sábado, 26 de novembro de 2016

Hasta siempre


Na reacção ao falecimento de Fidel Castro, Jerónimo de Sousa afirmou que “a luta, a acção e a palavra inspirada de Fidel animaram e continuarão a animar a luta das forças progressistas e revolucionárias de todos os continentes”.

Animaram de facto, indicando como o “pátria ou morte” mais intenso se encontrou com o internacionalismo mais consequente – o que é feito de professores, médicos e soldados – na luta anti-imperialista que contou em muitos lados. Nelson Mandela, por exemplo, nunca esqueceu o contributo para o fim do regime racista do Apartheid e nunca deixou de sublinhar o exemplo de Cuba, que, apesar de todas as dificuldades, continua a surpreender em muitos planos importantes numa avaliação cabal. Todos os libertadores nacionais consequentes nunca esqueceram Fidel, porque Fidel não se esqueceu de tantos quando contava.

Animarão de facto, porque o imperialismo está bem vivo, as bases materiais que alimentam as suas velhas e novas configurações aí estão, embora haja tanto investimento intelectual e político para o tornar invisível. Fidel Castro e a revolução socialista cubana colocaram a questão que mais deve continuar a contar para os povos – libertação ou capitulação? Nas respostas que deram, as boas e as más, colocaram e continuam a colocar outras questões difíceis para as esquerdas de todo o mundo, como bem sublinhou Boaventura de Sousa Santos há uns anos atrás.

Podemos talvez não ter força e conhecimento para enfrentar ainda, e de novo, essa questão e as outras. Mas elas não desaparecem pelo facto de vivermos em tempos sombrios. Nem desaparece o exemplo de Fidel. Uma lição para uma história que não acaba. É mesmo: hasta siempre.

31 comentários:

Anónimo disse...

Caro João Rodrigues:

Mais uma vez um excelente post.

Anónimo disse...

Sinais da degenerescência política: a "velha esquerda" (e particularmente a de Fidel) era (e é) internacionalista, a "nova esquerda" é "cosmopolita"; a "velha esquerda" fazia frente - de armas na mão, se necessário fosse - a todo e qualquer avanço do imperialismo ocidental, a "nova esquerda" apoiou, entusiasticamente e do quentinho dos seus domésticos sofás ou dos banquinhos dos seus tascos de eleição, as intervenções imperialistas da NATO na Jugoslávia, no Kosovo, na Sérvia, no Iraque, no Afeganistão, na Líbia, na Ucrânia e na Síria; a "velha esquerda" juntava os atos às palavras e chamava os seus médicos, enfermeiros, professores, engenheiros e soldados a contribuírem no terreno para o avanço desses dois direitos humanos essenciais que são o direito a viver sem penúria e o direito a viver sem medo, a "nova esquerda" não liga a coisas de somenos importância como a fome ou o medo da intervenção imperialista psicopata e vocifera o inalienável "direito à democracia" de povos para os quais ela, ou alguém por ela, inventou "ditadores" (o resultado, empiricamente verificável, é o multiplicar de países bombardeados até à idade das trevas onde a fome é um sonho mau do passado e a "democracia" floresce pela extremosa mão dos seus mais queridos e dedicados "partisans": neonazis, neofascistas e jihadistas).
Por tudo o que anteriormente afirmei, reclamo-me aqui da "velha esquerda" de Fidel (que foi e é, no seu internacionalismo anti-imperialista, muito, mas muito mais nova do que a mais nova das "esquerdas") e com as palavras finais do excelente "post" de João Rodrigues a Fidel saúdo: "Hasta sempre, comandante!"

Jaime Santos disse...

Fidel era uma figura complexa e não há dúvida de foi um herói. Mas foi igualmente um ditador, mesmo se muito mais benigno que figuras gradas em Washington, como Somosa ou Pinochet. A falência do modelo económico cubano, associado ao autoritarismo do regime, deveria fazer pensar todos aqueles que advogam pelo tal nacionalismo de cariz esquerdista de que tanto fala o João Rodrigues. É que se a liberdade dos povos se obtém à custa da repressão da liberdade dos indivíduos, não serve para muito, a não ser talvez para a substituição de uma opressão imperialista por uma opressão por elites corruptas nacionais, como o exemplo de Angola, regime que a intervenção de Cuba salvou, bem demonstra. Mas parece que tal como os liberais não conseguem olhar de frente as contradições do seu próprio modelo de globalização capitalista, também os esquerdistas parecem incapazes de assumir, e isto desde pelo menos 1989, o falhanço rotundo dos modelos de socialismo estatista (agora substituídos na maioria dos países pelo capitalismo corrupto de Estado). Não admira pois que os tempos estejam tão propícios à Extrema-Direita, parece que já ninguém se lembra do banho de sangue que esta provocou nos anos 40...

