sexta-feira, 6 de maio de 2016

A ópera bufa em torno dos contratos de associação

O que ficará a pensar quem aterre subitamente no debate e se depare com artigos de opinião que asseguram estar em curso «um ataque soviético» aos contratos de associação, «o maior ataque dos últimos anos» contra a presença da Igreja Católica na sociedade? O que pensará quem acreditar que está em marcha uma campanha radical, movida por uma «extrema-esquerda» preconceituosa e obstinada? Julgará, muito provavelmente, que o governo se prepara para proibir o ensino privado em Portugal, encerrar escolas e colégios e, quem sabe, dizer até aos professores que emigrem, pois aqui não há lugar para eles. Tal como será levado a supor, com maioria de razão, que os contratos de associação serão liminarmente dizimados, varridos do mapa, de norte a sul do país.

No processo de dramatização, manipulação despudorada e instigação do pânico e da revolta, junto das famílias e das comunidades locais, há quem não tenha escrúpulos em falar de «deportação» dos alunos destas escolas privadas para as escolas públicas no próximo ano lectivo. Ou quem não hesite em convencer os pais que o tal «ataque ideológico» aos contratos de associação vai levar tudo a eito, «desde o berçário até ao ensino secundário, passando pelos alunos da Escola de Música, com ensino artístico especializado, e da Escola de Teatro». Desinformação sem limites, que chega a fazer sentir vergonha alheia.

Não, o ensino privado não vai ser proibido em Portugal. Não, nenhum aluno inscrito numa turma com contrato de associação vai ter que abandonar a sua escola no próximo ano lectivo. Sim, está assegurado o financiamento público da sua permanência na escola até à conclusão do respectivo ciclo. Sim, é verdade, não serão abertas novas turmas de início de ciclo com contrato de associação (5º, 7º e 10º ano), onde exista redundância de oferta. Isto é, onde exista capacidade instalada e desaproveitada na rede pública, seguindo-se assim a mais elementar regra de boa gestão orçamental. Sim, estão a ser e serão cumpridos os contratos em vigor, resultantes do concurso de 2015 (que fixou o número de turmas a apoiar, numa lógica plurianual). Se estas medidas constituem um «ataque soviético» aos contratos de associação, então à direita só sobra mesmo, como alternativa e proposta ideológica, a cultura do desperdício e do favorecimento injustificado e obscuro de interesses instalados.

O que está em causa é simples, muito simples. Sobre os fundamentos dos contratos de associação, é de leitura imprescindível o recente artigo de Paula Santos, no Expresso: os contratos de associação asseguram, mediante contratualização com privados, a complementaridade da rede pública em áreas onde esta se revele insuficiente ou inexistente. E por isso nada têm que ver com a tão aclamada como ilusória «liberdade de escolha» (debate que verdadeiramente nunca se fez entre nós), desde logo porque o apoio é concedido às escolas e não às famílias (como aliás o João Galamba já assinalou no post anterior). Nos casos em que não se justifica a sua existência, os contratos de associação são hoje, na verdade, um modelo obsoleto de ensino privado. Um modelo em que os verdadeiros liberais não se reconhecem e que apenas os liberais de pacotilha acarinham, talvez por a mais não aspirarem que conseguir continuar a viver à sombra do Estado, à custa do dinheiro dos contribuintes.

Defender a celebração de contratos de associação em contextos socioeducativos onde a sua celebração não se justifica, como o PSD e o CDS-PP pretendem, significa defender que as verdadeiras «gorduras» do Estado em educação são para manter e alimentar, ficando assim demonstrado, como diz o Pedro Sales, que «o afinco com que a direita se bate pelo financiamento público a colégios privados prova como o seu discurso contra a dependência do Estado começa e acaba nas prestações sociais».

37 comentários:

Dias disse...

