terça-feira, 12 de junho de 2018

Os preços ‘sobrevalorizados’ das casas

O último Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal dá especial atenção ao mercado imobiliário, expressando particular preocupação com o elevado grau de exposição do sistema bancário português à evolução deste setor.

Tal acontece porque o mercado imobiliário é hoje “um importante elemento de interligação entre o sistema financeiro e o setor privado não financeiro, afetando também a evolução das finanças públicas, nomeadamente através do efeito sobre as receitas fiscais associadas ao mercado imobiliário”, e, já agora, a vida das famílias, dado que uma parte importante do rendimento destas se destina ao pagamento das prestações bancárias ou às rendas das casas.

O que começa a preocupar o regulador bancário é a “sobrevalorização” dos preços das casas, ou seja, a presença de uma bolha especulativa (embora esta expressão nunca seja usada), e os efeitos que adviriam (advirão?) para o sector bancário de uma baixa acentuada dos preços. Sendo os efeitos mais marcados em Lisboa, no Porto e no Algarve, mesmo em termos agregados, a evolução dos preços é considerável: entre o segundo trimestre de 2013 e o quarto trimestre de 2017, os preços da habitação em Portugal aumentaram 32% (em termos nominais) e 27% (em termos reais).


O risco de uma baixa acentuada dos preços é significativo para um setor tão exposto ao imobiliário como o bancário. De fato, boa parte dos empréstimos concedidos destina-se a este setor, através dos empréstimos à habitação para as famílias e à construção e atividades imobiliárias, para não mencionar que uma parte não negligenciável dos ativos da banca é constituída por imóveis. Quer isto dizer, então, que uma queda dos preços das casas implicaria o incumprimento dos devedores (pelo efeito da crise do sector sobre a economia e rendimento das famílias e da desvalorização deste importante ativo), mas também pela resultante acumulação de imóveis desvalorizados.


Acresce que o risco de uma baixa acentuada dos preços é mais elevado hoje, dada a maior dependência do setor imobiliário da procura externa - incluindo a procura associada a autorizações de residência, ao setor do turismo, ou ao investimento financeiro realizado por intermédio dos fundos de investimento imobiliário. Estes últimos podem sair a qualquer momento do mercado, provocando um efeito quase imediato e amplificador sobre os preços, dada a reduzida dimensão do mercado português.

Dos receios do regulador bancário resulta evidente não só a enorme vulnerabilidade da economia e da sociedade relativamente ao setor imobiliário, mas também o enorme poder económico e político deste setor, que mantém os demais agentes e setores económicos presos à chantagem da manutenção de preços elevados.

É obrigação de um governo e de uma câmara de Lisboa, ditos socialistas, começarem, pelo menos, a conter a evolução dos preços. A alimentação da bolha imobiliária, por exemplo através de iníquos incentivos fiscais a residentes não habituais, ou a fundos de investimento imobiliário, só aumentará a magnitude dos seus expectáveis desastrosos efeitos. Até o Banco de Portugal parece já ter compreendido isto…

51 comentários:

João Pimentel Ferreira disse...

Excelente texto! Como sabe, porque discordo da orientação política de V. Exas., a minha objeção centra-se unicamente no último parágrafo. De resto, concordo.

No meu entender, de facto, existe um problema de sobrevalorização do valor dos imóveis. Mas pela lei da oferta e da procura, é porque existe falta de imóveis para venda, e porque de facto existe muita procura, visto que o turismo tem acentuado os preços. Mas o problema maior, é porque os bancos dão crédito, aumentando a procura. Se amanhã os bancos deixarem de dar crédito à habitação, a procura diminui abruptamente, e os preços baixam.

Como se instituiu - mal - que os bancos têm de ser resgatados pelos contribuintes, e se um banco falir essas imparidades imobiliárias têm de ser "corrigidas" pelo Tesouro via fundo de resolução, uma medida correta seria desincentivar, através de orientações do BdP ou mesmo uma Lei, o crédito à habitação. Este tipo de crédito além de ser em investimento não produtivo, provoca, como exposto e como foi claro em Portugal e Espanha, uma bolha imobiliária.

Cumprimentos

Anónimo disse...

João Pimentel Ferreira aonio Simões esquece-se de uma coisa muito importante

Para além de outras, que abordaremos mais tarde. Mas a lei da oferta e da procura é a árvore que tapa a floresta. Para além da sua manipulação óbvia e ao serviço dos especuladores, há o direito à habitação consignado no texto constitucional. E depois da governação criminosa de Passos e Cristas, este governo continua a assobiar para o lado.

João Pimentel Ferreira disse...

O direito à habitação é um direito constitucional, tal nunca foi colocado em causa. Mas porque motivo então o estado não isenta de IMI qualquer habitação própria permanente e não aumenta o IMI para as demais casas? Além disso, direito à habitação não implica direito a possuir uma habitação. O texto constitucional não menciona a posse, mas o usufruto do direito. Um mercado de arrendamento salutar - mais oferta - permitiria que mais pessoas tivessem direito a habitação condigna a preços acessíveis.

S.T. disse...

Que pena que pimentel aónio seja inconsequente nas suas conclusões!
E completamente ignorante dos mecanismos de mercado...

É que apetece perguntar se não haverá uma relação qualquer entre as taxas de juro pré-crise e as bolhas imobiliárias em Portugal e Espanha.

E será que as taxas de juro demasiado baixas para as necessidades da economia dos periféricos não terão provocado mais inflação na periferia da eurozona do que no centro?

E será que essa maior inflação diferencial na periferia não terá piorado a competitividade de Portugal e Espanha?

