Através de José Marques dos Santos, fiquei a saber que a Faculdade de Medicina da Universidade Nova de Lisboa vai ter um campus em Carcavelos, num terreno cedido pela CUF, parte de uma “parceria” (uma captura seria uma designação mais desgraçadamente realista, dado que na política do grande grupo económico capitalista da doença não há mesmo almoços grátis). Será NOVA Medical School, como a outra. O grupo económico é um ator político maior não-democrático, promovendo toda uma infraestrutura intelectual, com todos os viesses de classe.
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Haja espetro
Através de José Marques dos Santos, fiquei a saber que a Faculdade de Medicina da Universidade Nova de Lisboa vai ter um campus em Carcavelos, num terreno cedido pela CUF, parte de uma “parceria” (uma captura seria uma designação mais desgraçadamente realista, dado que na política do grande grupo económico capitalista da doença não há mesmo almoços grátis). Será NOVA Medical School, como a outra. O grupo económico é um ator político maior não-democrático, promovendo toda uma infraestrutura intelectual, com todos os viesses de classe.
domingo, 23 de agosto de 2026
Aprender sempre
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Reciprocidade
Na boa lógica da reciprocidade, se insiste em regredir e em voltar a tratar-me por “os ladrões”, agora no debate do sistema de pensões, eu passo a tratá-lo por Pedro Santa Claude, até para voltar a sublinhar o mau exemplo para a juventude das suas práticas atuais de “escrita”.
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Precaução antiliberal
A ideia mais absurda é a de que quando se fala dos problemas do sistema de pensões é porque se quer privatizar. Mas privatizar o quê? Aquilo é uma montanha de dívida sem ativos que cubram 1/10 das obrigações. O que precisamos, sim, é que as pessoas estejam conscientes dos problemas para que possam tomar precauções individuais...
terça-feira, 18 de agosto de 2026
Mais uma campanha da economia do medo
É oficial: começou mais uma campanha da economia do medo, destinada a transferir rendimentos para o capital financeiro, à boleia da fraude da “falência” da Segurança Social ou da converseta sobre almofadas, como se os mercados financeiros gerassem valor. A fraude é promovida pelo mesmo Governo que apostou na acentuação da transferência de rendimentos do trabalho para o capital, vulgo pacote laboral. Foram derrotados. Terão de ser outra vez.
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Referências
O Financial Times é um dos jornais de referência da burguesia do Atlântico Norte. Quer continuar a ser levado a sério. Isto exige a defesa de standards mínimos, postos em risco pelo tão defendido capitalismo, o que hoje muito destrói e pouco cria.
domingo, 16 de agosto de 2026
Fidelidade
Viemos aqui hoje, reconhecendo a nossa grande dívida para com o povo cubano. Que outro país tem tal histórico de comportamento altruísta como o que Cuba demonstrou para com o povo de África? Quantos países beneficiam de profissionais de saúde e educadores cubanos? Quantos destes voluntários estão agora em África? Que país alguma vez precisou de ajuda de Cuba e não a recebeu? Quantos países ameaçados pelo imperialismo ou a lutar pela sua liberdade puderam contar com o apoio de Cuba?
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Mais uma voltinha, mais uma viagem
terça-feira, 11 de agosto de 2026
O país não é uma boutique
Pedro Santa Clara mandou o Claude responder ao meu texto num ápice. Como não uso IA para escrever, respondo um dia depois. Curiosamente, não teve tempo para mandar incluir a indecorosa entrevista de Miguel Guedes de Sousa em defesa do “país-boutique”, que motivou o meu texto, começando antes por contar uma historieta sobre a família Amorim que não incluiu fortes suspeitas de fraudes a fundos europeus (a justiça de classe, lá está...) ou os benefícios retirados da ruinosa privatização de uma petrolífera. Esta deve acabar em mãos estrangeiras, provando-se que na periferia setores estratégicos em mãos nacionais só com propriedade pública, ao contrário do que disseram tantos desde que Cavaco iniciou um dos mais intensos ciclos privatizadores. Hoje, o Estado português é dos que detém menos ativos empresariais em percentagem do PIB na UE e dos mais dependentes. A ideologia dita liberal também serve para ofuscar estas inconveniências, apresentado-se como se nunca tivesse sido tentada, uma fraude.
