fazer citações?
http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2017/11/permanece-vivo.html

Ou está a olhar-se ao espelho, com a sua face actual, a dizer assim que prefere "a guerra, a fome, a miséria e o caos, para que das cinzas, "nasça o homem novo"?

Mas olhe que "baratas e escaravelhos" são qualificativos que lhe ficam mal.Veja se eleva o nível do vocabulário por favor. Mesmo que aplicados a si, isto é degradar o debate

Anónimo disse...

"Nunca a Europa teve um período tão longo de paz na sua História desde que está sob o auspicio da UE"

Mas a Europa está em paz?

No dia seguinte aos atentados de 13 de Novembro de 2015 em Paris, perante o Congresso, François Hollande afirmou em tom grave: "a França está em guerra". A mesma frase repete-a sem cessar após cada atentado. Depois dos acontecimentos de Niza, acrescentou que a "guerra está fora e dentro da França".

Anónimo disse...

JPF escreve: "temos" em "...temos uma dívida...".
Quem?. Por ventura é funcionário da UE, do BundesBank, do BCE ou do PS ?.

Anónimo disse...

"A versão da história que se supõe que deveríamos aceitar e assumir, nós, os povos de uma Europa civilizada que temos conseguido viver em paz há setenta anos.

Na realidade, nunca deixámos de estar em guerra. E a França é um bom exemplo do que é um estado de guerra permanente. Impõe-se a necessidade de recordar a história

Mal acabara a II Guerra Mundial, o governo provisório francês envia ao Vietname (nessa época parte da Indochina francesa) um corpo militar expedicionário para tratar de acabar com a guerra de independência. A intervenção transforma-se numa verdadeira guerra. A França envia cerca de meio milhão de soldados para salvaguardar o seu território colonial: 43,5% dos soldados desse exército provem das outras colónias francesas (Magreb e África negra) A França será derrotada na batalha de Dien Bien Phu, em Maio de 1954.

Nesse mesmo período, em 1947, a França perpetra um massacre em Madagáscar contra a rebelião dos malgaches, houve 11 mil mortos, segundo as versões oficiais francesas e 100 mil mortos segundo os resistentes malgaches. Nessa guerra, uma vez mais, as tropas de repressão francesas eram constituídas na sua maioria por soldados provenientes das colónias africanas e magrebinas."

A história continua até às intervenções mais recentes em África. Podemos falar na Líbia ou é proibido?

E agora passar à Espanha? A Portugal? Ao Reino Unido?

João Pimentel Ferreira disse...

"Porque pela primeira vez na história monetária dos últimos cem anos, temos uma divisa que equipara com o dólar" (escrevi no telemóvel e fez correcção "automática").

Contra tudo o que se diz e contra toda a verborreia anti-europeia, o facto, é que a Europa nunca teve um período tão longo de Paz. A tão ansiada por Kant, Paz Eterna! A paz perpétua, segundo Kant, trata que o direito cosmopolítico deve circunscrever-se às condições de uma hospitalidade universal. Dessa forma, Kant traz no terceiro artigo definitivo de um tratado de paz perpétua, o facto de que existe um direito cosmopolitano relacionado com os diferentes modos de conflito dos indivíduos e como estes intervêm nas relações uns com os outros. Os supra-estados como a UE, tendo valores fundamentais salvaguardados, como a Liberdade, a Democracia ou o Respeito pelos Direitos Humanos, mesmo sendo desprovidos de militarismo (ao contrário dos URSS e dos EUA), preservam a Paz Perpétua! A Paz é imposta pelos Valores, Princípios e Direitos e não pela Espada! É um facto Histórico inegável.

Os países dos Balcãs quando entraram na guerra não pertenciam à UE. Agora que pertencem, uma guerra nos Balcãs seria muito mais improvável.