Paradoxalmente no campo euroinómano ninguém se preocupa com taxas de juro desajustadas, mas depois defendem muito "liberalmente" (LOL) que o BdP se substitua aos bancos na avaliação do risco de crédito ou que simplesmente "feche a torneira".

Como se provocar um entorse "curasse" uma fractura exposta...
S.T.

Anónimo disse...

Aprenda Pimentel Ferreira. Aprenda.

Da constituição, da oferta e procura, do IMI, do Estado, das bolhas imobiliárias, das taxas de juro, do direito à habitação.
Aprenda Pimentel Ferreira. Aprenda.

João Pimentel Ferreira disse...

O ST como sabe, ao contrário de si, eu não defendo o resgate público da banca. Bancos falidos fariam baixar drasticamente o valor dos imóveis nas suas carteiras de ativos. A grande maioria da dívida privada está no imobiliário. O ST gosta de adotar uma visão eurofóbica, mas foi o legislador e o regulador portugueses quem incentivou o crédito à habitação. Na Alemanha há menos pessoas com hipoteca, proporcionalmente, em comparação com os países do sul. E as baixas taxas de juro não têm de ser prejudiciais, caso seja crédito para investimento produtivo. Pergunte a qualquer empresário que exporte, que até se queixa de pagar mais de juros do que paga um empresário alemão. A questão está na forma como o regulador e legislador canalizaram o crédito: automóveis, consumo, habitação e não investimento produtivo.

Anónimo disse...

Será que o pimentel ferreira já se esqueceu das bacoradas que andou por aí a dizer sobre este problema da habitação?

Por exemplo aqui:
http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2018/04/endividamento-das-familias-ate-o-fmi.html

Ou aqui:
http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2018/04/endividamento-das-familias-ate-o-fmi.html

Ou aqui:
https://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2018/04/o-mito-transformado-em-papao.html

Anónimo disse...

"O direito à habitação é um direito constitucional, tal nunca foi colocado em causa....Bla-bla-bla...Mas porque motivo então o estado não isenta de IMI qualquer habitação própria bla-bla-bla... direito à habitação não implica direito a possuir uma habitação...bla-bla-bla...O texto constitucional não menciona a posse, mas o usufruto do direito.bla-bla-bla

Tretas e mais tretas.

O que diz a CRP:
Artigo 65.º
Habitação e urbanismo
1. Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar.

2. Para assegurar o direito à habitação, incumbe ao Estado:

a) Programar e executar uma política de habitação inserida em planos de ordenamento geral do território e apoiada em planos de urbanização que garantam a existência de uma rede adequada de transportes e de equipamento social;

b) Promover, em colaboração com as regiões autónomas e com as autarquias locais, a construção de habitações económicas e sociais;

c) Estimular a construção privada, com subordinação ao interesse geral, e o acesso à habitação própria ou arrendada;

d) Incentivar e apoiar as iniciativas das comunidades locais e das populações, tendentes a resolver os respetivos problemas habitacionais e a fomentar a criação de cooperativas de habitação e a autoconstrução.

3. O Estado adotará uma política tendente a estabelecer um sistema de renda compatível com o rendimento familiar e de acesso à habitação própria.


Pimentel leia antes de dizer asneiras

Jose disse...

A maior anomalia são juros negativos para o comum dos aforradores, do que resulta que vão ao imobiliário procurar renda ou valorização do seu capital.

Que vai dar problemas, é uma certeza.

Anónimo disse...

Mas este Pimentel Ferreira não se enxerga?
As vezes que se repetem as coisas, as vezes que este assume opapel de geemanofilo impenitente, as vezes que fala desta forma em investimento produtivo quando sabemos que o investimento produtivo foi destruído pela UE e pela Alemanha

Anónimo disse...

Onde é que no texto constitucional está plasmado que cada cidadão tem direito a ser proprietário de uma casa?

Ter direito a uma habitação não implica ter direito a ser proprietário de uma, implica sim ter direito ao usufruto de uma. Até porque tecnicamente, quem tem hipoteca, não é proprietário da habitação.

S.T. disse...

pimentel-simões-aónio-cunha "esquece" muito convenientemente que as taxas de juro devem ser determinadas em função da economia. E que aquilo que é "demasiado baixas" para Portugal pode ser "demasiado altas" para a Alemanha.

É um problema das não-OCAs, Áreas Monetárias Não-Optimas: O "tamanho único" (em inglês "one size fits all") agrava as divergências de taxas de inflação e provoca bolhas especulativas.

Também já falámos na sua estúpida tese moralista da atribuição de crédito. Regulamentos e restrições administrativas não conseguem sobrepor-se ao facto de que a moeda sobrevalorizada é um impedimento ao empreendedorismo e ao investimento porque a fasquia dos preços de produtos importados é demasiado baixa para que produtores locais entrem no mercado.

Não é eurofobia, é só boa teoria económica.

Bancos falidos são óptimas ocasiões para colonizar financeiramente um país. Compra-se ao preço da uva mijona e ainda se conseguem uns bónus com "compensações" por "activos problemáticos" e quejandos.

O pimentel-simões-aónio-cunha "esquece-se" de muita coisa. Será do queijo holandês? Ou será por obrigação profissional de troll euroinómano?
S.T.

S.T. disse...

Haaa, pois, agora até já há corrupção na Alemanha. LOL

https://sputniknews.com/europe/201806131065363514-germany-migrants-operation-smuggling/

Mas o interessante são estas frases:

"According to Europol, over 90 percent of migrants traveling to the European Union received help in doing so by criminal groups.

