sábado, 20 de dezembro de 2014

Manifesto contra a privatização da TAP


«Somos um país com responsabilidades para com a imensa diáspora de cinco milhões de portugueses, dispersos pelos cinco continentes, e para com os que vivem nos Açores e na Madeira, mas também para com os cidadãos das antigas colónias, na América Latina, em África e no Oriente, um espaço de 250 milhões de falantes da mesma língua: o português.
(...) Se a decisão de privatizar tudo e a todo o custo não obedecesse a um plano para afastar o Estado da economia (e, na floresta dos interesses, sem o Estado, o mercado transforma-se numa selva), o Governo devia ter aprendido com as recentes, graves e desastrosas privatizações de sectores estratégicos da nossa economia - que representaram, também, uma alienação da nossa soberania. Os que alimentam o mito conveniente de que os privados nos libertam dos riscos da má gestão pública deviam, no mínimo, sentir-se abalados pelos casos do BPN (os gastos com a intervenção no BPN cobririam mais de 40 vezes a dívida da TAP), do BES ou da PT.
(...) A TAP é património nacional. E o Governo, qualquer Governo, não pode dispor do património do país como se fosse dele. O Presidente da República tem, por isso, nas mãos, e os portugueses, enquanto cidadãos, têm na voz com que podem exprimir o seu protesto, os instrumentos para travar esta decisão danosa para o interesse nacional. (...) Um país que entrega tudo à iniciativa privada, fica privado de iniciativa.»

Do Manifesto contra a venda da companhia aérea portuguesa, «Não TAP os olhos», já subscrito por cerca de 100 personalidades e que pode ser lido na íntegra aqui.

29 comentários:

Jose disse...

Enquanto não forem privatizados TODOS os transportes, o Estado vai estar refém de comunada arcaica e sem o menor sentido de Estado.
As greves dos transportes são prova de vida de uma cultura de protesto e desperdício.

Anónimo disse...

"Comunada arcaica"?

Que linguagem primária, arcaica no conteúdo e na forma....

A fúria privatizadora revelada em duas breves linhas, mai-lo o ódio a quem não segue os caminhos de obediência aos filipes, aos miguelistas e aos troikistas.

A "cultura de protesto e desperdício" era uma frase abundantemente citada nas auditorias manhosas de contratados a peso de ouro por parte do regime

E veja-se bem. Não era este mesmo sr jose que dizia que o Estado era a fonte de todo o poder, já que detinha o poder das polícias e dos exércitos e da lei?
Agora transformado em "refém" na ausência de mais palavras para contornar a fúria de quem vê as privatizações serem contestadas desta forma directa e sem rebuço.

Tão (sinistramente ) revelador

De

Manuel Silva disse...

Eis o José(zito) na sua melhor forma.
Quanto ao Estado estar refém da máfia dos seus amigos do BPN, BPP, BES, Submarinos, Herdade da Vargem Fresca, Rendas excessivas das PPP e da Energia, etc., etc., isso não merece nem uma curta palavrinha de reprovação do Zézito.
Coitadito, é cego do olho direito, o Zézito.

Anónimo disse...

Caro Manuel Silva,

Esses casos que fala são crimes e devemos exigir a ação forte da justiça. São casos perpetuados no silencio dos escritórios e fora das vistas públicas. O cidadão nada pode fazer durante a sua génese.
Não é como este caso que embora não se tratando de crime, é um sorvedouro dos recursos públicos, que deve também ser evitado a bem dos nossos bolsos e qualidade de serviço pretendido.

cumps

Rui Silva

Anónimo disse...

O cidadão pode e deve.E punir exemplarmente tais criminosos do arco da governação neoliberal.

A privatização entre outras dos CTT foi um crime
A privatização da TAP é um crime.

Curiosamente os tais criminosos que agiram no silêncio dos gabinetes ( acrescente-se em abono da verdade dos gabinetes ministeriais , dos de consultores do governo e da direita caceteiro/neoliberal)são precisamente os mesmos que lucraram e lucram com a venda ao desbarato do que pertence ao país.

Os "nossos bolsos" não são nossos. São da máfia que nos governa e se governa

De

Anónimo disse...