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Ainda o porno-riquismo
Interrompo uma longa pausa na escrita só para repescar um dos meus temas de eleição, parte da explicação para o declínio deste país turistificado: o porno-riquismo, o consumo conspícuo na era das desigualdades pornográficas.
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Da confiança perdida no sistema de avaliação
Já é possível ter uma noção da confiança no sistema de avaliação com que ficaram os alunos que realizaram os exames do 12º ano, na sequência da digitalização das provas em papel (sim, com scanner, prova a prova) para correção em digital, caucionada pelo ministro Fernando Alexandre. De acordo com o Público, que refere dados da DGESUP, apenas 304 alunos submeteram a sua candidatura ao ensino superior no primeiro dia do prazo (20 julho), valor que compara com os mais de 10 mil que, no ano passado, apresentaram a candidatura também no primeiro dia (21 julho). Se isto não é um sinal do «caos» que se instalou, e das sucessivas fugas em frente, apenas para tentar salvar a face, é o quê?
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Amanhã, em Lisboa
Apresentação, a partir das 18h30, na Livraria Almedina Saldanha, do recente estudo promovido pela Causa Pública sobre Custo de Vida e Inflação. O evento conta com a participação dos autores, Vicente Ferreira e Pedro Pratas, e da convidada Ana Costa. Apareçam.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Quanto custam as ondas de calor?
O verão do ano passado ficou nos registos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera como o mais quente desde 1931. Portugal registou três ondas de calor com temperaturas pelo menos 5 °C acima da média para a época, uma onda que durou 20 dias consecutivos entre o final de julho e meados de agosto e um recorde absoluto de 46,6°C em Mora, no distrito de Évora.
O cenário mantém-se este ano: o país atravessou cinco ondas de calor entre janeiro e junho, num total de 59 dias, e a última semana voltou a ser marcada por temperaturas em torno dos 40°C. Na Europa, a atual onda de calor é a pior de que há registo. Foi batido o recorde de temperatura na Alemanha, Polónia, Eslováquia, Chéquia e Hungria e o calor anormalmente elevado também atingiu França, Bélgica e Países Baixos, onde a temperatura está associada a um excesso de mortalidade significativo.
Para lá dos impactos óbvios que as ondas de calor mais frequentes e intensas têm no dia-a-dia da maioria das pessoas, desde as casas com fraco isolamento térmico aos locais de trabalho mais expostos à temperatura ou às deslocações em transportes sem climatização, é importante olhar para as consequências económicas do aquecimento global e perceber por que razão a maioria dos economistas as tem subestimado.
O que entra na fatura das ondas de calor?
O impacto mais direto do calor extremo prende-se com o trabalho. Os períodos de temperaturas anormalmente elevadas afetam a capacidade de trabalhar nos setores mais expostos, como a agricultura, a construção e algumas atividades industriais. De acordo com um relatório da Organização Internacional do Trabalho, em 2030, estima-se que mais de 2% das horas trabalhadas sejam perdidas devido ao calor extremo, com impacto negativo na produtividade, quer porque as condições tornam o trabalho impossível, quer porque obrigam a um ritmo mais lento.
Este custo não se distribui de forma igual e atinge sobretudo os trabalhadores da agricultura e da construção (com elevada exposição ao calor e condições de trabalho mais precárias), ao passo que a quebra de produtividade em escritórios climatizados é comparativamente menor. A mesma onda de calor tem, assim, um preço muito diferente consoante o lugar que se ocupa no mundo do trabalho.
A crescente procura por ar condicionado e sistemas de arrefecimento leva-nos ao segundo impacto: o dos preços da eletricidade. Além de aumentar a procura de energia, o aumento das temperaturas também reduz a oferta, já que várias centrais de produção são forçadas a reduzir a atividade por não conseguirem garantir a refrigeração. Maior procura e constrangimentos do lado da oferta levam a aumentos de preços da eletricidade, como já se tem verificado em vários países europeus.
Para a economia como um todo, a partir de certo limiar de temperatura, os prejuízos aumentam de forma não linear. Por um lado, o calor intenso reduz a produtividade dos trabalhadores e obriga a abrandar ou interromper a atividade em alguns setores. Por outro, a maior necessidade de arrefecimento faz subir o consumo de energia, encarecendo os custos das empresas. Resultado: projeta-se que a crescente intensidade das ondas de calor provoque perdas de centenas de milhares de milhões de euros nas principais economias europeias.
