segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fundos

Ferreira Leite ao lado de Passos Coelho sobre apoio à vinda do FMI. Apesar dos apelos interesseiros de Cavaco, que já aqui critiquei, para que não se fale de FMI, mas sim de FEEF, os seus camaradas nem sequer se dão ao trabalho de procurar esconder a sua ansiedade pela entrada do fundo – FEEF e/ou FMI, tanto faz –, que é o culminar das desastrosas políticas de austeridade que sempre apoiaram. No meio de tanta insensatez neoliberal, Silva Peneda destaca-se há muito na área do PSD por manter uma certa razoabilidade social-democrata. No colóquio do IDEFF, voltou a alertar para as fragilidades da governação económica da zona euro – “o modelo da União Europeia está esgotado” –, assinalando também que “a criação de emprego nunca se resolveu por via legislativa”. A reafectação dos direitos e obrigações entre patrões e trabalhadores começa por ter impactos distributivos, digo eu. Ainda de acordo com o Negócios, Peneda concluiu que “a disciplina orçamental não pode ir ao ponto de impedir o crescimento económico”. Isto só faz sentido, no actual contexto, se for uma forma diplomática de dizer que, dada a sua natureza recessiva, é preciso repensar as actuais políticas de austeridade, até porque a consolidação orçamental, no essencial, é consequência do crescimento da economia e da geração de emprego. Uma iniciativa diplomática das periferias, que altere os termos do constrangimento europeu, como Peneda bem sabe, é essencial neste contexto.

14 comentários:

Planetas - Bruno disse...

Cavaco durante a campanha, disse:
"Só virá o FMI para Portugal se Portugal recorrer ao Fundo de Estabilização Europeu, mas eu espero bem que não recorra".

Após a demissão do Governo: O residente da República disse este sábado, na Batalha, que é errado falar-se no Fundo Monetário Internacional (FMI), aconselhando os jornalistas a escrever Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).

É seriedade liofilizada...!

Anónimo disse...

A tribo das direitas, ávida de «deitar a mão ao pote», tem dois braços: o neo-liberal, que aposta na narrativa da incompetência do governo e da incomportabilidade da dívida para justificar todas as medidas e receitas que preconiza, de preferência via FMI, ignorando as pessoas e a economia, com o único fito de deitar a mão ao que ainda resta escondido no fundo do pote; o braço não neo-liberal, que apenas está ressabiado, pois o início do mandato de Sócrates, com a cena da definição do défice pelo BdP destruiu publicamente o mito da sua competência (recebeu 4,1% e deixou 6,3% de défice após várias medidas «competentes» de corte na gordura do Estado, pois encerrou 103 institutos).
Ambos os braços têm um laço que os une profundamente, o ódio ao PS e a Sócrates. Mas, tendo mil razões de crítica à governação deste prestidigitador, a tónica não é posta nem na falta de estratégia para o país nem nas medidas erradas que o governo tomou, pois quem critica deve apresentar alternativas. E aí é que está o problema, para além da requentada receita ao serviço dos financeiros, que têm verdadeiramente de substancial para nos apresentar? Eu gostaria de saber para ver se valia a pena votar neles.
O PS devia ser capaz de se livrar daquela tralha socratista (já é tralha a mais, depois da guterrista caíram na socratista), entregar-se nas mãos de gente minimamente decente (será que haverá por lá muitos?) e, definindo um caderno de encargos essencial, assinado e carimbado, entregá-lo ao «mocinho de recados» do neo-liberalismo para que este o respeitasse a troco da abstenção que lhe permitisse governar 4 anos. Ao PCP nada se pode pedir, continuará nos cuidados intensivos para manter o fôlego e poder debitar a cassete anacrónica; o BE, se continuar com a irresponsabilidade que o tem caracterizado substituirá o PCP quando os médicos lhe retirarem a respiração assistida e sossobrar.
Mas quando é que esta gente percebe que os partidos servem para governar, encontrar soluções para os problemas e para as pessoas, e não para servirem os interesses dos amigos e deles próprios (típico das direitas) ou para se dedicarem a jogos florais (típico das esquerdas folclóricas)?
Manuel H. Figueira

Anónimo disse...

Pergunto se é correcto alimentar o analfabetismo luso chamando FMI ao FEEF? Espera-se mais rigor dos ladrões. FMI é a desinação analfabeta e propagandistíca de Pinócrates, que demoniza o resgate apelando à memória apocaliptíca e anti-capitalista. Critiquemos o FEEF.


Jorge Rocha

pjorge disse...

E que tal promover uma mudança a sério?
Gostava de ver a esquerda portuguesa a trabalhar neste sentido: equalmoney.org

Anónimo disse...

Manuel Henrique Figueira parece estar a escrever a redacção da Guidinha. Que texto bacoco.
Planetas Bruno, e não é o fundo de estabilização europeia?

Unknown disse...

Meus caros amigos, quem vive de esmolas e do cartao de credito a 35anos, não se devia ter deixado iludir com as historias que iria durar para sempre.. Hoje o credor bateu a porta, viu que nao havia nada e agora vamos ter o gestor judicial para controlar o nosso comportamento.

O futuro... o futuro é incerto, temos uma nova geração d eportugueses que ja nasceu na subsidio dependencia, que nao ve um futuro pessoal e foi desprovida de ambições.
As empresas pequenas, coitadas das empresas pequenas.. estão sem oxigenio e a crise vai levar mais de metade delas a falencia.
As empresas grandes, PT, GALP e EDP, são donas do governo.. fazem o que querem e lhes apetece.. em tempos d ecrise valorizaram 100% em 2 anos.. estranho.

