domingo, 12 de fevereiro de 2017

Perdeu a hipocrisia, as mulheres ganharam por todos


10 anos depois da vitória do "SIM" no referendo sobre a despenalização do aborto, nenhuma das profecias do "NÃO" se concretizou. Nem uma. O aborto diminuiu, a repetição de aborto pela mesma mulher diminuiu drasticamente, o uso da contracepção aumentou. Milhares de mulheres foram a consultas de planeamento familiar porque fizeram o aborto em estabelecimentos de saúde. E foi erradicada a corrida à urgências de mulheres na sequência de abortos sem condições.

O direito que as mulheres conquistaram foi usado com o sentido de responsabilidade que faltou a quem não se cansou de explicar que as mulheres, sem a tutela da religião e a perseguição do Estado, não se saberiam comportar em condições. O sentido de responsabilidade que faltou à maioria de direita, não o esqueçamos, a tentar introduzir um conjunto de disposições repugnantes, tentando subverter o resultado do referendo.

Ah, e a educação sexual também foi avançando, com a permanente oposição daqueles que, durante a campanha do referendo, com ela encheram a boca.

É um dia bonito. Porque a luta continua.

22 comentários:

Jose disse...

Ainda que tenha sido a decisão certa, nada justifica o privilégio de ser necessariamente à borla, nada justifica não haver penalização das abortadeiras crónicas.
Quanto ao 'sucesso' dizem-me que cerca de um em cada três concepções é abortada e essa é a exacta medida da dimensão do desastre de tanta acção social.

Anónimo disse...

Foi uma vitória das mulheres e a democracia refortaleceu-se. E´ o direito de todos nos a uma vida mais sã! Bem entendido que para uma democracia plena muito falta ainda, todavia Roma e Pavia não se fizeram num dia…e hoje há mais condições para que se rompa com miserandos preconceitos estabelecidos pelas forças dominantes de antanho. Preconceitos esses que foram elevados a´ categoria de cultura manhosa e que a direita persiste, teimosamente, em perpetuar. Portanto e´ necessário erradicar tais veículos redutores da vida. de Adelino Silva

Manuel Silva disse...

José:
Se o aborto fosse a pagar já tinhas entrado em falência.
Todos os dias tentas pôr aqui uma pretensa ideia que aborta.
Só tu queimas metade do orçamento do SNS para os abortos.
Desgraçado.

Anónimo disse...

A página de apresentação deste blog já não está acessível - era só para avisar.

Anónimo disse...

Abortadeira crónica?

Mas este tipo pensará que todos são feitos à sua imagem e semelhança ou à dos seus familiares ou à dos da sua igualha?

Anónimo disse...

E quem dirá ao do da abortadeira crónica ( abjecta esta extrema- direita) o "sucesso" da medida?

Que se sbandonem estes hábitos de coscuvilheira de antros de proxenetas profissionais e que se nomeiem as fontes.

Quem lê este blog merece um mínimo de respeito

Anónimo disse...

Algo nos diz que o aborto devia ter sido legalizado, ainda, antes do 25 de Abril de 74.

Manuel Silva disse...

José(zito):
Parolito.
O que eu acho mais curioso é o tiro a 1000 Km do alvo por parte dos teus amigos opositores à IVG.
Azucrinaram-nos o juízo com o dilúvio de abortos que todas as mulheres iriam fazer - afinal. era livre e grátis - e quem não gosta de coisas livres, em que a polícia não multa nem prende, e de coisas grátis?
Mas as tontas das mulheres abortadeiras, não só não aproveitaram a oportunidade como fizeram menos do que antes desta lei.
Vá-se lá saber porquê, sendo o aborto uma coisa tão fácil e agradável.
E tu e os teus amigos agora chucham no dedo.
Vê lá não te engasgues.

Anónimo disse...

"Desde 2007 que as mulheres portuguesas deixaram de ser empurradas para o aborto ilegal e clandestino, ou para o estrangeiro, como até aí, quando tomavam a difícil decisão de interromper uma gravidez que não era desejada.

