sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Amanhã: Marcha Europeia pelos Direitos dos Refugiados


«Amanhã, dia 27 de Fevereiro, os cidadãos europeus vão reunir-se pelos direitos humanos dos refugiados, exigindo a todos os países membros da UE:

A criação de rotas seguras e legais para os refugiados - para que estes consigam chegar e requerer asilo sem terem de atravessar o mar em barcos sobrelotados ou andar centenas de quilómetros a carregar os seus filhos e todos os seus pertences. Requerer asilo é um direito humano e ninguém deve morrer na tentativa de alcançar um refúgio seguro.

A recusa do confisco de bens - em vez de terem de entregar as suas poupanças aos traficantes e aos governos que aprovaram a lei do confisco de bens, possam gastar o dinheiro que amealharam e que consigo trazem, fruto de uma vida de trabalho, da venda de bens e de poupanças, no começo de uma vida nova na Europa.

A criação de pontes aéreas, que permitem por em prática a reinstalação - mecanismo das Nações Unidas criado para proteger os refugiados mais vulneráveis, incluindo sobreviventes de tortura e pessoas que se encontram em situações que requerer cuidados médicos urgentes. Um sistema que permite que as pessoas viajem para outros países e aí se instalem de forma segura. Na era das companhias aéreas low cost e recursos modernos de triagem consular, as viagens perigosas não são admissíveis.

Vistos humanitários - muitos refugiados não têm todos os documentos necessários para obter um visto normal para viajar entre países. Sendo-lhes concedidos, os países da UE permitem aos refugiados viajar em segurança e requerer asilo na chegada ao espaço europeu. Os vistos humanitários permitem acabar com os mercados de contrabando.

Reunificação de famílias - mecanismo que permite aos refugiados que se encontram fora da Europa reunir-se aos familiares que já estão na UE. Por que razão se vai obrigar alguém a fazer uma viagem longa e perigosa se ela já tem família na Europa que lhe pode dar apoio?;

Programa de recolocação - as pessoas que tenham solicitação de refúgio válida, nesta triagem inicial, devem ser beneficiadas por um massivo programa de recolocação, com a participação obrigatória de todos os Estados-membros da UE

A European March for Refugees Rights envolve 28 países e mais de 150 cidades. Em Lisboa, concentração no Largo Jean Monnet, às 15h00, terminando no Terreiro do Paço. No Porto, concentração na Praça da Liberdade e marcha até à Câmara Municipal. Em Coimbra, concentração na Praça 8 de Maio e marcha até ao Parque Verde.

12 comentários:

Jose disse...

Está tudo parvo!
Julgam-se nos anos 60 com uma Europa em crescimento?
Com os europeus massivamente desempregados é hora de abrir portas à emigração?
Depois queixem-se da xenofobia e de uma cultura de inactivos dependentes.

Anónimo disse...

Quem fala em "cultura de inacivos dependentes" é assumidamente um racista rasca que ainda por cima tem o desplante de se queixar das acusações de xenofobia

O "tudo parvo" é a assinatura da pesporência ideológica de quem se julga ainda nos idos tempos do seu depravado amigo de Santa Comba Dão,para quem quem não fosse por ele era contra ele.

Não será irrelevante que quem assim fala é assumidaemnte um adepto de Pétain, o traidor que vndeu a sua Pátria aos nazis.Também este tinha um vocabulário semelhante sobre os europeus desempregados não poderem abrir as portas à emigraçao dos povos inferiores nem aos judeus que lhes disputavam os empregos.

Heil Petain do século XXI. O discurso e as moscas mantém o mesmo padrão

Anónimo disse...

Quem ache que é um exagero falar em nazis e em Pétain, alvo da admiração particular de quem se assume aí em cima como um xenófobo desprezível deve lembrar-e que:
"O fluxo de imigrantes para a Europa, preparado, criado e cuidadosamente articulado, que está a gerar uma das maiores crises, após a Guerra Fria, enquanto subproduto das guerras travadas pelos EUA no Médio Oriente, está a decorrer de acordo com o guião previamente escrito. Tal como o pretexto para a ascensão dos setores de extrema-direita na União Europeia, o revivalismo do nacionalismo, o racismo e o fascismo, as profundas alterações nas sociedades europeias trazem à realidade os confrontos interétnicos e inter-religiosos que lembram dolorosamente aos europeus apocalipses anteriores que levaram à matança de mais de 60 milhões de vidas apenas na II Guerra Mundial".