Anónimo disse...

"Hasta SIEMPRE, Comandante!" - assim é que é.

A.R.A revolução disse...

Reeditar ... readaptar ...revolutivo ... revolutear ... (R)evolução!!!!!!

Para quem nasceu semi-burgês, tornando-se fervoroso nacionalista e acabou no seu ultimo suspiro de vida como revolucionário marxista-leninista, sempre demonstrou ser o exemplo claro (para vergonha e desdém de muitos) que aqueles que na juventude se diziam revolucionários acabando na velhice como porta estandarte do imperialismo (ex.Durão Barroso) que a revolução social do colectivo não se define pela evolução da conta bancaria do individuo (vide o aumento dos milionários nos tempos da crise «austeritaria»)

Admirado por muitos,odiado pela maioria mas sempre coerente e é essa falta de coerência que nos mata e subjuga que fez Fidel radicalizar perante o embargo comercial mais longo da Historia, perante a ostracização de um mundo incoerente que votou o povo cubano a uma miséria com instrução, a uma fome por pensar diferente e a uma ditadura proletária versus uma submissão passiva em troca dos cifrão do tio Sam.

Por isso e só por isso na sua morte mais do que nunca fará tanto sentido a frase propagandista que poderíamos ler nos outdoors de Matanzas a Santiago, de Piñar Del Rio a Havana:
«En cada barrio una Revolucion»

Até Amanhã Camarada Fidel

A.R.A

Anónimo disse...

Ao caríssimo Jaime Santos cabe aqui, se mo permite, fazer umas quantas perguntas: que falhanço foi esse de Fidel em África ao ser o elemento fundamental da queda do regime do "apartheid" (um facto nunca olvidado por Nelson Mandela)? Essas suas "elites corruptas angolanas" poderiam ser "corruptas" (coisa que, sendo um assunto entre angolanos, aos angolanos cabe resolver, diga-se), mas angolanas é que não seriam certamente, caso o internacionalismo cubano não tivesse ajudado, primeiro, ao nascimento do país e, segundo, à sua consolidação territorial face à agressão sul-africana apoiada pelo Ocidente. Se a "Operação Carlota" salvou o "regime" (e a utilização desse seu "regime" em vez do meu preferido "governo" é todo um programa...), disso só podemos retirar as devidas ilações no que toca ao génio político e militar de Fidel, bem como disso só podemos retirar a conclusão da perfeita e recorrente estupidez político-estratégica de quem apoiou um criminoso assassino em série chamado Jonas Savimbi e os seus padrinhos racistas sul--africanos (como, noutras paragens, apoiou os "Contras" da Nicarágua, os "mujahedin" do Afeganistão ou os "Kmher" vermelhos do Cambodja), não? E que falhanço estrondoso foi esse do modelo económico e social fidelista ao retirar da miséria milhões de cubanos, ao alfabetizar e dar cursos superiores ao seu povo numa extensão com que alguns países capitalistas e muito democráticos (vem-me à cabeça, para não irmos mais longe, um: Portugal) só podem, ainda hoje, sonhar? Nas últimas Olimpíadas quantas medalhas de ouro, de prata, de bronze ganharam os atletas e as atletas cubanas e quantas trouxeram para casa os nossos queridos e queridas competidores e competidoras? E na Saúde? Quantos portugueses vão, todos os anos, a Cuba para usufruírem do arcaico desenvolvimento científico da medicina cubana? Falhanços? Pois...
Façamos uma singela comparação: cotejemos um país há cinquenta sujeito a um demolidor embargo económico e a recorrentes sabotagens do seu aparelho produtivo por parte dos colossais EUA (Cuba) com um país (o nosso) que recebe, vai para trinta anos, milhões e milhões dos seus vizinhos europeus e avaliemos as suas conquistas em termos de Saúde e de Educação, de preparação e de honestidade dos seus governantes, de importância e de projeção internacionais, certo?
Mas, meu prezado Jaime Santos, convenhamos que, neste ponto, nunca análises como a sua com as minhas análises coincidirão, pois aquilo que o senhor critica a Fidel Castro é precisamente aquilo que eu louvei, louvo e louvarei no magistério político de Fidel: o internacionalismo revolucionário que dá o seu sangue pela emancipação de outros povos sem desses povos esperar o retorno. O que, convenhamos, é coisa que na Europa nem com uma lupa se encontra desde o fim da Guerra Civil Espanhola. Saudações cordiais.