O «sim» venceu no referendo de 2007 e, ainda que a participação eleitoral não o tenha tornado vinculativo, venceu-o de forma tão expressiva que na última década, nem os sectores que mais se bateram na campanha pelo «não» voltaram a pedir a cadeia, os julgamentos, a humilhação e as complicações e mortes que resultavam do recurso ao aborto clandestino.

Os dados oficiais relativas à interrupção voluntária da gravidez (IVG) na última década mostram uma redução do número de casos anuais superior a 15% entre 2009 e 2013, com o total de IVG estabilizado desde então. Também o número de jovens menores de 20 anos a recorrerem à IVG tem diminuído, assim como o número atendimentos por complicações abortivas – desde 2011 não há registada de qualquer caso de mortalidade materna associada à IVG.

Relembra-se o «golpe legislativo vergonhoso e de grande cobardia política protagonizado pelo PSD e pelo CDS-PP», referindo-se às alterações legislativas que impuseram uma taxa moderadora, que viria a ser fixada em 7,75 euros, e outros obstáculos no acesso das mulheres à IVG.

Essas alterações causaram polémica por terem sido agendadas e votadas à pressa para o último plenário da anterior legislatura, permitindo leituras que apontavam para o aproveitamento do último dia em que PSD e CDS-PP dispunham de maioria parlamentar para aprovar«tentativa de regresso ao passado no que respeita aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres».

As disposições viriam a ser revogadas, numa das primeiras iniciativas da nova legislatura em que PSD e CDS-PP deixaram de formar maioria, cumprindo o compromisso assumido pelos restantes partidos na altura da aprovação das alterações".

Anónimo disse...

"Dez anos. Assinala-se este sábado, 11, uma década sobre o referendo que veio dar o sim da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) até à décima semana de gestação e despenalizar uma prática de aborto ilegal, feita às escondidas, em condições perigosas para a saúde pública do sexo feminino e que chegava à ditar a morbilidade e, por vezes, a morte a muitas mulheres, vítimas de práticas mal feitas.

Hoje, os números da IVG por opção, coligidos anualmente pela Direção-Geral da Saúde, apontam para um decréscimo. E se, em 2008 foram realizadas 18.014 interrupções voluntárias, em 2015 foram reportadas 16.454, uma descida paulatina e que se tem vindo a verificar desde 2013.

Ao mesmo tempo, e apesar do decréscimo, é importante vincar que as mulheres desempregadas são quem mais recorre ao aborto. No ano passado, foram mais de 3200 (20% do total), em 2014 tinham sido quase 3450.

“Isso foi ainda mais evidente no período de austeridade”, recorda Alexandra Silva, presidente da Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PPDM).
Em 2013, foram reportadas 4218 IVGs levadas a cabo por mulheres que não tinham emprego.

As associações pró-IVG falam em êxito e vêm lembrar que, desde a introdução da lei, não há mortes de mulheres a relatar decorrentes de práticas abortivas ilegais. “Desde a implementação desta lei, desde 2011, que não existe qualquer morte associada ao IVG e isso é muito positivo”, congratula-se Alexandra Silva, da Plataforma de Mulheres. E salienta que “o número de abortos praticados em Portugal está a decrescer desde 2012”, deitando por terra os argumentos mais pessimistas e as acusações de que o sexo feminino poderia vir a recorrer a esta prática, uma vez liberalizada, sem limites".

Jose disse...

Manelziho, confesso-me impressionado!
O teu domínio estatístico dos abortos clandestinos antes da IVG é notável.
Também é notável que mantenhas a cretinice treteira de inventares o que eu penso para a seguir poderes aplicar o teu talento censório. O Cuco não faria melhor.
Sobre o que disse dizes nada.

Anónimo disse...

Cretinice treteira?
Cuco?

Ó herr Jose deixe-te de pesporrências malcriados e sebentas. Deixe-se de choraminguices piegas e pegajosaa

As suas abortadeiras crônicas são uma imagem de marca demasiado repelente para vir aqui dar mais uma de peralvilho grotesco para ver se passa.

Anónimo disse...

Continua a agiardar-se as fontes que dizem o que duzem ao sujeito do abortsdeira crónica.
O toca e foge podia ser um jogo lá de casa e o aborto até uma saída para tal. Mas esta forma manhosa e abjecta de actuar não pode passar.