Europol also says that Germany is one of the preferred destinations for irregular migrants traveling to Europe, along with Sweden and the United Kingdom."

Se o objectivo dos imigrantes é a Alemanha, a Suécia e o UK, porque os impedem de viajar dentro da EU? Porquê transformar Itália e Grécia em campos de refugiados?
S.T.

S.T. disse...

Oooops! Não era aqui que o precedente comentário devia ter sido inserido.
S.T.

Anónimo disse...

O problema sistémico está plasmado no 2º gráfico: uma queda acentuada dos preços das casas implicaria o incumprimento dos devedores e a consequente degradação dos balanços dos bancos (aumento do crédito mal parado). Solução: novo resgate dos bancos (isto é, dos seus depositantes).

Anónimo disse...

Pimentel Ferreira?

Onde é que o texto constitucional fala em usufruto e mais bla-bla-bla?

Leia o texto da CRP. Aprenda. E não diga asneiras

João Pimentel Ferreira disse...

Camarada, então e se a casa for do estado, o estado alugando-a a um inquilino? Cumpre-se o texto constitucional?

João Pimentel Ferreira disse...

ST, pela lei da elasticidade preço da procura, regulamentos, taxas e restrições administrativas conseguem sobrepor-se a muita coisa. É por isso que deixámos, por exemplo, praticamente de usar sacos de plástico nas compras. Apenas um exemplo. E pela mesma razão muita gente deixou de fumar, devido ao aumento sucessivo do imposto.

S.T. disse...

Claro, pimentel-simões-aónio-cunha!

Pela "lei da elasticidade dos preços" explique-me como se tributa de forma diferente um artigo importado e um artigo Made in Portugal equivalente sem violar as regras do mercado único.

É que me parece que muita gente gostaria de saber como fazê-lo.

Sem isso não há empreendedorismo que resista.

Como aliás se viu com a falta de frutos que teve essa converseta do empreendedorismo do governo de Passos. Era só treta para enganar o patego.

E sem novas iniciativas agricolas, comerciais ou industriais não estou bem a ver como se aumenta o PIB e o emprego.

Tanta treta pimentel-simões-aónio-cunha só para não reconhecer que politicas fiscais não conseguem equilibrar a falta de instrumentos monetários e as distorções criadas pela moeda única.

Tudo para dar graxa ao cágado da "União" Europeia. LOL


A retoma da construção/imobiliário ainda é das poucas coisas que funciona e que tem incorporação de valor acrescentado nacional. E funciona porque ainda não é prático importar casas já construidas. O que já esteve mais longe...

S.T.

Anónimo disse...

Pimentel Ferreira mais todos os seus alter-egos camaradas a que se liga dessa forma curiosa

Vá ler e depois pergunte a um dos seus, as dúvidas existenciais que tem

Agora perguntas assim para o idiota devem ficar naquele sítio onde elas se passeiam impunes e felizes. Com a suas respostas à altura

A inteligência também terá usufruto?

João Pimentel Ferreira disse...

ST, de facto um ponto de vista interessante esse das casas não serem bens mobiliários transacionáveis no mercado único. Em qualquer caso acho que alocámos muito crédito ao imobiliário. E visto que estamos no mercado único, precisamos de exportações com valor acrescentado pela qualidade. E investimento industrial e tecnológico seria preferível ao imobiliário.

Mas o ST é todavia muito teimoso. Não há uma série de impostos especiais para produtos unicamente importados, sem nunca violar as regras de mercado único? ISP, IUC ou IA - Imposto Automóvel sendo que automóveis e combustíveis são as maiores parcelas nas importações em valores absolutos. Já pensou porque motivo a Holanda, também sem indústria automóvel, tem das gasolinas mais caras da Europa, e tanta gente anda de bicicleta? Não acha anormal um país como Portugal, com os problemas que tem na balança de pagamentos, como o ST bem assinala, ter tantos carros e tanta gente usar o carro de forma irracional?

S.T. disse...

Lá vem o pimentel-simões-aónio-cunha com a sua fixação no automóvel,

Que paranóia!

E claro, eu é que sou teimoso. LOL

O problema é que o seu moralismo económico piegas não tem qualquer base real e não tem a mínima hipótese de concretização porque parte de uma deficiente compreensão dos mecanismos monetários e macroeconómicos em jogo.

E já agora a construção está a evoluir para métodos que poderiam permitir a exportação, se fosse feita a necessária pesquisa. E até há países como o UK onde há um grande deficit de habitação "affordable" e de qualidade. Digo eu...

Mas veja lá se percebe porque é que os fluxos de crédito em Portugal se dirigem para a construção. Continua a não querer perceber que com uma moeda sobreavaliada investir na indústria é jogar dinheiro fora. Só sectores protegidos ou clientelares prosperam.

E não é o seu moralismo bacoco que vai alterar essa situação.
S.T.

Anónimo disse...

Aprenda pimentel ferreira, aprenda.

E deixe de fazer figuras tristes.

S.T. disse...

A fixação do pimentel-simões-aónio-cunha na dicotomia automóvel-bicicleta revela além do mais uma incompreensão das diferenças geográficas entre a Holanda e Portugal.

A Holanda é monótona e estúpidamente aborrecida e plana. Já os nossos principais centros urbanos onde se concentra a maior parte da população urbana são pouco convidativos para o uso da bicicleta.

Será que o pimentel-simões-aónio-cunha já tentou subir de bicicleta a calçada de Santana ou a Rua da Madalena em Lisboa?
E que tal subir a Av. da liberdade a levar com os gases de escape dos autocarros e outros veículos pesados?
Ou a Calçada de Carriche à hora de ponta?
Ou no Porto desde a Ribeira até á Praça da Batalha?
Ou ainda em Coimbra desde o Choupal até à Universidade?