Anónimo disse...

(Uma pequena adenda ao meu comentário das 20:06 e a propósito do uso generalizado do substantivo "regime")

Não será necessário relembrar ao observador atento, mas, mesmo assim, aqui vai: a "novíssima esquerda" é, no negócio da criação de "ditadores" e de "ditaduras" e no inteligente mester da exportação da "democracia à bomba", unha com carne com a direita mais reacionária. Uma e outra iniciam o processo de demolição das identidades nacionais que lhes não agradam pelo apodar de "regimes" dos governos malqueridos. Daí ao tenebroso "ditaduras" vai um piscar de olhos, sendo que o riscar de um fósforo medeia o último batismo do rebentar da primeira bomba semeadora de "democracia".
Concretizemos o curioso caso angolano trazido à baila por um anterior comentador. O Ocidente (melhor dizendo, as suas elites político-financeiras transnacionais) está-se borrifando para o bem-estar do povo angolano e para os sofrimentos que lhe possa trazer a corrupção das elites da sua pátria; o que tira o sono a esse Ocidente é o facto de os dividendos dessa corrupção só marginalmente (na melhor das hipóteses) lhe caírem no bolso. Elas - essas elites - querem tudo: querem o lucro do petróleo, querem o lucro dos diamantes, querem o lucro dos minerais e querem o lucro de tudo o que puder dar lucro na terra angolana.
É nessa tentativa de monopolização dos lucros dos recursos naturais que tem a sua génese todo o circo das ONG e dos ativistas profissionais (generosamente financiados pelo seu "deus ex machina", o inefável George Soros), vigorosamente secundados por todas as "terceiras vias" (calorosas saudações, minha prezadíssima eurodeputada doutora Ana Gomes, tenho ouvido maravilhas acerca do sólido processo democrático líbio por si tão elogiado)e "novíssimas esquerdas" (um grande abraço à corajosa malta do BE) e pelos monopólios mediáticos (os mesmos que nos venderam a provadíssima aleivosia genocida dos sérvios, a indiscutível bondade inata de eslovenos, de croatas e dos albaneses do UCK, as armas de destruição massiva fantasmas do Iraque e a congénita democraticidade dos jihadistas da Líbia que ora se travestiram - juntamente com chechenos, jordanos, sauditas e não poucos cidadãos da UE e dos EUA - em democráticos cortadores de cabeças da "oposição democrática síria"...) desta Europa onde não há "regimes", mas onde florescem a bom florescer os neonazis e os neofascistas.
Três perguntinha simples vindas de uma simplicíssima inquietação: se a Senhora Marine Le Pen ganhar as presidenciais francesas, será o Estado por ela presidido um "governo" ou um "regime"?; E os defuntos governos do corruptíssimo Berlusconi seriam eles "regimes"?; E que chamaríamos nós a um corrupto para além do imaginável POTUS chamado Hillary Rodham Clinton - presidente de um "governo" ou testa de ferro de um degenerado "regime"? Desconfio que Fidel saberia responder...

Anónimo disse...


Não e´ fácil entender a confusão que lavra em cérebros de alto gabarito como os aqui pronunciados nos LBs. Nem as pessoas serão obrigadas a raciocinar do mesmo modo já que e´ próprio do homem seja democrático ou antidemocrático, progressista ou reacionário.
Há muito me venho questionando sobre se, no contexto planetário, Ho
Chi Minh, Fidel de Castro ou Nelson Mandela teriam sido revolucionários e progressistas neste tempo das cerejas… E tendo conhecimento de que foram homens respeitados pela humanidade toda ela…
E´ verdade que deixei de ter duvidas sobre estas três figuras impares da humana gente e no entanto algo de não sei o que, ainda me Suscita controvérsia, indefinição. Talvez seja da cultura que me foi imposta pelas forças dominantes do Clero e da Nobreza desde há seculos, talvez…entretanto vou andando com a cabeça entre as orelhas com diria o Sérgio Godinho. De Adelino Silva

Jose disse...

