segunda-feira, 6 de julho de 2015

A política em tempos financeiros

“Desprezo pela democracia e iliteracia económica não são apenas erros tácticos. Estas duas ‘qualidades’ são os remanescentes esteios ideológicos do que resta do projecto europeu”. Na sua coluna semanal no Financial Times, Wolfgang Munchau sintetiza hoje a sabedoria convencional europeia, que atinge picos por cá. O que dizer, entretanto, da demissão de Varoufakis, um grande economista democrático? Pode significar que o governo grego quer um acordo a todo o custo, o que com Varoufakis nunca poderia ser feito. Mas pode, pelo contrário, significar que o governo grego está mesmo disposto a levar a Grécia para fora do Euro, o que com Varoufakis também nunca poderia ser feito. O pessimismo de certa inteligência leva-nos para a primeira hipótese. O tal optimismo da vontade para a segunda. Depois da semana que passou, continuemos a apostar na segunda: liderança libertadora.

27 comentários:

Anónimo disse...

É um orgulho saber que há pessoas como Yanis Varoufakis nesta europa, a entrega desta pessoa ao seu povo é absoluta, mesmo com todos a exigir o sofrimento dos mais vulneráveis ele em altura alguma se deixou abalar.

Anónimo disse...

"Mas pode, pelo contrário, significar que o governo grego está mesmo disposto a levar a Grécia para fora do Euro ..."
Com ou sem referendo antes? Como são democratas presumo que com referendo antes.

Jose disse...

Como todo o protocomuna o Syriza mente com a melhor das consciências.
Garante o euro quando o quer deixar.
Faz um referendo de mentiras para reforçar a sua posição interna e alienar as alianças externas.

Espero que saia e rápido para a liberdade em que há-de perecer.

Anónimo disse...

Neste turbilhão de notícias e comentários ouvi uma pergunta (já não sei quem a fez) que me deixou a pensar:
Se a Grécia sair do Euro e assim desvalorizar a nova moeda para tornar as suas exportações mais competitivas, que exportações afinal vão beneficiar? Ou seja, com excepção do turismo, que produção Grega (que sectores produtivos e exportadores) pode beneficiar com uma desvalorização da nova moeda?

Anónimo disse...

O Jose, com proto ou sem proto é mesmo um grandessíssimo fascista que adora as mentiras do seus amados queridos lideres Merkel, Passos, Cavaco e restantes semelhantes...

Anónimo disse...

O desepero tem destas coisas?
Ou será só a raiva e o rancor a transbordar?
"Protocomuna" o syriza...Como é possível?
Assim se faz a estória quase que abjecta pela mão destes tipos, colaboracionistas que o sendo, fazem da propaganda à submissão e à sabujice o seu modus vivendi.
E em que mal ocultam o seu ódio à democracia e à liberdade.

( referendo de mentiras? Mas que mentiras? Que asco)

De

Aleixo disse...

Hoje, tenho de te dizer qualquer coisa...

Ó Jose!

...tu és um manda bitaites sem espinha dorsal mas, presumo que te assumes, como não democrata.
Para ti, esta coisa do POVO ...não DÁ !!!
Talvez seja mais produtivo, ires reflectir com os teus acólitos.

José Aleixo

R.B. NorTør disse...

12.11 - A grécia não tem bem o mercado agrícola da Espanha ou da França, mas existe. Nem sei como está a questão do gás/petróleo do Mediterrâneo, mas vou arriscar que na zona do Pireu há pelo menos uma refinaria que vende derivados. Também as taxas e a mão de obra nos portos devem tornar-se mais atractivas face à concorrência.

Anónimo disse...

Caro R.B. NorTor,

O que quis dizer com o meu comentário é que a resposta a esta questão me parece fundamental para perceber se efectivamente a saída do euro e consequente desvalorização cambial tem ou não depois uma base de sustentação na economia grega para fomentar o crescimento. Quer através do aumento das exportações que através da substituição de importações. Mas para isso é necessário produzir e, caso essa produção não exista, investimento externo. São portanto duas questões:
- A estrutura produtiva da Grécia permite-lhe aumentar as exportações e substituir as importações após uma saída do Euro e da consequente desvalorização cambial?
- A Grécia conseguirá atrair investimento estrangeiro após uma saída do Euro e da consequente desvalorização cambial que lhe permita alterar a estrutura produtiva?
- No curto/médio prazo?
Porque sem saber isso não me parece. que do ponto de vista económico, faça sentido defender a saída.

