sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sobre as condições à esquerda para conversar com o PS

Um leitor escreve a propósito do meu texto sobre O desafio de António Costa às esquerdas portuguesas: nas eleições de 2005, o PS prometeu reverter aspectos fundamentais do código de trabalho alterado por Bagão Félix (nomeadamente, o princípio do direito mais favorável ao trabalhador e a não caducidade das convenções colectivas enquanto não tiver sido negociada outra); no entanto, depois de eleitou recusou-se a cumprir a promessa; perante comportamentos destes, como podemos confiar no PS?

O problema vai colocar-se novamente, claro está. O PS afirma que é contra a austeridade, mas não temos a certeza que vá pôr um travão à austeridade quando estiver no governo. O PS diz que é contra a precariedade, mas não é certo que vá tomar as medidas necessárias para a combater na prática. O PS diz-se a favor da adopção por casais do mesmo sexo, mas não é certo que uma vez no governo aprove e faça cumprir uma lei nesse sentido.

À esquerda, todos estamos de acordo com as posições do PS que referi acima, pelo que não é preciso exigir que o PS as repita para poderemos conversar. Também não creio que valha a pena exigirmos como condição prévia para conversar que o PS assuma compromissos concretos antes das eleições - já vimos muitas vezes os partidos de governo a comprometerem-se com uma coisa antes de eleições e a fazer outra depois de eleitos. É por isso que não faço questão que os partidos de esquerda cheguem a acordo antes das eleições.

Há uma coisa que os partidos à esquerda do PS podem e devem dizer: se depois das eleições a sua força eleitoral for determinante, ela servirá para procurar assegurar que os compromissos que se assumiram (e que as várias esquerdas subscrevem) são cumpridos. Se a sua força eleitoral fôr muito grande, conseguirá influenciar muitas decisões. Se for pequena, terá de ver se faz sentido utilizá-la para conseguir que algumas das promessas sejam cumpridas. Se for muito pequena, dificilmente poderá fazer a diferença - e o seu envolvimento no governo pode até ser contra-producente.

Parece-me que esta mensagem é fácil de compreender. O que é difícil de compreender para a maioria dos eleitores é um partido afirmar à partida que não vai fazer diferença para o rumo da governação, pois não está disposto a discutir possíveis compromissos com quem muito provavelmente vencerá as eleições. Até pode haver muitas boas razões para um partido assumir tal posição - não há é muita gente que as perceba.

38 comentários:

Anónimo disse...

Por tudo o que o PS fez, enquanto foi governo ou oposição, nos últimos 40 anos, pode-se confiar no PS?
Será que a memória é curta?

SFF disse...

Pelos vistos os eleitores acham que sim, que se pode confiar no PS.


"Até pode haver muitas boas razões para um partido assumir tal posição - não há é muita gente que as perceba."
E eu faço parte daqueles que não percebem. Talvez por ignorância ou falta de inteligência, nunca se sabe verdadeiramente, mas ainda não me convenceram de boas razões para um partido à esquerda assumir tal posição...

Ricardo Paes Mamede disse...

Quem não confia no PS deve votar em partidos em quem confia, naturalmente (esperemos que os haja, para bem da democracia).

Uns votarão em quem confiam, tendo por objectivo influenciar a governação, se tiverem força para tal. Outros votarão em quem confiam, votando em partidos que asseguram que não vão participar na busca de soluções de governação.

A diversidade nunca fez mal à democracia.

Manuel Silva disse...

Caro Ricardo:
Estou convencido de que precisará de explicar a sua posição um número infinito de vezes para que alguns dos comentadores a compreendam.
É a vida.
Aos duros de cabeça basta que lhes expliquem muitas vezes, pois embora com dificuldades acabam por atingir a compreensão.
Aos que nunca se querem deixar convencer, tão certos que estão das suas «verdades» gravadas em suportes magnéticos anacrónicos, só com um número infinito e explicações ... o problema está no número INFINITO.
Mas esses que nunca se querem deixar convencer também têm uma história de 40 anos, na oposição e no governo, não do país mas de partes do país … a níveis político-administrativos inferiores: e olhe que os resultados não são animadores.
É preciso lembrar isto INFINITAS vezes a esses comentadores.

António Geraldo Dias disse...

A confiança é um recurso moral a questão é política:o rumo da governação só mediatamente tem que ver com os resultados eleitorais, o PS é suficientemente contraditório se quer ganhar tem que ter clareza estratégica para que a gente perceba e para que ele se perceba a si próprio; depois claro é uma questão de relações de poder(es) e autonomia(s) e já agora de identidade(s)-deste ponto de vista o ps é o partido com menos identidade - muito bem definido face ao exterior mas muito mal no seu interior-e o facto de assim ser torna-o agressivo à sua esquerda por razões de sobrevivência.

Anónimo disse...

