segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O problema é europeu

Fonte: Eurostat (taxa de câmbio de 1995; PIB em volume)
Por que nos custa sempre olhar para o passado e sentir a desilusão, a mentira, os cantos de sereia e as projecções optimistas, a infalibilidade de uma teoria que parecia tão elegante e razoável?

Quem não se recorda da ideia de que a globalização geraria mais riqueza porque nos abriria novos mercados, que era uma nova oportunidade e que, dessa repartição de rendimento acrescido, todos tirariam proveito?

Estou a ver António Borges nos anos 90, ainda vice-governador do Banco de Portugal, no seu gabinete na Rua do Comércio, muito activo e com aquela confiança dele, a defender esta dama. Quem não se recorda da promessa - quase provocação à esquerda (ainda Borges) - de que o melhor internacionalismo seria abrir os mercados porque era a única forma de distribuir o rendimento entre as diferentes zonas do globo e que os mais pobres entre os mais pobres tirariam proveito disso igualmente? E, claro está, com a comunicação social a macaquear todo esse discurso dominante, simplista e cheio de facilidades.

E os economistas de esquerda mal conseguiram inverter essa dinâmica porque, em parte, sabiam que esse seria, de facto, um dos efeitos, Aliás, essa abertura dos países mais desenvolvidos era mesmo uma das queixas dos países não desenvolvidos, se bem que nada garantisse à partida uma melhor distribuição do rendimento a nível planetário. Do ponto de vista da comunicação, o lado positivo e optimista estava, precisamente, na "abertura" e dos "fim das fortalezas" e dos "muros". A esquerda ficava com as "águas paradas" do imobilismo.

Mas estava na cara de que a abertura dos mercados, o desmantelamento das barreiras alfandegárias - primeiro, ao nível europeu, depois ao leste europeu, aos países terceiros como Índia, Paquistão, acabando com a integração da China no Organização Mundial do Comércio - teriam efeitos gravosos na estrutura do emprego europeu.

E ainda mais perverso: o desmantelamento dessas barreiras ia ser feito em proveito de grandes conglomerados transnacionais que, assim, deslocalizavam os seus custos "elevados" europeus para zonas de baixos custos, podendo - graças aos desmantelamento alfandegário - vender livremente essas novas mercadorias nos mercados "ricos" europeus, beneficiando de elevadas taxas de lucro, não muito tributadas pelos Estados europeus, graças aos martelados preços de transferência intra-conglomerados difíceis de detectar, à manutenção de paraísos fiscais, de acordos secretos e de políticas fiscais favoráveis, precisamente em nome do emprego europeu.

Nesse contexto, em nada ajudou a criação de uma moeda única coxa, mal desenhada e inconsequente, sujeita às tergiversações dos estados mais poderosos.

O rendimento cresceu pouco e o desemprego cresceu muito. No grafico1, é possível ver, para cada ano, a percentagem de variação face ao ano base 2000.

De 2000 a 2013, o PIB em volume (à taxa de câmbio de 1995) subiu 14,2% na UE a 15 (mais 1356 mil milhões de euros), enquanto o desemprego subiu 56,3% (mais 7,7 milhões de pessoas). Na zona euro original a 12, o PIB subiu apenas 12,2% (mais 913,5 mil milhões de euros), embora o desemprego tivesse subido igualmente 56% (mais 6,6 milhões de pessoas). Os países fora da zona euro original viram subir o seu PIB ganhar peso na UE a 15 (20 para 23% do total), mas a proporção de desempregados na UE manteve-se.

Ou seja, algo de mais poderoso está a influenciar a evolução do desemprego e tem a ver com a inserção da UE no mundo.

E o que mais irrita ainda é que todo a terapia austericida em Portugal - vendida por uma Comissão Europeia fechada sobre si mesmo e sorridentemente submissa - se fez sobre a ideia de que o desemprego em Portugal estava a subir devido a problemas de oferta nacional, a problema de falta de competitividade nacional que requeriam reformas estruturais e, claro está, tudo porque os trabalhadores ganhavam demais. Tão simples. Tão simplório.