Está tudo dito no postal!
Já não há pachorra para ler/ouvir falar de “ataques soviéticos”, de “ataque à Igreja” e outras pérolas que só servem à confusão e à manipulação. É a hora de acabar com a parasitagem do Estado, com as verdadeiras “gorduras”.

Antonio Cristovao disse...

Quando nao se foca a atenção na qualidade e na vontade dos mais interessados - pais e alunos, presumo que nao ha interesse em discutir com seriedade; se formos a custos para todos nos a vergonha ainda aparece mais escandalosa (o privado fica mais barato de acordo com o tribunal de contas; sobre a qualidade e olhando para os resultados, presumo que todos os colégios em causa tem melhor posição que qualquer das oficiais em discussão. Quando se quer espalhar poeira na discussão, todos os argumentos servem, mesmo os importantes claro; fiquem em paz com as v. consciências.

Anónimo disse...

exacto, espalhar poeira - disfarçar que as escolas públicas estão mal porque os seus recursos são desviados para financiar o negócio de algumas empresas - que depois pagam salários miseráveis a professores e muitas vezes a recibos verdes.

é elementar: se há uma escola pública na zona, não se paga a uma privada. o melhor para pais e alunos é a escola pública ter recursos.

Jose disse...

Que os soviéticos, andam por aí é uma certeza!
Que o suposto aproveitamento dos recursos do Estado vai dar obras, contratações, comissões e sinecuras, é outra certeza!
Que a raivinha ao privado vai prosperar é seguro e certo!
Que tudo isso signifique poupança ou produtividade no ensino é esperança remotíssima!

Manuel Silva disse...

Senhor Cristóvão:
O senhor, se não existisse tinha de ser inventado.
O senhor é impagável.
Fala com uma presunção do que não sabe que até faz aflição.
Os rankings que se fazem em Portugal não são reconhecidamente fiáveis, aferidos por entidades independentes credenciadas.
Foram lançados por jornalistas (capitaneados pelo mullha José Manuel Fernandes), feitos por jornalistas, cada jornal usa o seu critério, por isso, se compararmos os rankings dos vários jornais a mesma escola surge em lugares bastante diferentes.
Mas este senhor Cristóvão é impagável, e crente, muito crente... nas verdades em que acredita mesmo antes de ver as provas da sua crença: neste caso os milagres dos colégios privados.
Quanto a rankings estamos conversados.
Quanto aos custos, olhe que não, olhe que não, Doutor Cristóvão.
No tempo do ministro Crato ele até pagava mais por uma turma aos colégios privados do que por uma das escolas públicas.
E sobre a comparação, há um pormenorzito que o impagável senhor Cristóvão, perdão, Doutor Cristóvão, deixou escapar... porque desconhece.
Os colégios privados que ficam nos primeiros lugares dos rankings (embora valendo eles o que valem) são os das elites, que não recebem nada do Estado.
Só os colégios com contratos de associação, isto é, os que, em princípio, deviam operar apenas onde não havia escola pública, evitando que o Estado a construísse, é que recebiam subsídios do Estado.
Mas como isto é uma mina, o que aconteceu?
Perverteu-se a coisa.
Desataram a construir colégios mesmo onde havia rede pública (veja-se o caso das Caldas da Rainha com o Grupo GPS, de corruptos, com processos de investigação em cima) e o Crato fez-lhe a vontade: retirou turmas das escolas públicas para alimentar esses colégios.
Este é que é o verdadeiro problema.
O Estado não está a retirar contratos de associação a ninguém que opere onde não há escola pública.
Só onde a rede pública cobre as necessidades e os mamões inventaram uma teta na vaca.
Por isso só 43% dos colégios são afectados.
E nós pagamos o leitinho a estes mamões.
O pior é que a vaca tem pouco leite, não sei como isto acabará.
Impagável senhor Cristóvão, informe-se antes de falar.

Anónimo disse...

Simplificando
Se o problema são os custos…então que se avance com o ensino totalmente gratuito desde o Básico a´ Universidade. De Adelino Silva

Jose disse...