À esquerda do PS tem de começar a haver pragmatismo:
- Para efectivamente mudar algo é preciso estar no governo. Se algo aprendemos nestes 4 anos é que as manifestações de rua podem ter poder mediático e de catarse mas no fundo não mudam nada (e tiveram todas as condições possíveis e imaginárias para isso);
- o PS vai ganhar as eleições e é com o PS que a esquerda terá de se coligar se quiser governar (governar sim, já chega de meias palavras);
- claro que o poder de influência vai depender dos resultados eleitorais mas a esquerda do PS nunca será maioritária numa coligação. Por isso poderá influenciar na medida do seu resultado mas terá de deixar já bem claro (nomeadamente ao seu eleitorado) que não terá o poder de impor algumas soluções nem de cumprir na integra o seu programa eleitoral. "Pior" ainda, terá de engolir alguns sapos. Não é razoável, por exemplo, fazer finca pé de uma saída do euro quando as sondagens e a votação combinada de PS, PSD e CDS apontam (pelo menos ainda) para a manutenção no euro. O que não significa que a esquerda à esquerda do PS não continue, mesmo dentro de uma coligação, a defender e a argumentar a favor dessa saída. Mas não pode fazer depender a viabilização de uma coligação de uma mudança tão estrutural para a qual não existe uma maioria qualificada que a defenda. Estão os eleitores à esquerda preparadas para este tipo de pragmatismo?
- Chega de fazer dos "assuntos fracturantes" o foco único da esquerda à esquerda do PS: são precisas propostas na área da economia (para ir directo ao assunto);

É preciso não esquecer a experiência recente do BE: teve tudo para poder fazer parte de um governo e assim influenciar (à medida das suas possibilidades) alguma coisa nas áreas realmente importantes (economia e Estado Social) para a maioria dos portugueses. Em vez disso focou-se em tópicos fracturantes (que rapidamente se esvaziaram), desenhou linhas vermelhas impossíveis de aceitar pelo PS mantendo-se orgulhosamente "puro". E o resultado foi uma oportunidade perdida para mudar alguma coisa: por pouco que fosse era melhor que nada. Será que desta vez será diferente? Será que finalmente vai prevalecer algum pragmatismo à esquerda do PS ou o PS com uma minoria e sem coligação rapidamente conduzirá a novas eleições a ganhar por uma direita renovada (e muito pragmática)?

Anónimo disse...

Mas qual PS?

O PS é um partido em desagregação.

O objectivo da verdadeira esquerda deve ser o de expor as contradições desse partido que se diz socialista mas que defende uma economia capitalista geradora de desigualdades e de estagnação.

Está na altura de acabar de vez com o partido socialista como força política. Essa gente em 40 anos fez o mesmo que o PSD faz agora. A política do PSD e do PS é a mesma.

Se os eleitores querem mudar alguma coisa então não é no PS que devem votar. Eles continuam a defender o grande capital como sempre fizeram e depois atiram umas migalhas para contentar o povo.

Anónimo disse...

Não é necessário confiar no PS para fazer um acordo com ele. Não é um casamento. E se tal acordo permitir uma melhor governação, mesmo que apenas pontualmente, já valerá a pena, até para demonstrar aos eleitores a viabilidade de uma alternativa.

Anónimo disse...

O que não se percebe são as inacreditáveis ilusões e autoilusões deste texto.

Não temos a certeza que o PS vá pôr um travão à austeridade quando estiver no governo? Santa ingenuidade! Temos, isso sim, a certeza que o PS não vai pôr travão na austeridade.

Não é certo que o PS vá tomar as medidas necessárias para combater na prática a precariedade? Santa inocência! É, isso sim, certo que o PS não vai combater na prática a precariedade.

E porquê sr. economista? Porque – e custa a acreditar que seja tão ceguinho que não se dê conta desse enorme elefante que está aí mesmo na sua sala de visitas – o PS está completamente amarrado e comprometido com a arquitetura europeia, nomeadamente com a manutenção no euro, com o Tratado Orçamental, com todos os outros gravames económicos comunitários (pacto euro +, two-pack, six-pack, etc.) que aprovou e promoveu, com a recusa de reestruturar para reduzir a dívida pública e com todo o histórico de política neoliberal (privatizações, controlo privado sobre o sistema financeiro, desregulamentações do trabalho, chamada da troika, etc.) que foi construindo em conluio com PSD e CDS, e do qual, verdade seja dita, o Costa não diz uma única palavra de condenação nem de demarcação.

Ainda que fossem genuínas, e não apenas piedosas ou mais corretamente demagógicas, as acanhadas preocupações atiradas na pesca de arrasto de tolos a bombordo, aqueles constrangimentos estruturais, que incentivou e instituiu em colaboração com a direita mais reacionária, impossibilitariam os inofensivos “travões” e “combates” socialistas à austeridade e precariedade.

Para conversar, designadamente com o PS, não é em geral de se exigir condições prévias. Mas o povo português tem o direito de exigir aos candidatos a seus representantes políticos, não só que esclareçam o que querem fazer, mas que fundamentem razoavelmente como pretendem fazê-lo. E, nos casos como o do PS, confrontá-los com a inconsistência das intenções piedosas (ou demagógicas), por um lado, e da insistência no fundamental das políticas que lhes esvaziam o conteúdo, por outro. Senão caímos na armadilha do que bem podia ser o refrão de António Costa: “prometer, prometer, mas sem me comprometer”.

Depois, sempre e sempre o mesmo equívoco. A ideia de que combater as ilusões de que o PS travaria a política de direita equivale a rejeitar compromissos caso vença as eleições (ou na versão mais radical de Rui Tavares, aliado dos “manifestos”, de que equivale a empurrar o PS para os braços da direita, como se o PS não tivesse lá chegado pelo seu próprio pé há já muito tempo).

Nada disso. Trata-se de apoiar sempre qualquer coisa, ainda que tímida, que beneficie os trabalhadores e o povo português e de pressionar sempre para ir mais longe e garantir a efetividade do pouco de bom que se possa conseguir. Mas trata-se igualmente de desmascarar o engodo de que um grilinho falante de esquerda num governo (ou num suporte parlamentar a um governo) do PS “faria diferença para o rumo da governação” neoliberal e de abdicação da soberania que prossegue o rumo de destruição do país.