O problema não é nacional.  E está à vista onde nos levaram. A economia estagnou, o emprego reduziu-se e o desemprego explodiu.

22 comentários:

Corvo Negro disse...

Excelente demonstração para os imbecis que promoveram a falácia. Parabéns. Só não entendo o que anda a oposição, toda e sem excepções, a fazer para não revelar estas evidências. Não é preciso muito paleio, os dois gráficos bastam.

Anónimo disse...

Estou de acordo com JRA, mas em nada demonstrou que Borges estava errado.

"Mas estava na cara de que a abertura dos mercados, o desmantelamento das barreiras alfandegárias teriam efeitos gravosos na estrutura do emprego europeu."

Mas e então a nível mundial, que aconteceu com esses novos empregados subdesenvolvidos dos superpredadores?

Bilioso Incondescendente disse...

Não pretendendo rebater, mas apenas elucidar alguns aspectos a propósito do artigo:
Os dados fornecidos são bastante confusos e não ajudam a criar pensamento próprio. Tanto quanto posso entender, por serem «em volume» não exprimem percentagens do PIB ou do emprego/desemprego, mas sim pontos percentuais; ou seja, mostram a razão entre os valores de um ano e os valores do ano anterior (conceito muito difícil de absorver pelo leitor mediano).
No meio disto tudo, a pergunta feita por Anónimo («que aconteceu aos novos empregados subdesenvolvidos?»), não pode ser respondida nos termos propostos pelo artigo. A resposta teria de assentar noutra perspectiva: a distribuição dos rendimentos. E aí o panorama dos últimos 30 anos (o período neoliberal) é arrasador: uma concentração cada vez maior dos rendimentos e do património no 1% mais rico da população; uma fatia de rendimentos e recursos cada vez menor para os 60% mais desfavorecidos (estejam eles empregados ou desempregados); enfim, um regresso à situação pré-1930.
Não basta falar de desemprego e salário directo: o serviço de saúde público, por exemplo, é salário indirecto, e portanto acessível também aos desempregados - mas cada vez mais minguante em toda a Europa, como sabemos. (Ver: Thomas Piketty, «Capital in the Twenty-First Century», 2014)

Ricardo Noronha disse...

Se o problema é Europeu pressupõe-se que a solução também o seja, certo?

Miguel Serras Pereira disse...

Tudo bem, mas gostaria que fosse mais explícita a conclusão aparentemente inevitável do diagnóstico que define o problema como europeu: ou seja, que as soluções e as vias alternativas terão de ser também europeias. Coisa que, ao contrário da dita "esquerda da esquerda" da região lusa, o Syeiza parece ter compreendido, para grande alarme de alguns dos postadores deste blogue (João Rodrigues, Jorge Bateira — por exemplo). Apesar dos reparos importantes que pode merecer, vale a pena comparar o "europeísmo democrático" de Tsipras (http://syriza-fr.org/2014/12/29/alexis-tsipras-une-large-alliance-electorale-pour-une-nouvelle-coalition-de-pouvoir/) com as alternativas anti-europeístas e nacionalistas dos porta-vozes da "esquerda da esquerda" local.

msp

Anónimo disse...

Bilis por bilis, O Pickety já está disponível em português com o título O Capital no século XXI.

Se era para citar o título em estrangeiro, faça-se ao menos no original francês, Le capital au xxie siècle, que ninguém aqui alinha com a hegemonia anglo-saxónica.

António Geraldo Dias disse...

O austeritarismo está a destruir a europa,um exército de desempregados de sessenta por cento da população jovem na Grécia é uma oportunidade para a extrema direita,o racismo e a xenofobia-ainda assim para os mercados e os instintos animais é tudo "business as usual"os dirigentes europeus tornaram-se os cães de fila do imperialismo do capital monopolista e financeiro no topo enquanto em baixo milhóes de desempregados,precários,emigrantes,
ilustram o admirável mundo novo do "offshoring" industrial e financeiro.
É caso para dizer:acorda Europa antes que seja tarde!

Daniel Carrapa disse...

O discurso político em torno da globalização e das virtudes do mercado livre conquistou espaço da direita à esquerda e tem como corolário a participação activa e muito infeliz do PS, pelas mãos de Vital Moreira, no acordo TTIP promovido diligentemente pela União Europeia.

