Daniel Oliveira respondeu à minha crítica e cometeu três erros. Em tão pouco espaço é obra.
Em primeiro lugar, insulta a inteligência e a consciência democráticas dos leitores, sendo incapaz de aceitar que o confrontem quando compara nazismo a uma versão do socialismo que realmente existiu, como se faz na pior União Europeia ou na pior literatura liberal de Guerra Fria, a do totalitarismo. Oliveira tem de compreender que quando se desloca para a direita fica mais difícil cumprir o seu objetivo desmedido de fazer uma espécie de pleno que vai da esquerda ao extremo-centro.
Em segundo lugar, o sectário Oliveira sabe que eu não me chamo a “nova versão ultrassectária dos Ladrões de Bicicletas”. Chamo-me João Rodrigues. O texto só a mim compromete, como é evidente. No fundo, ao diluir-me num coletivo parece achar que enquanto apoiante do PCP não tenho pensamento próprio. Imaginai o que pensará dos militantes.
Em terceiro lugar, parece achar que não li o artigo dele. É verdade que há muito que deixei de acompanhar as suas obras completas, mas li e reafirmo: na imprensa internacional escreveu-se sobre a Anthropic e logo sobre a distopia da IA.
Sim, a originalidade está sempre sobrestimada, mas não me vou meter a escrever sobre um assunto de que pouco ou nada entendo, não era esse o ponto. Devia aprender a fazer o mesmo ou, pelo menos, a escolher títulos rigorosos, o mais revelador de tudo: CIA global, por exemplo. Creio que sei porque não o fez.
Entretanto, a Palantir foi assumidamente criada para matar comunistas, vejam bem. Os democratas no fundo sabem isso. É que é tudo brutalmente claro e simples.


1 comentário:
foi uma generalização muito primária isso foi
Enviar um comentário