O herói “libertário” da IL defende o legado da ditadura militar argentina, cujo golpe fez cinquenta anos. “Fascismo capitalista” chamou-lhe o insuspeito Paul Samuelson na altura. Não há outro.
Milei é assumidamente de extrema-direita, participando na alta roda do fascismo europeu na Hungria, rodeado de outros vende-pátrias como Abascal e Ventura, manchete no reacionário El Mundo.
Há um liberalismo até dizer chega que abre a via ao fascismo. Houve um liberalismo que se superou e que se tornou antifascista, mas que não existe por cá.
Sim, Chega e IL são de extrema-direita e o PSD é da direita cada vez mais extremada. É um espaço com pulsão de morte, defendendo o colonialismo sionista e outros crimes imperialistas contra a humanidade, como o que está a ser praticado em Cuba.
Obviamente, para a ascensão desta direita muito contribuiu a rendição da social-democracia, hoje uma sombra amedrontada de extremo-centro, efeito de décadas de UE. Aliás, o silêncio cúmplice começa a alastrar.
Nada disto é inevitável, há sempre quem diga não. Tudo pode mudar, como só a Greve Geral mostrou.


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