A dicotomia não está entre os partidos que têm como objetivo influenciar a governação e os partidos que não participam na busca de soluções de governação. Isso é um disparate, tal como seria um disparate exigir condições impossíveis de cumprir, pelo menos de imediato, a um possível parceiro de uma solução governativa.

A verdadeira dicotomia está entre os partidos que têm como objetivo uma política de esquerda que inverta o rumo de destruição nacional e a construção de uma solução governativa que lhe dê corpo, e os partidos que, pelas suas opções fundamentais, digam o que disserem, prometam o que prometerem, prosseguirão a degradação económica e social da vida do país.

Infelizmente, o PS, repito que pelas suas opções fundamentais, faz parte destes últimos (com o PSD e CDS, seus parceiros nessas opções).

(conclui já de seguida)

Anónimo disse...

(conclusão)

Ninguém pede ao PS que tire imediatamente o país do euro, embora seja compreensível que se lhe peça que tenha a abertura de discuti-lo e de ponderar a possibilidade de preparar essa saída. Tal não seria certamente impeditivo de uma solução governativa. Mas é risível ter que dizê-lo: o PS nem sequer admite a possibilidade de se desvincular do tratado orçamental ou mesmo de beliscar os montantes da dívida pública com uma reestruturação.

Mesmo outras medidas de paliativo social ficariam inviabilizadas pelas suas opções estruturais. Que política de esquerda se está então à espera que concretize num governo?

Chaves4720 disse...

O "BE: teve tudo para fazer parte de um governo"

Daniel Fins Santana disse...

Por tudo o que esquerda não fez, nem foi capaz de propor nos últimos 40 anos, pode-se confiar em nós esquerda?
Mesmo com memória comprida? Não podemos é estar sempre a fazer processos às intenções. O que o Ricardo diz merece mais uns dados, volto

Anónimo disse...

"O que é difícil de compreender para a maioria dos eleitores é um partido afirmar à partida que não vai fazer diferença para o rumo da governação, pois não está disposto a discutir possíveis compromissos com quem muito provavelmente vencerá as eleições. "


Mas esta ideia é uma construção falsa. Nenhum partido à esquerda do PS diz isso. O PS e seus apaniguados, gente nos jornais que converge com eles, como São José Almeida ou Daniel Oliveira, é que dizem que esses partidos dizem isso. Podem levar a água ao seu moinho e convencer mil leitores, não é por isso que essa afirmação se converte em verdade.

Anónimo disse...

Ninguém pode ser responsável pelo comportamento dos outros, mesmo que coligado com eles. E se a coisa se tornar insuportável, há sempre a possibilidade de demissão (mesmo) irrevogável.

Mas o anónimo dos textos longos sofre ele mesmo de ilusões: ao não - aparentemente - abrir à possibilidade de acordo (e não necessariamente convergência) com o PS, está iludido que alguma vez uma parte substancial do eleitorado estará interessado nas suas propostas (que estão à vista e adivinhadas) e lhe dará o voto.

E sofre da ilusão de pensar que se por milagre essa esquerda alguma vez chegasse ao poder se manteria pura e seria só "hojes a cantar". Este autoconvencimento de superioridade moral é, pior que uma maldade arrogante, um erro. Um erro que mostra que não compreendem a natureza humana.

Anónimo disse...

Mas afinal qual é o programa do PS?

Qual é a diferença entre votar no PS ou no PSD/CDS?

Essas são as questões que devem ser respondidas pelo sr. António Costa.

Qual é o seu programa e como é que o pretende executar?

O ideal seria apresentar já o quadro orçamental para os 4 anos e as medidas que pretende tomar caso seja escolhido.

E depois devia registar essas mesmas medidas num notário e vincular-se ao seu cumprimento para que os portugueses soubessem ao que vão.

Caso não faça isso, prevejo que os portugueses vão facilmente desmontar a farsa que é o partido socialista.

São tempos difíceis para os partidos do arco do poder e não me admirava nada se não conseguissem garantir os votos suficientes para continuar a saquear o país a cobro do bloco central de interesses.

Manuel Silva disse...