Se "isto" avançar, interessa-me saber quem (ou que escritório de advogados) vai elaborar o caderno de encargos e a que preço, quais as restantes "despesas" que o processo de privatização vai "acarretar" e quem as vai receber e os montantes envolvidos. O governo devia criar uma página em nome da transparência TOTAL do processo para não se perder nem um €! (para alguma malta que quer ficar "confortável" até à 3.ª geração.) Eu tb tenho filhos para criar e não ando a aproveitar-me do dinheiro alheio...neste caso...do dinheiro de todos nós, para meu conforto.

Manuel Silva disse...

Rui Silva:
«Esses casos que fala são crimes e devemos exigir a ação forte da justiça».
FALSO!
Estes casos só seriam crime se tivéssemos Justiça.
Como o que temos é um conjunto de avençados a fazerem fretes aos diversos interesses, veja-se quem é julgado, quantos são condenados e a forma «brilhante» e «isenta» como decorrem as diligências de investigação, logo se percebe que não temos Justiça.
E veja-se a facilidade e desfaçatez como se transita da Justiça para o poder político, governo, parlamento e alta administração pública, para se ver que não há poder judicial independente.
O que eu acho que há é muitas saudades disto:
http://bloncourtblog.net/2014/07/l-immigration-portugaise..html

Jose disse...

Os BPN & Cª são o alimento ideológico do Manelzinho & Cª.
Sem essas bandeiras teriam de explicar ao que vêm, de explicar a viabilidade desse 'tudo a todos', do significado das 'amplas liberdades', da elevação da 'ditadura de classe' e outros chavões que visam elevar Manelzinhos da sua mediocridade ao autoritarismo de falsas utopias.

Manuel Silva disse...

O Miguel Cunha é que tem razão no seu comentário ao «post» «Se te mexes morres».
Por mim não voltrei a responder a este salazarento José.
Mas deixo-lhe recordações dos tempos de que tem saudades, em que não se dava «tudo a todos», dava-se «quase nada a quase todos» para se dar «quase tudo a quase nenhuns».
http://bloncourtblog.net/2014/07/l-immigration-portugaise.html

Argala disse...


Deixem lá o José em paz.. o inimigo de classe faz o seu papel, nós temos que fazer o nosso.

Aos reformistas,

O governo acaba de proibir o exercício de um direito constitucional. Já há pouco tempo tinham proibido uma manifestação num local onde se fazem maratonas, agora proíbem a greve aos trabalhadores de uma operadora.

E agora? Que fazer?

Vamos todos continuar a assobiar para o lado e a fingir que vivemos num "estado de direito" e numa "democracia" - sem antes perguntar "estado de quem?" "democracia para quem?" Cada vez que oiço os reformistas falar da "democracia" e "estado de direito" em abstracto, fico com pele de galinha. Querem amalgamar todas as pessoas debaixo desse chapéu-de-chuva, escondendo a natureza de classe do estado.

E agora?! Vamos fazer o quê?! Uma providência cautelar ?!? Começar a enésima batalha jurídica para que os juízes torçam e retorçam a lei a seu bel-prazer?! E afundar as classes trabalhadoras num mar de ilusões..

Já estão aí a ser discutidas as propostas capitulacionistas e traidoras de reagendamento da greve, que mais não servem senão para caucionar o poder das classes dominantes! "não dá pra fazer greve na terça? Ok chefe, fazemos quarta". "Não podemos exercer o nosso direito constitucional na ponte? Ok chefe, fazemos ali em Alcântara". Começam os pilotos a agendar greves para a época baixa e um dia acabamos a ver nadadores salvadores a agendar greves para dezembro

A constituição (com letra minúscula!) é só uma merda num papel.. que nós devemos respeitar na mesma proporção que a burguesia o respeite. A constituição é um pacto de não agressão entre as classes. Se uma das partes não cumpre, está sujeita aos ventos e marés..

Cumprimentos

Anónimo disse...

A venda da TAP,que tudo indica vai ser vendida ao desbarato , é um crime não só contra a economia Nacional como também contra a própria segurança Nacional.Não nos podemo esquecer que existem centenas de milhares de portugueses espalha<dos pelo Mundo e a TAP em caso de grave crise ou de cnflito armado , pode vir a ser utilizada no transporte aéreo de emergência.
Se for vendida a um aventureiro da América latina, como esteve quase a acontecer , existem fortes possibilidades da empresa pura e simplesmenrte desaparecer.
Só uma estrutura mental fundamentalista e irresponsável terá por objectivo a venda da empresa.

Emigrante reformado disse...