No entanto revela-se agora a extensão da globalização como elemento instrumental de uma profunda alteração do equilíbrio laboral na Europa e no mundo ocidental.

O processo da globalização tem de ser entendido num contexto monetário em que dinheiro, crédito e endividamento andam a par. Introduzido, pelo sistema monetário, um "bias" em favor da redução de rendimento (por força de um crescente e exponencial endividamento da sociedade), introduzimos um factor de benefício do baixo custo de produção, logo da produção em massa, por grupos económicos de crescente dimensão, em prejuízo da pequena produção nacional e local.

A introdução da globalização acompanha uma fractura histórica na relação entre crescendo da produtividade e rendimento do trabalho, observável a partir da década de setenta do século passado.

Tem relação directa com o fenómeno de endividamento dos países do terceiro mundo. Países vulneráveis à implementação de grandes grupos económicos, em condições de evidente vantagem competitiva, onde a ausência de uma estrutura democrática implica uma ineficaz (e indesejada) distribuição de rendimentos e ascensão social, em benefício de regimes não democráticos e pequenas cúpulas plutocratas.

Na Europa e nos Estados Unidos observamos a outra face da moeda. Redução tendencial do rendimento disponível, endividamento, dependência, fragilidade laboral, desregulamentação, e por fim, uma geral ausência de reais condições de competitividade e igualdade de oportunidades.

A par disto, uma correspondente descapitalização dos Estados Sociais, com as empresas a moverem-se num "mercado livre" onde imperam benefícios e condições vantajosas no plano fiscal, com as nações concorrendo entre si e contra si mesmas. O caso dos benefícios fiscais do Luxemburgo a grandes empresas, sob o beneplácito de Jean-Claude Juncker, é um perfeito exemplo.

Afinal, uma distorção perigosa das regras do próprio capitalismo que nos ameaça a todos.

Se os liberais se ausentam habilidosamente desta discussão e a direita é instrumento diligente neste processo, resta à esquerda combatê-lo. Seja como for, ou pela via de um conflito democrático, ou pelo colapso - lento e agonizante ou rápido e tumultuoso - a mudança de paradigma tornar-se-há uma inevitabilidade.

Anónimo disse...

Fia-te no milagre da convergência europeia e não corras serras pereira, não corras não.

Miguel Serras Pereira disse...

Anónimo das 00.28,

tudo aquilo por que vale a pena lutar em Portugal — da democratização das relações de poder, à defesa e extensão dos direitos e responsabilidades dos cidadãos comuns, à salvaguarda do património do que foi a cultura portuguesa e à afirmação da lóngua, etc., etc., sem esquecer o combate imediato contra a austeridade e o autoritarismo — passa pela acção e pela luta na arena europeia (não exclusiva, mas prioritariamente). Quem se fiar nos "filhos da pátria" nostálgicos do Estado-nação e do soberanismo corre para uma "salvação de Portugal" que só à custa da grande maioria dos portugueses, da sua miséria, da sua humilhação, do seu arrebanhamento hierárquico, poderá abrir caminho. É certo que como programa de corrida para o abismo do "quanto pior, melhor", se trata de uma alternativa não despicienda. A dominação de classe é cada vez mais transnacional, a luta contra ele, igualmente.

msp

Anónimo disse...

É exactamente por a dominação de classe ser cada vez mais transnacional que adquirem maior relevância as trincheiras nacionais de resistência a essa dominação.

Tomara o capital transnacional - que para isso não dispensa a força económica, militar, política, diplomática e cultural do poderoso e nada dissolvido poder estatal dos EUA - anular essas lutas e essas trincheiras.

O que vale é que, mesmo culturalmente, o instinto dos povos não se deixa enganar pelas teorizações dos idiotas úteis da globalização imperialista.

Miguel Serras Pereira disse...

Anónimo das 9 e 39

Cuidado com "o instinto dos povos" — é uma mistificação mortífera entre as que o são.
Bem como a ideia de à "globalização do capital" opor o "capitalismo nacional" em vez da mundialização da democracia (como governo anticlassista da cidadania governante).

msp

João Ramos de Almeida disse...

