segunda-feira, 30 de maio de 2011

O papel do Estado numa economia para todos

Amanhã irei participar no ciclo de conferências «Economia para todos», com uma intervenção intitulada "O papel do Estado no desenvolvimento económico: parte do problema ou parte da solução?".

É na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, às 19h30.

3 comentários:

Anónimo disse...

Eu troiko-me
Tu troikas-te
Ele troika-se
Nós troikamo-nos
Vós troikais-vos
Eles troikam…e troikam-nos de novo!

gogol de kapote disse...

amanhã inda há greve da CP

se nã houver passo por lá se o kimboio das 16h48 partir antes das 17horas

é que nos dias a seguir às greves os atrasos são grandes

já agora essa economia para todos
inclui a massa crescente de desemprego e sub-desemprego mundial

a fórmula garante o pleno emprego?

é que nem Estaline conseguiu o dito cujo
nem via arquipélago de Gulag

Maquiavel disse...

O papel do Estado na economia tem de ser necessariamente activo, se quisermos manter a democracia. Começa pela fiscalizaçäo, mas näo se esgota aí.

Porquê? Porque as empresas (o "mercado") näo se move por interesses democráticos, antes pelo contrário. O chefe manda, e o resto obedece. Quanto muito existe o Directório (CA), mas os trabalhadores, no geral, näo têm voto na matéria, säo "activos" da empresa (TBC gado). Só nas cooperativas tal näo acontece, mas todos sabemos quanto essas säo "ineficientes".

Além disso, häo outras "ineficiência" que convém manter, em nome da dignidade humana. Veja-se o sector da Saúde nos EUA, totalmente privado, que além de ser o mais caro do Mundo deixa 1/3 dos cidadäos de fora (e os que estäo segurados a seguir descobrem que os seguros que pagam têm cobertura MUITO limitada).

Claro que isto parte de uma visäo humanista (de esquerda) da sociedade. Quem tem visäo "monetario-financeirista" (de direita) está-se borrifando para o próximo, quanto muito chamam o Estado para o contratar como polícia...

... pleno emprego? Pois, no modelo de direita, os desempregados/alienados/criminosos säo contratados para actividades näo-produtivas (polícia, exército) para debelar os problemas sociais. E quem nos protege depois dos polícias?