quinta-feira, 14 de junho de 2018

E se Trump tiver razão?


É preciso alguma coragem intelectual e política para dizer isto em certos meios: “Trump tem razão e o resto do G7 não”. Porquê? Porque, segundo George Monbiot, Trump defende a existência de uma cláusula de caducidade, que permita renegociar, ao fim de um certo prazo, tratados como a NAFTA, ou abandoná-los. As perversas regras do comércio e investimento internacionais não podem estar inscritas na pedra. Caso contrário, para que servem as democracias?

Anda para aí uma certa “esquerda” a querer convergir com outros neoliberais, em nome de uma fantasiosa frente comum dos “abertos” contra “fechados”, esquecendo que foram as crises e polarizações da forma dominante de economia política, assente na ideia abertura irrestrita, que contribuíram e contribuem para gerar os Trump desta vida. Na UE, esta forma de economia política, ainda mais constrangedora, tem na moeda única e no mercado único os seus pilares.

A conclusão de Monbiot deve levar a pensar: quando é possível a um escroque como Trump “apresentar-se como campeão dos interesses populares, então a democracia está mesmo em risco”.

Na realidade, o chamado neoliberalismo progressista, o dos que combinam um entendimento liberal das chamadas causas fracturantes com o neoliberalismo que causa fracturas, mata uma certa esquerda dos dois lados do Atlântico. Essa esquerda, é verdade, não faz falta nenhuma, dado que impede o aproveitamento da desglobalização que tem de se avizinhar.

Felizmente, há quem perceba duas coisas: que NAFTA, CETA, TTIP ou UE comungam de uma mesma lógica perversa e que um populismo de esquerda é o melhor antídoto simultâneo contra Trump, mas também contra o perigoso plástico político que ainda flutua dos naufrágios da terceira via.

35 comentários:

S.T. disse...

Falando de NAFTAs TTIPs e CETAs, há mais uma razão para se apreciar os populistas italianos.

É que TCHARAMM! (e isto mereceria rufar de tambores!) os popuplistas italianos acabam de dar um tiraço no CETA, recusamdo-se a ratificá-lo!

Infelizmente ainda não é a morte do CETA porque só passado o prazo fixado para a ratificação é que "morre" porque entretanto mesmo sem ratificação está em vigor.
(Não são nada vigaristas estes globalistas! Mesmo que não aproves o CETA tens que o gramar durante anos!)

https://www.bloomberg.com/news/articles/2018-06-14/italy-picks-another-fight-with-eu-targeting-canada-trade-deal

S.T.

S.T. disse...

O problema com tratados comerciais multilaterais é que são mais difíceis de negociar e sobretudo de renegociar por envolverem mais partes.

Acabam por enredar os países com menos poder negocial em vínculos que se tornam difíceis de quebrar apesar de aspectos gravemente lesivos dos seus interesses.

Os USA ou a China têm um poder negocial que lhes permite invocar por exemplo cláusulas de "segurança estratégica" mesmo quando é óbvio que é um mero subterfúgio.
S.T.

Anónimo disse...

Uma posta impecável. E corajosa.

É também por isso que o LdB é um lugar que merece respeito.


S.T. disse...

Relendo o post de João Rodrigues tenho a propor uma correcção.

É que não é "o perigoso plástico político que ainda flutua dos naufrágios da terceira via".

Não é, não senhor! São os contentores do naufrágio da social-democracia europeia que ficaram a flutuar semi-submersos e quase invisíveis porque nem se afundam nem flutuam. Ficam ao rés da água e são o maior dos perigos para a navegação. Uma marretada num desses contentores afunda um pequeno navio ou provoca graves avarias num grande. Muito mais perigoso do que plástico.

E contra esses perigosos destroços apenas a vigilância incessante pode ser eficaz.
S.T.

Jose disse...

A minha suspeita é a de que a esquerda do 'verdadeiro socialismo' já concluiu que o internacionalismo que um dia foi sua bandeira, se transformou na sua besta negra na forma de globalização.
A palavra de ordem parece agora ser regressar até às autarcias nacionalistas e refundar o processo.
Para além de se poder reconhecer um fundamentalismo que se recusa a ver-se frustrado, não se vislumbra como tal se haveria de processar nem o que de bom daí adviria.
Mas seguramente que tal como um escroque como Trump, apresentarem-se como campeões dos interesses populares, só significa que a democracia está mesmo em risco.