Não pode negligenciar-se o facto de que 'professores, médicos e soldados' se tornaram a exportação mais rentável de uma ilha condenada à miséria.

Anónimo disse...

Para "exportar" (é claro que o conceito de "internacionalismo", ao não entrar - pelo menos - no "toma lá dá cá" tão grato aos seus queridos ídolos híper-capitalistas, não é coisa que esteja ao alcance da sua profunda compreensão, não é, Herr José?) professores, médicos e soldados, há que, primeiramente, produzi-los. Se tal "produção" seria possível numa ilha "condenada à miséria" (desenvolvida era ela no tempo do Fulgêncio, pelo menos no que toca à vasta produção de putas e de pedintes de calças sempre pelo artelho e de quatro no chão para servir com o traseiro o amo ianque, não é, Herr José?).
Mas olhe, caríssimo Herr José, fale-me, por uma vez que seja, de factos, e explique-me qual era a taxa de analfabetismo da população portuguesa, qual o número de médicos e de professores por cada mil habitantes, qual o número de licenciados e de doutorados existentes no país e qual era a taxa de mortalidade infantil portuguesa lá pelos idos de 1974, para que nós possamos tudo isso comparar com a miserável realidade cubana à mesma data, sim?
E, finalmente, se não for pedir muito e já que se meteu ao barulho (como é de seu direito, como é óbvio), responda-me a uma só das perguntas que anteriormente lancei ao Senhor Jaime Santos, está bem? Vou dar uma voltinha (larga) enquanto espero pela sua lição de sapiência...

Anónimo disse...

Percebe-se o rancor de herr Jose, mais a ilha condenada à miséria e outras tretas do género.

É olhar para quem estava a par de Cuba no ido ano de 1959 -o Haiti por exemplo- localizado na mesma zona geográfica, e observar o que se tornou cada uma das regiões referidas

Herr jose ficará de beiço feito e de ar carrancudo e irá de forma histérica chamar os treteiros?

Não interessa. Interessará sim sublinhar e de forma assaz divertida, que, de forma involuntária, herr jose confirma que é o capital humano aquilo que os países têm de mais precioso.
E não os investimentos e os dinheiros da canalha que louva e bajula

Anónimo disse...

Muitíssimo bom post de João Rodrigues. Muito bons alguns dos comentários aí em cima expostos.

"Hasta SIEMPRE, Comandante!"

Augusto disse...

O povo de Timor Leste não lhe agradece pois ele opôs-se á sua independência.

Anónimo disse...

Este Augusto é um brincalhão .
Provavelmente está a tentar justificar o motivo pelo qual O BE se recusou ir a Cuba, enfileirando pelos anti-castristas de Miami?

O embaixador de Timor-Leste em Havana, Olímpio Branco, destacou a ajuda solidária de Cuba nessas áreas através de bolsas, colaboração médica e o método de ensino Yo si puedo.

Nós atingimos a independência a 20 de maio de 2002 e esta ilha nos reconheceu de imediato, depois do que restabelecemos relações diplomáticas, e começamos uma formosa relação de solidariedade e cooperação econômica, política e diplomática, sublinhou.

O embaixador comenta que esses nexos se estreitaram ainda mais numa cúpula posterior do Movimento de Países Não Alinhados na Malásia, onde o então presidente cubano Fidel Castro ofereceu mil bolsas ao Timor Leste para que seus jovens estudassem medicina aqui.

De acordo com o diplomata, o programa foi-se implementando paulatinamente, de maneira que há 700 médicos em formação e no final do presente ano se terão graduado cerca de 500, cifra importante para um país com uma população de 1,1 milhão de habitantes".

“O Governo de Timor-Leste, em nome do povo timorense, apresenta as suas condolências ao Presidente Raúl Castro e manifesta a sua solidariedade para com o povo cubano”, refere um comunicado do executivo timorense.


“Fidel Castro foi uma inspiração para muitos timorenses durante a luta pela autodeterminação e um apoiante ativo do desenvolvimento de Timor-Leste após a restauração da independência”, sublinha.


