Ontem, o corredor entupiu à porta da sala 308, onde durante anos trabalhou Lucinda Silva. Fomos muitos, incluindo naturalmente familiares, a dizer presente na justa homenagem. Não sei se já houve muitos reconhecimentos assim noutras faculdades, mas devia haver, porque o valor social é criado por trabalhadores em relação, sejam não-docentes ou docentes.
Houve lágrimas de tristeza e de esperança vivificantes numa comunidade de trabalho com memória que perdura e que se quer fraterna, como ela foi, como elas são. E uso a terceira pessoa do plural no feminino de forma muito deliberada, porque, no seu melhor, o Estado social, de que a universidade pública faz parte, é o principal igualizador também nesta crucial dimensão.


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