A diferença também é que na Holanda mesmo indo para o emprego de bicicleta se consegue chegar sem transpirar. Em qualquer das três cidades que mencionei a maior parte dos percursos implicam chegar ao emprego todo suado.

O pimentel-simões-aónio-cunha devia experimentar e depois contar-nos como é bom ir para o emprego de bicola e levar uma rabecada do chefe porque se chega com a camisa já ensopada de suor.

Note-se que em Lisboa a zona das docas e a da Expo são óptimas para a bicicleta, mas nem toda a gente pode morar E trabalhar nessas zonas.

Portanto pimentel-simões-aónio-cunha, deixe-se de tretas.
S.T.

João Pimentel Ferreira disse...

O ST, além de economia, agora fala-nos de transportes e de topologia urbana. O ST é um verdadeiro doutor. Eclético, versado, e acima de tudo, pedante!

ST, porque eu tenho a humildade de asusmir que sou um leigo em economia, e por isso estou aqui para aprender (de vez em quando apenas), far-lhe-ia bem demonstrar alguma humildade, sobre assuntos dos quais pouco ou nada percebe. Já lhe dei uma liçãozinha sobre mercado energético, visto que nem sequer conseguia destinguir coisas básicas como energia total consumida por um país, com energia da rede elétrica.

Em relação às suas "análises" sobre a bicicleta e bla, bla, bla, para citar o camarada Cuco cuja versatilidade da crítica aos demais não vai mais longe, deixo-lhe apenas uma hiperligação para que a leia atentamente. Sim, fui eu quem escreveu, mas já são muitos anos "a virar frangos" (Cuco, venha a crítica aos frangos).

https://www.veraveritas.eu/2014/03/bicicleta-e-as-colinas.html?m=1

Vá lá ST, aprenda lá a fazer hiperligações decentes!

E sim, em Lisboa andava de bicicleta todos os dias para casa e para o trabalho. Mas se não gosta de bicicletas, tem sempre os transportes públicos.

João Pimentel Ferreira disse...

E não sou eu que tenho problemas, é o ST que tem uma paranóia e uma obsessão patológica contra o Euro.

S.T. disse...

Por o pimentel-simões-aónio-cunha dizer que eu não "percebia" a diferença entre rede electrica e a energia total consumida por um país não quer dizer que isso seja verdade. O pimentel-simões-aónio-cunha é que inventou isso.

Nem isso me preocupa, tal como não me preocupa a sua falsa humildade em matérias económicas. É assim uma "humildade" muito arrogante e desinformada mas suponho que faça parte dos seus deveres profissionais como troll euroinómano.

Muito mais importante é que o pimentel-simões-aónio-cunha está do lado errado da história, do lado dos opressores, dos exploradores e dos inimigos do povo em que se supõe ter nascido, o que faz de si um traidor, um renegado, um "assimilado", um tropa cipaio, alguém que esqueceu de onde vem e por isso também não sabe para onde vai.

As acusações de pedantismo também não fazem a mínima mossa. Não tenho carreira a defender enquanto S.T., portanto, como dizem os jovens, "tá-se bem!"

Mas, já que fala em pedantismo não posso deixar de lhe apresentar um assumido e autointitulado "Il Pedante":

http://ilpedante.org/post/the-slavery-of-the-good

Divirta-se com a sua "A Escravatura dos Bons"
S.T.

Anónimo disse...

Ahahah

Um “pedante enfatuado “ como o joão Pimentel Ferreira agora armado em humilde leigo

Basta ler algumas das suas crónicas para observar com espanto como apresenta agora a sua imagem. Não terá um espelho?

Aprendeu alguma coisa sobre o mercado energético? Foi deplorável. Quer que lhe relembremos?

E sobre a bicicleta e o seu passeio como prova de seu umbigo e de uma ignorância a toda a prova? Quer que lhe relembremos?

E sobre o seu pesadelo cucal mais os seus frangos de que não se percebe onde começa a perturbação e acaba o ocultismo para iniciados?

Anónimo disse...

Agora um euroinomano não tem outra defesa senao acusar os demais de obsessão patológica contra o euro?

Tudo o que não seja segundo a cartilha destes tipos não passa de obsessão?
E ainda por cima patológica?

Vá aprender e deixe de dizer disparates

João Pimentel Ferreira disse...

Confesso que fiquei impressionado. O ST parece um libertário a falar. Ainda o veremos a defender Milton Friedman e a liberdade para os povos e comunidades estabelecerem como quiserem as suas divisas monetárias.

E sim, fez confusão com energia total consumida num país, com energia da rede elétrica. Ademais adulterou valores, quando a fonte que citava apenas fazia desses valores projeções futuras. Mas nada de mal, errar é humano. Só os pedantes é que não erram.

E fala de mobilidade e transportes como se fosse uma sumidade no assunto. E não é!

Já o Cuco percebe tanto de mercado energético quanto percebe de astrofísica, mecânica quântica, economia, sociologia ou equações diferenciais ordinárias. Fala de tudo e não percebe de nada! Um verdadeiro cuco teria mais inteligência!

Anónimo disse...

Pobre Pimentel Ferreira

Repare-se para onde se sumiu aquela humildade aí em cima expressa

Um leigo assumido nos dias do in vino veritas

Um perturbado negacionista (cuco-dependente) nos restantes tempos

Podemos agora voltar ao que se debate?

S.T. disse...