Anónimo disse...

O Varoufakis tinha dito recentemente que cortaria um braço antes de assinar um acordo que não reestruturasse a dívida. Apesar de várias vezes ter voltado atrás no que disse, apesar de frequentemente desdizer num dia o que tinha dito na véspera, uma declaração tão categórica provavelmente tornou-o imprestável para as cedências que o Tsipras se dispõe a fazer.

Em minha opinião isto significará que a direção do Syriza (o seu núcleo hegemónico) está disposta a assinar um acordo, nem que seja com a justificação de que é transitório, que não contempla a reestruturação da dívida.

O que, obviamente, não equivale a dizer que o assinará. Nem os credores têm mesmo assim que aprovar, nem a ala esquerda do partido, os respetivos parlamentares e a população em geral, sobretudo depois da vitória de ontem, têm que aceitar.

Anónimo disse...

o Jose "não reflecte com os acólitos"
na igreja do liberalismo não se reflecte, tudo é dogma, ódio e latidos
perante as evidências, perante a democracia só rosnam a sua raiva
Jose
já ganhaste o osso do dia ? ou ainda te faltam uns beú-béus ?

R.B. NorTør disse...

Ah, OK! Pensei que fosse mesmo uma pergunta sobre a natureza das exportações gregas.

Essas perguntas são de facto perguntas que todos nos devemos colocar quando confrontados com a possível saída do Euro. Só que também, no ponto a que a Grécia chegou, são válidas para a permanência e as respostas até podem não ser assim tão díspares.

Anónimo disse...

Profundo, sério e sentido agradecimento à Grécia. Aconteça o que acontecer.

Antonio Cristovao disse...

Para os portugueses seria uma sorte poder conferir sem risco o que na realidade acontecia se saíssemos do euro; sem necessidade de ter fé nesta ou naquela teoria. Esperar e ver.

Antonio Cristovao disse...

José
depois de ler os mimos que os companheiros troll lhe dedicam sempre lhe digo: perguntar aos gregos se querem que haja alivio na austeridade(que claro será pago pelos outros europeus) não é nem será em lado nenhum mais que uma falácia. Mas a democracia felizmente tem as costas bem largas e aguenta democratas desde os venezuelanos, ingleses, norte coreanos, hungaros, russos.. enfim cabemos cá todos.
Viver em liberdade é que já somos uns sortudos; a UE é o melhor que há neste mundo cheio de antifascistas e ditaduras de direita.

Jose disse...

Se não me falha a memória a Rússia Soviética perdoou nada à Alemanha.

meirelesportuense disse...

José e Cristóvão:
Viver em Liberdade?
Já se esqueceram dos Campos de Concentração, dos Fornos Crematórios e das Câmaras de Gás?...Que memória tão selectiva!
Quem foi que os criou?...
Eu nasci 6 anos depois da 2ª Guerra Mundial.
As pessoas limpavam o rabo a folhas de couve.E andavam descalças.

Anónimo disse...

Pobre jose que puxa desta forma pela memória para que nos esqueçamos do carácter antidemocrático das instituições europeias


Após o "referendo de mentiras" volta-se de forma algo desesperada para outro lado. A dívida não perdoada à Alemanha após a maior mortandade sofrida por um povo às mãos dos nazis.


Pois parece que este talvez tivesse sido o caminho correcto a adoptar face à Alemanha. Pelo menos os gregos devem agora estar a pensar nisso.

São extremamente sugestivos estes processos de fuga .Fica o registo mas fica algo mais

De

Anónimo disse...