Tomando como ponto de partida o comentário do Anónimo de 6/12, 00:53, o controleiro do «Ladrões...» desde há algum tempo em nome do seu partido, o qual nem sequer vale a pena mencionar o nome, é caso para lhe perguntar também:
a) - Qual é a diferença entre votar no seu partido e votar em qualquer um à sua direita?
(Tomando por referência a «obra» autárquica do seu partido, única instância de poder onde tem podido mostrar o que vale, o que nos apresenta é o seguinte:
- câmaras altamente endividadas;
- o mais alto nível de impostos autárquicos do país.
- em 308 câmaras no país, com o mesmo tipo de dificuldades e as mesmas leis de financiamento e de enquadramento legal, a esmagadora maioria consegue ter uma média de carga fiscal e um nível de endividamento muito inferiores às do seu partido.
Portanto, acreditem nas nossas propostas para bem governar o país e não olhem para a nossa governação autárquica: este é o lema do partido deste Anónimo.)
Voltando às perguntas seguintes, que ele exige do António Costa (tirando o ridículo do registo notarial, só se for para dar trabalho a algum notário seu camarada, deve ser onde o seu partido regista os programas autárquicos), eu até concordo que se exija clarificação ao A. Costa, mas que tal o sectário-geral do seu partido respondê-las também?
A 1.ª a responder é a a) que deixei acima e a 2.ª a responder aqui vai:
b) - Qual é o seu programa e como é que o pretende executar?
O ideal seria apresentar já o quadro orçamental para os 4 anos e as medidas que pretende tomar caso seja escolhido. E depois devia registar essas mesmas medidas num notário e vincular-se ao seu cumprimento para que os portugueses soubessem ao que vão. Caso não faça isso, prevejo que os portugueses vão facilmente desmontar a farsa que é o seu partido.
Nota à pergunta b): No euro estamos mal, tem, aliás, sido um dos factores do agravamento da nossa crise, mas a saída do euro não é inócua: quantifiquem as perdas no imediato e todas as consequências negativas e por quanto tempo dessa medida, para que as pessoas saibam o que as espera em nome de um «amanhã que cantará?» neste mundo globalizado, em que nós, se saíssemos sozinhos do euro, como o seu partido preconiza, voltaríamos ao «orgulhosamente sós» do ditador Salazar, a não ser que adoptássemos o rublo do outro ditador, o Putin.
Conclusão: são tempos difíceis para o seu partido, pois apesar de tanta luta em nome do povo, este povo reduziu-lhe a % de votos desde a 1.ª votação, em 25 de Abril de 1975, e as últimas eleições legislativas, em Junho de 2011 e, especialmente, o n.º de votos, reduzindo-o a pouco mais de metade dos 711.935 votos (12,36%) daquela eleição, dando-lhe em 2011 apenas 441.147 e 7,90%. Isto sem descontar os votos dos melancias, dado que não passam de um truque, uma variação do mesmo partido.
Mas de falar nisto foge o seu partido como o Diabo da cruz, assim como de falar da realidade autárquica onde governa, por vezes com maioria absoluta desde 1976, como é o caso da minha autarquia, e que apresenta um alto endividamento, um dos mais altos níveis de impostos autárquicos do país, ausência de rede de esgotos nas barbas da sede da autarquia, estradas degradadas, deficiente recolha de lixo, mas 50% do orçamento é gasto com pessoal (com os camaradas a quem dá emprego e a partir dos quais financia o partido através do pagamento por estes ao partido da dízima, tal como se faz na IURD).
Eu se fosse a si metia a viola no saco e ia pregar incoerência para outra freguesia.
Aqui no «Ladrões…» procura-se discutir seriamente economia e economia política, não fazer propaganda partidária de produtos avariados por estarem há muito tempo fora de prazo.

Daniel Fins Santana disse...

O que o Ricardo afirma é "o pão nosso de cada dia", lugar por excelência do compromisso. Aliás, nós tivemos ao longo da nossa história, períodos em que o compromisso não era contemplado,e parece que os resultados não foram os melhores. Um dado nos blogues me deixa perplexo, a existência de anónimos! Têm medo de quê? Ou gostam de asniar (não todos) sem mostrar a cara? O António Dias fala na falta de identidade do PS, para além do facto se eventualmente tiver falta de identidade a procura da mesma aos PSs diz respeito, e não a nós que PSs não somos. Eu preocupo-me com a identidade da esquerda. se a identidade desta se limita a um permanente e orgulhoso uso do não, eu preferiria que fosse menos identitária! Apreciei a afirmação do PS em desagregação??? Onde vivem? Só se estiver em desagregação em relação ao Tó Seguro?

Anónimo disse...

Deixemos para lá as tretas do sr silva a respeito dum controleiro (quem será?) ou da iurd, ou de putin ou de salazar.
Ou as proclamações algo patéticas sobre as autárquicas e as queixas "sentidas", rebarbativas, repetidas do sr silva.
Ele terá com toda a certeza oportunidade de fazer inverter os votos lá na sua terra e levar consigo os demais eleitores a acertarem as botas com o seu andar. Que diacho tanta malfeitoria não deve passar impune já nas próximas eleições.

Mas deixemos o sr silva em paz mais os seus tristes fantasmas peculiares e os seus exercícios de estilo com falta dele.Não sem antes lhe pedir para abandonar os trejeitos de censurador oficial que esboça quando solicita que outros abandonem o debate aqui no Ladrões. O "meter a viola no saco" ainda por cima tem muito más conotações e era usado por um conhecido pide quando se acercava dos presos politicos em Caxias.

Passemos a assuntos sérios:
"Eu sou dos que estou convencido que o PS não governará à esquerda depois de 2015. Não porque seja Costa o candidato. Simplesmente porque nunca governou à esquerda.
A única forma de conseguir por via eleitoral um governo à esquerda passa por inverter a correlação de forças entre o PS e os partidos à sua esquerda – isto é, que o conjunto de votos da CDU e do BE supere claramente os do PS e o obrigue, como sucedeu na Grécia e brevemente sucederá em Espanha, a escolher assumidamente entre uma coligação com a direita (como fez o PASOK – e foi o fim de qualquer ilusão) ou uma coligação a sério (e não uma simples cooptaçãozinha de pesca à linha) com quem, na esquerda a sério, coloca as opções difíceis mas fundamentais entre austeridade e democracia social, entre Tratado Orçamental e soberania dos portugueses, entre submissão cega a uma dívida ilegítima e cheia de juros usurários e a recuperação de uma vida com um mínimo de dignidade."
Dum excelente artigo de Manuel Loff
Aqui
http://www.publico.pt/politica/noticia/o-ps-e-a-esquerda-i-1678588

De

Manuel Silva disse...