Ha-Ha-Ha-Ha-Ha-Ha-Ha!

Agora sou libertário? Não me diga!

Mas já que o pimentel-simões-aónio-cunha tanto insiste, saia uma citação de Milton Friedman:

"The drive for the Euro has been motivated by politics not economics. The aim has been to link Germany and France so closely as to make a future European war impossible, and to set the stage for a federal United States of Europe. I believe that adoption of the Euro would have the opposite effect. It would exacerbate political tensions by converting divergent shocks that could have been readily accommodated by exchange rate changes into divisive political issues. Political unity can pave the way for monetary unity. Monetary unity imposed under unfavorable conditions will prove a barrier to the achievement of political unity."

Então? Gostou, pimentel-simões-aónio-cunha(l)?

O artigo é este, na Forbes: "Now He Tells Us, Architect Of The Euro Says It Will Never Work - So Milton Friedman Was Right"

O artigo refere-se sobretudo a Otmar Issing, um dos "pais do Euro" e interroga-se por que raio Issing só diz que o euro não vai funcionar agora, vinte anos depois.

https://www.forbes.com/sites/timworstall/2016/10/23/now-he-tells-us-architect-of-the-euro-says-it-will-never-work-so-milton-friedman-was-right/#74c401ff3750

Quanto à mobilidade, veja o que realmente pode funcionar em Lisboa, atendendo a que São Francisco tem uma topografia com algumas semelhanças.

https://www.sfchronicle.com/business/networth/article/Electric-scooters-for-grown-ups-now-available-for-12786451.php

Note-se que a invasão é tal que a câmara municipal até quer limitar a 500 trotinetes por empresa.

http://www.businessinsider.com/bird-electric-scooter-review-2018-4#its-true-starting-in-march-three-startups-bird-lime-spin-rolled-out-hundreds-of-motorized-scooter-rentals-in-downtown-san-francisco-in-the-span-of-a-few-weeks-now-theyre-everywhere-3

Assim já pimentel-simões-aónio-cunhal-cunha, o especialista em mobilidade urbana, não chegava suado ao trabalho...
S.T.

João Pimentel Ferreira disse...

Como calculava. ST a alinhar o ideário com Milton Friedman.

Os EUA são um país auto-dependente. Veja o caso da Noruega, um país rico, montanhoso, frio, com petróleo, e a quantidade de carros que tem por mil habitantes em comparação com Portugal.

S.T. disse...

Alinhar pelo ideário de Milton Friedman? LOL

"Olhe que não, olhe que não!"

O facto de não endossar a ideologia de Milton Friedman não me impede de reconhecer que em relação ao euro as suas previsões se revelaram acertadas.

Mas também Stiglitz, Kaldor, Bagnai, Krugman e outros avisaram que a arquitectura do euro tinha falhas graves que iriam gerar enormes desequilíbrios, mas não foram escutados.

Aliás, o artigo que menciono acima explica que o euro foi uma opção politica que só teria hipótese de funcionar com um sistema de transferências fiscais. Só que não se esperava que os montantes necessários fossem tão altos e nem que o governo alemão fosse tão avarento.

Lá está o joão-pimentel-simões-aónio-cunhal-cunha com a sua obsessão anti-automóvel. LOL

Basta olhar para o mapa da rede viária da Noruega para se perceber as dificuldades em saltar de fjord para fjord. Estradas de montanha difíceis de manter transitáveis uma grande parte do ano.

Na Noruega é mais prático viajar por mar, de ferry.

Daí que os noruegueses pensem (e bem) noutras soluções como pôr o salmão a andar de Hyperloop, como já referi há tempos:

http://salmonbusiness.com/norwegian-pipe-dream-salmon-to-paris-in-1-hr/

A solução com a tecnologia da época no Sul foi esta:

https://www.express.co.uk/life-style/cars/782445/Vespa-oldest-auction-for-sale-1946-0-series-prototype

https://www.irishtimes.com/life-and-style/homes-and-property/interiors/design-moment-vespa-1946-1.3528158

E que provávelmente num futuro próximo vai passar por versões electricas.
Até porque tenho algumas reservas quanto à segurança dos automóveis electricos estilo tesla.
Ou se fazem rápidos progressos quanto à segurança das baterias ou o futuro a médio prazo vai ser baseado em bons velhos motores de combustão interna queimando combustiveis sintéticos com balanço de carbono neutro.
S.T.

S.T. disse...

Já que se fala em mobilidade urbana, há que fazer a ponte com o assunto base deste post, que é o preço do imobiliário.

Nesse sentido há que repensar as politicas urbanísticas em relação a vários parâmetros e ao resultado pretendido.

A ocupação harmoniosa do território depende de variáveis como o emprego e o custo da energia gasta nas deslocações diárias.

Ao contrário do joão-pimentel-simões-aónio-cunhal-cunha tenho uma perspectiva baseada na conveniência e rentabilidade, não em espúrios militantismos voluntaristas ciclisticos.

Como já noutros comentários passei a informação, os ganhos de produtividade parecem estar ligados à densificação da urbanização, pelo que seria avisado projectar nesse sentido e observar o que tem sido feito noutras partes do mundo e quais as soluções possíveis com as tecnologias que presumivelmente darão forma ao futuro.

Isto para se evitar tanto quanto possível a alocação de recursos quer públicos quer privados em investimentos improdutivos.

Lembro-me que na altura dei como exemplo de desperdício a construção de "maisons" em aldeias sem dimensão para terem infraestruturas que permitam a sua ocupação e rentabilização.

Isto a par da necessidade de habitação de qualidade nos centros urbanos onde há melhor emprego em ocupações de mais alta produtividade.