Mas falemos ´mais seriamente, deixando para lá as falácias sobre a austeridade paga pelos outros europeus. como se os gregos não tenham estado a pagar com a língua de palmo a austeridade ditada pelos mercados E como se as sabujices escondidas atrás das "democracias" da europa e das instituições europeias aguentassem todas as bacoradas dos companheiros troikistas, perdão trolls,
A UE é o melhor que existe no mundo será , sobretudo para os 13 000 gregos que já se suicidaram desde o inicio do processo de pilhagem.A UE de facto é o melhor dos mundos para uns quantos privilegiados , oscilando entre os proventos fornecidos pela sua condição de, ou pelos proventos auferidos pela sua outra condição de Os dados objectivos são tramados e aqui não há troll, perdão troikista que resista.

«O Expresso on-line de 28.6.2015 noticiava (é apenas um ex.): “Se a meio da semana as instituições (a “troika”) exigiam uma taxa de 23% para todos os bens e serviços (com exceção de uma de 6% para medicamentos, livros e teatro), a gora a troika aceita uma taxa intermédia de 13% em alimentos básicos, energia, água e hotéis, mantendo os 23% para a restauração”.


A pergunta que naturalmente se coloca para reflexão é a seguinte:


Como é que foi possível chegar a este grau de interferência na vida interna de um país sem que isso provoque um protesto generalizado nos países da U.E.? Como tudo isto se tornou “normal” e “natural”? Como foi possível que os eurocratas da Comissão Europeia, do BCE, do FMI, etc., se arroguem no direito de interferir desta maneira na vida dos países? Como é possível, face à posição de resistência do governo grego, que a diretora do FMI tenha o desplante da acusar o governo grego de “falta de maturidade”? Que Durão Barroso, ex-presidente da CE, diga que “tem falta de experiencia”’. E que perante tudo isto, Cavaco Silva apenas considere a Grécia como um simples número, pois se sair do euro, o número de países passa de 19 para 18; que Passos Coelho e a sua ministra das Finanças só tenha para dizer que “Portugal tem uma almofada financeira para enfrentar a turbulência da saída da Grécia da zona do euro”. E que os media em Portugal e, nomeadamente, a maioria dos seus “comentadores” se unam numa santa aliança para desacreditar o governo grego, e para convencer a opinião pública que tudo isso é “normal” e “natural”, acusando o governo grego de “não ter juízo” ou de ter ”várias caras”. Chegando mesmo a escrever que Tsipras tem tido uma conduta errática porque a mulher o ameaçou com divórcio (o Expresso têm-se destacado nessa campanha). E por último a entrada na campanha pelo “sim” do presidente do Eurogrupo, da Holanda e do próprio BCE pela voz de Vitor Constâncio.
(Cont)

Anónimo disse...

"Para estes senhores tudo vale mesmo a interferência na vida interna de um país. Para estes senhores a soberania de um país e a dignidade de um povo são valores que já não existem (estão em desuso). Para eles a resistência do povo e do governo grego aos ditames de Bruxelas, é uma afronta porque lhes faz lembrar a indignidade da sua posição. Parafraseando a duquesa de Bragança, Luísa Gusmão, apetece dizer: “Melhor ser livre um dia, que andar de cócaras e ser submisso toda a vida”.

Contrariamente ao que afirmam o governo e o próprio presidente da República, não é verdade que Portugal não seria afetado com uma eventual saída da Grécia da Zona do euro. Apenas um ex. para provar isso. Como a experiência já mostrou as taxas de juro da divida pública disparariam. A banca e os seguros que tem cerca de 70.000 milhões € de títulos de divida, a maioria pública (Ativos para venda), sofreriam um forte “rombo”, porque a divida pública sofreria uma forte desvalorização, tornando ainda mais difícil a situação destes setores.»