Apenas duas notas para o controleiro do PCP, que ora é Anónimo, ora é DE:
1.ª - Quanto ao meu anterior comentário, passou por ele «como cão por vinha vindimada». Compreendo que seja difícil discutir a realidade, especializado que está em vender ilusões retóricas. A realidade tem o condão de desmentir as ilusões retóricas. É uma malvada, a realidade;
2.ª - Às tantas, a propósito da minha referência à situação autárquica na minha autarquia, dominada pelo seu partido com maioria absoluta desde 1976, diz: «Que diacho tanta malfeitoria não deve passar impune já nas próximas eleições.»
Como não pode contestar os factos concretos que afirmo, desvaloriza-os.
Ora tome nota:
(Autárquicas/1976)
Inscritos – 24.949 (100,00%)
Votantes – 14.564 (58,38%)
Abstenção – 10.385 (41,62%)
--------------------------
Apuramento pelo Método de Hondt
Votantes – 14.564 (100,00%)
FEPU – 6323 (43,42%)
PS – 5687 (39,05%)
PPD/PSD – 1388 (9,53%)
CDS – 368 (2,53%)
MRPP – 234 (1,61%)
Brancos – 317 (2,18%)
Nulos – 247 (1,70%)
--------------------------
--------------------------
(Autárquicas/2013)
Inscritos – 51.465 (100,00%)
Votantes – 19.818 (38,51%)
Abstenção – 31.647 (61,49%)
---------------------------
Apuramento pelo Método de Hondt
Votantes – 19.818 (100,00%)
CDU – 9255 – 46,70%
PS – 5010 – 25,28%
PSD/CDS – 2252 – 11,36%
BE – 1047 – 5,28%
PTP – 389 – 1,96%
Brancos - 1.021 – 5,15%
Nulos – 844 - 4,26%
--------------------------
Em 1976, sem se saber como seria a gestão do seu partido, foi eleito por 25,34% do eleitorado, transformados numa maioria absoluta de 43,42% conseguida à custa do milagre do São Método de Hondt.
Em 2013, após 37 anos de uma brilhante gestão sempre com maioria absoluta, foi eleito por 17,98% do eleitorado, transformados numa maioria absoluta de 46,70% conseguida à custa do milagre do São Método de Hondt.
Como vê, a resposta do eleitorado é elucidativa: a continuar assim, acabam por ser eleitos com 5 votos do presidente e 4 vereadores, correspondendo a uma maioria de 100% e com uma abstenção de 99,9999…%.

Anónimo disse...

Ricardo Paes Mamede,

Está engando quando diz que "Uns votarão em quem confiam, tendo por objectivo influenciar a governação, se tiverem força para tal. Outros votarão em quem confiam, votando em partidos que asseguram que não vão participar na busca de soluções de governação."

Esses partidos a que se quer referir não dizem nada "que não vão participar na busca de soluções de governação."

O que dizem está a um mundo de diferença. Que participam em qualquer solução de governação que mude o modo como a governação tem sido feita..

Na sua lógica, que faz uma de tradução irreflectida, RPM, ficariamos reduzidos a partidos que defendem quase a mesma coisa, mas a menos de umas voltinhas. Uma ordem do inevitável, sem política e sem alternativas. Bem melhor, o caminho que Loff diz ser o necessário, em texto onde, como vê, esses partidos de que aqui fala pretendem mesmo governar e fazer parte de soluções governativas construídas sobre a acção de 40 anos de um partido que não é, nem será, aquilo que muitos acham.

Anónimo disse...

É que depois há mentiras como as ditas por "5 de Dezembro de 2014 às 16:16"
quando afirma


«Chega de fazer dos "assuntos fracturantes" o foco único da esquerda à esquerda do PS: são precisas propostas na área da economia (para ir directo ao assunto)»,

convencido de que aquilo que diz tem qq correpondência com a realidade.

É de loucos achar que se disse algo muito inteligente e fazer uma discussão com base numa proposição absolutamente falsa, elaborada a partir do engolir cana e anzol da retórica do PS para aliciar os militontos.

Anónimo disse...

Caro RPM,

Diz que "Uns votarão em quem confiam, tendo por objectivo influenciar a governação, se tiverem força para tal. Outros votarão em quem confiam, votando em partidos que asseguram que não vão participar na busca de soluções de governação."

Discordo em absoluto desta forma de definir as escolhas alternativas possíveis. No que me diz respeito, posso dizer que vou votar numa força política em que confio, "tendo por objectivo influenciar a governação, tanto mais quanto maior for a percentagem de votos dessa força política. Nas eleições legislativas escolhem-se deputados, não se escolhem governantes; e os deputados podem influenciar a governação de várias formas, nomeadamente através da posição que assumem relativamente aos orçamentos de estado propostos pelos governos.
No meu caso, vou votar numa força política que tem proposto soluções de governação, que está disonível para participar num governo que adopte soluções compatíveis com essas, e que não está disponível para viabilizar incondicionalmente orçamentos
propostos por forças políticas que votaram a favor do Tratado Orçamental.

Daniel Fins Santana disse...

Onde chega o soberba irreverente: "... está na altura de acabar de vez com o partido socialista como força política ..." anónimo 05/12/2014 às 18,01 --- sem comentários ............. Tudo o que, o anónimo 0512/2014 às 18,28, afirma é passível de se tornar verdade, sobretudo devido à permanente e reiterada demissão da esquerda!!! Não participamos, mas temos a "magnanimidade de aconselhar o que deve ser feito" - se o não fizerem ??? Bem avisámos !!! Para mais sabemos já o que o PS fará ou não fará!!! Autênticos médium de trazer por casa. Que pachorra e "coerência" Têm para afirmar o mesmo nestes 40 anos !!! Anónimo 07/12/2014 às 04,14 "... o PS não governará à esquerda depois de 2015 ... porque nunca governou..." !!! "...a única forma é conseguir ... que o conjunto de votos da CDU e do BE supere claramente os do PS ..." ??? Para quê? Para se fazerem comemorações das quedas de chamados muros mais faustosas??? Ou produzir Congressos, e neles convidar o Pablo Iglésias, sem perceber que o que esta afirmava era o exacto contrário do que se discutia no próprio Congresso ??? Enquanto a esquerda não se capacitar que a democracia é o "lugar onde", e que a nossa legitimidade é par às demais, sobretudo que de forma alguma somos superiores a "eles" "os traidores vendidos ao imperialismo" sem sequer vislumbrar que o imperialismo (ainda que de pedintes - vide Passos) também somos nós ... e sobretudo que em democracia não há lugar para inimigos , mas sim adversários ainda que figadais .... não iremos longe - ainda bem que há Ricardos que insistem ...

