domingo, 27 de setembro de 2026

Do moralismo neoliberal à moralidade socialista


Está na melhor história do neoliberalismo: acaba sempre no moralismo mais imoral, na transferência maciça de responsabilidades por problemas sistémicos para os indivíduos; afinal de contas, não há sociedade. Pura ideologia, enquanto pura ofuscação, para proteger grandes interesses, apelidos como Amorim. 

A ação coletiva, moralmente orientada, a que liberta a ação individual, implica coragem política: da taxação dos super-lucros das petrolíferas ao seu controlo público, do controlo de margens e de preços a, eventualmente, um justo racionamento, do investimento maciço nas renováveis e nos transportes públicos ao fim da belicista vassalagem ao eixo Washington-Bruxelas. 

Está tudo sistemicamente ligado. Haja moralidade socialista.  

2 comentários:

Lowlander disse...

Bom... As classes elitistas do "Ancien Regime", diziam antes da Revolucao Francesa "eles que comam brioche" quando os informava, de uma crise de carestia que impedia os pobres de terem dinheiro para comprar pao.
Hoje, em 2026, as classes elitistas portuguesas, dizem "eles que andem de bicicleta" quando informadas da crise de carestia que impede os pobres de terem dinheiro para comprar fuel.
A historia nao se repete mas rima...

Vitor Hugo Vieira disse...

Será que esta gente pensa um segundo que seja antes de dizer estas barbaridades?
Será que reparou que o aumento das vendas de carros eléctricos é devido apenas à classe alta/média alta que, porque pode, está a antecipar a compra desse tipo de viaturas, mas que depois a esmagadora maioria das famílias não tem poder de compra para tal, tendo de continuar a recorrer a carros com 15, 20 ou mais anos, acabando por ser as mais prejudicadas pela crise dos combustíveis?
Será que vai dar o mesmo conselho quando começar a reparar que as pessoas estão a cortar nas compras para a casa e a diminuir a quantidade de viagens de carro não essenciais, deixando de ir a restaurantes, bares, hotéis, eventos, cinemas, museus e afins?