Manelzinho, calma!
O 'olhe que não' não chega para arrumar com o Tribunal de Contas!
Esperava mais de tão informada sumidade...

Manuel Silva disse...

José:
Parolo, cais logo na 1.ª esparrela.
Só se pode comparar o que é comparável.
E o estudo do TC só compara uma parte do Sistema de Ensino, não engloba o 1.º Ciclo.
Logo, a comparação fica comprometida.
Só é parcialmente válida, pois não considera os efeitos de escala de escolas terem no mesmo espaço os mesmos recursos físicos e humanos todos os ciclos de ensino.
Os 4921,44€ do público contra os 4533€ do privado, neste estudo, baixariam para 4415€, pois o 1.º Ciclo do público custa só 2771,97€.
Portanto, não compares o incomparável.
Lê o estudo, se souberes soletrar, duvido é que o compreendas dadas as limitações da tua estupidez ideológica: http://www.dn.pt/portugal/interior/pagar-a-colegios-fica-400-euros-mais-barato-ao-estado-2848580.html
Se tivesse sido feita a comparação global de todo o Sistema de Ensino, o ensino privado, teoricamente, até poderia ser mais barato.
É uma hipótese.
Mas não foi, portanto, chiu.
Tolo.
E há outra coisa que tu não percebes ou não queres perceber.
Está-se numa guerra público/privado em muitos domínios.
Este é um deles.
Quando os privados tiverem um peso significativo é que se vai ver as chantagens que farão.
E aí, ou o Estado paga o que eles quiserem e não bufa ou eles paralisam o Ensino, pois terão os paizinhos de Portugal inteiro a crucificar o governo, seja ele qual for.
Se houver um governo do tipo do dos trolls Passos/Portas, até lhes dará mais do que eles pedirão, como fez o Crato recentemente: pagava 82 mil euros por turma no público e 85 mil no privado.
Vai-te catar das pulgas, imbecilzito.
Ou vai comprar sheltox.
Já te tirámos a fotografia aqui no LdB.

Anónimo disse...

Calma é o que se pede ao sujeito das 19 e 24.

A história dos pontos de exclamação com que adorna as suas frases é uma forma de tentar passar-se por coisa séria, embora aquela tenha um efeito transitório. Porque o tal efeito não esconde nem uma certa propensão para o histerismo, nem a verdadeira face da manipulação sinistra.

Anónimo disse...

"Que os soviéticos, andam por aí é uma certeza!" é a confirmação da razão do texto do Nuno Serra ( já agora um muito excelente texto). A histeria pelo "ataque dos soviéticos" tem que ser alimentada desta forma acanalhada. Tal como o pequeno vómito "do maior ataque à presença da Igreja católica na sociedade" tem que ter a ressonância adequada para meter medo ao zé povinho.

É que há um enorme equívoco no panorama democrático nacional É que a direita que temos é, regra geral, uma direita ultramontana, extremista, que não hesita perante o roubo e o saque ( salários,pensões,bancos,swap,ppp). Mas que é mais do que isso. É uma direita revanchista, pronta a tomar de assalto as instituições nacionais (vejam-se os seus avençados no anterior governo e a forma como governaram). Mas é ainda mais do que isso. É uma direita sinistra, pesporrenta, que não tem peias em defender e elogiar sabujos e torcionários, criminosos e pulhas, pronta para a Nova Ordem que elogiam já de bocarra aberta .

No dizer feliz do insuspeito Pacheco Pereira esta é uma direita para a qual o Papa é do MRPP.

Mas é ainda bem pior do que isso.

E se não acreditarem é ver a histeria e a manipulação tonta, mas sobretudo abjecta, que inundam os media, os "comentários" nestes , os blogs de sarjeta e de esgoto em que abundam e dominam os viva a Salazar e aos Pides, os elogios abertos ao directório europeu e à submissão nacional, as invectivas à tomada do poder pelos camisas castanhas ou pretas, as odes rácicas mais chocante, a defesa mais nojenta do darwinismo social.