Verdadeiramente não se percebe como tal se poderá processar nem o que daí poderá resultar que ultrapasse

S.T. disse...

Democracia? Em risco? LOL
E isto na boca de um salazarento? Deixa-me rir senão esquece-me! LOL

Mas o José não se enxerga?

Acho que está na altura de publicar um link para um video no youtube que não é directamnete acessível de Portugal.

Chama-se "Propaganda - La Fabrique du Consentement - Arte - 29_05_2018"

Para o visionar é preciso usar o browser TOR e tentar vários "pontos de saída" da rede TOR até haver um que permita o visionamento no youtube. Às vezes até dá logo à primeira. Depende.

https://youtu.be/FPbxJV4QKso

Bom visionamento!
S.T.

Anónimo disse...

A suspeita do jose é apenas suspeita.

Ou então é pura treta.

Suspeita-se assim que jose abandonou o seu próprio campo e vem dar lições sobre o que acha melhor que os demais façam para cumprir os seus objectivos político-ideológicos

Francamente, este jose pensa que os outros são parvos?

Anónimo disse...

As suspeitas de jose sobre as bestas negras vão ao encontro daquele vocabulário para idiotas, parido pelo Passos coelho, e que ele próprio,jose, andou a repetir durante anos:

O problema do diabo e da sua vinda

Agora temos a besta negra. Mais o retrocesso à autarcia como contraponto ao internacionalismo

Se tudo isto não tivesse sido já amplamente discutido, detalhado, debatido, poderíamos pensar que jose tinha ficado encalhado naquela velha demonstração do carácter nacional dos movimentos de libertação nacional, que contavam com a solidariedade internacionalista. E que ainda lhe estava atravessado o fim da guerra e a independência das colónias.

Talvez seja também o caso. Mas repetir discussões já tidas, em que jose tenta convencer que a soberania nacional é má e que a globalização é boa, é de quem não tem mais nada que fazer do que esta propaganda infecta aos seus mantras neoliberais

Reconhece-se também um fundamentalismo que se recusa a ver-se frustrado.

Mas também se reconhece outra coisa capital e que justifica esse esforço tenaz de jose: é que nada de bom advirá naquilo que jose acha que é bom.

Anónimo disse...

Os escroques são assim.

Há quem os chame de escroques por inveja, por competição, por analogia, por carinho

Mas se entre os escroques há dissidências que permitam que os escroques compitam entre si...que se fortaleça a luta entre os escroques.

Isto está em qualquer manual que se tenha por coisa séria. E tem sido utilizado com sucesso e com distinção.

Que agora apareça aqui alguém a repetir tretas sobre as autarcias e o internacionalismo e o socialismo mais o que de bom adviria se lhe seguissem os preceitos evangélicos, significa apenas que já não se tenta argumentar seriamente, mas sim repetir lugares-comuns que vinculam alguma perturbação impotente.

Ainda bem

Anónimo disse...

Alguém defendia a guerra e esconjurava o caos.

A ordem feita nos moldes de quem está a vencer (e continua a vencer) foi sempre um dose seus motes

A sua Ordem, tida por vezes como Ordem Nova.

A guerra, essa, continuam eles sempre a travar, esperando que fiquemos a respeitar a ordem deles, enquanto continuam o seu massacre e a sua pilhagem

E que tal invertermos os termos da equação? Ou pelo menos subvertemos este registo de trampa em que nos querem submetidos e obrigados?

Jose disse...

Quando não sabem que dizer, dizem que tudo já foi dito...

Anónimo disse...

Pode-se achar que o Trump não tem razão nem os outros membros do G7. Como dizia a minha avó, João Rodrigues, diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és. Os comunistas também conseguiram, pouco antes da segunda guerra mundial, encontrar pontos de convergência com os nazis...

Anónimo disse...

Trump é o Executivo dos EUA.
Trump quer repor o equilíbrio na desiquilibrada balança comercial entre os EUA e outros, vários, parceiros comerciais.
Prefere repor esse desiquilíbrio comercial atravéz relações, acordos comercias bilaterias, Estado a Estado.

Claro que quem hoje está com vantagens ... não gosta.

Trump sempre tem frizado um princípio básico em qualquer negociação. "Win-win- advantageous or satisfactory to all parties involved".

Sabemos que o politicamente correcto não pensa assim. Paciência.

Anónimo disse...