Anónimo disse...

"Em consequência desta política militante, as guerras, os golpes incentivados, a criação e o apoio de grupos e organizações terroristas e rebeldes, há regiões inteiras na Ásia, no Médio Oriente e em partes da África subsaariana que estão praticamente destruídas, que quase não mantêm condições sustentáveis para a sobrevivência de milhões de pessoas na zona de guerra. Os países destruídos e empobrecidos, com novos regimes fantoches controlados pelos seus assassinos e ocupantes a que são leais, são incapazes de controlar o território com diversas entidades étnicas e religiosas, que se afundam no oceano de conflitos intermináveis, tornando-se no Eldorado para as empresas multinacionais ocidentais, que pilham os seus recursos, o petróleo, o gás, a organização da produção e da distribuição de narcóticos, o tráfico de seres humanos e de crianças".
A maior parte dos refugiados, que são praticamente esquecidos e de que não há notícias, foram deslocados das suas casas dentro dos seus países, tornando a situação ainda pior para os governos legalmente eleitos ajudarem a população em campos de refugiados, enquanto, simultaneamente, têm que combater os alegados "rebeldes moderados", apoiados pelo DAESH e pelos EUA/NATO, rebeldes que são tudo menos "moderados".

Os pequenos países vizinhos, como a Jordânia e o Líbano, também aceitaram um enorme número de refugiados sírios e não sírios, enquanto os restantes continuam a avançar para a Turquia e, através da Turquia, para a Europa.

O que é estranho nesta situação dramática é que não há um único país árabe abastado, ligado aos EUA e seu aliado leal, que tenha aceitado qualquer refugiado sírio. A situação mais óbvia é que os sauditas, ricos em petróleo, que praticamente não aceitaram nenhum refugiado da região"

Anónimo disse...

"Com a recusa dos países árabes mais ricos e aliados dos EUA, em volta da Síria e do Iraque, em aceitarem refugiados de guerra, a única saída da zona de guerra, para além da Jordânia e do Líbano, é a Turquia ou uma rota marítima extremamente perigosa através do Mediterrâneo.

A maior parte dos refugiados da Síria e de outros países muçulmanos anteriormente ou ainda a arder nas chamas da guerra, estão a fugir para a Turquia onde foram organizados enormes campos de refugiados. Mas, porquê a Turquia? É um dos parceiros mais fortes e mais leais dos EUA/NATO na região e não só, e, de certo modo, à primeira vista, não se encaixa no esquema reconhecido da via do refugiado.

Agora, estamos a chegar ao que interessa."

O resto pode ler-se aqui:

http://resistir.info/europa/immigrant_crisis_09fev16_p.html

Jose disse...

Agradeçamos à Rússia o esforço humanitário de bombardear os inimigos do progressista regime sírio.
O silêncio da esquerda por esta acção tão generosa contrasta com a pieguice com que prclama que caiba à Europa abrir portas e receber as consequências do que outros determinem fazer.
E nunca, nunca ultrapassar as fronteiras e pegar em armas, no que seria irremediavelmente imperialismo, colonialismo, racismo e outros males maiores de que a Europa terá de penenciar-se per secula, seculorum!

Antonio Cristovao disse...

Afinal a demora da UE reagir é apanágio dos burocratas de Bruxelas e das O. sociedade civil. Será que os organizadores desta marcha não sentem vergonha de virem com esta iniciativa dois anos depois do que deviam ter feito?

Jose disse...

Não me dá jeito insultar anónimos mas estou certo que se sabem profusamente insultados na sua cretinice pertinaz!

Anónimo disse...

Vejamos:
"per saecula saeculorum"? ( é sempre bom aprender a grafia correcta)
Mas porquê?
Mas porquê esta busca através dos séculos? Ainda foi ontem que os estados unidos e seus aliados ( entre os quais barroso e Aznar) fizeram o que fizeram no Iraque e no médio Oriente. E que fizeram o que fizeram na Líbia. Porquê então este disparate,esta treta,esta mistificação de tentar esconder o "ultrapassar as fronteiras, o pegar em armas" que é quotidianamente praticado pelos assumidamente imperialistas, colonialistas, racistas?

