sexta-feira, 15 de abril de 2011

Alto e para o baile


A informação hoje divulgada pelo governo de que até ao fim de Março se verificou um saldo orçamental da administração central positivo de 432 milhões de euro, enquanto no mesmo período do ano passada se verificara um défice de 1 311 milhões, é absolutamente surpreendente.

Este resultado positivo, que contrasta com os números do desemprego e da recessão, suscita-me grandes dúvidas e perplexidades:

1) Se a execução orçamental está a correr tão bem sem PEC IV para que servia o PEC IV?

2) O que está cá a fazer o FEEF-FMI? Estará efectivamente a tratar da dívida e do défice público e de garantir a liquidez do Estado, ou a preocupação é outra? Estamos a passar de uma fase grega da crise para uma fase irlandesa ou islandesa em que nos querem obrigar a sofrer as dores dos accionistas e credores dos bancos?

3) Não será este saldo orçamental positivo sinal de que a dose de PEC, ao contrário de insuficiente, foi até já excessiva, estando a produzir recessão (e redução do défice para lá do necessário) quando poderíamos estar a manter a trajectória de crescimento esboçada em 2010 e por essa via (a que na realidade é sustentável) estar a conter o défice e a dívida?

Alto e para o baile. Expliquem-nos lá isto muito bem explicadinho.

13 comentários:

L. Rodrigues disse...

É de facto intrigante, mas se ainda assim a capacidade de financiamento do País está comprometida por forças da pressão das agencias de rating (não me falem em mercados...) a quem podemos acenar com este "bom" exercicio orçamental para recuperar a credibilidade necessária?

João Carlos Graça disse...

Caro JM
Pode bem ser mero jogo de rumores e contra-rumores. Ver aqui, por exemplo, o que dizem "os outros":
http://economia.publico.pt/noticia/execucao-orcamental-revela-farsa-da-gestao-de-informacao-do-governo-diz-joao-duque_1489969
Atenção, que nos próximos tempos vai ser uma chuvinha apertada disto, com a operação conjunta de domesticação da opinião pública para a fazer aceitar a "inevitabilidade" do bail-out cruzando-se com as campanhas eleitorais e o jogo-de-empurra das culpas... Ver o comentário acertado de JVC ontem, aqui nos LB, a um post creio que do JR...
Mas a tua questão parece pertinente para se colocar aos meios do PS, sim, quanto a isso concordo completamente...

João Henrique disse...

Mas quem é que ainda acredita neste (des)governo e nos seus números? Não estaremos já em campanha?!...

Ricardo O. disse...

http://youtu.be/UtTW72F8xo0

Faço dste video o meu comentário...

«Alto e para o baile»... mas porque é que não havemos de eleger um rato?

Anónimo disse...

Caro JM, essa obsessão pela Banca é preocupante. Existem muitos problemas graves em Portugal, desde o Estado, Banca , Empresas e trabalhadores. Agora colocar sempre o ônus do que está mal em cima da Banca parece-me muito demagogo (alías a Esquerda sofre muito deste mal). Parabens pelo Blog do qual sou um leitor assiduo.

beijokense disse...

Pensem num casal de funcionários públicos. Daqui a uma semana, recebem os seus salários e gastam-nos numa viagem a Cabo Verde, via Beja, comprada com cartão de crédito.
No final do mês, as prestações dos créditos à habitação e automóvel, mais a conta do cartão de crédito do mês anterior, levam-lhes o salário quase todo.
Não têm dinheiro para comer no mês de Maio, muito menos para pagar as férias, mas têm um superavit orçamental no mês de Abril. Duh!

Anónimo disse...