E, ou respondemos unidos, coesos, plurais a este desafio que se nos coloca ou é a barbárie que regressa

Helder disse...

Completamente em defesa do ensino privado.
Os meus filhos estudaram no ensino privado e eu paguei. Eu só, mais nenhum contribuinte foi chamado a pagar o estudo dos meus filhos.
Não vislumbro razão válida para que eu seja chamado a pagar o estudo dos outros, em colégios privados, havendo ensino público na área.
É perfeitamente legítimo que os pais entendam que os seus filhos sejam melhor servidos no ensino privado, ou, pelo menos, em alguns colégios.
Pois bem, abram os cordões à bolsa como eu fiz

Anónimo disse...

"Os grupos económicos estiveram-se nas tintas enquanto a educação era uma coisa que precisava de investimento. Durante anos e anos, foi preciso que os cidadãos se unissem para fazerem as suas próprias escolas, depois o Estado assumiu esse papel e, agora, agora que a Escola representa um apetecível mercado, os privados já estão muito interessados no negócio. A bem da Educação, claro está!

Ora, sendo que as “ajudas de Estado” são, sempre que convém à Direcção Geral da Concorrência da UE e aos grupos monopolistas, uma distorção nas regras da concorrência, então que dizer de um conjunto de empresas que só vive à custa do Estado? Que dizer de empresas privadas que distribuem lucros entre os seus acionistas ou sócios e que só têm negócio porque o Estado lhes paga as contas e ainda lhes angaria clientes? Isto não é manter empresas ligadas à máquina com o Estado a pagar a conta? Isto não é favorecer empresas perante outras?

Claro que a Educação, para nós, não pode ser entendida, em momento algum, como uma commodity, uma mercadoria. Claro que a Educação é um direito, claro que não pode estar sujeita ao controlo de interesse privado algum, claro que não pode deixar de ser laica quando paga pelo Estado. Claro que a Educação privada é sinónimo de degradação da qualidade e de desigualdade. Mas não era disso que se pretendia falar. Este é um texto sobre a mentira da “livre concorrência capitalista” que na verdade se chama “concentração monopolista”.

80 500 euros por ano, por turma, é o que os portugueses pagam a colégios privados para funcionarem, muitos deles pertencem a um mesmo dono, a uma mesma empresa. Ficar rico à sombra do Estado. Capitalismo 101.

Manuel Silva disse...

Caro Hélder:
Concordo (quase) inteiramente com o seu comentário.
Se o seu filho tivesse andado no ensino público, o Hélder tinha pago a sua parte em impostos para manter o referido ensino público (chamo-lhe A).
E tinha recebido (ou pago) no acerto de contas do IRS um dado valor (chamo-lhe B).
Assim, pôde deduzir à colecta até 1000€ do que pagou no ensino privado.
Logo, recebeu C=B-1000€).
Portanto, contribuiu com um pouco menos (ou com zero euros, é quase impossível saber o valor exacto, que tem muitas variáveis de acordo com o rendimento de cada contribuinte) da sua parte para manter o ensino público de que não beneficiou.
Às vezes as pessoas esquecem-se de analisar com rigor estas questão (ou outras semelhantes, como a da Saúde) e acham que pagam em duplicado no valor de 100%.
Ora, 100% em duplicado nunca, alguma percentagem sim, para alguns contribuintes, zero euros para outros (embora admita que poucos).

Jose disse...

De tudo isto resulta que o anterior <governo avaliou a situação, fez contas, reduziu substancialmente o que pagava ao privado, excluiu uns tantos e fez contratos.

Chegada a geringonça, não analisa o que foi feito, não anuncia erros a merecer correcção.
Todo o discurso é tomado pela criação de mais emprego público, abandona a treta das turmas mais pequenas e concentra-se em encher salas hipoteticamente não utilizadas no público como grande reforma estrutural.
Tudo se resume a mais um tributo aos soviéticos, mais um balão para manter a geringonça a flutuar.
E é neste esterco político que vivemos e é neste lodo que nos afubdamos.

