sexta-feira, 22 de março de 2013

Neoliberal é o governo

"Neoliberal é a avozinha", diz-nos João Miguel Tavares no Público de hoje. Pede para que deixemos de usar o adjectivo "liberal" para caracterizar a acção deste governo. Pede para que continuemos a alinhar pelo romance do liberalismo de uma certa elite intelectual portuguesa. Pede para que deixemos que a fraude conveniente continue. Nem pensar. Isto é neoliberalismo em acção, como já aqui, por exemplo, se argumentou. Mesmo a questão fiscal é parte de uma estratégia mais vasta. É feio, bruto e mau? É. Mas digo-vos que tenho mais respeito por quem enfrenta isto de frente e o aceita com consciência de classe, Borges e Gaspar, por exemplo, do que por esta gente que sonha com ideologias puras e limpas para dar "mais liberdade aos indivíduos", esquecendo-se que as questões centrais no capitalismo, ou em qualquer outro sistema, já agora, são outras: Quem tem liberdade e quem está vulnerável a essa liberdade? Quem pode impor custos sobre quem? Quem controla o Estado e os outros instrumentos de poder menos visíveis? E não me venha com a conversa da "incapacidade para reformar o país". De que fala? De privatizações? Está a ser feito. De desregulamentação laboral e consequente perda de poder do trabalho organizado? Feito e ainda haverá mais. De regras ambientais menos estritas? Também. De cortes no Estado social? Claro. De despedimentos na função pública? Siga. Sinceramente, já não há pachorra para isto. Neoliberal é o governo que existe, deixe as empobrecidas avozinhas em paz.

11 comentários:

Anónimo disse...

São uns cobardes . Como observam que a "coisa" não está a dar resultado em Portugal , como não deu em nenhuma parte do mundo em que foi experimentada, começam a tirar o cavalinho da chuva.

D., H disse...

"Neoliberalismo, aqui, em Portugal, não, não é possível!"
Decididamente, a economia política não é o seu forte...

Anónimo disse...

Um governo deste calibre só existe porque existem idiotas úteis como esse pseudo-escriba que refere.
É ele o único motivo para eu não ver o Governo Sombra, basta-me a presença de um otário daquela dimensão a dizer baboseiras. Há meses que anda com essa tanga, de que este governo não é liberal, que até é socialista... Enfim, sabemos bem para que servem essas cortinas de fumo. E de onde vêm tais iluminados - da classe trabalhadora não é de certeza.

Anónimo disse...

Eu, contrariamente ao anónimo das 13.9, vejo o governo sombra apesar do imbecil em causa. E posso por isso conformar que está ali deslocado. Não tem categoria para ombrear com o RAP ou com o Mexia. Parece que só ali está, porque era preciso arranjar um palerma mais à direita que o Mexia e sobrou o gajo que ganhou protagonismo a ofender o Sócrates, como ele próprio já confessou em directo. Pela falta de nível das suas intervenções deve ser intimo do alegado Primeiro Ministro.

Anónimo disse...

Realmente, o "Governo Sombra" com os excelentes Pedro Mexia e Ricardo Araújo Pereira fica muito a perder com um gajo amargurado, analfabeto funcional, sem interesse nenhum e trapalhão/aldrabão (às vezes não se percebe bem se ele diz asneiras porque não percebe as coisas ou se está a tentar atirar o barro à parede) como o João Miguel Tavares.
Enfim, subiu à ribalta porque foi processado pelo Sócrates, mas fora isso não tem outras credenciais. Faz o papel dele, que é branquear os Borges, os Gaspares e os 20% de desemprego..

Anónimo disse...

tal como0 o anónimo 13;09 não vejo o Governo Sombra por causa dessa luminária.
Claro que tem de se compreender o papel dele.É que o rapazinho, coitado, tem de se prestar a fazer aquela figura porque se assim não fosse como é que ele ia ganhar o dele.Tão novinho e já tão sabido hem.!

João Carlos Graça disse...

Caro João Rodrigues
Não anonimamente, antes "ainda aqui está quem falou", permita-me que lhe diga o seguinte.
Claro que a manobra do escriba em questão é um reles truque argumentativo. Raciocinar com base em "supônhamos" completamente irrealistas permite-nos, no fundo, concluir aquilo que quisermos. Nomeadamente, que o governo não é neoliberal, que o Passos é um marsupial, o Relvas um monotrémato… whatever.
A isso, porém, acrescento:
1) O governo… mais o PS, isto é, todo o "arco da Troika", e todos por igual;
2) Quanto ao BE, os "supônhamos" de que "a Europa devia" isto e "a Europa devia" aquilo não constituem, bem vistas as coisas, um "cheap trick" intelectual comparável ao do escriba?
"Europeísta" é a avozinha?...

Anónimo disse...

Só mesmo no pasquim da extrema-direita que é o Público de sexta-feira é que João Miguel Tavares poderia escrever. Além de um representante da direita reaccionária (Vasco Pulido Valente) e de um NeoConservador (José Manuel Fernandes), o Público ainda arranjou espaço para um representante da direita de compreensão lenta.

Anónimo disse...

Mas o João Miguel Tavares é o tipo do "treuze". É o tipo que ao vivo e a cores, no Governo Sombra, insistiu que era "treuze" (e não "treze"). E mesmo depois de ser corrigido pelos outros, decidiu continuar a dizer um disparate.
Isto revela um pouco sobre como funciona aquela cabeça.

Anónimo disse...

O actual Governo Português adopta as políticas monetaristas de Milton Fridemen , que estão a ser aplicadas na UE e falharam em toda a parte onde foram aplicadas . Trouxeram grandes desigualdades sociais , aumento em flecha do desemprego e estagnação económica. Discutir se é liberal ou não, é desprovido de qualquer interesse, trata-se de uma questão de rótulo. Em Portugal também existe um partido político quem tem o rótulo de Social Democrata e não tem sociais democratas.

Anónimo disse...

O Sr. JMT é um ignorante.