Mais de que quaisquer palavras, os dados oficiais divulgados Eurostat referentes a Portugal e à Grécia, que permitem comparar a situação portuguesa, bem conhecida pelos portuguesas, com a grega, dão uma ideia clara da devastação económica e social causada à Grécia pela politica imposta pela "troika".

http://7.fotos.web.sapo.io/i/Gc611bc0d/18599388_ikwbU.gif

No período 2007-2014, a riqueza (PIB) por habitante caiu em Portugal 5,8%, enquanto na Grécia caiu 4,2 vezes mais (-24,4%); o investimento diminuiu em Portugal 35,1%, mas na Grécia diminuiu 54,7% (passou de 25,6% do PIB para apenas 11,6%); o défice orçamental reduziu-se em Portugal 39,2% (passou de 7,4% para 4,5%) mas na Grécia a redução atingiu 65,7% (passou de -10,2% para -3,5%); o rendimento nacional liquido disponível teve em Portugal uma redução de 2,9%, mas na Grécia a redução atingiu 27,3%, ou seja, 9,4 vezes mais; a despesa de consumo em Portugal caiu 4% mas Grécia a queda foi de 16,4%, ou seja, quatro vezes mais. Entre 2007 e 2014, foi destruído em Portugal 10,5% do emprego, mas na Grécia atingiu 22,3%, ou seja mais do dobro. Entre 2007 e 2014, a taxa de desemprego aumentou em Portugal 42,9% (passou de 9,1% para 13%), mas na Grécia a taxa de desemprego subiu 226,2% (passou de 8,4% para 27,4%); a taxa de pessoas ameaçadas de pobreza e exclusão social subiu em 10% em Portugal, mas na Grécia aumentou 27,2%, ou seja, 2,7 vezes mais; e a taxa de pessoas em situação de privação material severa aumentou, em Portugal, 10,4%, mas na Grécia subiu 87%. "

( não se esconde a admiração pela "ignorância" e pelo fundamentalismo pesporrento como alguns se referem à Grécia. Outros ódios e outros amores)
(Cont)

Anónimo disse...

"Mas este quadro não ficaria completo se não se analisasse a variação verificada nos rendimentos das famílias. O quadro 2, construído também com dados oficiais do Eurostat, mostra o que se verificou em Portugal e na Grécia, mas também na Islândia, um país que resistiu à interferência da "troika"

http://resistir.info/e_rosa/imagens/grecia_2.gif

Entre 2010 e 2013, o rendimento médio equivalente por pessoa diminuiu em Portugal entre 8,7% e 10,5% segundo o nível do ensino, mas na Grécia a quebra variou entre 34,4% e 38,8%. Se análise foi feita para o período 2010-2014, a quebra no rendimento médio equivalente atinge, na Grécia, entre 39,9% e 42,1%. E é a uma sociedade assim devastada que as chamadas "instituições" (" troika "), Merkel e sócios querem impor mais cortes nas despesas públicas, nomeadamente pensões, e subidas de impostos. A Islândia, um país que recusou a " troika ", viu o seu rendimento médio equivalente aumentar, no período 2010-2013, entre 9,8% e 19,9%. Os comentários parecem desnecessários, mas estes números do próprio Eurostat merecem uma reflexão profundo sobre o que está acontecer nesta Europa que não serve as pessoas.

(Cont)

Anónimo disse...

"A situação de crise que vive a União Europeia e, nomeadamente, a zona euro, resulta também dos grandes desequilíbrios macroeconómicos que existem entre os diferentes países, por ex., o desequilíbrio das suas contas externas (excedentes ou défices excessivos), que o Tratado da União Europeia (artº 3º) e o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (artº 119, 121 e 136º) dispõem que devem ser combatidos, através de abertura de "Procedimentos relativos aos Desequilíbrios Macroeconómicos (PDM), mas que não são abertos quando os beneficiados são países como a Alemanha.

Entre 2005 e 2014, a Alemanha acumulou um enorme saldo positivo na sua Balança Comercial (+1.460.461 milhões €), enquanto a Grécia acumulou um elevado saldo negativo (-176.108 milhões € ) e Portugal também (-90.550 milhões € ). Quase metade do gigantesco saldo positivo da Alemanha foi conseguido através de transações comerciais dentro da zona euro.

E como se sabe, o saldo positivo de um país é conseguido à custa dos saldos negativos de outros países. Entre 2005 e 2014, o saldo positivo da Balança Comercial da Alemanha, que já era gigantesco em 2005 (117.189 milhões €), aumentou 58,5%, agravando os desequilíbrios dentro da União Europeia criando as condições que contribuíram para a que a crise que afeta toda a União Europeia e, de forma particular, Portugal, se transforme numa crise que tende a perpetuar. Apesar disso, e apesar dos tratados da U.E. disporem que tais desequilíbrios devem ser corrigidos, mesmo assim a Comissão Europeia não levou a cabo qualquer procedimento para os eliminar. E isto porque o principal culpado é a Alemanha, e a um país como a Alemanha não se pode desagradar, mesmo que isso represente uma clara violação dos Tratados da União Europeia.