Einstein, esse mesmo génio acusado pelos EUA de ser um insurgente socialista (este livro sobre Einstein li em Havana, de uma editora cubana estatal, logo um livro "isento"), por exemplo, era um opositor fervoroso do militarismo, do serviço militar obrigatório e do nacionalismo. Denominava o nacionalismo como "o sarampo da Humanidade" e o militarismo como "a mancha pestilenta da civilização". Referia que os estados, quando soberanos e providos de poder militar, invariavelmente conduziam o seu país à guerra, sendo que a questão não era se mas quando. Referia, como qualquer humanista, como em A Ameaça da Destruição Total (1947), que "o medo e a ansiedade gerais criam ódio e agressividade", e que num clima social dessa natureza "o pensamento humano, objetivo e inteligente não surte qualquer efeito, sendo mesmo suspeito e perseguido por ser não-patriótico". Por conseguinte, era mesmo opositor da total soberania nacional dos estados, defendendo um governo supranacional, ao qual os estados nacionais deveriam delegar parte da sua soberania, como forma de se preservar a já por Kant tão ansiada Paz Perpétua. Num artigo publicado em 1945, escreve:

"Temo eu a tirania de um governo mundial? Claro que sim. Mas temo ainda mais a chegada de mais uma guerra das guerras. É certo que qualquer governo é maléfico até certo ponto. Mas um governo mundial é preferível à mais suprema maléfica das guerras, particularmente com as suas massivas destruições."

Anónimo disse...

"O resultado das eleições em Itália é sintoma, e por sua vez factor de agravamento, da crise da/na UE. Por contraditório que seja, reflecte um profundo descontentamento com as políticas de ‘austeridade’ e com os efeitos devastadores do euro. Entre 2007 e 2016 o país perdeu uns estonteantes 22% da sua importante produção industrial (Repubblica, 23.9.16). O partido de governo, o PD, sofreu uma derrota importante. A tradicional revista da City de Londres, The Economist, propriedade dos Rothschilds e, desde 2015, também da família Agnelli (os grandes magnatas da FIAT), apelou nas vésperas da eleição ao voto no PD, cujo governo «introduziu reformas num sistema que ainda protege em demasia quem tem empregos permanentes, encorajando as empresas a empregar jovens apenas com contratos a curto prazo» (1.3.18). Não espanta que grande parte do voto popular tenha abandonado o PD e optado por quem era apresentado como crítico radical. Outrora um dos países mais ‘euro-entusiastas’, a Itália é hoje um dos mais ‘euro-cépticos’, e metade do eleitorado votou em quem criticou o euro. Como noutras paragens, as bravatas eleitoralistas de partidos do sistema que se proclamam ‘anti-sistema’ pouco têm que ver com as suas reais intenções. Mas a crise da UE vai tornar-se ainda mais complexa"

(Jorge Cadima)

João Pimentel Ferreira disse...

Comparar a guerra de propaganda e a "guerra" contra o terrorismo, com a guerra 39-45 ou a guerra 14-18, demonstra a extrema ignorância histórica que invade grosso modo toda a esquerdalhada. Eu também estou em guerra contra este blogue? Quer isso dizer que Portugal já não vive em Paz?

Anónimo disse...

Gostaria de interessar os professores Jorge Bateira e Paulo Mota na produção de munições.

É que da mesma forma que não se caçam pombos com RPG também não é eficaz usar um video de 25 a 30 minutos, abordando um tema mas usando uma dúzia de "talking points", por melhor engendrada que esteja a charla. Podem continuar a fabricar destes RPGs que são porreiros, mas...

Para as necessidades do troll progressista na internet tornam-se mais úteis munições (ou seja, videos) mais focados sobre um aspecto da discussão e mais curtos, a rondar os 4 ou 5 minutos.

Perde-se em abrangência mas ganha-se em precisão. E sabemos como o internauta cada vez tem um período de atenção cada vez mais curto.

Engano-me?
S.T.

Anónimo disse...

"Uma divisa que se equipara com o dólar"?

LOL Vá sonhando, Jota-pê-efe!

O Euro, enquanto moeda de reserva para o comércio internacional é um nado-morto porque nunca pôs em causa o dólar e nunca será porque o Yuan já se perfila para substituir o dólar, mercê de inúmeros acordos bilaterais para uso do Yuan como forma de curtocircuitar o dólar.

Pode continuar a entoar loas ao papel da EU na suposta paz do velho continente, mas toda a gente sabe e que só não houve guerras na Europa porque as posições de um lado e de outro da cortina de ferro envolviam arsenais tais que graças ao sistema de mútua destruição assegurada ninguém no seu perfeito juízo tentaria iniciar uma guerra que sabia que não poderia vencer.

Em contrapartida África e o Sudeste Asiático foram o palco privilegiado de guerras por procuração alimentadas pelos dois blocos.
Por isso as suas loas á paz celestial da EU são perfeitamente ridículas.
S.T.