O FMI ou qq outra coisa, é necessária e fundamental. A campanha d emakteing para evitar asua entrada, apenas tem como missão evitar que apareça alguem que analise e veja para onde vai o dinheiro dos nossos impostos.

Do que se diz, vai nas iniciativas publico Privadas, uma nova forma de corrupção. Nos negocios com a alemanha, fornecedores de submarinos, TGV e Aeroportos. Salarios de gestores..

Enfim, nao havendo alguem de fora que ponha mão nisto, nao vai ser os que la estiveram e levaram o pais a falencia que o vao fazer.

Manuel Henrique Figueira disse...

Chapéus há muitos, já dizia o Vasco Santana. Anónimos também parece que sim.
Se em vez de se esconderem no anonimato dessem a cara, e fossem capazes de discutir a substância das coisas, em vez de adjecivarem os outros, seria muito mais interessante.
O pior é que não têm argumentos que sustentem um diálogo decente. Ficam-se quase pelo insulto.

Manuel Henrique Figueira disse...

Errata: adjectivarem

Anónimo disse...

FMI sugere aos EUA 35% de aumento de impostos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou hoje aos Estados Unidos o aumento de impostos em 35 por cento e um corte da mesma dimensão em programas sociais para evitar uma crise orçamental, noticia a EFE.


foto Jewel Samad/AFP

Barack Obama, presidente dos EUA

O FMI, no relatório Uma Análise dos Desequilíbrios Orçamentais e Geracionais dos EUA assinala que um dos grandes problemas reside nos sistemas públicos de cobertura médica Medicare, para os idosos, e Medicaid, para pessoas de baixos recursos.

O estudo, feito por Nicoletta Batini, Giovanni Callegari e Julia Guerreiro, assinala que se não reduzirem a despesa pública, os EUA terão de aumentar os impostos em 88 por cento para financiar os gastos.

O documento foi divulgado em plena discussão - acesa - entre o governo de Barack Obama e os seus rivais republicanos sobre os impostos e a despesa pública.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1822761

Aurélio

Anónimo disse...

FMI admite que globalização acentuou "fosso entre ricos e pobres"

O secretário-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) denunciou hoje o "lado obscuro" da globalização, uma vez que, nesta crise, acentuou "o fosso entre ricos e pobres".

"O esquema antigo da globalização trouxe muitos benefícios, como a saída de centenas de milhões de pessoas da pobreza, mas também tem um lado obscuro, que é o fosso grande e crescente entre ricos e pobres", sublinhou Dominique Strauss-Kahn, que falava na Universidade de Washington.

O responsável máximo do FMI considerou, de acordo com a AFP, que a "mundialização do comércio", que está "associada a uma queda das desigualdades", opõe-se a uma "mundialização financeira, que as acentua".

Quando as conclusões da crise económica e financeira mundial forem tiradas, disse, "o saldo será, nem que seja um pouco, menos a favor do mercado e mais em favor do Estado". Isto porque a crise "devastou todo o fundamento intelectual da ordem económica mundial do último quarto de século", acrescentou.

De acordo com o secretário-geral do FMI, em vários países, "há uma espécie de mistura de desemprego e de desigualdades sociais, que pode levar a problemas sociais". Strauss-Kahn chegou mesmo a dizer que "a desigualdade poderá ter sido uma das causas silenciosas da crise".

O líder do FMI citou estatísticas de dois economistas franceses considerados de esquerda, Thomas Piketty e Emmanuel Saez. Baseando-se em dados do fisco norte-americano, os dois economistas mostraram que, em 2007, na véspera da "grande recessão", o nível de desigualdades nos Estados Unidos era o mais alto desde 1928, na véspera da "grande depressão".

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1822809

Aurélio

Anónimo disse...

Strauss-Kahn chegou mesmo a dizer que "a desigualdade poderá ter sido uma das causas silenciosas da crise".

foi o fmi quem o disse

Strauss-Kahn chegou mesmo a dizer que "a desigualdade poderá ter sido uma das causas silenciosas da crise".

foi o fmi quem o disse

Strauss-Kahn chegou mesmo a dizer que "a desigualdade poderá ter sido uma das causas silenciosas da crise".

foi o fmi quem o disse

Anónimo disse...

Strauss-Kahn chegou mesmo a dizer que “a desigualdade poderá ter sido uma das causas silenciosas da crise”.

O responsável máximo do FMI considerou, de acordo com a AFP, que a “mundialização do comércio”, que está “associada a uma queda das desigualdades”, opõe-se a uma “mundialização financeira, que as acentua”.

:-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-)
ESTÁ TUDO DOIDO!

QUEM TEM RAZÃO?

Strauss-Kahn chegou mesmo a dizer que “a desigualdade poderá ter sido uma das causas silenciosas da crise”.

O responsável máximo do FMI considerou, de acordo com a AFP, que a “mundialização do comércio”, que está “associada a uma queda das desigualdades”, opõe-se a uma “mundialização financeira, que as acentua”.

:-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-) :-)
ESTÁ TUDO DOIDO!

QUEM TEM RAZÃO?

Anónimo disse...

Ao Aurélio bronco: O Brasil, a india e a China não beneficiaram de um forte crescimento económico?Lula converteu-se ao capitalismo, porquê? Não houve diminuição da pobreza? Menos 30 milhões de pobres em cada ano nestes países.
Se o capitalismo tivesse falhado como é que os EUA é aquilo que é? Só miséria, pois...pois...Nem neste momento conseguem uma alternativa de esquerda, então quando será?

João Paz

Maquiavel disse...

A justificaçäo para Strauss-Kahn ter descoberto a pólvora: estar já em pré-campanha para a Presidência da República Francesa!

C'est si simple...