A TAP não interessa nem serve quando está programada para fazer greves obrigatórias pela Páscoa, Natal e Agosto.

Mais as greves de solidariedade mais ameaços.

E com umas administrações com a cultura abrilista do quanto pior melhor.

Aquilo que era bom no tempo da outra senhora passou a ser destrutiva neste regime.

Venda-se abandone-se substitua-se por low cost.

Anónimo disse...

Percebe-se que jose fique perturbdo com o BPN e quejandos.Ele se pudesse proibia tal palavra do léxico blogueiro ou nao fosse ele um adepto da aprendizagem pela força bruta mais abjecta.
(Basta ver o post de José Castro Caldas "Se te mexes morres")

Mas deixemos este sujeito e anotemos um novo contributo para o debate:

"A TAP, enquanto empresa pública, não se destina a «dar lucro», objectivo das empresas privadas para poderem distribuir dividendos aos seus accionistas remunerando o capital aí investido. A TAP destina-se a criar riqueza para o País. E cria: mais de 12 mil postos de trabalho directos no Grupo; perto de 20 mil indirectos; mais de 100 milhões de contribuições anuais para a Segurança Social e outro tanto para o IRS; mais de dois mil milhões de euros de vendas ao estrangeiro sendo o maior exportador nacional; responsável directa por entre três e cinco por cento do PIB. Cria riqueza ainda no sentido de se afirmar como instrumento de soberania, por mal potenciada que esteja a ser e está. E faz tudo isto sem receber qualquer apoio público desde 1997, e com uma dívida que no essencial é relativa aos seus activos (o leasing dos aviões) e a uma negociata nunca devidamente explicada (a da compra da deficitária ex-Vem do Brasil, actual Manutenção Brasil)"

Manuel Gouveia

De

Anónimo disse...

Sobre os ressabiados de Abril e sobre as administrações da TAP,nomeadas pelo poder que nos desgoverna muito haveria a dizer. A cultura "do quanto pior melhor" é a cultura dos emissários políticos do arco da governação em funções de gestão nas empresas a privatizar, para torpedear por dentro tais empresas e para permitir muito bons negócios para os privados

De alguém insuspeito (Hugo Zsolt de Sousa) de radicalismo (seja lá o que isso for) e sobre a "gestão" (danosa?) da TAP:

"Diz Fernando Pinto que cada dia de greve dos trabalhadores custa 5 milhões de euros à TAP. Seria útil saber quanto custam estes erros da administração da TAP à empresa. Acho que terão custado mais, muito mais. Porque é que ninguém assume responsabilidade?

Em França, com o que a actual administração da TAP está a fazer e com um processo destes de privatização, a Air France estaria paralisada há muito tempo. Sorte tem Fernando Pinto e este Ministro da Economia de em Portugal os sindicatos serem hoje mais fracos e de o país estar focado noutras coisas. É pena que assim seja. O que se está a fazer com a TAP neste momento é de tal maneira grave que apenas se pode esperar que seja levado às últimas consequências. Li hoje que os funcionários da TAP ponderam uma greve de 4 dias devido à privatização. Só me surpreende é que sejam 4.

Daqui:
http://assuntoseuropeus.blogspot.pt/2014/12/ainda-tap-e-sua-privatizacao-gestao.html

É útil ler todo o artigo para se perceber até onde vai a desfaçatez governamento-propagandística

De

Manuel Silva disse...

A TAP tem dado lucros operacionais em muitos anos, especialmente com esta administração, apesar de também ter feito algumas asneirolas, como a da compra da empresa de manutenção no Brasil.
O seu problema tem sido o facto de ter servido de ancoradouro de administrações de nomeação política ao longo de décadas, muitas delas incompetentes e que fizeram demasiadas asneiras.
O que gerou um passivo astronómico de mais de 1000 milhões.
E a treta de que as Low Coast ou as outras empresas privadas não Low Coast é que são boas, que com essas o contribuinte não paga nada, vão ver os números dos apoios que recebem a vários títulos dos governos.
E também temos a prova noutros sectores de que as empresas privadas nada nos custam: p. ex., a EDP, num período em que baixam fortemente os preços das matérias-primas, sobiu o custo da electricidade em 15%.
E o BPN, BPP, BANIF, BES, qualquer dia o Montepio, também nada nos têm custado, como se sabe.
Mas se os direitolas gostam de acreditar em histórias infantis, que acreditem, mas não nos atirem areia para os olhos.