Anónimo disse...

Mas que idiotice é esta?
O pimentel ferreira foi quem falou na paz europeia da forma como o caracteriza;mais de baratas e escaravelhos da forma com que se identifica.

Disse disparates.

E agora foge para as grandes guerras e outras idiotices do género?

O pimemtel ferreira está é em guerra contra a inteligência e a honestidade

Anónimo disse...

"Os países dos Balcãs quando entraram na guerra não pertenciam à UE."

Não. Só pertenciam à Europa.E a guerra foi conduzida por países da União europeia.

BUMMMMMMMMMM

Com fragor caem as tretas a despropósito do coitado do Kant usado por este Pimentel desta forma tão ...prosaica e ignorante

João Pimentel Ferreira disse...

Engana-se. Há ainda muito boa gente que gosta de bom conteúdo. Se quisesse ler lixo ia ao avante ou à Fox news.

Anónimo disse...

"Os supra-estados como a UE, tendo valores fundamentais salvaguardados, como a Liberdade, a Democracia ou o Respeito pelos Direitos Humanos, mesmo sendo desprovidos de militarismo "

Os ataques sobre a Líbia foram desprovidos de militarismo e foram um sinal de respeito pela liberdade e pelos direitos humanos dos líbios que estavam lá em baixo?

"O Presidente de França ameaçou na terça-feira "bombardear" a Síria"...mais exemplos actuais do desprezo do militarismo pelos tais etc e tal?

"Londres ameaça Damasco com ataques aéreos"...idem,idem,aspas,aspas?

"Soldados britânicos cometeram crimes de guerra contra presos durante a guerra no Iraque entre 2004 e 2008, revelou a promotora-chefe do Tribunal Penal Internacional (ICC), Fatou Bensouda."
Crimes de guerra? Não pode ser. Mas a paz universal da UE do pimentel ferreira diz o contrário. Havia guerra no Iraque? Ah, se Iraque estivesse na UE isso seria muito menos provável

Anónimo disse...

A comissão especial divulgou os resultados da investigação das acções do governo Blair tomadas antes da intervenção no Iraque.

O coordenador do inquérito John Chilcot afirmou durante a apresentação do relatório sobre o envolvimento britânico na guerra no Iraque, que o Reino Unido entrou na guerra sem o apoio da maioria dos membros do Conselho de Segurança da ONU.

"Sem o apoio à campanha militar da maioria [dos membros do Conselho de Segurança da ONU], consideramos que o Reino Unido, com efeito, minou o prestígio do Conselho de Segurança da ONU", disse.

(Mas respeitou os princípios democráticos . Esqueceu-se foi dos direitos humanos)

As razões legais para realizar uma invasão não eram suficientes.
"Concluímos que o Reino Unido escolheu se juntar à invasão antes de ter esgotado todas as possibilidades de desarmamento pacífico… As acções militares naquela altura não eram o último recurso", declarou Chilcot.

A invasão não era necessária porque as sanções introduzidas contra o regime iraquiano eram eficientes. O Iraque não era capaz de criar armas nucleares. "


Este tipo é uma fraude. E de caminho insulta Einstein. Já agora quem aqui está a fazer a apologia da guerra? O que se está a desmontar é a ignorância e cabotinice dum tal pimentel aonio ferreira

Anónimo disse...

Seria interesssante uma troca de pontos de vista sobre a introdução de moedas digitais supra-nacionais(1), nacionais e/ou regionais, na Europa. Nos Países da Europa interessados.

(Enfim, afinal apenas uma pequena rectificação dos Tratados.
E um sufragiozito a nível nacional.
Pelo menos dava para aclarar de que lado está a classe política ainda no poder. E quem está a abusar do poder político.)

Parâmetros:
Moedas Legais- Monitorizadas pelo(s) Estado(s) envolvido(s).
Moedas de utilização Facultativa- Entregando à dinâmica dos interessados a resultante.

Não vale a pena manter a cabeça na areia durante muito mais tempo. Já existem multiplas cripto-moedas no horizonte...
Ilegaliza-las é como a Lei Seca ou a Droga. Acaba muito mal.

(1)- Por acordos entre duas ou mais Nações europeias que, por proximidade geográfica e sobretudo económica, assim o desejassem.

Anónimo disse...

Guerra de propaganda? A guerra no Iraque foi de propaganda?
Hummmm...Este tipo deve ser o Barroso a invadir grosso modo a inteligência dos demais

Anónimo disse...