O Governo recorda que Fidel Castro foi agraciado em 2010 com o Grande Colar da Ordem de Timor-Leste, “pelo apoio do seu país nas áreas da saúde e educação”, tendo a condecoração sido entregue a Raúl Castro, em nome do seu irmão, por José Ramos-Horta.


“O ex-primeiro-ministro, Xanana Gusmão, recorda o Comandante-em-Chefe Fidel Castro como um amigo querido e respeitado. Neste momento de luto, o Governo recorda o papel do Comandante-em-Chefe Fidel Castro e a sua amizade resoluta em relação a Timor-Leste”



Anónimo disse...

Estas são palavras de Ana Gomes – ANTI-PRO-CASTRISTA
«A revolução trouxe esperança e admiráveis progressos na saúde e na educação, acessíveis a todos em Cuba - e bem exportados, como atestam os médicos cubanos e timorenses formados em Cuba que cuidam do povo em Timor-Leste.»
Essa de se dizer que Fidel foi contra a independência de Timor-Leste trás Agua no Bico.
Contra Timor-Leste esteve o Tio Sam que deu Luz-Verde a´ Indonésia para o invadir e escravizar.
Bem entendido, poderão não estar de acordo com o seu ideário
Poderão por ventura ter duvidas da sua conduta politica e social; certamente cometeu erros como qualquer ser humano nas suas circunstancias, mas fazer-se ignorante e mentiroso já não cabe na sabedoria dos povos. De Adelino Silva

Jose disse...

Não tenho de momento vagar, mas sempre lhe digo sobre Angola.
Os cubanos, além de roubarem de tudo em Angola(tinham grande apreço pelos mármores das campas, entre outros mimos), só lá chegaram, porque os americanos desistiram de Angola a troco de petróleo e de outras merdas que não sei bem quais.
O Alpoim Calvão só não bloqueou o porto de Luanda por esse recuo dos americanos.
Em tudo o mais desse género o que para os cubanos se diz ser internacionalismo, para outros se diz ser imperialismo - como se Cuba não tivesse que servir o império soviético e pagar o que comiam.

Anónimo disse...

Ó Herr José, a esse seu paleio poderia eu chamar muita coisa (a mais "simpática" das quais seria, certamente, fétido enxurro de cloaca de retornado há muito empalhado em vida), mas fico-me - tenho mais com que me preocupar - por uma simples questão: já pensou Vossa Excelência, seguindo o sinal dos tempos, dar uma de "empreendedor" e começar a comercializar algum desse produto que anda a fumar? É que, a julgar pelo universo fantasioso em que o senhor, meu prezadíssimo Herr "Dude" José, parece viver, a coisa dá cá uma destas mocas...

Anónimo disse...

Herr jose não tem vagar para falar mas vai fazendo o seu serviço cívico.

E o serviço cívico que faz vai de encontro ao seu passado assumido de colonialista. Este era o tipo que defendia os ratos da Pide em Angola e os crimes de guerra aí praticados.

O ressabiamento perante a História e os factos permanece. "Parece que só lá chegaram pelo facto dos americanos terem desistido de Angola e pelo facto que o Alpoim calvão e o porto".

Indigência intelectual e sonhos descabelados e idiotas transformados em pesadelos por alguém cujo rigor cabe na cabeça dum PSH que ninguém sabe o que é, mas que continua a esgrimir com os mesmos trejeitos de treteiro profissional.

Derrotado em Abril pelo MFA e pelo povo portuguès, mais tarde derrotado com os seus "amigos" agressores da Africa do Sul, o que mais resta a herr jose?

Parece que o grande patronato lhe pagou e paga o que come, mais uns tantos milhares a mais para colocar nos offshores que defende e justifica

Pelo que o conselho já dado para lavar a boca antes de falar de Cuba ou de Fidel tem todo o sentido.

Jose disse...

A acção mais consequente nos ataques à presença portuguesa em África foi desde sempre conduzida pelos USA.
Desde a 'extracção' dos estudantes da Casa do Império a todos os passos decisivos da acção armada, a iniciativa tem a marca da CIA e seus múltiplos ramais. Desde idealistas a homens de negócio, todos se mesclam em perfeita sintonia nessa acção.

Mas os 'progressistas' querem ver num MPLA resgatado da derrota por uns bandos de cubanos a grande salvação desse ideal de corrupção e nepotismo.