Emigrante reformado disse...

As greves da TAP contra a privatização, de Natal de 2014, são as mesmas que estes 40 anos se repetiram tri ou quadri-anualmente, religiosamente pelo Natal, Páscoa e Agosto?

Fora os ameaços de greve que são incontáveis?

E as administrações não estão de braço dado com sindicalistas?

A TAP à-la-salazar não serve neste regime.

Temos que aguentar com os sindicalistas e administrações gulosas na REFER/CP, METRO porque não há alternativa.

O que sobrou da ditadura não se coaduna com esta governação.


Anónimo disse...

Não sabia que os "jose" estavam reformados e eram "emigrantes"

Mas por mais que custe a este "emigrante reformado" com tiques de salazarenta personagem as administrações são da exclusiva competência dos governos.Desses governos de direita que governam na sequência e do jeito dos donos do Portugal fascista.

Como muito bem sabe o "emigrante reformado"

Como é curioso ver a direita extrema ulular pela venda a retalho do que é do país, ela que se benzia e papava missas em nome da Pátria enquanto comia a carne o o tutano às colónias africanas.

De

Anónimo disse...

Quanto a encontrar desculpas no nosso ordenamento jurídico para a defesa da venda do país aos que mais dão e que apostam na sua destruição, depois de embolsarem o dinheiro da ordem convenhamos que, para além duma matriz ideológica típica do género, é duma pobreza confrangedora.

Encontrar como "desculpa " as greves e veja-se bem até os seus "ameaços"para a privatização é de alguém que não só peca por falta de frontalidade (...) e de argumentação como também não respeita os mais elementares direitos, como o da greve.

A "raiva" será tão grande que estes "pequenos " empecilhos legais são para desprezar?

Ah que saudades dos tempos em que tal não era permitido e em que as administrações amigas tinham o poder de decisão para funcionarem com "as bestas" (palavreado do jose).

Assim os administradores são só da confiança política da nossa governação neoliberal /pesporrenta, a raiar a direita extrema.
Mas sem ainda o poder para fazer funcionar as coisas de acordo com os desejos de.

Ainda!

(e quanto ao exposto sobre a TAP, a sua riqueza, o seu património, a sua gestão danosa...nada
O que é hábito ).

De

Jose disse...

Bem me parecia que me tinha excedido...!
Colocar os treteiros perante a sua dependência da lenga-lenga que exalta os males do 'inimigo' por saberem nada ter a exaltar no racional e na praxis das suas efabulações doutrinárias, é de facto excessivo.
Prometo não voltar ao assunto ...até que passe o Natal.

Emigrante reformado disse...

Como emigrante, não vejo diferença entre as administrações e os sindicatos, são tudo farinha do mesmo saco desta cultura abrilista irresponsável a que assistimos há 40 anos.

Somos simplesmente uns irresponsáveis senão vejamos o caso dos bancos, a Merkel a mandar-nos bocas e nós ainda andamos para aqui a julgar que os banqueiros e os bancários são diferentes.

Tão ladrões (irresponsáveis) somos os que roubamos como os que ficamos à porta.

Pode-se dizer que isto são ideias salazarentas, paciência.

Qual a explicação para estarmos neste estado? incapazes de mantermos empresas a não ser nas mãos de estrangeiros?

Auto Europa, alemanha, Somague, Espanha, Cimentos, Brasil, Totta, espanha, EDP, china, Soares da Costa, vários, drogaria da minha porta, china...peixe do super, espanha!

Só falo do que vejo...há 40 anos!

Anónimo disse...

Com o devido respeito a quem lê este blog, o "jose" sabe as águas em que navega.

Alguém que diz isto fazendo a apologia do fanatismo extremista e abjecto
"Às bestas serve-se a força bruta se forem insensíveis a outros meios."

Passa a si próprio um certificado de coisa demasiado reles para poder conferir qualquer dignidade de resposta.

De facto não sei se estas palavras passam neste blog.Mas é desta massa revelada aqui pelo tal jose" que era feita a massa dos inquisidores por aqui em Portugal
Ou nos que diligentemente serviam o poder na alemanha no final da década de 30 do século passado.

De

Anónimo disse...

Quanto ao sr "emigrante reformado" é melhor desde já dizer que a sua qualidade de emigrante permite-lhe ver o que quer ou não ver.Como qualquer outro emigrante.Reformado ou não.Ou qualquer outro cidadão.