Portanto, a sageza aconselharia a que se desenhasse um sistema de infraestruturas e incentivos que melhor servisse não só para resolver problemas actuais mas que fosse consentâneo com o que se adivinha para a evolução futura.
S.T.

S.T. disse...

Outro exemplo do que não está a ser feito em Portugal é a reflexão de como está a evoluir a distribuição em todo o mundo e quais vão ser as implicações no urbanismo e no imobiliário.

https://www.nouvelobs.com/economie/20180613.OBS8132/il-faut-de-vraies-mesures-pour-sauver-les-centres-villes.html

Em França ainda andam às voltas com o pequeno comércio versus grandes superfícies, mas a meu ver o problema coloca-se já é com a distribuição online. Basta ver a tendência nos USA e na China.

Mais uma vez temos que definir o que realmente pretendemos e quanto é que isso nos vai custar, porque podemos escolher opôr-nos à tendência ou segui-la, mas usar medidas compensatórias que reequilibrem a qualidade de vida.
S.T.

João Pimentel Ferreira disse...

É interessante e paradoxal que não repare que uma das medidas dos fundos estruturais foi exatamente para a construção de rodovias, mormente autoestradas, para nos tornarem mais dependentes da indústria automóvel do eixo franco-alemão. E mais dependentes da indústria petrolífera. 1/3 da energia total consumida no país (não confundir com rede elétrica), está nos transportes, um dos maiores rácios da Europa. Mas não tinha de ser assim, tem os exemplos da Holanda e Dinamarca, com combustíveis caríssimos, estacionamento automóvel caríssimo, impostos sobre automóveis e combustíveis altíssimos, bons transportes públicos, boas condições de pedonalidade e ciclabilidade. Em Portugal adotámos o modelo de desenvolvimento urbano da Alemanha e dos EUA no pós-guerra, do espalhamento urbano e da dependência automóvel, mas sem indústria automóvel nem recursos petrolíferos. Na década de 2001-2010 as importações de carros mais combustíveis em Portugal, ultrapassaram os cem mil milhões de euros, para ter uma noção dos montantes. Ademais, combustíveis são para queimar e carros depreciam muito rapidamente, criando perda de valor. Cidades mais compactas são energeticamente mais eficientes.

S.T. disse...

Já agora explico porque razão não acho que no presente estadio tecnológico o carro electrico seja a melhor das soluções:

https://www.theguardian.com/technology/2018/jun/17/tesla-fire-video-mary-mccormack-california

https://www.rt.com/news/426744-tesla-swiss-crash-fire/

Já scooters e trotinetes electricas não correm o risco de encarcerar o condutor...
S.T.

João Pimentel Ferreira disse...

Não se esqueça ainda caro ST que o português médio trabalha quase metade do ano (320€ por mês, em 800€ que é o salário médio líquido) para pagar as despesas totais do seu carro. Elas são o seguro, o combustível, as revisões, reparações, possível crédito automóvel, desvalorização do veículo, lavagens, eventuais multas, IUC, portagens e parqueamento. Esse custo total ultrapassa muitas vezes os 500€ por mês, mas as pessoas não fazem essa contabilidade porque as contas que se pagam aparecem distribuídas pelo ano em diferentes parcelas. Faça você mesmo as suas contas em autocustos.info e poderá ficar surpreso com o resultado final! Pense depois quanto ganha por mês e quantos meses tem de trabalhar para suster o seu carro!

Anónimo disse...

É interessante e paradoxal que quem andou com a missa dos fundos estruturais mais os encómios à UE e ao euro foi precisamente o aonio pimentel ferreira.

Enfim...mais ziguezagues de quem não consegue manter uma ideia para além de euroinómano militante

S.T. disse...

Haaaaa...Não me diga?!!!

Então todas aquelas auto-estradas eram para comprarmos carruchos?

Tem piada! Sempre pensei que as auto-estradas eram para podermos fugir de cá mais depressa e para servir os camiões TIR carregados de produtos do complexo exportador alemão.

Afinal eu devia estar enganado (sarcasmo grátis) :)

Quanto à suposta adopção do modelo de povoamento americano/alemão, não me parece que tenha sido uma escolha deliberada. Deveu-se a meu ver a uma conjugação de factores, como o preço das propriedades urbanas versus propriedades rústicas.

Outro factor determinante foi o anquilosamento do mercado habitacional de arrendamento, que não conseguiu desbloquear o medo dos senhorios em arrendar quando o mercado registava aumentos de valor e rendas superiores à inflação geral. Muitos senhorios como "não precisavam", ficaram à espera de obter a máxima valorização da renda. Até porque como o valor patrimonial das casas aumentava na mesma bastava ficar quietinho para especular.

E depois ainda havia os senhorios traumatizados do 25 de Abril....estilo José :)

Seja como fôr observa-se que os centros das cidades têm muitos fogos devolutos e degradados.

Também não ajudam burocracias como a exigência para arrendamento de certificados energéticos que são um verdadeiro assalto ao senhorio. Uma pepineira da treta por 350€. Que roubo!

Até há factores como o IMI e os absurdos preços da água que favorecem as zonas periféricas.
Uma vivenda em zona rústica paga menos IMI e como normalmente se faz um furo, não é preciso pagar não só a água mas as absurdas "taxas de serviço" e quejandas. (sobra mais dinheiro para a gasolina :)

Outro factor que funcionou sobretudo durante o último quartel do século passado foi a terciarização dos centros das cidades, com grande percentagem das novas construções destinadas a comércio ou serviços, expulsando os habitantes para os suburbios.