(Cont)

Anónimo disse...

Mas não é só a nível do comercio que a Alemanha tem sido claramente beneficiada com a existência da U.E e, nomeadamente, com a zona do euro. Igualmente a nível de riqueza criada em outros países que é transferida para a Alemanha, contribuindo para o elevado nível de vida dos alemães, a situação também merece uma séria reflexão, como mostram os dados do Eurostat constantes do quadro . E isto até para que num momento em que a chantagem sobre a Grécia e sobre o povo grego atingem níveis inadmissíveis.

http://resistir.info/e_rosa/imagens/grecia_4.gif

o PIB é o valor da riqueza criada anualmente no país; o PNB é o valor da riqueza que o país tem ao seu dispor em cada ano. E quais são as conclusões que se tiram dos dados anteriores?


• Até 2002, o PNB alemão era inferior ao PIB alemão, o que significava que uma parcela da riqueza criada na Alemanha ia beneficiar os habitantes de outros países.

• A partir da criação da Zona Euro em 2002, a situação inverte-se rapidamente: o PNB alemão passa a ser superior ao PIB alemão. Só no período 2003-2015 estima-se que a riqueza criada em outros países que foi transferida para Alemanha, indo beneficiar os seus habitantes, atingiu 677.945 milhões €, ou seja, o correspondente a 3,8 vezes o PIB português.

• Na Grécia e em Portugal aconteceu precisamente Na Grécia até 2001, o PNB grego era superior ao PIB. No entanto, a partir de 2002, com a criação da Zona Euro, começa a verificar-se precisamente o contrário. Entre 2002-2015, a riqueza criada na Grécia que foi transferida para o exterior, indo beneficiar os habitantes de outros países, já atinge 48.760 milhões €.

• Em Portugal aconteceu o mesmo mas logo após a entrada para a U.E. Em 1995, o PNB português, ou seja, a riqueza que o país dispôs nesse ano ainda era superior ao PIB, ou seja, à riqueza criada nesse ano em Portugal, em 353 milhões €. Mas a partir de 1996, o PIB passou a ser superior ao PNB, ou seja, uma parte crescente da riqueza criada em Portugal começou a ser transferida para o exterior indo beneficiar os habitantes de outros países. No período 1996-2015, o valor do PIB deste período (20 anos) é superior ao valor do PNB deste período em 70.751 milhões €. Só no período da "troika" e do governo PSD/CDS a transferência liquida de riqueza para o exterior que foi beneficiar os habitantes de outros países atingiu 20.807 milhões € .

È evidente que um país altamente beneficiado com a transferência de parte da riqueza criada em na Grécia e em Portugal para o exterior foi a Alemanha. Neste momento em que a chantagem sobre a Grécia tomou formas extremas é importante recordar este facto.

Eugénio Rosa

(De)

Anónimo disse...

Por que é que este idiota do anónimo anterior não põe uma ligação para o texto que despejou aqui? Deve gostar de poluir as caixas de comentários. Qualquer dia começa a pôr aqui capítulos de livros.

Jose disse...

(O meu último comentário era dirigido a outro lugar.)

Mas não posso deixar de vir aqui exprimir a minha emoção quanto à relação do Meireles com o caldo verde.

Estes idiotas da esquerda, Meireles, acham que a riqueza e o bem estar são conquistas universais e de todos os tempos.
E acham mais ainda, que se não eram universais era porque só alguns eram ricos e que a riqueza de alguns sempre bastaria a todos, se distribuída.
O cientismo, que invocam quando lhes convém dar ares de gente culta, é ignorado sempre que é preciso cantar o fado do desgraçadinho, aguçadouro da inveja, motor maior do ódio aos ricos fundamento maior do que chamam ideologia e que na sua imaginação reproduz uma qualquer tribo primeva.
A miséria sempre foi cíclica até que a tecnologia previne pragas e conserva alimentos.
Que também a houve e há por acções do homem - desgoverno, guerras ou simples estupidez - é uma evidência.
Portugal era pobre antes e depois das guerras do século vinte.
Se queres pôr a 2ª guerra à conta do nacional-socialismo talvez devas considerar o naciona-socilaismo à conta de Versalhes e da política dos comunas na Alemanha da época, e por aí fora numa inútil cadeia de culpas sem sentido nem utilidade no tempo de hoje.

