Busca desenfreada de rendas fundiárias por socializar e especulação financeira sem freio? Turistificação descontrolada, com “alojamento local” à cabeça, e procuras internacionais por regular? Falta de ordenamento do território e de reabilitação de milhares de casas devolutas para habitação? Inquilinos com cada vez menos direitos e, correlativamente, senhorios com cada vez mais?
Nada de mecanismos reais, dos que Nuno Serra aqui tem exposto, por favor. Thomas Carlyle bem dizia no século XIX: “peguem num papagaio, ensinem-no a dizer oferta e procura e têm um economista”; um economista convencional, claro. Álvaro Santos Pereira é um papagaio na questão da habitação e não só.
Só um mecanismo real desponta, relutantemente: o da reconhecida falta de habitação pública, sendo Portugal dos países onde é menor a sua importância na UE (2% do total), como temos insistido. É claro que austeritário até à medula, Santos Pereira está só a enganar o público com a sua sonsice, tal como engana quando promove a fraude da literacia financeira.
Que querem? É um economista que tem no cadastro ter sido ministro de Passos Coelho (não, não é CV) e que agora é governador do Banco que não é de Portugal. Um dia voltará a ser, mas só quando estes vende-pátrias forem derrotados.


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