Caro bilioso,
1) Dados: Os números talvez devessem ser explicados mais em pormenor. O que quis mostrar com eles foi apenas a comparação face ao ponto de partida. O meu desejo era comparar com dados mais recuados, da década de 90, quando o conceito da globalização começou a encharcar o discurso político. Mas os dados do Eurostat não vão tão longe. Optei por 2000, por causa da moeda única.
2) Sul/Norte: é um tema muito interessante, mas difícil de ser peqado num curto espaço de tempo. Voltar-se-á a ele. Mas, mesmo que tenha ficado rendimento nesses países do "Sul", nunca se poderá contornar a questão da repartição de rendimento a nível planetário. Isto é, há uns que crescem, mas há outros que crescem mais.

Anónimo disse...

MSP, Tu és lírico, sonhas com eurpopas que cantam e pelas europas fora só nos elegem a extrema direita, da Alemanha à frança passando pela outrora risonha social-democracia escandinava. Mesmo quando a esquerda ganhou nuns lados esteva equilibrada com a direita noutros.

Não arranjas uma única vez que tenha sido diferente e que tenha havido convergência dos eleitores. Não converges nem na tua rua, nem nos dez milhões cá dentro e propões-te salvar a coisa desde o Atlântico até quase aos confins moscovitas.

não segures tu as tuas calças a ver se não vêm os eleitores alemães e os suecos ajudar-te com um cinto cada vez mai apertado

Miguel Serras Pereira disse...

Anónimo das 16 e 24:
Não me parece que em termos eleitorais o caso português contraste por aí além, elegendo os governos que tem elegido, com o espanhol, o francês, o alemão, etc., etc. Quanto ao que se passa na rua e nos locais de trabalho e habitação, a energia pátria também me parece deixar a desejar — e, por exemplo, a comparação com o que passa na Grécia é quase humilhante. Mas é verdade que, por lá, a "esquerda da esquerda" é menos isolacionista e sabe, pelo menos, pôr as questões num plano mais verosímil e mais amplo.

msp

Anónimo disse...

Serras pereira mantém a tónica num (pseudo)europeísmo social ,alheio completamente à realidade com que nos deparamos.

Faz lembrar os apelos democráticos de alguns ( acho que serras pereira foi um deles) à eleição democrática e directa ,género sufrágio universal, para o cargo de presidente da Comissão europeia. Como exemplo de exemplo a seguir para a democratização das "instituições"
De facto é com estas pantominices pseudo-democráticas que se manipula a opinião publica.

Parece de facto ridículo que alguém com as pretensões de Serras pereira venha dizer em defesa dos apelos generalistas à "luta prioritária europeia etc e tal" , que os resultados nacionais são tão infrutíferos como os da luta pela "democracia globalizadora"

A tal luta comum europeia prioritária tem tido resultados nulos.Por mais que custe às elucubrações teóricas de Serras pereira, os "sobressaltos" para as ditas instituições europeias têm resultado precisamente das questões internas dos povos..E o rastilho para outras lutas pode precisamente resultar do quebrar do elo mais fraco nalgum dos estados assim tão nescia,pueril e sobranceiramente tratados por serras pereira.
É ver o exemplo concreto e objectivo da Grécia.

E não,não há qualquer energia pátria oculta mas outra coisa bem diferente, que também é instrumental.
Embora se perceba que Serras pereira esteja mais interessado noutras questões que não conduzam objectivamente a nada,, perdão a quase nada, porque sobra o sufrágio directo e universal, género eleição para a casa branca

Faz lembrar quem andou a pregar pela "democracia na Líbia" e a apelar à intervenção humanitária da "europa" no conflito que opôs a Nato e os EUA ao governo Líbio, em nome dum patriotismo europeu néscio ou duma mundialização da democracia.
Com os instrumentos "amigos" das bombas da Nato,a que se seguiram os negócios globalizadores do fascismo islâmico

De

Anónimo disse...

Pois não contrasta, Serras Pereira, e se não se consegue convencer o eleitorado de um só país, V. ainda mais lírico, sonha convencê-los a todos.