As "razões" do PEC IV foram explicitadas (pode discordar-se!). Resumindo: Para 2011 diferentes estimativas do cresimento do PIB; Para 2012 e 2013, baixar o deficit de 4,6 para 3 e 2%. Claro, não? Depois a boa execução orçamental não apaga a dívida externa (serão precisos vários anos de saldos orçamentais, como o que, aparentemente, se registou no 1º trimestre). E foi por aí- dívida externa - crise da dívida soberana com taxas altíssimas e falta de financiamento para a economia (bancos, empresas)que nos "vergámos" ao FEEF e FMI...

cicuta disse...

Por este andar e na fúria de privatizar todo o que dá lucro, Está aqui está o Estado privatizado!
Razão tinhas o Saramago...(cadernos de Lazarote http://vimeo.com/22388116)

Ide levar no déficite ide disse...

Bom 400 e tal milhões mesmo x 4

só dão 1600 milhões

com o corte do subsídio de natal

vá lá 2500 milhões

nã chega ....nem para pagar a um cego
e inda menos a um cirurgião que seja cego


oou a um juiz cegueta

ou a qualquer outro dos 9.800.000 ceguetas nacionais

temos reis a mais

alguns são tão cegos como o resto

mas nem por isso deixam de reinar com a gente

Anónimo disse...

http://educar.wordpress.com/2011/04/16/hara-kiri-2/#comments



Nobre desconhece programa do PSD
Em entrevista ao Expresso, Fernando Nobre admite que não conhece o programa do PSD, mas confia em Pedro Passos Coelho.



Absolutamente catastrófica, em toda a escala, a entrevista de Fernando Nobre ao Expresso. pessoais sobre temas específicos.



Nobre desconhece programa do PSD
Em entrevista ao Expresso, Fernando Nobre admite que não conhece o programa do PSD, mas confia em Pedro Passos Coelho.

http://aeiou.expresso.pt/nobre-desconhece-programa-do-psd=f643962



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MAS ESTE TACHISTA E ALDRABÃO TINHA DITO:



http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1827399&page=1

""Não era através de um lugar no Parlamento que «acreditava poder continuar a missão que me propusera»,
mas o projecto apresentado pelo presidente do PSD «é bem mais amplo, para além de que preserva a minha autonomia e independência», disse.""

Fernando Torres disse...

A resposta correcta penso que está no ponto -2-

Anónimo disse...

O ex-governador do Banco de Portugal, António de Sousa, vai integrar o
JP Morgan,
anunciou hoje a empresa de serviços financeiros em comunicado.
http://economia.publico.pt/noticia/antonio-de-sousa-integra-a-jp-morgan-na-europa_1235978
———

o ser Gumano é muito Ulha

Anónimo disse...

CUIDADO COM O BCP


Os bancos portugueses estão em contra-relógio. Além de estarem sob pressão para darem provas acrescidas da sua robustez num curto espaço de tempo, as instituições financeiras lusas continuam a braços com problemas de liquidez. Para conseguir satisfazer as suas necessidades de (re)financiamento, o sistema financeiro português precisa de quase 37 mil milhões de euros nos próximos três anos.
(…)

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, veio esta semana dizer que o Estado está disponível para injectar capital nas instituições financeiras, mas a banca privada diz não estar interessada e que «fará tudo [vender créditos e activos] para evitar o apoio estatal, mesmo que a exigência de capital suba», segundo noticiava o Jornal de Negócios de ontem.

(…)

MUITO CUIDADO COM O B.C.P.
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=16958


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""já que ninguém tem coragem para auditar - e TAXAR - estes agiotas trapaceiros, e o Banco de Portugal é mera figura decorativa, precipitar a queda do BCP é um convite a novos assaltos às finanças públicas, numa escala muito superior à do BPN.

""Chegámos a um ponto, em que somos presos por ter cão, e presos por não o ter.

Se deixamos o dinheiro, arriscamo-nos a perdê-lo; se o levantamos, arriscamos a queda do que resta desta fantochada de dinheiro irreal, com consequências ainda piores para os contribuintes, pois a canalha política defenderá sempre a Banca, em prejuízo dos contribuintes.""

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