Além disso, o impacto nos preços não se resume à energia. Um estudo publicado por economistas do Banco Central Europeu concluiu que a onda de calor que atingiu a Europa em 2022 levou a um aumento dos preços dos bens alimentares entre 0,43 e 0,93 pontos percentuais. Na verdade, há cada vez mais sinais de que as alterações climáticas e os eventos meteorológicos extremos - nos quais se incluem as ondas de calor - têm impacto significativo nos preços dos alimentos.
Nos últimos anos, este tipo de fenómenos esteve associado ao aumento dos preços de diversos produtos. A seca no sul da Europa fez disparar o preço do azeite; as colheitas afetadas pelo calor no Brasil e na África Ocidental fizeram aumentar o custo do café e do cacau. São produtos cujo preço passou a incorporar, de forma cada vez mais visível, a instabilidade do clima nas regiões que os produzem. Como o peso dos bens alimentares no orçamento das famílias é tanto maior quanto menor é o rendimento, este é um dos canais pelos quais o custo do aquecimento recai desproporcionalmente sobre quem ganha menos.
Nada de novo debaixo do sol?
As ondas de calor são a face mais visível de um fenómeno mais vasto. O aquecimento global traduz-se também em secas mais prolongadas, chuvas mais intensas e cheias mais frequentes que afetam a economia. Apesar dos custos até aqui descritos serem facilmente observáveis, a verdade é que têm sido frequentemente negligenciados na análise económica. Durante décadas, a avaliação económica das alterações climáticas foi dominada por modelos que procuram quantificar o custo do aquecimento global em termos de perdas de PIB. O mais influente foi desenvolvido pelo economista William Nordhaus, que recebeu o equivalente ao Nobel da Economia em 2018. Nordhaus foi o primeiro economista a tentar quantificar o custo do aquecimento global, tendo construído o modelo DICE (Dynamic Integrated Climate-Economy model), que se tornou a referência dos manuais que ensinam economia do clima.
Neste modelo, o efeito de um clima mais quente é medido como uma perda percentual de PIB e segue-se a lógica das análises custo-benefício, com o objetivo de encontrar o nível ótimo de redução de emissões: aquele em que o custo de reduzir emissões, medido como o crescimento de que se abdica para conter as emissões de carbono, iguala o benefício de evitar danos futuros. Nordhaus concluiu que o ponto de adaptação ótima seria um aquecimento de cerca de 3°C. De acordo com o modelo, os danos associados a este aumento da temperatura média do planeta seriam geríveis e uma redução gradual das emissões seria o suficiente para os conter.
Neste contexto, as emissões são tratadas como uma externalidade negativa, um custo que quem polui impõe a terceiros sem o pagar, e a solução que daí decorre é conhecida: um preço para o carbono que corrija a falha de mercado. Foi este raciocínio que valeu a Nordhaus o reconhecimento da disciplina e um lugar central na forma como o IPCC e os governos passaram a pensar o problema. No entanto, as suas conclusões assentam em pressupostos que não resistem a um escrutínio sério.
Primeiro, Nordhaus excluiu 87% da economia americana de qualquer impacto climático, com o argumento de que essas atividades decorrem em "ambientes cuidadosamente controlados". Por outras palavras, tudo o que acontece dentro de portas estaria a salvo. A lista do que ficou de fora inclui a indústria transformadora, a construção, os transportes, o comércio, a banca, os seguros e os serviços públicos. A ideia de que a indústria e os serviços estão a salvo por decorrerem em ambientes climatizados ignora que dependem por inteiro de cadeias de abastecimento, de energia e de matérias-primas que não decorrem dentro de portas.
Não faltam exemplos recentes que mostram como este pressuposto é irrealista. Em 2023, a Autoeuropa foi obrigada a parar a produção durante semanas apesar da fábrica de Palmela se encontrar intacta, visto que um fornecedor esloveno essencial ao fabrico dos motores tinha sido devastado pelas cheias que atingiram a Eslovénia nesse verão. Já este ano, a depressão Kristin que atingiu o país afetou a maioria das empresas na região centro do país. Além das indústrias de moldes, vidro, cerâmica e plásticos, duas fábricas de peças para automóveis ficaram completamente destruídas, ao ponto de ameaçarem parar uma linha da Porsche na Alemanha. Ou seja, não só os eventos meteorológicos extremos afetam a maioria das atividades económicas, quer estas ocorram dentro ou fora de portas, como podem afetar indústrias em locais que não foram atingidos por estes, devido às ramificações das cadeias de produção.