E desde que os protagonistas, por mais execráveis, recitem os mantras e ladainhas que são testemunho da sua fé, logo os progressistas encontram as virtudes que lhes dão sossego às almas.
E seja MPLA ou Castro, ou Maduro, ou outro qualquer ditador, cumpra ele a liturgia e sempre será louvado.

Anónimo disse...

Parece que Herr Jose já tem vagar.

E para continuar a debitar asneiredo do grosso. Por um lado porque a marca da ignorância prevalece. Por outro para justificar a coça que os seus levaram. Por outro ainda para mostrar que a corrupção e o despotismo que era a marca de agua do colonialismo português a que se associava o racismo abjecto e criminoso do poder na África do Sul nao soçobraram com a ajuda de Cuba.

Mas nao serve. Herr jose compreende. Quando debita disparates tem de os comprovar. Não basta o olhar em alvo e o jeito piegas de propagandista a cumprir o serviço civico

Anónimo disse...

O rancor com os EUA por terem jogado nos dois tabuleiros criou tais raízes no seio dos colonialistas ressabiados, que ainda hoje, mais de 40 anos passados, repetem tontices sobre as acções consequentes da CIA.

Bem tentou de facto manipular alguns dos movimentos de libertação como por exemplo a FNLA.
"Em 1966, Jonas Savimbi, então membro da FNLA, entra em rota de colisão com Holden Roberto acusando-o de cumplicidade com os Americanos e da sua política Imperialista, e cria a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), apoiada ocasionalmente pela Zâmbia e pela África do Sul, com ligações à PIDE (a partir de 1969; Savimbi chegou a fazer um acordo para combater contra o MPLA no Leste de Angola), à CIA e à China.
Após o assassinato do Presidente John F. Kennedy e da subida ao poder de Lyndon Johnson em 1964, os Estados Unidos alteraram a sua política anticolonial e diminuíram o apoio à FNLA. A nova política norte-americana via o anticolonialismo como mais vantajoso para os países de Leste, em particular a União Soviética"

Isto é dito pela insuspeita Wikipedia que apesar de tudo não segue as fantasias trôpegas, amuadas e falsas do sujeito das 19 e 11. A prova concreta da realidade dos factos está na quase total influência dos EUA sobre os verdadeiros movimentos de libertação das colónias portuguesas.

Há mais. O regime colonial aprestava-se a defender os interesses americanos em Angola, desprezando outras áreas. Portugal reforçou militarmente Cabinda para defender a Gulf Oil Company, uma empresa norte-americana de exploração de petróleo.[

A sem vergonhice da reescrita da história tem destas coisas. Não tem vergonha e debita barbaridades como se fossem mandamentos divinos. O cheiro no entanto também os denuncia.



Anónimo disse...

Como também o denuncia os próprios comentários do das 19 e 11, esparramachados por aí, em que debita todo o seu ódio contra a URSS e Cuba,tidos como responsáveis pela queda do Império Colonial.

Lembram-se desta frase manhosa e fétida:"MPLA resgatado da derrota por uns bandos de cubanos"

O que dizia este tipo em 2013:
"MPLA , que estando vencido em 1974, por um gesto do colonizador + URSS + Cuba foi o vencedor em Angola"...

Na altura não lhe era conveniente menorizar o papel central dos cubanos. Interessava-lhe apenas o bolsar anti-comunista.

Um vómito fétido tal forma de arengar por parte deste sujeito que execrável recita as mantras e ladainhas que são testemunho da sua fé e da sua ideologia.

Anónimo disse...