Manuel Silva disse...

José(zito) parolo:
Sim, o teu governo dos trolls Passos/Portas fez contas.
No ensino público cortou 1000 milhões de euros entre 2001 e 2015, porque as finanças públicas o exigiam.
No ensino privado passou de 200 milhões de euros em 2012 para 250 em 2016, fruto dos contratos que assinou quando estava de saída, apenas para garantir o negócio aos amigos.
E apesar de nas zonas onde assinou contratos com os colégios privados as escolas públicas terem capacidade para absorver os alunos (p. ex. em Coimbra e nas Caldas da Rainha).
Portanto, depois de termos feito o esforço que fizemos desde há 40 anos de criação de uma rede de escolas públicas que cobrisse praticamente todo o país (excepto em casos pontuais onde se justificam os contratos de associação para suprir as falhas que ainda persistem), vamos agora gastar dinheiro a fazer contratos de associação a eito para criar uma 2.ª rede e fechar a primeira, ficando com as escolas públicas a ganhar teias de aranha.
Fomentamos assim a (tão vilipendiada) obra de betão da construção civil desnecessária, apenas para favorecer os negócios dos amigos dos colégios privados.
A isto chama-se investimento produtivo à trolls Passos(/Portas.
E o burro do José bate palmas (cascos) com as 4 patas.

Anónimo disse...

No esterco político vive o das 10 e 46, mais o lodo em que se afunda...

Mas não deixa de oscilar entre o patético e o cómico as afirmações gratuitas do mesmo tipo entre a tentativa de inocentar a governança anterior ( mentindo) e o uivo contra a geringonça. Chega a repetir o mantra dos soviéticos ( está nos blogs da direita-extrema, ele apenas o repete).

Terá sido pela contribuição destes para a derrota do nazi-fascismo? E isto é também a salivação pavloviana dele e dos tais blogs?

Anónimo disse...

Sobre as "reduções substanciais às escolas privadas no tempo da outra senhora - do tempo de Passo/Portas/Cristas/Albuquerque:
http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2013/12/as-verdadeiras-gorduras-da-educacao.html

Sobre a celebração de contratos de associação, o próprio Nuno Crato se encarregou de anunciar que a celebração destes contratos ia deixar de estar dependente da inexistência ou insuficiência de oferta pública, ao nível do ensino básico e secundário.
Quem é amigo para os amigos quem é?

E depois fazem terrorismo político com esta situação.

Jose disse...

Manelzinho e as suas arengas de vendido à geringonça.
Em 40 anos o mais que se fez foi derreter dinheiro para satisfazer treteiros como tu.
Para testemunhar a racionalidade do Estado na promoção da escola pública basta ver o número de escolas abandonadas, a miríade de institutos da treta, de professores formados a martelo, de cursos subsidiados para produzirem desempregados e caixas de supermercados e portagens.
São bestas do teu calibre, com seus mantras 'progressistas', que vão continuar a arruinar o país com um paradigma público de gente estúpida e venal, procurando reproduzir-se na sua imbecilidade pela escola única.

.

Anónimo disse...


Sobre a Escola
Em casa onde não há pão…Mas não e´ o caso…
Ora vejam o seguinte:
´Segundo o BCE (2015) no período 2008-2014 foram gastos com a Banca 19,5 mil milhões de euros, ou seja, 11,3% do PIB (e ainda falta contabilizar os custos com o Banif). Como recordou Agostinho Lopes no seminário "Controle público da banca".
Mas "haverá mais três bancos na linha para serem resgatados", declarou João Salgueiro em entrevista à Antena 1.
Senhores, que fariam ´as escolas de Portugal se este montante e esta percentagem com o que o Estado português já gastou a salvar bancos privados, fossem veiculados ´as escolas…
De facto, a “democracia burguesa é na verdade a ditadura do grande capital onde uma classe exerce a sua dominação sobre a outra.”
De Adelino Silva

Anónimo disse...