Por último, desde a adopção do euro os juros demasiado baixos rebentaram com o mercado do arrendamento e criaram uma bolha imobiliária.

Tudo isto faz com que as nossas cidades não se renovassem e não adquirissem o mix habitação/serviços/emprego que permite percursos casa-trabalho curtos e a concomitante eficiência.
S.T.

João Pimentel Ferreira disse...

O preço da propriedade urbana vs rústica tomou certamente um papel importante, e mais precisamente as mais valias imobiliárias. Mas o estado deliberadamente foi promovendo a rodovia, com perfil de autoestrada, para a periferia aumentando a auto-dependência e tornando exequível comprar casa cada vez mais longe dos centros. Era impensável para alguém nos anos 1950 comprar casa em Sintra e trabalhar em Lisboa. Tal foi sendo possível com os sucessivos alargamentos e melhoramentos do IC19 e da segunda circular. Mas não tinha de ser assim. Ademais esses ligações para a periferia poderiam ter sido feitas por ferrovia, como se faz nos países do centro da Europa. E repare que o estado gastou o mesmo em toda a linha ferroviária de Cascais numa década, do que gastou em alargar 9km da A5.

Como anteriormente referi, acho que o estado não deveria cobrar IMI para habitação própria permanente e deveria aumentar o IMI para casas vazias ou devolutas (isto julgo que já é parcialmente feito). Há 1 milhão de fogos vazios. Se esses fogos fossem colocados no mercado, o preço das rendas baixaria. Mas o estado também não se inibe de cobrar 28% de IRS aos senhorios, o que de facto é uma taxa muito elevada.

João Pimentel Ferreira disse...

Prezado ST, caso queira acompanhar um debate interessante sobre porque motivo os carros elétricos são um "mito verde", conhecido na gíria anglossaxónica, como greenwashing, recomendo este debate num fórum sobre mobilidade onde participo

https://forum.mubi.pt/t/carros-verdes-sao-como-prostitutos-virgens-simplesmente-nao-existem/

cumprimentos

João Pimentel Ferreira disse...

Caro ST, a questão dos camiões TIR e da importações dos produtos via autoestradas, é interessante, mas não colhe, porque essa importação poderia ter sido feita com investimento em ferrovia ou mesmo usando o mar, através dos portos marítimos. Ademais, uma infraestrutura viária para importação é sempre por definição uma via para exportação. Em acréscimo, os camiões TIR não precisam de autoestradas e não ganham muito tempo com estas, devido ao diferencial de velocidade, entre a velocidade média do TIR e o potencial que poderiam ter numa AE.

Mas não nego que o sobreinvestimento em autoestradas, que muito já critiquei, não teve interesses da indústria automóvel do eixo-franco alemão. Basta vermos que o carro mais vendido em Portugal, de longe, é o Renault Clio, e o facto dos carros alemães serem muito populares em Portugal. Por isso dei-lhe o exemplo da Holanda, mesmo junto às fábricas alemãs, mas onde muito mais gente usa transportes públicos ou bicicleta.

S.T. disse...

O Sr joão-pimentel-simões-aónio-cunhal-cunha tem uma maneira estranha de pensar.

Para ele foi o IC19 e as obras na 2ª circular que criaram a suburbanização de Sintra, quando a história foi completamente diferente.

Foi a terciarização do centro de Lisboa e os altos preços da habitação em Lisboa que forçaram os habitantes e os "da província" que afluiam a Lisboa a comprar/alugar casa na linha de Sintra. Como aliás o mesmo se passou na margem Sul e em todos os concelhos limítrofes de Lisboa.

Foi a necessidade, não a facilidade que gerou esse movimento. Basta lembrar os brutais engarrafamentos de há 20 anos no IC19, na Calçada de Carriche e no Viaduto Duarte Pacheco/Amoreiras para se perceber que a infraestrutura veio só depois de já ser terrívelmente necessária.
Então e "não tinha de ser assim"?
Então e o que é que aconteceu à linha de Sintra da CP? Evaporou-se?
Homem, só à gargalhada! Então queria ir a Sintra como? De burro ou de carroça?

Ó joão-pimentel-simões-aónio-cunhal-cunha! O cavalheiro é um intruja de primeira!

Então os TIR não beneficiam com as autoestradas? LOL Então não sabe que para os transportadores os principais custos são dependentes do factor tempo?

E as importações podiam vir por ferrovia?
Isto apesar de terem que atravessar Espanha, que há muito tinha feito a opção pelo transporte rodoviário e desprezado o "ferrocarril"?
E das dificuldades inerentes à mudança de bitola na fronteira de Hendaye-Irún?
A sério, joão-pimentel-simões-aónio-cunhal-cunha? LOL

Espero que a sua especialidade não seja ligada à engenharia dos transportes... :)
S.T.

Anónimo disse...

Não há pachorra para o Pimentel mais o elogio aos alemães e, quando não colhe, aos holandeses

Sistematicamente distorce a conversa, repete, repete-se e retorna

De repente era a Alemanha e os fundos estruturais. Depois a Noruega. Depois é o Estado que.

Depois é o silêncio, o que se não disse , o que se disse mas agora se cala e o eterno regresso à conversa quase que da treta

Repare-se: “ uma via viária para importação bla-bla-bla uma via viária para exportação “

Como se as vias de transporte , idênticas, funcionassem da mesma forma num sentido e noutro. Tínhamos assim a nossa balança resolvida. As nossas e a de todos os outros

É de facto e em certa medida confrangedor tanto patuá inútil.