Voltou a fumar daquele seu material manhoso, prezadíssimo Herr José?
Aqui vai um balde da fria água da realidade histórica, para ver se o senhor recupera da viagem psicadélica às entranhas dos infernos do Mefistófeles de Santa Comba: os "bandos de cubanos", juntamente com as FAPLA e as FAA, rebentaram consecutivamente com os seus queridos heróis "boers" sul-africanos mais o seu saudoso "apartheid" e com o mercenário resquício psicopata das aventuras ocidentais em Angola que dava pelo nome de Jonas Sidónio Malheiro Savimbi. O seu grande desgosto, inteligentíssimo Herr José, já toda a gente aqui o percebeu: lamenta que Fidel Castro tenha sobrevivido a 600 tentativas de assassinato (cortesia dessa corporação de rapaziada filantrópica que é a CIA), lamenta que ele tenha escavacado totalmente o mundo dos seus sonhos húmidos coloniais, lamenta que a sua Cuba(dele, Fidel) continue a não curvar a cerviz ao poder imperial, e estoira de raiva por o titã cubano ter entrado na História nos seus próprios termos ao morrer de velhice.
Mas, convenhamos, elevadíssimo Herr José, e indo ao que verdadeiramente aqui interessa: quem é o senhor - incansável escrevinhador que incansavelmente nos brinda, até ao nosso esgotamento, com as pérolas do seu profundíssimo desconhecimento histórico e político - para achar o que quer que seja acerca de um complexíssimo colosso como o foi Fidel Castro? Terá Vossa Excelência alguma noção substancial sobre aquilo de que fala? Ó homem de Deus, recolha-se e ilustre-se com uns bons livros, que ainda vai a tempo de aprender alguma coisita.

Jose disse...

« ...ódio contra a URSS e Cuba, tidos como responsáveis pela queda do Império Colonial.»

Lá vem a gabarolice serôdia.
Acabo de dizer que só a acção dos USA levou a tal desfecho, vem-me agora pôr a dizer que foram uns quaisquer maltrapilhos caribenhos a ter essa responsabilidade.

Entretenha-se a escalpelizar um «... complexíssimo colosso como o foi Fidel Castro» e não a reinterpretar o que eu digo.
A gastar tempo a analisar a acção de políticos bem sucedidos na conservação do poder, Castro não me merece interesse algum.
Sempre que um político demora horas a passar a sua mensagem, vejo um treteiro.
Sempre que garante o poder à bruta, eu vejo um bruto.

Anónimo disse...

Vejamos.

Herr jose fica amofinado com o facto das suas tontices serem desmascaradas. Da sua leitura estórica ser desmantelada e até ridicularizada. Com factos concretos e objectivos que arruinam o edifício justificativo dum predador colonial.

Herr jose...que culpa se terá que se tenha feito em fanicos a sua tese dos motivos da derrota dos seus?

E que vossemecê diga ontem uma coisa e outra hoje?

A 17/10/13 às 11:45 dizia no Arrastão"
""MPLA , que estando vencido em 1974, por um gesto do colonizador + URSS + Cuba foi o vencedor em Angola"...

Agora fala nos americanos? E nos "maltrapilhos caribenhos", prova maior do desnorte que o atormenta?

Herr jose, a memória é uma coisa tramada.Deixa lixada coisas como voseemecê. Que fogem feito ratos, perante as suas próprias palavras.

Herr jose, para manter o que se disse é preciso outra coisa que em si parece que mede 1,02.





Anónimo disse...

Herr jose muda de "discurso" de acordo com os seus interesses imediatos a alcançar e com o juízo que faz do auditório e do seu papel pessoal na propaganda ideológica que o norteia.

Herr Jose fala de força bruta e de brutos.

Lembrar-se-á herr jose de ter dito esta frase assassina:
"Às bestas serve-se a força bruta se forem insensíveis a outros meios"?

Tinha como alvo todos os que se opunham ao troikismo instalado e criminoso

E está aqui documentada
ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2014/12/se-te-mexes-morres.html?m=1

A memória é uma coisa mesmo lixada, não é mesmo herr jose?

Anónimo disse...

Perguntinha singela: e quando se olha ao espelho, que vê Vossa Excelência, inteligentíssimo Herr José? Um mitómano treteiro ou um bruto fascistoide?
Quanto a "reinterpretações", prezadíssimo Herr José, não se arme em importante: reinterpretações merecem as obras de referência dos grandes autores; as suas mal redigidas atoardas de mesa de tasca suscitam apenas a paciente e condescendente refutação de quem tem, pelo menos, dois funcionais neurónios na marmita. Devo, no entanto, confessar que tem Vossa Excelência, filantropíssimo Herr José, uma importante função social: o senhor eleva sobremaneira a autoestima de qualquer analfabeto funcional, pois até um analfabeto de pai e de mãe se sente um Leonardo da Vinci quando consigo se coteja.

A.R.A revolução disse...