Pelo que não constitui argumento o ensaiar uma justificação com base numa condição qualquer,quando o que está em causa ultrapassa de longe a capacidade visual ou invisual do dito cujo.

É objectiva.

Donde o não ver diferença entre as administrações e os sindicatos é simplesmente patético,risível e ...cómico.

(O mesmo que dizer que um que rouba é o mesmo que um que é roubado sob o ponto de vista dum agente dum campo de concentração que conta apenas candidatos ao abate.
Percebido?)

Posto isto é bom deixar para lá os desabafos dum ressabiado de Abrl.Com uma correcção importante:
O "somos irresponsáveis "e o "tão ladrões somos os que roubamos"parte provavelmente da experiência pessoal do dito "emigrante" e quem sou eu para contestar a coisa.

Mas se quer assumir esssa condição , não a generalize.
Porque de facto nem todos temos essas "qualidades" que assume.
E nem todos temos ideias salazarentas.

Embora quase todos tenhamos ideias dos motivos pelos quais estamos como estamos.
E nenhuma muito agradável para quem bebe as águas do poder que nos governa,descendente directo do poder que nos governou antes de abril

De

Anónimo disse...

Mas objectivemos o que alguns pensam desta "governança" de direita, neoliberal/pesporrenta ( ligada umbilicalmente aos ditos bons tempos do antes do 25 de Abril).
E utilizemos (mais uma vez) as palavras de JM Correia Pinto:

"Já dissemos no Politeia tudo o que, do nosso ponto de vista, sobre a TAP havia para dizer.Supúnhamos que tínhamos dito. Afinal, enganamo-nos. Vender a TAP a brasileiros é reservar-lhe o mesmo destino da CIMPOR e da PT. Este governo que os portugueses puseram em São Bento é uma das maiores vergonhas da História de Portugal. A Ministra das Finanças tem a desfaçatez de discordar da compra pelo BCE da dívida pública dos Estados, alinhando ao lado do BundesBank que defende interesses que nada tem a ver com os interesses portugueses. O Ministro da Economia não tem problemas em vender a Pátria aos pedaços com a mesmo à vontade com que vende sumos de laranja ou de ananás. O Primeiro Ministro não tem na sua conduta corrente um leve assomo de dignidade patriótica. A sua pátria é o mercado. O CDS, intrinsecamente perverso, faz o que for necessário para se manter no poder e eleitoralmente fora dele, afiançando a sua presença com um feroz combate aos pobres, aos doentes e aos velhos, que exibe, sempre que necessário, como credencial de fidelidade ante os devaneios de Portas que tem por missão olhar para os votos".

De

Anónimo disse...

( quanto à explicação para as empresas estarem nas mãos dos estrangeiros...é perguntar a quem saqueia o país e o vende por tuta e meia...e verificar o resultado das políticas ao serviço dos "mercados" e dos grandes interesses económicos...
...com o apoio daqueles que sobre a TAP dizem mais ou menos isto:
"Venda-se abandone-se substitua-se por low cost".

Mais claro que isto é difícil)

De

Emigrante reformado disse...

Há pessoal que recorre ao anti-salazarismo para esconder o seu salazarismo ferrenho.

É que já foi Salazar que alem de criar a TAP, já foi com ele que a CP, os CTT/TLP ficaram inteiramente fora das mãos dos ingleses e ficaram apenas nacionais.

E já foi com Marcelo Caetano que a Empresa de Eletricidade se foi nacionalizada.

Ora para quem se queixa de que agora vendemos todos os aneis, não passa de um saudosista salazarista.

Ass. Emigrante traumatizado por greves tri-anuais à 40 anos e a TAP ainda não estava à venda!

José M. Sousa disse...

Rui Silva : a TAP deu lucros durante uma série anos:

http://www.tapportugal.com/PressRelease/pt/tap-com-resultados-positivos-pelo-quinto-ano-consecutivo

Vá ver os resultados de companhias privadas em épocas de crise e constatará que também tiveram grandes prejuízos

Quanto ao serviço, é das companhias mais seguras e foi considerada a melhor companhia da Europa, salvo erro, em 2011, por uma organização norte-americana.

Portanto, parece-me que muitas das suas considerações são mais por enviesamento ideológico do que parece dar-se conta.

http://expresso.sapo.pt/-tap-eleita-a-melhor-companhia-aerea-da-europa=f692068

Anónimo disse...