Ainda não há muito um depravado berrava "Para Angola e em força". Os resultados ficaram à vista.

Anónimo disse...

A Europa penitenciar-se?

Mas qual Europa? Nem vale a pena citar fontes de jornais independentes.Basta abrir a própria imprensa generalista e pasmarmos com o panorama que atravessa actualmente a dita "Europa",assim designada de forma genérica e propositadamente pelos prestidigitadores de serviço.
"Apaga-se" assim o conflito de interesses dentro das fronteiras europeias; entre os sectores de esquerda e de direita; entre países europeus ricos e pobres; entre estados membros que são os responsáveis por toda a crise por causa da sua política errada para com o Levante e o Médio Oriente e os estados membros da UE que não se sentem minimamente responsáveis pela crise.

Pétain, chefe do governo fantoche de Vichy, também em nome da "raça" justificou a entrega de todos os judeus franceses aos nazis. Também acreditava na "europa", a sua "europa", limpa, "higiénica" e que não devia abrir nenhuma porta para não "receberem as consequências" de quem ousava lutar contra os nazis.
A velha máxima Liberté, Egalité, Fraternité (Liberdade, Igualdade, Fraternidade), o lema nacional, foi substituído por Travail, Famille, Patrie (Trabalho, Família, Pátria).

Onde já ouvimos "isto"?

Anónimo disse...

Percebe-se a acusação de "pieguice" aí em cima exposta. Mais não faz do que imitar Passos nos anos de chumbo da austeridade. Já sabemos que a pieguice destas coisas está reservada para os banqueiros e para os coitados, que em jeito de auto-defesa,colocam o seu dinheiro em offshores para escapar ao fisco. A pieguice tem manhas que a razão tenta desconhecer. Mas a solidariedade com quem sofre, com quem é humilhado , com quem é roubado, com quem é desprezado, com quem serve de pasto à doença e à fome não cabe na apreciação dos seguidores dos princípios do lucro, só do lucro, só para o lucro.

"Não bastassem as condições de vida de que fogem e as condições precárias em que se deslocam, ainda se abate sobre estes a dura mão da exploração humana. As redes de tráfico de pessoas têm florescido a reboque das políticas da UE. Para dar o «salto» para um suposto destino, cada migrante paga um valor. O testemunho de um professor de inglês sírio, que deixara o ensino e uma loja na sua terra, e que trouxera a sua família, mulher e três filhos, revela que pagou aos traficantes três mil euros por cada um. Números que, flutuando numa base de caso a caso, demonstram o quanto a tragédia humana pode ser rentável, fixando-se na casa dos milhares de milhões de euros quando extrapolados os valores para o número total de refugiados. A ausência de rotas migratórias legais e seguras para os migrantes, política na qual a UE insiste, aprofundando, ao invés, as políticas de Europa fortaleza, alimenta este negócio. Registe-se que um voo de Istambul ou Nevşehir (cidade a cerca de 550km de Alepo) para a Alemanha tem preços que variam entre os 60 e os 120 euros".

As "pieguices" têm destas coisas


Anónimo disse...

Este post fala sobre os refugiados.

Não cabe aqui seguir a manha manhosa de quem tenta chutar o tema para a Rússia (mal escondendo alguma frustração pelo tema).
Mas "a única coisa que prejudicou e, até certo ponto, atrasou o plano das forças mais retrógradas e imperialistas é a acção extremamente eficaz da Rússia na Síria, aliada à coligação contra mercenários dos EUA (ISIS) envolvidos nessa guerra por procuração dos EUA. Confrontado com a inevitável derrota na Síria, o governo dos EUA já mudou de planos e ambições para com o Afeganistão e a Líbia, para onde estão a transportar jiadistas em fuga da Síria."

Comparecem-se os resultados das acções dos EUA na síria. As mais de 53.000 incursões aérea na Síria pela coligação dos EUA na realidade parece que tiveram como objectivo entregar armas e mantimentos ao Estado Islâmico