Anónimo disse...

Lastimo mas tenho uma má noticia para o sr silva.

De facto não sou o anónimo ( ou os anónimos ) que este da forma um pouco paranóica teima
Mais.Revela algum problema de compreensão quem continua a insistir na mesma tecla, apesar de anteriormente já se ter revelado um rematado disparate.

Eu respeito a opinião dos outros. Não gosto é daquilo que me parecem "cabotinices" e situações de fuga apressada e as escancararas.

O que já se disse está dito.Percebe-se algum desnorte quando alguém critica o PS mas a verdade dos actos deve sobrepor-se a estes pequenos "problemas"

Mesmo aquela disparatada fuga para as autárquicas com o "exemplar" exercício que pospega, o sr silva assemelha-se e terá que ser perdoada tal afirmação, a um membro duma igreja qualquer ...como por exemplo a iurd já citada, ao repetir da forma como o faz o seu argumentário

( como terá reparado aquilo que considero disparates como o putin e o salazar e a iurd e etc e etc e etc não merecem mais comentários do que os que referi.
Tal como não me merece qualquer comentário essa anquilosada forma de democracia em que o método de Hondt sobe aos céus e assume um lugar de santo sabe-se lá a que propósito.
Será que será por ser preferível outros métodos mais do agrado do arco da governação?)

Mas voltemos ao que vale a pena:

"Também aqui ele (Costa) não se diferencia do que foi a atitude histórica do PS desde 1974, que à sua esquerda viu permanentemente sindicatos e partidos “antidemocráticos”, que tantas vezes garantiu estarem ao serviço de “potências estrangeiras”, com os quais era impossível (pelo menos até Sampaio-Lisboa-1989) chegar sequer a acordos pontuais. É por isso que toda esta conversa da “esquerda inútil” e que “não trabalha para a solução” – e que me desculpe o meu colega André Freire – é uma boutade dos últimos 20 anos: até então, o PS disse sempre que quase tudo à sua esquerda era gente infrequentável. Nos anos 90, com Guterres, o PS passou a agregar quase 80% dos votos da esquerda, e roçou sempre a maioria absoluta (ver tabela). À sua esquerda, reuniam-se apenas 10% dos eleitores – metade dos que houvera até 1987. Desde 2005, contudo, que entre 800 mil e um milhão de portugueses votam sempre à esquerda do PS, numa proporção de um para dois. E têm fortes motivos para o fazer. E é isso que preocupa António Costa. Ao contrário do que se pretende fazer crer, esse bloco social à esquerda tendeu a recuperar neste século um peso que já fora seu nos anos 70. Por outras palavras, nos anos de Sócrates (querem líder socialista mais incompatível com viragens à esquerda?), o PS governou à direita e desiludiu à esquerda. Já nos anos 80, o Bloco Central de Soares fizera o mesmo – e abriu caminho ao PRD e à candidatura de Zenha à Presidência, com o apoio do PCP, o que retirou ao PS a maioria dos eleitores da esquerda."
Manuel Loff

De

Anónimo disse...

( ah...chamar a factos concretos resultados eleitorais é de tal forma correcto como é incorrecta a confabulação com que o sr Silva interpreta" tais factos concretos.

A diferença é abissal como se compreende e já fora evidente naquele comentário do mesmo autor em que este repetia o limitado estribilho autárquico a que se associava a peroração sobre o euro e o putin e o zalazar

Pelo que com o devido pedido de desculpas me atrevo a repetir serenamente:
"Ele (o Sr Silva) terá com toda a certeza oportunidade de fazer inverter os votos lá na sua terra e levar consigo os demais eleitores a acertarem as botas com o seu andar. Que diacho tanta malfeitoria não deve passar impune já nas próximas eleições."

Parece que é assim que funciona por cá a democracia.Que urge aperfeiçoar e melhorar como se sabe)

De

Anónimo disse...

Por favor sr santana tenha alguma atenção ao que escreve.
Não, não me vou debruçar sobre os misteriosos e pueris " a "democracia ,lugar onde", ou o "imperialismo somos todos nós". ou que "há adversários ainda que fidagais"
Cada um deita-se na cama com quem quiser. É esse o verdadeiro lugar onde. Não é apenas uma questão ideológica. É uma questão também higiénica.

Mas o verdadeiro motivo deste meu comentário é corrigir um grande pormenor.
O tal anónimo que cita às 4 e 14 "o PS não governará à esquerda depois de 2015 ... porque nunca governou..." "...a única forma é conseguir ... que o conjunto de votos da CDU e do BE supere claramente os do PS ..." não são palavras do referido anónimo mas sim do Historiador Manuel Loff. Daí que seja aconselhável ler primeiro o que se escreve com um mínimo de atenção.

O bom senso de se pensar nos factos e tirar as devidas conclusões já é um processo que implica derrubar os "muros faustosos" de quem assim dessa forma se expressa.

De

Anónimo disse...