" Vendido à geringonça"?

Mas porquê este vocabulário rasteiro, inventando processos de intenção torpes e ranhosos?

E este martelar contínuo nos "treteiros" corresponde ao seu desejo que os pides "trinchassem um treteiro badalhoco de vez em quando, que a higiene pública também é defesa do Estado"?

http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2016/05/a-importancia-da-palavra-radical.html

Anónimo disse...

Um post oportuno de Adelino Silva a lembrar o "pão" que sobra para quem anda a arruinar o país.

Pão para os da sua classe, defendido com unhas e dentes pelo que, como darwinista social assumido, fala do alto da sua pesporrência anti-democrática em "institutos da treta, de martelos, de subsidiados,de caixas de supermercados e portagens, de mantras 'progressistas', de gente estúpida e venal, procurando reproduzir-se na sua imbecilidade.

Deixando para lá que a reprodução intra-familiar de quem assim se exprime é um assunto do seu manifesto foro privado, atente-se que não há um único argumento que contrarie o dito acima pelo autor deste post lapidar (e dos vários comentadores que o secundam)



Anónimo disse...

"São bestas do teu calibre"?
Bestas?

É assim reafirmada a frase, tão exemplarmente reveladora, escrita exactamente pelo mesmo tipo :
"Às bestas serve-se a força bruta se forem insensíveis a outros meios".

Este tipo é perigoso. Um sádico fascistóide perigoso, com sonhos húmidos de cacetada a todos os que não lhe seguem os preceitos ideológicos e os comportamentos racistas.

Adelino Ferreira disse...

O JJC deixou - nos um post com fotografia


https://aventadores.files.wordpress.com/2011/01/escolasdecoimbra_thumb1.jpg?w=978&h=582

Manuel Silva disse...

José(zito):
Pobrezito.
Até metes dó.
Diz alguma coisa de Direita.
Ao menos podemos contestar em substância.
Assim não, só balbucias rugidos surdos.

Jose disse...

Manelzinho, saberás reconhecer a Direita?
Vou-te dar um teste:
Pegas na Agenda dos Coitadinhos e substitui-la:
- Crias uma agenda de responsabilidade individual que configure um Estado de Direito
- Acrescentas Protecção Social aos desvalidos e acidentados
- Fazes companhas de esclarecimento e combate a treteiros de rara sensibilidade social.
Que dizes?

Anónimo disse...

Na agenda dos coitadinhos?

Mas qual agenda?
A dos desvalidos que têm que recorrer aos offshores para garantir "a subsistência de quem corre riscos de investimento." como dizia o o das 15 e 58?
A dos desvalidos dos proprietários dos colégios privados que querem que não se corrijam as distorções do mercado geradas pela governança dos amigos Passos / Portas e que só comprometem as finanças públicas?
A dos desvalidos dos banqueiros que precisam de continuar a ver os seus prejuízos serem cobertos por todos nós?

Anónimo disse...

Estado de direito?

Como o defendido pelo das 15 e 58?

"dos avós souberam que já houve em Portugal governos com gente proba e com sentido de Estado e de Nação; mas eram ‘fascistas`"

"Às bestas serve-se a força bruta se forem insensíveis a outros meios"

"bem fez Salazar, enquanto a História esteve do lado dele, de aplicar o princípio à comunada!"

“Canalhada subsidiada e malcriada a pedir umas porradas para saberem comportar-se com civilidade – lado retribuição justa!”

Ou esta, em estilo ameaçador e concreto:"Com uma língua dessas...já deves ter enfardado!
Tento na língua...!"

Tudo coisas a mostrar o seu carácter pacífico e "patriota", democrático, respeitador da condição humana e amante dos processos de paz e "independência...( a prazo, claro está). E do estado de direito,claro


Anónimo disse...

