segunda-feira, 27 de abril de 2026

Imagem, palavras


Carlos Guedes sabe que uma imagem não substitui palavras, mas pode fortalece-las. 

Os liberais até dizer chega da IL podem descer as ruas que quiserem, com a meia dúzia de gatos pingados que conseguirem arrebanhar, mas jamais esta extrema-direita fará parte dos desfiles do 25 de abril, de uma revolução democrática e nacional que é a antítese do seu programa de sociedade. 

O Chega tem outro lugar na divisão de trabalho destas duas expressões político-partidárias das frações mais reacionárias do capital. Ambos mobilizam pouca gente. Não precisam. O seu poder reside nos salões e escritórios da classe dominante, nos estúdios do capitalismo televisivo, nos stink-tanks pagos por milionários

Temos de pensar como se os seus quadros políticos fossem todos pagos pelo grandes grupos económicos, pelo patrão mais medíocre, pelo rentista mais insalubre, todos com mais direitos e menos deveres. O “como se” tem realismo e poder preditivo, dada a natureza da sua política velha, de décadas de hegemonia neoliberal, contribuindo objetivamente e subjetivamente para a subordinação do poder político ao pior e mais violento poder económico. 

Chama-se fascismo a este processo a partir de certa altura e daí a necessidade de uma economia mista de recorte antifascista, que dê densidade material ao preceito constitucional da subordinação do poder económico ao poder político democrático, exigindo, por exemplo, que se revertam privatizações ruinosas para a democracia. 

1 comentário:

Gonçalo disse...

o slogan devia ser "a liberdade não tem donos, portanto siga privatizá-la"