Pede-se ao sr Santana que tenha algum cuidado ao ler o que outros escrevem.

Não me vou debruçar sobre algumas estranhas, misteriosas e pueris afirmações do sr Santana, como por exemplo " a democracia, o lugar onde" ou " imperialismo também somos nós" ou que há adversários ainda que fidagais".
Cada um deita-se na cama com quem quiser e tal facto não é só uma postura ideológica. É-o também do ponto de vista de saúde pública.

Mas o verdadeiro motivo desta minha intervenção é corrigir o dito pelo sr Santana. As citações que faz dum tal anónimo das 4 e 14 não são do referido anónimo mas sim do Historiador Manuel Loff.
"Eu sou dos que estou convencido que o PS não governará à esquerda depois de 2015. Não porque seja Costa o candidato. Simplesmente porque nunca governou à esquerda.
A única forma de conseguir por via eleitoral um governo à esquerda passa por inverter a correlação de forças entre o PS e os partidos à sua esquerda – isto é, que o conjunto de votos da CDU e do BE supere claramente os do PS ..."

O ler com atenção é um dever antes de comentar. O pensar no que se leu e tirar as devidas ilacçoes de tal já passa talvez pelo derrube dos "muros faustosos" instalados nas mentes de quem assim se pronuncia.

De

Manuel Silva disse...

Última nota ao controleiro do PCP, ora Anónimo, ora DE:
Em Loures, o seu camarada Kim IL Bernardino Soares está a governar à esquerda através de uma aliança com o PSD, na pessoa do seu vereador Fernando Costa, velho dinossáurio autárquico impedido de se recandidatar na Caldas da Rainha.
Apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo, diz o provérbio popular.
Mudando de assunto, estes sujeitos do PCP têm uma verdadeira paranoia em darem permanentemente a ideia de que são muitos sendo poucos, pelo que se desdobram em várias personagens com pretensas personalidades diferentes.
Os comentários que este controleiro aqui pôs, dando a ideia que era várias pessoas, é a melhor prova.
Basta lê-los.
Ele pensa que quem frequenta o «Ladrões...» são pessoas básicas como ele é.
Coitado!

Anónimo disse...

O paranóico MaNel Shilva, tem alma de inquisidor e convicções obcecadas e casmurras - que nem sequer sao figuras de estilo, apenas figura de uma coisa que se não fosse educado lhe diria qual é.

Sabe pouco sobre executivos camarários, mas lá no partido onde é militonto nem todos prezam o asseio ou a honestidade, quanto mais a intelectual.

Leia a Cassete, se conseguir juntar as ideias - está em http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=4283266&opiniao=Rui%20S%E1 - e perceberá como a mentira é uma prática estalinista e oleosa de que Shilva tem mais proveito e de que faz bem mais uso que outros.

Daniel Fins Santana disse...

Srs. anónimo das 11,44 e Anónimo das 12,01, vi que a tese era do Manuel Loff, não fiz a citação e peço desculpa, limitei-me a julgar (pelos vistos erradamente) que o tal anónimo assim pensasse (dado que eu, geralmente só cito se de acordo). Mas enganava-me, tais anónimo e Anónimo apenas desejavam trazer tal análise ao nosso conhecimento. De facto foi erro grosseiro não o citar, mais não seja porque a assina. Diga-se que o facto de tal dislate (refiro-me apenas ao que foi citado, desligado do contexto) não adquire mais valor se é um historiador a afirmá-lo. As outras coisas mais que pueris são ou deveriam ser banais, isto é de já longa e digerida aquisição !!! Paciência !!!

Anónimo disse...

Sr silva:

Se quiser continuar a fazer essas figuras, faça o favor.

É suficientemente elucidativo duma forma de estar e de ser. E dum registo que de facto roça outros "predicados" que me abstenho de enunciar.

Mas tal atitude e postura, quer no registo quase que paranóico em relação aos interlocutores, quer no registo "autárquico" ( que revela problemas fundos de várias índoles), quer no processo de fuga do que se discute para introduzir os seus fantasmas, retiram-lhe qualquer credibilidade.

Especifico para não gerar maus entendidos: Retiram-lhe qualquer credibilidade...pelo menos para mim.
E provavelmente não só

Passemos a assuntos mais substantivos

De

Daniel Fins Santana disse...

Caros anónimo das 11,44 e Anónimo das 12,01, espero que tenham percebido, que não tinha citado o Manuel Loff, porque desconhecia o artigo. E teria sido pouco curial dar juízos por uma frase desligada do contexto. Fui ler o artigo, é muito pior do que se poderia imaginar, constitui um exemplo acabado do comentário de parte, auto-absolutório - nós sempre bons e disponíveis a governar bem - só que não nos deixam, querem só praticar a mesma política - não há mesmo pachorra para análises tão simplistas ... assim a esquerda não vai mesmo longe. Faz lembrar os finais dos anos oitenta, quando se afirmava a "força e coerência" da esquerda cá e lá!!! Em segundos toda esta coerência ruiu estrondosamente ... e na nossa análise "nem uma agulha buliu"!!! Que coerência inabalável!!! Pelo menos perceber, que para além de nós, algo mexe - e que os trabalhadores de hoje não são os de 1990, e ainda menos os do 25 de Abril ... para não ir mais longe ... não se trata de qualidade destes ou de direitos dos mesmos ... falamos de condições, aspirações, objectivos etc. ...958

Manuel Silva disse...