Depois, para estimar o efeito do aquecimento sobre o PIB, Nordhaus e os economistas que o seguiram observaram como varia hoje o rendimento entre regiões com temperaturas diferentes e assumiram que essa relação no espaço se aplica igualmente ao longo do tempo. Só que a causa da variação no espaço nada tem a ver com a causa da variação no tempo. As diferenças atuais de riqueza entre regiões com temperaturas mais altas e mais baixas dizem-nos muito pouco sobre o que acontece quando se retém na atmosfera energia suficiente para aquecer o planeta inteiro.
Além disso, Nordhaus optou por descrever a relação entre temperatura e os danos provocados através de uma função que não admite descontinuidades ou pontos onde a relação se quebra. No entanto, a investigação sobre alterações climáticas aponta para a existência de pontos de inflexão: limiares a partir dos quais o sistema muda de estado de forma abrupta e por vezes irreversível, como o degelo do Ártico ou o colapso da floresta da Amazónia. Os modelos subestimam os riscos porque assumem que os ecossistemas são substituíveis e porque não captam os efeitos irreversíveis associados aos pontos de inflexão. Se a floresta da Amazónia ou os recifes de coral desaparecerem, não existe nenhuma tecnologia que permita substituir os serviços que estes ecossistemas prestam (desde a regulação hídrica à proteção costeira). Modelos que assumem o contrário produzem projeções de danos que dificilmente se podem considerar realistas.
Voltando às previsões do modelo: Nordhaus concluiu que o ponto de adaptação ótima seria um aquecimento de cerca de 3°C, que, segundo o modelo, produziria danos geríveis com uma redução gradual das emissões. O problema é que, de acordo com o amplo consenso científico existente, este nível de aquecimento do planeta estaria associado a ondas de calor sem precedentes nos trópicos, à inundação de cidades costeiras e a riscos sérios para a produção de alimentos.
Se o modelo subestima os danos, também subestima a dimensão da resposta necessária para os evitar. Ao tratar o aquecimento global como uma falha de mercado, a implicação que se retira é que basta definir um preço para as emissões de carbono e deixar que o mercado se ajuste. No entanto, apesar dos mercados de carbono terem sido adotados por boa parte dos países nas últimas décadas, o preço continua a ser, em geral, demasiado baixo para desincentivar as emissões e cumprir as metas do Acordo de Paris.
A dependência dos combustíveis fósseis não se explica apenas pelos preços, mas sobretudo pela forma como estão organizados os sistemas de energia, de transporte, de produção industrial e de alimentação. Um sinal de preço pode produzir alterações marginais nesses sistemas, mas não é suficiente para promover as transformações necessárias. Confiar apenas no mecanismo do preço tende a produzir aquilo a que os economistas Daniela Gabor e Benjamin Braun chamam terapia de choque do carbono: deixar que a energia cara elimine as atividades que dela dependem, com o custo de destruir capacidade produtiva e emprego sem uma transição socialmente justa.
O que fazer numa economia sobreaquecida?
Durante quase quarenta anos, entre a década de 1980 e a pandemia da COVID-19 em 2020, as economias ocidentais viveram um período de inflação baixa e estável a que os economistas deram o nome de Grande Moderação. Essa estabilidade assentou num conjunto de condições estruturais que hoje parecem estar a reverter-se, entre as quais a dimensão ambiental: os fenómenos meteorológicos extremos eram suficientemente raros para não perturbarem de forma sistemática a produção agrícola e industrial e, com isso, os preços dos produtos.
No entanto, as alterações climáticas colocam em causa as condições estruturais que estiveram na base da Grande Moderação. Numa era em que ondas de calor, secas e cheias se tornam mais frequentes, a economia passa a enfrentar constrangimentos persistentes do lado da oferta e deixa de se poder contar com a disponibilidade permanente de recursos. O economista Jo Michell, que se tem debruçado sobre a macroeconomia no fim da “era da abundância”, defende que estas mudanças obrigam a repensar de raiz a política macroeconómica para aprender a lidar com maior instabilidade da oferta.