Já faltou mais para "normalizar" Trump ... Mas está no bom caminho.

Anónimo disse...

Conseguiram encontrar pontos de convergência?

Ah quando só resta a calúnia as coisas vão mal entre as hostes neoliberais

Anónimo disse...

Não foi tudo dito não senhor

Mas as tretas sobre a autarcia e o internacionalismo de tão repetidas já fedem

Basta consultar os arquivos mas se for necessário pode-se desbobinar a cassete di jose

S.T. disse...

Anda por aí um pretenso moralismo político de cariz maniqueísta que nos tenta vender uma política não só a preto e branco mas em alto contraste, em que não são permitidas sequer gradações de cinzento.

Vem isto a propósito do venenoso "diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és" e da invocação do fantasma do nazismo.

E não será demais lembrar que o nazismo está bom de saúde e assume a sua herança ideológica na Ucrânia com a benção dos USA e de alguns estados europeus, tendo até um dirigente de um partido nazi ucraniano sido recebido na Assembleia Nacional Francesa.

https://www.les-crises.fr/scandaleux-le-fondateur-du-parti-fasciste-ukrainien-svoboda-recu-a-lassemblee-et-au-senat/

Isto sim, é "the real thing"! E curiosamente não pode ser obra de Trump.

https://www.les-crises.fr/un-anti-semitisme-violent-sevit-en-ukraine-et-le-gouvernement-reste-les-bras-croises-par-lev-golinki/

S.T.

S.T. disse...

Tenho verificado ao longo dos muitos anos que sigo economia e politica internacionais que as informações veiculadas pelos média "mainstream" são na sua grande maioria sem qualquer préstimo.

Com o tempo e experiência aprende-se a conhecer autores e até a extrair informação útil de autores a que normalmente não dariamos muito crédito.

Em última análise o essencial é saber colocar as diferentes mensagens em contexto sem necessáriamente fazer sobre elas julgamentos de valor moralistas.

É muito útil ter boas ferramentas de análise conceptual que permitam compreender um fenómeno como o populismo ou o trumpismo.

E é também útil estar disposto a rever as nossas posições se novos elementos vêm contradizer aquilo que considerávamos "certo". Para mim foi assim com algumas "intervenções humanitárias" que depois percebi serem meras operações de propaganda e descarado intervencionismo.

Desde então tento fazer as perguntas "certas":

Qual é o contexto geoestratégico?

Qual é o objectivo expresso e os objectivos ocultos dos intervenientes?

Quem ganha e perde num determinado cenário?

Quais são as forças por vezes minoritárias e discretas por detrás de um determinado "movimento"?

Sobretudo aprendi com os prestidigitadores que se deve olhar para sítios diversos dqueles para onde tentam atrair a nossa atenção.

Vem isto a talhe de foice de Trump e da acusação de que se pretende "normalizá-lo" como se o facto de ele ter sido eleito presidente da maior superpotência do mundo não fosse já "normalização" que baste.

Aquilo que há a fazer é perceber os seus erros (de Trump) mas também os seus acertos, e acima de tudo aquilo que na sua acção pode jogar contra ou a nosso favor enquanto detentores de um poder de influenciar os acontecimentos infinitamente mais pequeno.

Concordo essencialmente com o anónimo aí acima:

"Trump é o Executivo dos EUA.
Trump quer repor o equilíbrio na desiquilibrada balança comercial entre os EUA e outros, vários, parceiros comerciais.
Prefere repor esse desiquilíbrio comercial atravéz relações, acordos comercias bilaterias, Estado a Estado.

Claro que quem hoje está com vantagens ... não gosta.

Trump sempre tem frizado um princípio básico em qualquer negociação. "Win-win- advantageous or satisfactory to all parties involved".

Sabemos que o politicamente correcto não pensa assim. Paciência."

Claro que a nossa análise não se deve ficar por generalidades nem por piedosos moralismos do "politicamente correcto".

Quem não levar a sua compreensão ao nível dos "interessados" (stakeholders) de uma determinada situação nunca perceberá patavina da história a desenrolar-se à sua frente.
S.T.

João Pimentel Ferreira disse...

É impressão minha ou existe uma frente de neoesquerda a defender afincadamente o aforismo salazarista do "orgulhosamente sós"?