Miguel Serras Pereira disse...

De,

estava habituado a vê-lo mais perspicaz nos seus comentários. Assim, não dá. Mas terei muito gosto em discutir consigo, caso V. se resolva fazê-lo mais razoavelmente.

msp

Miguel Serras Pereira disse...

De e Anónimo das 18 e 16,

apesar de tudo, creio que vos não faria mal ponderarem se não será um "voto útil" o voto no Syriza — apesar da insuficiência do voto que elege representantes e se substitui ao governo do povo pelo povo e para o povo, e de outras reservas que, lá por serem de princípio, não devem ser esquecidas — para quem, não negando que quer o mais quer o menos, reflicta sobre estas declarações de Tsipras:

'La suya sería la primera victoria de la izquierda en Grecia —el socialista Pasok no cuenta: lleva años instalado en el centroizquierda—, y la primera de un partido antirrescate en la UE, que contempla con inquietud el hipotético Gobierno de una formación radicalmente opuesta a las draconianas condiciones de la troika y partidaria de reestructurar parte de la deuda, e incluso de una gran conferencia europea similar a la de Londres de 1953, que alivió parte de los pagos impuestos a Alemania tras la guerra. Syriza recurre a menudo al símil de Grecia como un paisaje de posguerra —devastado por seis años de recesión, un país donde los ciudadanos son un 40% más pobres que en 2008—, y en esa línea de antiausteridad fueron las primeras declaraciones a la salida de la Cámara, de Alexis Tsipras, su líder: “Con la voluntad de nuestra gente, la política de austeridad será en breve cosa del pasado” en Grecia. “Ya ha empezado el futuro”, añadió.' (cf. http://internacional.elpais.com/internacional/2014/12/29/actualidad/1419849012_021116.html ).
Por outras palavras: será preferível a desagregação da UE em Estados-nação revigorados e desiguais à sua democratização efectiva, ou, para já, à derrota do austeritarismo à sua escala, e à abertura da possibilidade de um desempenho europeu que contrabalance, na cena mundial, o austeritarismo e o autoritarismo inerentes à globalização em curso?

Acrescento outra pergunta, sobretudo para o Anónimo: os portugueses serão tão mais inteligentes do que os outros cidadãos da UE que se justifique a ideia de que é mais fácil "convencê-los" do que aos de Espanha, França, Itália, Alemanha ou Reino Unido, etc.? Ou serão os gregos tão estúpidos que não percebvam a estupidez da maioria dos europeus, advogando por isso uma solução europeia para um "problema europeu"?

msp

msp

Anónimo disse...

Como facilmente percebe Serras pereira há limites para tudo.
E alguns dos seus comentários são particularmente infelizes,pelo modo como o diz e pelo forma como o faz.
Dos actuais,como facilmente se comprova.

Sem de facto nos atermos ao seu trilho em prol da "globalização" democrática que tão "belo" resultados deu e continua a dar

De

Anónimo disse...

Suspiro

A questão ,falsa questão , levantada por Serras pereira, já foi aqui debatida centenas de vezes.
Daí que seja crismada de falsa.
É só ler que se escreveu também aqui no Ladrões

Os sonhos dos "desempenhos europeus" agora aparecem escondidos atrás dos infelizmente cada vez mais recuados discursos do Syriza e duma putativa vitória eleitoral deste partido

A irrealidade das coisas e das loisas traduzida nesta espantosa profecia que a vitória do syriza por si só "permitiria contrabalançar, na cena mundial, o austeritarismo e o autoritarismo inerentes à globalização em curso"?

Como se as coisas parassem no tempo e no espaço, não atendendo às profundas contradições e antagonismos dos actores em jogo.E como se quem detém o poder alguma vez o tenha entregue, esse mesmo poder, de mão beijada e de forma caritativa.

Acho que nas vésperas da segunda grande guerra havia quem desenhasse cenários deste tipo...abstenho-me de ir mais longe no meu pensamento

De

Anónimo disse...

Serras Pereira,

Mas alguém está a desponderar as virtudes de uma eventual vitória do Syriza? Não se entra é em lirismos.