Anónimo

Acredito que no «tete a tete» que têm mantido com o José os factos Históricos que lhe sobejamente tem apresentado cairão sempre em saco roto pois, não sei se reparou, mas no comentário de 28/11 ás 12:27 o dito escreve:
(...) Como a incineração afasta estes mitos, creio que será dado fim ao Castro, o que é exactamente o necessário a Cuba (...)

Ora aqui está o grande busílis Histórico de Cuba em que todos (menos os Cubanos curiosamente) sempre tiveram de lidar pois se 1º foram os Espanhóis a pensar o que seria necessário para Cuba, vieram a seguir os Norte-Americanos redesenhar as necessidades dos mesmos e, agora que morreu Fidel, o José (tal como tantos outros) também clamam para si o direito de alvitrar «o que é o necessário a Cuba».

Assim sendo, mesmo ficando "sensibilizado" com tanto paternalismo "apaixonado", destaco a mesma intencionalidade de imposição "democratica" dos algozes colonialistas e neo-colonialistas acima referidos, concluindo que o preconceito ocidental acerca do mundo diverso não se esfumou com o fim do colonialismo e que essa vontade tão iluminista do "free world" nunca passou de uma desculpa polida para subjugar os povos da fronteira ás grilhetas dos mercados, passando 1º por uma "pacificação" mui sui generis ... ao estilo Ocidental.

Para terminar, ontem li a crónica de João Miguel Tavares in Público e deparei com a necessidade do mesmo o querer e o fazer crer que Fidel sempre esteve ao nível ditatorial de um salazar ou pinochet, coisa que a direita (por razões de nojo ou saudosista ou purificador) e a maioria da esquerda (por apenas ... nojo) também secundam, nunca se debruçaram em saber ou nunca quiseram saber as causas mas somente a conclusão. Assim sendo, como cada história é uma História deixo no ar as seguintes questões para que alguém minimamente (direita ou de esquerda) honesto intelectualmente as possa responder:

-Porque continuou a esquerda a idealizar Fidel Castro?
-Porque sempre foram tão severas as politicas anti-Castro, nomeadamente as americanas, quando a URSS, a sua ideologia e poderio militar há muito se esfumaram?
-Deverão os jornalistas permanecer objectivos ou transmitir o que acreditam (ou que lhes peçam fazer acreditar) ser verdade?

Vou-me já embora, mas não sem antes partilhar o seguinte exercício:
- Imaginem que alguém tem a vossa família refém e que para a libertar vocês necessitam de abater um outro refém de igual modo inocente. O que fariam vocês? Como ficariam vocês após a vossa escolha?
Pois, para mim, Fidel ... escolheu, depois fechou-se em casa com a família e aguardou em alerta preparando-se pelo retorno dos malfeitores que, pela tempera da vitima, usaram de todos os meios para o antagonizar.

ps- Recomendo a leitura de um livro chamado "O Homem que inventou Fidel" de Anthony De Palma

Cumprimentos

A.R.A

Jose disse...

«Tinha como alvo todos os que se opunham ao troikismo instalado e criminoso»
Cuco, lá vens tu ajeitar a memória a memória ao teu jeito de caluniador.

Anónimo disse...

Fui ver o post citado
ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2014/12/se-te-mexes-morres.html?m=1

É pior ler o que lá está escrito pela boca deste José.
Castro Caldas diz no fim do seu texto de 20 de Dezembro de 2014, em plena dominação troikista:

"O que ouvi dos que defenderam a necessidade de servir a dívida até ao último cêntimo, inclusive dos deputados da maioria, foram não argumentos de sustentabilidade, mas ameaças: pragas que se abateriam sobre nós no dia que decidíssemos renegociar a dívida.

Se te mexes morres. Da Grécia a Portugal a direita europeia está reduzida à razão da força bruta: se queres fazer pela vida tiramos-te o euro debaixo dos pés. Quanto tempo poderá uma união sobreviver à custa de força bruta?"

O que responde este José?
"Às bestas serve-se a força bruta se forem insensíveis a outros meios".

Este tipo é duplamente desprezível. Pelo que afirma e pelo que nega ter afirmado.

Anónimo disse...

Caro A.R.A.

Fui um dos anónimos que expõem a hipocrisia dum medíocre e engajado personagem da direita pesporrenta.
Mas nao sou o único.

Pela minha parte agradeço a sugestão de leitura e os seus preciosos comentários.

Cumprimentos