quarta-feira, 22 de abril de 2026

Escolhas seguramente reveladoras


Nuno Severiano Teixeira estava fadado para o Conselho de Estado de Seguro. Do extremo-centro, cultor da fábula da “ordem baseada em regras”, servindo para ocultar a história do estruturalmente violento sistema imperialista liderado pelos EUA, é difícil pensar num liberal mais conforme na área das relações internacionais. 

Na assessoria económica, Seguro foi buscar quadros à direita económica pura e dura. Jorge Marrão, defensor de articulações com a extrema-direita, é a encarnação do sórdido mundo da consultoria, atividade ineficiente que prosperou na sombra do desmantelamento das capacidades técnicas do Estado. Luís Aguiar-Conraria, por sua vez, encarna a sabedoria económica convencional, estando sistematicamente errado desde que me lembro. 

É o que temos, nunca tivemos ilusões, votámos na segunda volta em que não se chamava Ventura, nunca andámos a anunciar mudanças de ciclo. Se depender destas escolhas, será mais do mesmo, o mesmo declínio desde a introdução do euro, apoiado por intelectuais do cortejo fúnebre da sociedade portuguesa, entalados entre Washington e Bruxelas, bons alunos de mestres cada dia piores.

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