Caro Daniel Fins Santana:
E se ler o artigo que o controleiro do PCP do «Ladrões...» (que ora assina Anónimo, isto é, sob vários anónimos, ora DE, os sujeitos do PCP gostam sempre de repetir a cassete e de parecer que são muitos) nos indicou, neste link http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=4283266&opiniao=Rui%20S%E1
Irá ver o Rui Sá, que foi a muleta do Rui Rio no 1.º mandato na Câmara do Porto, dizer o mesmo: quando nós (PCP) fomos o capacho do Rui rio é que era bom, quando foi o PS foi uma desgraça. E agora na Câmara de Loures foram logo fazer um acordo com o PSD. Mas têm feito dezenas pelo país è socapa, com o PS só fizeram o de Lisboa e fugiram logo a 7 pés.
Passam a vida a falar da incoerência do PS, que não é de Esquerda, mas no único sítio onde até hoje se pode testar a sua coerência de Esquerda, as autarquias onde são poder desde o 25 de Abril, é a desgraça que se vê, ainda conseguem ser piores do que o PS, os impostos são os mais altos do país: o IMI nas câmaras do distrito de Setúbal (e em Beja, Évora, etc.), a devolução dos 5% do IRS, a Derrama de IRC.
Falam, falam….

Anónimo disse...

Vamos lá ver se nos entendemos.
O sr Santana não tinha o dever de conhecer o artigo do Manuel Loff mas devia ter lido com um mínimo de atenção o que é escrito.

Mas dando de bandeja que as distracções são inevitáveis, já não o é alguém postar barbaridades sobre a "simplicidade de análises".
Por dois motivos essenciais:
-Porque quem fala em simplicidade de análises é o mesmo que impregna os seus escritos de lugares comuns inexplicáveis do género"a democracia é o lugar onde" e que faz afirmações taxativas que deixam qualquer mortal de boca aberta como por exemplo e cito:"assim a esquerda não vai mesmo longe. Faz lembrar os finais dos anos oitenta, quando se afirmava a "força e coerência" da esquerda cá e lá!!! "ou "os trabalhadores de hoje não são os de 1990, e ainda menos os do 25 de Abril ... para não ir mais longe ... não se trata de qualidade destes ou de direitos dos mesmos "
(isto não são análises.São quase que profissões de fé a que falta a substância ou seja a prova. E como se sabe a prova do que diz Manuel Loff é, infelizmente para a democracia portuguesa, muito mais objectivável.Se não gostou do primeiro texto , o sr Santana que espere pelo segundo)
-Mas há um segundo motivo para manifestar a perplexidade por esta "simplicidade de análise do sr Santana. É que o que está em causa não é a "esquerda" ir longe ou não. O que está em causa é o que se quer para o país e para a democracia.E não são os chavões que se colam sobre os partidos políticos que permite a tradução directa duma política de esquerda ou não para o país.

E objectivamente a prática política do PS no governo tem sido de direita , em aliança prática e contínua com a direita mais "à direita" e mesmo com a direita extrema.

Os factos aí estão e são esses que devem ser discutidos e não slogans vazios sobre os anos 80 e os trabalhadores dos 90 e do" algo que mexe" and so on.

O debate ainda mal começou , para infelicidade do pretenso discurso populista de "esquerda" de Costa e dos seus amigos.

De

Anónimo disse...

Palas são palas, Manelito,

Não esperava que mudasse de fé cega no partido do 44.

Mas sempre ficam cá outros pontos de vista, para serem lidos pelos que pensam fora de monolitismos esquemáticos e estalinistas, retocando a realidade como se fora forografia, hábito de que uns têm fama, mas de que os nelitos têm completo proveito.

Manuel Silva disse...

Para o controleiro do PCP, travestido de Anónimo às 09:40 de 10/12:
As palas têm uma vantagem: ao menos deixam ver em frente e o horizonte vai-se alargando quanto mais para a frente se olha, o que permite ver todas as realidades.
Mas quando se tem uma cassete implantada no cérebro a coisa fia mais fino.
Veja-se seja o que for debita-se sempre o mesmo discurso sobre o que se vê.

Anónimo disse...

Mais uma vez se reafirma.

A persistência do sr silva ver o que quer ver contra tudo e contra todos, o insistir nas suas disparatadas teses de "controleiros", o confundir pessoas e o juntar tudo num molhe com a fé no seu deus é por demais reveladora.

Da sua personalidade que contamina inevitavelmente as suas posições ideológicas.

Infelizmente para o sr silva todos os "donos " deste blog sabem que os que o sr silva teima em considerar como o mesmo, correspondem de facto a pessoas diferentes. Basta atentar nos IP.

Mas se a ignorância nas novas tecnologias pode ser desculpada, já não é este modo de agir e de se repetir.

A própria fuga para as autarquias no geral e para a sua terra em particular, mais os derivativos que usa em torno do tema, são indiciadores dum processo de discutir e de debater que é doloroso do ponto de vista ético.

O PS parece ter "colaboradores " à sua altura.

Infelizmente para o sr silva o debate continua.

De

Daniel Fins Santana disse...

Caro Anónimo de 09/12/2014 das 17,56:
posso não perceber (cada um produz os esforços que consegue) mas leio - parece que é este caro Anónimo, que embora percebendo não lê! Pois neste comentário só se refere ao meu de 09/12 das 13,46 e não ao de 08/12 das 19,25 - onde eu lhe comunicava a ele e ao outro Caro anónimo que tinha visto que era do Manuel Loff (deve ter capacidades xamânicas, pois é já a segunda vez que sabe o leio ou não). Não me debruço sobre simplismo do artigo do Manuel Loff por que extravasa este post - mas como está na net google Manuel Loff, quem o desejar pode ajuizar sem as minhas distorções.