Não percebe mesmo o ST que o mercado único europeu de trabalho foi um enorme escape para a crise e para o desemprego nos países do sul? Eu como engenheiro, aufiro exatamente o mesmo que os meus colegas alemães e holandeses. Mas de acordo com ST, eu deveria ter podido ficar em Portugal, mas com um salário muito inferior devido à desvalorização cambial de um neo-escudo em relação a um neo-florim.

Jose disse...

A grande esperança da esquerdalhada é a de que o país está suficientemente esquerdalhado para lhes dar o poder assim tivessem uma moedinha para brincar às autarcias.
Esquecem-se de verificar que só os fundos europeus e a dívida viabilizou as políticas que fizeram associar a esquerdalhada aos almoços grátis.
Assim que viesse a austeridade de esquerda levavam um pontapé nos fundilhos como em 1975.

Anónimo disse...

É impressão mesmo de joão aonio Simões pimentel ferreira

O que como se sabe não é grave, atendendo que as impressões de Pimentel ferreira são o que são e variam na exacta medida que o vento muda e as necessidades de propaganda obrigam.

Confessemos que já ouvimos melhores argumentos para a defesa da submissão rasteira a esta UE e à Alemanha. Agora essa do orgulhosamente sós implica um pontapé não só na verdade como também nas relações multilaterais dos países ao longo dos anos

Não tem vergonha ó Pimentel por mais essa bojarda?

Anónimo disse...

Mas há mais motivos para ter vergonha.
O desemprego no Sul teve amarras na forma como se processou a entrada no euro e como este se formou.

Não vale a pena acenar com as regalias conferidas pelo patrão, quando esse patrão contribuiu para a ruína do nosso tecido produtivo.

Não vale a pena testemunhos pessoais ( mesmo que de um engenheiro informático que se arrastou n anos até o ser), quando não estamos a falar nos umbigos pessoais nem das safas individuais. Mas sim estamos a abordar as coisas num plano muitíssimo mais elevado.

Que Pimentel Ferreira ainda o não tenha percebido, coincide com a não percepção do dito pelo que aqui se discute e debate

E coincide com outra coisa. Com a sobranceiria como estes neoliberais formatados no darwinismo social hodierno olham e praticam a sua visão da sociedade.

De facto nos antípodas do humanismo civilizacional

S.T. disse...

Para salazarismo tem que falar com o seu colega José. Ele é que é o especialista. Parece que tem todos os discursos do "botas" na estante. Embora me pareça que esse tal José fez um agiornamento doutrinário para ordoliteral federasta euroinómano.

E não, não é uma neoesquerda. O conceito de "exército de mão de obra industrial de reserva" já tem barbas.

Os blairites é que acharam que podiam governar com os instrumentos do tatcherismo só com uma mudança de rótulo. Mas como em politica os vácuos são mais tarde ou mais cedo preenchidos entrou em cena o UKIP.

Mas o dôtor ingenhêro pimentel-simões-aónio-cunhal-cunha despreza a desvalorização cambial mas com isso revela pouca inteligência. É que em caso de desvalorização cambial as poupanças que trouxer para Portugal valem muito mais neo-escudos, fazendo de si um brasileiro de Prazins.

Caramba! É preciso ensinar-lhe tudo? LOL
S.T.

S.T. disse...

Já que falamos do José, é fascinante ver o personagem saltitar entre argumentos salazaróides, o mais radical neoliberalismo e o repúdio da tributação à moda de um "tea-partier".

Nesse aspecto é o contrário do joão-pimentel-simões-aónio-cunhal-cunha. Enquanto o primeiro aglomera três personalidades politicas incompatíveis no mesmo barril, o segundo é o mesmo cabotino euroinómano neoliteral federasta euroescravo qualquer que seja a máscara que use no momento.
S.T.

Anónimo disse...

Caro ST! O Vídeo "Propaganda - Lá Fabrique du Consentenent - Arte -29/05/2018"" É facilmente visível no _You Tube em *ARTEpl:us 7* Propaganda - Lá Fabrique du Consentenent!

Emigrante 2013

S.T. disse...

@ Emigrante 2013

Em França ou noutro qualquer país europeu talvez se possa visionar directamente.

Em Portugal, há alguns dias não era permitido. Daí eu explicar o "truque" do TOR.

Aliás, o Tor e o Signal são como o penso-rápido: Dão sempre jeito!
S.T.

Paulo Marques disse...