Hum...
Ficámos assim a perceber o motivo pelas quais algumas das empresas passam para o controlo das multinacionais.E não são as mercearias que interessam.São as empresas das áreas fundamentais da nossa economia.
E passam pela acção concertada do nosso desgoverno, mais os pedidos e as súplicas mais ou menos manhosas para a sua privatização

Ficámos tb a saber que o sr "emigrante reformado" (para simplificar er) abandonou o péssimo hábito de tomar as partes pelo todo e que já se compenetrou que os representantes do governo e os sindicatos são duas coisas completamente diferentes.
Tal como já deve ter percebido que o "nós" dele é um profundo disparate. Ele que assuma as suas responsabilidades e não tente assacar as responsabilidades ( de quem que seja) a outros.

Mas agora coloca-se uma outra questão. Parece que afinal os anti-salazaristas , segundo a óptica do sr er, não passam de salazaristas.Ainda por cima ferrenhos

Porque defendem que as nossas áreas vitais da economia fiquem em mãos portuguesas?

O sr er pelo facto de estar ausente do país há tanto tempo tem destas coisas. O salazarismo caracterizou-se também pelo capitalismo monopolista de estado. Não em defesa das populações mas dos interesses das oligarquias nacionais que parasitavam a sociedade.
Um documentário muito interessante que mesmo um er (em vias de vir ou em vias de estar) pode ver é o "Donos de Portugal".Muito útil e aconselhável.

Ora a classe dominante no tempo de salazar é a mesma do nosso tempo.Com outras características no processo de governança. Já aqui explicitadas.
Bastas vezes. Até visíveis no comentário em causa.

Pode-se isso sim dizer que é grave que se privatizem os CTT que era uma instituição pública ainda no salazarismo para se ver até que ponto vai o fundamentalismo ideológico de quem assim governa.

Mas há outro pormenor picaresco nesta história toda. Não se percebe bem os ziguezagues do sr er sobre a questão da TAP e do que deve ser público.Ora grita pelo desmantelamento da TAP , qual vulgar aficionado da merkel, ora se lamuria pelo facto de não haver empresas nas mãos de portugueses ( ( apesar de ser confrangedora a lista de "empresas" nessas condições ).Ora volta o bico ao prego e retoma o tema de se ser salazarista quem é contra as privatizações ( aí sim , tornando verdadeiramente "patusca" a tese defendida).

De

Anónimo disse...

Infelizmente há mais.

Parece que o desenvolvimento ideológico do sr er assenta nos seus traumatismos.E que a sua posição em prol dos interesses das merkel e dos grandes interesses económicos tem a ver com as greves da TAP que o ,volto a repetir, traumatizam profundamente.

Uma posição (umbilical) aceitável. Mas demasiado paupérrima para tentar servir de argumentação válida baseada em critérios económicos, nacionais, racionais e de desenvolvimento.
E aí não há mesmo nada a fazer. Os números são demasiado fortes para serem desmentidos. Mas ao menos que não se lastime sobre as "empresas em mãos alheias" dessa forma que se torna no mínimo hipócrita.

De

Anónimo disse...

Porque se trata duma questão séria e que deve ser abordada seriamente não resisto a colocar um fragmento dum texto de Daniel Vaz de Carvalho sobre essa questão das oligarquias e do papel do estado:

"As aristocracias de hoje são as financeiras, o seu papel perante as estruturas governativas é idêntico. A sua prática baseia-se no axioma seguinte: "tudo o que nos é prejudicial prejudica toda a sociedade". Assim, fazem dos seus interesses privados os interesses gerais ou nacionais intocáveis e acima das críticas. Aos escribas ao seu serviço compete estabelecer a dogmática, que servirá para criar uma ilusão de independência teórica às intenções de ganância.
Assumindo cada vez maior poder social efectivo recusam os consensos e cedências feitas anteriormente às outras classes. O seu objectivo social é liga-las de pés e mãos ao seu sistema, torna-las incapazes de pensamento e acção autónoma de forma significativa e determinante. Actualmente, a consagração mediática das oligarquias, faz o seu caminho neste sentido.
A decadência tem origem precisamente em consequência do empobrecimento e enfraquecimento do Estado em benefício de interesses particulares. Em breve a nação inteira cai na desorganização, quando não no caos, com todos os seus desmandos e fica à mercê do domínio estrangeiro."

(De)