Hoje é o nosso tempo e o Estado grego é um falhanço que a todos prejudica, a começar pelos gregos.
Esse é o problema e é sobre ele que há que intervir.
O único direito dos gregos é viverem com o que produzem.
E a serem ajudados haverá condições a repeitar digam o que disserem quantos plebiscistos queiram fazer.

Anónimo disse...

"Estes idiotas de esquerda"...assim começa de forma particularmente ruminante o comentário do das 19 e 51

Depois resvala para o choradinho medíocre em que se lastima que a riqueza não seja só apanágio de uns tantos. Irrita-o sobremaneira essa história de não se admitir logo à partida que há uns que têm direito a tudo e outros que, a imensa maioria, se tem que conformar com a pobreza.
Pieguices diria o chefe passos no meio dos aplausos do relvas.

Veja-se esta"anormalidade" com que tenta arranjar baterias para o seu argumentário:
"se não eram universais era porque só alguns eram ricos e que a riqueza de alguns sempre bastaria a todos, se distribuída."

Talvez seja melhor falar que há uns que exploram os outros.Uma imensa minoria a explorar uma imensa maioria. E a ficar com a imensa maioria da riqueza.
A questão então não está naquela forma de idiota ( mais uma vez peço desculpa, mas a palavra não é minha)a tentar justificar a existência divina dos muitos ricos. Trata-se antes de mais de averiguar como se enriquece. Quem vive das rendas e da expropriação do trbalho alheio.Quem delapida o trabalho e quem vive do trabalho alheio.Ou seja, a questão não reside nem de perto nem de longe na "distribuição" que daquela forma patética traz ao debate

Não parece difícil.Mas e vou escrever com todas as letras, a manipulação tem destas coisas. Tantas que para defender o direito do antónio borges não pagar impostos dos vencimentos do FMI dizia que tinha direito a eles pelo facto de ter "contactos" (não se riam que está escrito) e pelo sagrado dever de ter "retorno".
Eis o cientismo que prega

Outra questão atesta um anquilosamento ideológico lamentável. O complexo que carrega sobre os ombros pela sua defesa da educação no tempo de salazar e caetano acarreta-lhe um ódio ao conhecimento lamentável.E tal ódio e complexo ( de inferioridade?) trás ao papel expressões como " ares de gente culta" e outros pormenores que permitem ver que o "cantar o fado do desgraçadinho,aguçadouro de inveja,motor maior do ódio e outras tretas do género mais não são do que lixo argumentativo para fazer esquecer uma coisa tão simples. A riqueza etsá concentrada e tende a concentrar-se em cada vez menor número de mãos. Infelizmente para o "jose" há registos escritos dele que atestam o seu apoio entusiasta a tal processo de concentração.Não no sentido de evidenciar um facto,mas no sentido de o apoiar e achar justo .
O que só por si é extremamente significativo.

Mas infelizmente há mais e mais gravosas.Não falemos naquela pateta ( eu sei que o fulano em causa tem uma particular estima pela palavra e usaria o "idiota") dreprodução duma "tribo primeva. As leituras apressadas, o culto da ignorãncia, o aprender frases tontas nos blogs de cana rachada trazem à tona disparates que não traduzem nada."Tribos primevas"? Mas este tipo ainda andará pelo Rousseau para tentar justificar a boçalidade doutrinária parida nas escolas dos fascismos do século passado?