Tal como ê de sublinhar este açudar contra o Estado, em termos genéricos, quando, quem é responsável por tantas e tantas decisões contra os interesses do pais, é precisamente quem governou o Estado. Que deu cabo da nossa actividade produtiva. Que não vê o que se espera de um país a curto, médio e a longo prazo. Que entrou num Euro que serve os interesses da Alemanha e dos vizinhos

(Quanto à indústria alemã, tão elogiada pelo aonio Pimentel Ferreira... aquilo é um coio de aldraboes. Agora foi detido mais um gabiru, ao fim de um ror de anos)

João Pimentel Ferreira disse...

ST,

a infraestrutura veio depois do engarrafamento, porque há um fenómeno bem conhecido nos transportes que é a procura induzida (induced demand). Lede: https://en.wikipedia.org/wiki/Induced_demand

E porque na altura não se investiu logo em boas infraestruturas ferroviárias em Sintra ou Cascais? A linha de Sintra sempre houve, mas estava longe de ter a capacidade de transporte de pessoas que hoje tem (corridor capacity). Lede por favor: https://www.veraveritas.eu/2014/04/ferrovia-ou-rodovia.html

O meu texto em nada invalida que a terciarização dos centros também não foi um problema; mas nesse caso cabia aos municípios, através do PDM, regular o espaço urbano em função da finalidade. Aqui na Holanda por exemplo, os centros comerciais e grandes superfícies estão proibidos fora dos centros urbanos, para evitar a auto-dependência. Mesmo o IKEA é no centro de Delft e vou mesmo a pé.

Em relação à bitola europeia na Península Ibérica, recomendo este texto do Público
https://www.publico.pt/2017/09/26/economia/noticia/a-bitola-na-rede-ferroviaria-portuguesa-e-um-problema-1785629

ST, seja mais humilde e menos pedante! Far-lhe-á bem!

Saudações

Anónimo disse...

Está-se a ver o aonio pimentel ferreira a ver passar os panzers alemães pelas rodovias holandesas.

E a dizer aos berros,para quem o quer ouvir:
"...vão ver que uma infraestrutura viária para invasão da Holanda pela Alemanha é sempre por definição uma via para invasão da Alemanha pela Holanda..."

E todo contente saltar para a bicicleta, assobiando o hino respectivo

S.T. disse...

A razão que presidiu à colocação das grandes superfícies á entrada das cidades foi supostamente proteger o comércio tradicional. Em Portugal seguiu-se essa moda creio que de origem francesa. À posteriori é difícil calcular o impacto de retardamento na agonia do comércio tradicional.

Quanto às infraestruturas ferroviárias, tal como as rodoviárias nadaram sempre atrasadas em relação às necessidades.

Quanto à humildade, use os seus próprios conselhos e deixe de armar ao pingarelho em relação ao euro e à EU. Já era altura de ganhar juízo!
S.T.

S.T. disse...

E já agora joão-pimentel-simões-aónio-cunhal-cunha, deixe-se de tretas com a induced demand.

Basta ver o quanto a grande Lisboa e o grande Porto absorveram população no último quartel do século passado que se deslocava dos meios rurais à procura de melhores empregos para criar "procura" de alojamento e transportes em meio urbano e suburbano.

Pode-se discutir se o planeamento podia ter sido melhor ou pior, mas sempre houve constrangimentos devidos à pressão da especulação imobiliária que dominava os departamentos urbanísticos das câmaras municipais.
S.T.

Anónimo disse...

Não há mesmo pachorra.

Começa por dizer o aonio pimentel ferreira etc etc etc

"Mas o estado deliberadamente foi promovendo a rodovia, com perfil de autoestrada, para a periferia aumentando a auto-dependência e tornando exequível comprar casa cada vez mais longe dos centros. Era impensável para alguém nos anos 1950 comprar casa em Sintra e trabalhar em Lisboa. Tal foi sendo possível com os sucessivos alargamentos e melhoramentos do IC19 e da segunda circular"

S.T duma forma que devia envergonhar pimentel ferreira faz em fanicos o disparate:
"Para ele foi o IC19 e as obras na 2ª circular que criaram a suburbanização de Sintra, quando a história foi completamente diferente.

Foi a terciarização do centro de Lisboa e os altos preços da habitação em Lisboa que forçaram os habitantes e os "da província" que afluiam a Lisboa a comprar/alugar casa na linha de Sintra. Como aliás o mesmo se passou na margem Sul e em todos os concelhos limítrofes de Lisboa.

Foi a necessidade, não a facilidade que gerou esse movimento. Basta lembrar os brutais engarrafamentos de há 20 anos no IC19, na Calçada de Carriche e no Viaduto Duarte Pacheco/Amoreiras para se perceber que a infraestrutura veio só depois de já ser terrívelmente necessária."

A como "responde" a isto o pimentel?

"a infraestrutura veio depois do engarrafamento, porque há um fenómeno bem conhecido nos transportes que é a procura induzida (induced demand). Lede: https://en.wikipedia.org/wiki/Induced_demand"

O que dissera antes o sujeito?
Que a infraestrutura surgira antes e fora promovida pelo Estado, "tornando exequível comprar casa cada vez mais longe dos centros".

Ou seja: primeiro surgiu o engarrafamento, depois a infraestrutura viária e só depois foi "exequível comprar longe dos centros".

Este tipo não tem emenda. É um aldrabão. Impinge-nos ainda por cima as suas tretas como aquele personagem do Jorge Amado, também ele do mesmo género, que nos perguntava sistematicamente se já nos dera o seu cartão

Não há mesmo pachorra para tanto pedantismo ignorante e contorcionista