Gerir a procura através da política monetária dos bancos centrais, que descem ou sobem as taxas de juro consoante pretendem estimular ou arrefecer a economia, tem muito pouca utilidade neste cenário. A subida dos juros não repõe as colheitas perdidas ou as fábricas e infraestruturas destruídas por eventos meteorológicos extremos. Uma seca que destrói um terreno agrícola faz subir o preço dos alimentos independentemente do que acontece à taxa de juro.
Se os choques climáticos vieram para ficar, é necessário planear a economia para lidar com estes de forma socialmente justa. A curto prazo, há instrumentos disponíveis para limitar o impacto distributivo dos choques de preços climáticos: constituir reservas estratégicas de matérias-primas alimentares para evitar oscilações da oferta, além de regular preços e/ou margens em bens essenciais. A médio prazo, o caminho passa pela redução das vulnerabilidades estruturais através de investimento público em adaptação: reabilitação energética de edifícios, eletrificação dos transportes ou melhoria da eficiência na irrigação dos terrenos. Embora nenhuma medida isolada seja suficiente para resolver o problema do aquecimento global, a combinação destas ajuda a mitigar os seus efeitos e a distribuir os custos.
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domingo, 14 de junho de 2026
Amanhã, videoconferência Práxis sobre Democracia no Trabalho

O relatório faz o diagnóstico da realidade espanhola e das experiências europeias quanto à democracia no trabalho. Analisa os estudos existentes que confirmam o impacto positivo da participação dos trabalhadores na inovação, na produtividade, no emprego a na proteção ambiental».
Em mais uma videoconferência promovida pela Práxis, a oportunidade de comparar a nossa realidade laboral com a realidade espanhola, no âmbito da discussão aberta pelo relatório solicitado pela ministra Yolanda Díaz, com a participação de Bruno Estrada (economista e presidente presidente da PxDE - Plataforma por la Democracia Económica) e Isabel Gemma Fajardo-García (professora de Direito da Universidade de Valência e da Comissão de Peritos do Relatório sobre Democracia no Trabalho). A apresentação do tema estará a cargo de Ulisses Garrido (Práxis) e a moderação do debate a cargo de Luís Simões (jornalista e presidente do Sindicato de Jornalistas). A sessão é aberta a todos os interessados, mediante inscrição prévia aqui.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Sábado, na Feira do Livro de Lisboa
Apresentação do nº 9 da revista Manifesto, por João Costa e Elisabete Paiva, com moderação de Sara Goulart, a partir das 17h00 na Praça Azul. Este número da revista, que nos próximos dias estará disponível em papelarias, quiosques e livrarias, pode também ser já encomendado, aqui.
terça-feira, 9 de junho de 2026
Quinta-feira: webinar Causa Pública sobre a Prestação Social Única
Dia 11 de junho, a partir das 18h00, com a participação de Carlos Farinha Rodrigues (economista, professor no ISEG/UL e investigador nas áreas da distribuição do rendimento e do combate à pobreza), Fernanda Rodrigues (Assistente Social, doutorada em Serviço Social, Politicas Sociais e Movimentos Sociais, investigadora nas áreas da pobreza e politicas sociais) e Paulo Pedroso (sociólogo, professor no ISCTE e presidente da Causa Pública). Inscrições aqui.
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Debater, debater, debater sempre
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Hoje é dia
terça-feira, 2 de junho de 2026
Amanhã é dia
São horas de lanchar e não há qualquer referência noticiosa em lugar visível no site do Público à Greve Geral de amanhã. É como se não existisse, parte da tentativa editorial para invisibilizar o maior movimento social deste país.