Veja-se esta outra pérola:
"A miséria sempre foi cíclica até que a tecnologia previne pragas e conserva alimentos."
Que miséria de frase e de pensamento. A miséria como ciclica, e inevitável? Mas a miséria para quem? E dependente da tecnologia?Mas esta existe e não deixa de haver miséria. Por exemplo o governo de passos e portas tem-na aumnentado e a tecnologia não piorou. Nem as pragas aumentaram ( quer dizer, desde que não se considere a governança uma praga)E a conservação dos alimentos não regrediu. Ah... não falemos agora nas diferenças ainda por aprender entre ciência e tecnologia, mas como se sabe o termo "ciência" deixc "jose ( ou Jgmenos ) à beira de um ataque de nervos
Há mais

De

Anónimo disse...

(Antes de continuar,a correcção dum erro ai atrás: " traz ao papel" e não como está escrito)

Mas o pior está mesmo para vir.
Não, desta vez não me vou debruçar sobre o particular rancor aos gregos que ousaram quebrar as certezas troikistas da governança europeia em geral e da portuguesa em particular. Ficar de repente sem o argumento do medo, deve dar medo a quem usa o medo como forma de explorar os demais. Porque o direito dos gregos viverem com o que produzem significa cortar as amarras com os mecanismos de exploração que persistem,romper o círculo infernal da dívida que apenas enche os bolsos dos bancos agiotas e que privatiza a sua riqueza nacional e recusar pagar a parte da dívida parida nas negociatas privadas tipo Goldman-sachs e dos negócios BPN ou submarinos locais.

O que tem uma enorme gravidade, o que deixa perplexo e atónito e revoltado e enojado é esta frase canalha:
"Se queres pôr a 2ª guerra à conta do nacional-socialismo talvez devas considerar o naciona-socilaismo à conta de Versalhes e da política dos comunas na Alemanha da época, e por aí fora numa inútil cadeia de culpas sem sentido nem utilidade no tempo de hoje."

Se queres pôr a segunda guerra à conta do nacional-socialismo, vulgo nazismo, vulgo direita -extrema mais extrema?
Esta questão não é de "quereres". Esta questão, doa o que doer a estes processos de revisão da História, é perfeitamente objectiva. Esquecer , esconder, ou tentar minorar o papel do nazismo na génese do conflito é simplesmente repugnante.

Mas as coisas ainda se agravam mais. Num exercício que no mínimo provoca vómitos vemos como jose ( ou JgMenos ) empurra com a barriga a responsabilidade do nazismo para "versalhes" (esquece-se que as condições que propiciaram o nazismo não desculpabilizam os que as instrumentalizaram) e para a política dos comunas na época ( essa só pode ser tirada do mein Kampf)

Até onde vai o branqueamento, permita-se que o considere, abjecto? O branqueamento do nazismo veja-se só. O silenciamento perturbante e perturbador sobre o papel dos nazis e da sua doutrina execrável e da sua génese racista e do seu papel nos campos de concentração e no holocausto e no ódio racial e nos candeeiros feitos com pele humana...

Como é possível tal branqueamento que adquire foros de cumplicidade?
E como é possível a tentativa apressada, suspeita, criminosa, de ,depois destas atoardas, querer despachar o processo desta forma tão espantosa: "numa inútil cadeia de culpas sem sentido nem utilidade no tempo de hoje".

Ao branqueamento segue-se o silenciamento da História. O tentar esconder o horror dos nazis e dos fascismos.Os objectivos de tal comportamento levantam todo o género de suspeições. A barbárie esconde-se atrás de tais atitudes?

Jose ou JgMenos já dissera aqui esta frase espantosa:"Petain estava tão certo quanto de Gaule".
Petain , o colaboracionista, o lider dum governo fantoche às ordens dos nazis, um "bom aluno " da nova ordem europeia , um executante do trabalho sujo dos alemães, um criminoso que mandou para a morte dezenas de milhares de judeus ,comunistas, resistentes, indigentes, homossexuais, que mandou as suas tropas combater ao lado das SS, comparado desta forma abjecta com De Gaulle

Talvez seja por isso que se quer fazer o branqueamento do nazi-fascismo (a raiar a cumplicidade) e o apagamento da história, nauseabundo.

Para que a História não nos informe dos horrores do passado, afim de ocultar os sinais que possam adivinhar o retorno destes.

De