Onde se enquadrará o torturador no estado de direito quando se escreve,diz e defende esta barbaridade ( pelo das 15 e 58)
"o torturador tem o dever de defender."

O dever do torturador, o torturador, o das 15 e 58 e o estado de direito

Heil ,não é ?

Jose disse...

Cuco, estás mais uma vez a derivar para a canalhice.
Sempre te descais para a falsificação, miserável!
Se truncar frases não te basta à missão caluniosa vais metendo da tua lavra.

Anónimo disse...

Como?

Qual canalhice?

A canalhice própria de quem agora não quer assumir o que disse ,porque está em propaganda oficial da Direita e do seu estado de direito, Heil, não é ? E agora deu-lhe esta história do disfarce , relembrando a fotografia do dito?

Vejamos

Anónimo disse...


-"dos avós souberam que já houve em Portugal governos com gente proba e com sentido de Estado e de Nação; mas eram ‘fascistas`"
Agosto 9, 2013 às 11:18 am... in 5 Dias

-"Às bestas serve-se a força bruta se forem insensíveis a outros meios"
20 de dezembro de 2014 às 11:26 in Ladrões de Bicicletas

-"bem fez Salazar, enquanto a História esteve do lado dele, de aplicar o princípio à comunada!"
Dezembro 10, 2013 às 3:12 am in 5 dias

-"Canalhada subsidiada e malcriada a pedir umas porradas para saberem comportar-se com civilidade - lado retribuição justa!"
a 19/2/13 às 20:49 in Arrastão

-"Com uma língua dessas...já deves ter enfardado!
Tento na língua...! "
07.09.2013 13:22 in Jugular

-"...o torturador tem o dever de defender."
11 de setembro de 2014 às 00:31 in 5 Dias

Há mais, ó se há, a atestarem a espécie de Estado de direito desta coisa

O dever do torturador, o torturador, o das 15 e 58 e o estado de direito.


Anónimo disse...

Falta uma :
"a subsistência de quem corre riscos de investimento."
11 de abril de 2016 às 19:34 in ladrões de Bicicletas

Cuco...cuco....cuco...


Jose disse...

Afinal sempre havia unas reticências em falta.
Não te convêm as frases completas, está visto.

Anónimo disse...

cagalhão zé
já a ti não te convém nem a verdade nem a realidade
tal como não te convém a ética, a coragem, a honra e outras coisas que um cobarde canalha como tu desconhece

Anónimo disse...

Para que se veja a desonestidade intrínseca do candidato a amante de torturadores do ano.

" vem armada em moralista condenar a tortura que visa obter a verdade sobre acções que ameaçam quem o torturador tem o dever de defender.!"
11 de setembro de 2014 às 00:31 in 5 Dias

Ainda é pior que o pedaço transcrito, confirmando ( e acentuando) a frase: O dever do torturador, o torturador, o das 15 e 58 e o estado de direito.


Há outra frase incompleta que aqui se corrige:
"(os offshores)o que não correm é risco de confisco, o que evitam são os cretinos dos impostos sobre a fortuna, o que acautelam é que a penhora decorrente de avales e outros riscos garantam a subsistência de quem corre riscos de investimento".

Mais uma vez, ainda pior do que o pedaço transcrito

Cuco...cuco...cuco

Jose disse...

Lindo menino, que ainda sabe reproduzir com autenticidade!

Anónimo disse...

Sempre.

Mas confesso que estas voltas, piruetas e trejeitos do as 21 e 35 são desconfortáveis. Será que o coitado não percebe a figura que faz? O esforçado esforço que faz em parecer aquilo que não é, desta forma tão...pueril?

Que diabo, a coluna vertebral faz muita falta. Afinal este tipo, para além doutras coisas é também uma fraude.

"O dever do torturador, o torturador, o das 15 e 58 e o estado de direito".

Na mouche. Por isso a incontinência. Já de outros tempos