quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Portugal não é a Grécia (II)


«Com um forte aperto fiscal - na ordem dos 3,2% do PIB em 2013, que inclui mais subidas de impostos - e elevados níveis de dívida privada, 2013 será muito provavelmente mais um ano de profunda recessão. O que conduzirá a um agravamento do défice. Prevê-se que Portugal necessite de um apoio financeiro externo adicional até ao final de 2013 / início de 2014, quando o actual programa de resgate chegar ao fim. Tal como a Grécia, esta situação exigirá provavelmente um corte na dívida soberana portuguesa, de forma a limitar a sua exposição aos credores oficiais. O reequilíbrio da economia só agora começou e levará mais alguns anos até ficar concluído».

O parágrafo sobre Portugal no recente relatório do CitigroupGlobal Economic Outlook and Strategy - Prospects for Economies and Financial Markets in 2013 and Beyond»), que aponta para uma quebra do PIB de 4,6% em 2013 (apenas superada pela Grécia num conjunto de 36 países) e para uma taxa de desemprego a rondar os 18%. Completamente ao arrepio, portanto, do optimismo radical, populista e aventureiro do governo de Vítor Gaspar (que prevê uma variação de apenas -1,0% do PIB e uma taxa de desemprego limitada a 16,4% em 2013).

1 comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

O governo e o ministro das finanças vão mentindo da após dia. Vão vendendo parte do nosso país e da sua riqueza e das suas fontes de rendimento.
Nos próximos anos terão uma dívida e não terão mais como pagá-la.
A fome e a miséria será uma evidência.