Se o Pimentel Ferreira se safou, épah, tá tudo bem afinal. Já acabou a crise, tá tudo bem. Vai ser giro quando a xenofobia germânica se virar contra ele.
Mas orgulhosamente sós estão os outros...

Anónimo disse...

@ S.T.
Então talvez seja isso. Eu vivo na França!

Emigrante 2013 LULA LIVRE!

S.T. disse...

A xenofobia e o racismo alemão e holandês só vão manifestar-se a sério quando a inevitável crise que se aproxima destes países criar uma brutal recessão devido à quebra nas exportações.

Porque, ao contrário do que pode parecer, a posição da Alemanha e Holanda é frágil porque dependem de um mercado exterior. E o controlo desse mercado depende do euro.

Qualquer perturbação nas condições de dominação das eurocolónias precipitará uma crise.

Se algo correr mal, e vai correr inevitávelmente, é óbvio que o complexo bancário-exportador alemão não vai querer usar os lucros aferrolhados para socorrer a mão de obra que de repente vai descobrir que é excedentária.

Nessa altura os "nativos" alemães e holandeses vão começar a competir a sério com os emigras como o joão-pimentel-simões-aónio-cunhal-cunha e vamos ver se o ambiente de trabalho continua a ser tão "acolhedor".

Não há nada melhor para dissolver a falsa solidariedade do que uma boa crise.
Por isso, cuidado, joão-pimentel-simões-aónio-cunhal-cunha.
S.T.

Jose disse...

«Não há nada melhor para dissolver a falsa solidariedade do que uma boa crise.»
Por acaso haverá solidariedade que sempre dispense os laços de sangue, amizade, vizinhança, nacionalidade, cultura ou raça?

Será talvez a solidariedade esquerdalha, com cada bando a ir ao pote organizado em classe, profissão, categoria profissional ou na sua individualidade de coitadinho?

Teremos por aqui um franciscano, irmão dos peixinhos?

S.T. disse...

Essa da "solidariedade de raça" deve ser relativa aos criadores de gatos de raça persa ou "bosque da noruega", espero eu...
S.T.

Anónimo disse...

Franciscano ao pote

E levanta-se o sor José naquela escrita, mais do que franciscano, de seminarista compungido, a rezar assim:
“Por acaso haverá solidariedade que sempre dispense...”
Pois é mas tirando o pernóstico da escrita,inspirada em exemplos maiores ( para ele), o que resta é zero. Nada. Niente.

Os factos estão para o comprovar. A solidariedade do Capital aí está precisamente para o confirmar. Mais o comportamento verdadeiramente bovino da Alemanha e seus rapazes.

Entre quem rouba e quem é roubado, quem explora e quem é explorado não deve haver qualquer solidariedade. Também passa por aqui uma questão de dignidade.

E quando as coisas apertarem, veremos como vão actuar os teutónicos senhores, já experimentados nessas lides.

Mas este sor jose faz o que pode. Só falta o regresso ao hino à Pátria colonial agora travestida de Alemanha Uber Uber

Jose disse...

S.T. invoca o mais óbvio alvo do corretês e diz-se esperançoso.

O Cuco vai 'aos costumes' em defesa do associado; e a dignidade, senhores, quem pode resistir a um tão universal argumento que mobiliza desde o jihadista ao mais acérrimo membro do KKK?

S.T. disse...

Não é corretês, é decência, coisa que teremos que ensinar ao José, pelos vistos.
S.T.

Anónimo disse...

Tem graça. Jose volta aos cucos.

Apanhado pela sua invocação da raça ( bovina, canina, do boi mirandês?) volta-se para os "costumes" e para a "defesa do associado", com o jihadista e o "KKK à mistura"

Mais zero, nada, niente. Uma escrita obstrusa e pernóstica, mais uma vez, para esconder o "por acaso haverá solidariedade que sempre dispense...”, e a aversão que o pobre tem à dignidade.

(Seria em defesa da dignidade do torcionário - jadhista ou não- que jose defendia a dignidade de quem torturava? Pode-se sempre repescar as palavras exactas do digníssimo).

Mas percebe-se onde o sujeito ficou avinagrado com a invocação da dignidade. É quando se diz que "entre quem rouba e quem é roubado, quem explora e quem é explorado não deve haver qualquer solidariedade. E que passa também por aqui uma questão de dignidade.

Jose volta aos cucos. Percebe-se porquê.

E desde que não se fale no tema do post...