Manifesto nº 9 em breve nas bancas
«“Não viveremos no medo que nos querem impor”. Assim começa, em título, o artigo que o ex-ministro da Educação, João Costa, e o ator da companhia de teatro A Barraca, Adérito Lopes, publicaram no Expresso há quase um ano. Nas motivações para a escrita – e entre outros episódios assinalados no texto, sintomáticos do discurso de ódio, insulto e atos de violência por parte de membros, movimentos e forças políticas da extrema-direita – a bárbara agressão a Adérito Lopes por um neonazi, mesmo à porta de A Barraca, no preciso dia em que se assinalavam 30 anos do assassinato de Alcindo Monteiro.É num apelo à tomada de consciência coletiva e à mobilização, perante as ameaças e os desafios políticos que a ofensiva da extrema-direita hoje nos coloca, a que se soma a erosão neoliberal dos fundamentos e das conquistas sociais que concretizam direitos e promovem a igualdade e a justiça social, que João Costa e Adérito Lopes sublinham a importância do papel das artes e da cultura. Desde logo, “porque a cultura assusta quem não quer a democracia”, assinalam, convocando todos, “em cada fábrica, escola ou espaço artístico, (…) em cada bairro, em cada café”, a “celebrar a democracia e a diversidade”.»
Do editorial do nº 9 da revista Manifesto, que estará em breve disponível nas livrarias, quiosques e na loja online da Fórum Manifesto. No próximo dia 13 de junho, sábado, a revista será apresentada por Elisabete Paiva e João Costa, com moderação de Sara Goulart, na Feira do Livro de Lisboa (Praça Azul - Livraria Tigre de Papel), a partir das 17h00. Apareçam.
Lista de Artigos:
AMARÍLIS FELIZES, Perguntas sobre arte e trabalho | BERNARDO GOUVEIA, Reflexão à esquerda – Modo de usar | CAPICUA E AFONSO BRANCO, A cantiga (ainda) é uma arma (conversa conduzida por Manuel Halpern) | DANIEL MELO, O associativismo em perspectiva (notas exploratórias) | DIMA MOHAMMED, Quando retirar apoio não é censura: cancelamento, boicote e responsabilização | DINA MAGALHÃES, “Sirat” | DIOGO DUARTE SILVA, A ordem internacional no limbo | DORI NIGRO, MELISSA RODRIGUES E RAQUEL LIMA, Manual Antirracista para as Artes e a Educação – Um sonho sankofa para o futuro | ELISABETE PAIVA, Uma revolução por cumprir | GERMINAL, A Revolução não será analógica | GUILHERME SEMEDO, Expor as estruturas do poder e da acumulação | HENRIQUE SOUSA e PAULO AREOSA FEIO, Novos caminhos à esquerda: hipóteses para um debate necessário | JOÃO COSTA, Uma certa urgência da arte perto das crianças e dos jovens | JOSÉ SOEIRO, Mais que um pacote laboral, um regime económico em disputa: breve roteiro para uma luta prolongada | JÚLIA BARATA, Ilustrações | MADALENA MOTA, Leopardos e hienas; as elites e o sal da terra | MANUEL PUREZA, A cultura é uma árvore, e todas, todos e todes devíamos sabê-lo | MARCO MARTINS, A arte de criar (em) comunidade (entrevista por Manuel Halpern) | MARIA VLACHOU, Confiança radical | NUNO RAMOS DE ALMEIDA, Vida Justa, a força dos bairros | PAULO PIRES DO VALE, Lucidez revolucionária – A Constituição de uma democracia cultural, 50 anos depois | PEDRO JOSÉ-MARCELLINO, “O Riso e a Faca”: Ensaio neocolonial sobre tempos, olhares e desconfortos | PEDRO RODRIGUES, O boicote e o cancelamento são mesmo uma arma? | RUY FILHO, Contra o medo, o afeto: voltar a sentir um país | VIRIATO SOROMENHO MARQUES, O império contra-ataca: o incerto parto do mundo multipolar.
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Dia da criança
Aproveito este dia para lembrar que o pacote laboral também prejudica as crianças. Quem trabalha poderá ter horários de trabalho mais instáveis, com vínculos mais precários, com menor capacidade reivindicativa; pais e mães com menos condições para o cuidado que as crianças merecem. Faltam dois dias para a Greve Geral.
domingo, 31 de maio de 2026
sábado, 30 de maio de 2026
Defesa e ataque
sexta-feira, 29 de maio de 2026
De todos
O que têm em comum o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes, o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal, o Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia ou o Sindicato dos Trabalhadores do Sector de Serviços? Segundo o AbrilAbril, são alguns dos sindicatos afiliados à UGT que se juntam à Greve Geral de 3 de junho, não acompanhando a incompreensível demissão desta central sindical.


