"Seria interesssante uma troca de pontos de vista sobre a introdução de moedas digitais supra-nacionais(1), nacionais e/ou regionais, na Europa. Nos Países da Europa interessados."

Concordo que seria interessante, mas talvez num post dedicado por algum dos LdB habituais.

De facto já se começa a ver mais claro através do cryptonevoeiro.
S.T.

João Pimentel Ferreira disse...

Uma lição de geografia aos pupilos: o Iraque não fica na Europa.

Uma lição de história aos pupilos: a queda do muro de Berlim foi há 29 anos e a Europa continua em Paz (para desgosto das baratas).

Anónimo disse...

Ó Sr Pimentel, não se faça despercebido.

Claro que o Iraque não fica na Europa, mas os países europeus deslocaram os seus exércitos até ao Iraque, ou não foi? Até Portugal lá foi a banhos de areia, para mostrar serviço.

Quanto às baratas, não podia estar mais de acordo! É que segundo estudos efectuados são dos poucos animais que sobreviveriam a uma guerra nuclear generalizada...
S.T.

João Pimentel Ferreira disse...

Os pupilos andam muito desatentos às homilias do Professor. Repete-se ipsis verbis a oração da aula anterior: "Nunca a Europa teve um período tão longo de paz na sua História desde que está sob o auspicio da UE".

Anónimo disse...

Que baile ó Pimentel.

Que autêntico baile. Uma barata ou um escaravelho teriam mais compostura

Anónimo disse...

"Uma lição de geografia aos pupilos: o Iraque não fica na Europa." - Desculpe, mas esta frase podia muito bem ser " Pimenta no cú dos outros, para mim é refresco", e, ironicamente, é algo que pode descrever os Países Nórdicos com interesses na criação e manutenção do EURO, mesmo que para isso, existam outros que tenham que andar a mendigar, e a viver com 11% da população empregada em risco de pobreza!

A estratégia foi toda montada para este fim, porque assim, até esses Países dizerem CHEGA, têm de fazer o que eles querem. Basta ver o que se passou na Grécia, com a GUERRA mediática e económica que a UE aplicou sem qualquer dos princípios base que invoca (liberdade, respeito pelos direitos humanos e dos trabalhadores e a Paz).

Já agora, então o JPF vem para aqui dizer que a UE é essencial por causa da Paz e blá blá blá, e caga de alto no milhão de civis mortos no Iraque, apenas porque os EUA e a UE decidiram invadir aquilo por causa das armas de destruição maciça que sabiam não existir?!

O senhor e os seus pseudónimos são um esterco de contradições!!!
Ernesto

Anónimo disse...

Posso estar enganado, mas talvez Salvini e os economistas da Lega, entre os quais Bagnai se preparem para uma forma não-convencional de combater os efeitos negativos do Euro.

O último post de Bagnai no seu blog, já depois das eleições, sugere a repressão financeira e o controle de capitais como meio de remediar a questão.

Afinal parece que alguém também anda a pensar na solução que eu algures considerei "impensávevel" de mexer com as regras básicas da livre circulação de capitais.

Bagnai dá o exemplo das medidas tomadas em Chipre e na Grécia que efectivamente limitam a livre circulação da moeda.

Perfila-se assim no horizonte uma guerra de atrito sobre a suspensão "temporária" de regras do mercado único.

No limite a Itália poderia ser "expulsa" da EMU, o que seria uma benção disfarçada de castigo. Genial!

É uma solução fascinante porque implica um entorse aos princípios basilares do "free trade" mas que devia ser também considerada urgentemente para o caso português.
S.T.

Anónimo disse...

Embora o blog de Bagnai não seja difícil de descobrir, aqui fica o link para o post acima referido.

http://goofynomics.blogspot.pt/2018/03/il-cambio-fisso-e-i-suoi-correttivi.html
"O câmbio fixo e os seus correctivos"
S.T.

Anónimo disse...

A diferença que há entre as idiotices em letra de forma de um tal joão Pimentel e os contributos sérios para uma discussão séria

Soubemos entretanto que os EUA nunca perderam a guerra no Vietnam. Nunca a perderam porque não foi nos EUA Foi no Vietnam. Donde não poderiam estar em guerra.

O termo pimentalice começa a ser demasiado pesado para o coitado