Anónimo disse...

"O teu domínio estatístico dos abortos clandestinos antes da IVG é notável."

Isto diz um que raivosa e destrambelhadamente fala em "abortadeiras crónicas" e que se cala quando inquirido sobre as fontes do seu"dizem-me".

O contradizer-se permanentemente é da sua própria natureza, da sua ideologia caceteira e extremista, da sua condição intelectual, do seu estado mental ou de algum comportamento aditivo?
Ou apenas um veículo para fazer a sua propaganda ao obscurantismo medievo e trauliteiro?

Jose disse...

Cuco, não te esqueças da Inquisição e dos Nazis; está a ficar pouco agressivo!

Por falar nisso: quantas vezes é que te parece razoável que uma mulher aborte?
E se não tem vergonha nas trombas porque não lhe dão um nó nas trompas em vez de lhe darem borlas ilimitadas?
Oportunidade excelente para o mantra nazi...

Anónimo disse...

O sujeito das 12 e 48 ou das 10 e 37 ou das 19 e 04 está agitado. Percebe-se

O silêncio sobre as fontes que lhe andam a dizer coisas. A fuga sobre a medida do "sucesso". A "cretinice treteira" que debita a toda a hora, mais o cuco da mãe. As queixas sobre o domínio estatístico já esquecido.

O que lhe resta?
A fuga para os braços da inquisição e dos nazis(?) a que se junta uma linguagem desbragada típica do género.

Trombas? Deixe esse palavreado para uso doméstico. Isto não é um sítio mal frequentado.

Anónimo disse...

Quanto ao tratamento coloquial e familiar com que insiste tratar os demais...

Não passa. Tal como não passam os seus insultos das trombas ou das abortadeiras crónicas.

A higiene pública elementar assim o exige

Pelo que vá fazer as perguntas que quiser, da forma que quiser, à sua mãe ou ao seu pai em primeiro lugar. Aos seus ídolos ou aos seus parceiros de negociatas. Aos seus companheiros ou aos seus parceiros ideológicos. Falar-lhes nas trombas. Falar-lhes nos mantras nazis e da inquisição. Perguntar-lhes quantas vezes lhes parece razoável que abortem.

Fica tudo em família. E não desrespeita nem as mulheres nem quem lê este blog.


Anónimo disse...

"penalização das abortadeiras crónicas" e "borlas ilimitadas".

É neste espaço, neste estreito espaço, que se bandeia a compreensão da realidade humana por parte das forças obscurantistas e retrógradas.
Invocam o capital em socorro das suas teses abjectas, nem reparando que tal impregna o próprio capital da matéria abjecta que expelem.

O caminho para a barbárie trilhado por quem faz do obscurantismo medievo o seu pulsar.

Por isso também a irritação e a crispação desvairada dos seus cultores

Jose disse...

Cuco, quanto mais te empertigas mais contribuis para uma mensagem essencial: a esquerda abriga no seu seio criaturas completamente 'delusional' que o politicamente acolhe como resultando de uma qualquer sensibilidade social exarcebada, expressão de uma espécie de transcendência benigna quando são a própria expressão do irracional, intolerante e raivoso, normalmente acrescido de mau gosto.
Vou-te ignorar por algum tempo, salvaguarda que me é periodicamente necessária.

Anónimo disse...

José, um debate intelectual contigo:

Vai para o CARALHO que te Foda!A ti, ao mata velhas, aos banksters, ao miguel macedo, ao pauloportas dos submarinos e tutti quanti escumalha do PSDD/CDS

Anónimo disse...

Mais uma vez um nada escrito em letra de forma pelo sujeito da abortadeira crónica.

Patético e degradante. Sobra isto em jeito de fuga e de cobardia?

As abortadeiras crônicas mais as borlas ilimitadas confirmam muita coisa.

E o que confirmam está aí exposto com a crueza patente das pslavras.

Nem estas rábulas crispadss e destrambelhadas conseguem esconder a marca ideológica da barbárie revanchista e criminosa

Anónimo disse...

Sensibilidade social exacerbada? Ah. Agora percebem-se as trombas e a convocação dos nazis